Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco considerou que propaganda criou uma associação “artificial e descontextualizada” entre o candidato ao Senado e a governadora
A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado ganhou mais um capítulo — e novamente com decisão desfavorável ao candidato Mendonça Filho (PL).
Neste domingo (13), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) julgou procedente uma representação apresentada pela Coligação Pernambuco de Coração e confirmou que uma peça publicitária utilizada pelo candidato criou uma percepção “artificial e descontextualizada” de associação político-eleitoral entre Mendonça e a governadora Raquel Lyra (PSD).
Na prática, a Justiça Eleitoral voltou a colocar um freio na tentativa de vincular a candidatura de Mendonça ao projeto político da governadora.
A decisão determina que Mendonça Filho não utilize, em qualquer meio de propaganda eleitoral, a mesma peça ou conteúdos semelhantes que apresentem uma suposta narrativa de apoio de Raquel à sua candidatura ao Senado.
Além da proibição, o candidato foi condenado ao pagamento de multa de R$ 5 mil pela divulgação do conteúdo considerado irregular em seu perfil no Instagram.
RAQUEL JÁ HAVIA DEIXADO CLARO O PALANQUE
Um dos pontos destacados pela Justiça Eleitoral foi justamente o posicionamento público da própria governadora.
Raquel Lyra já declarou que Mendonça Filho “não é o nosso candidato a senador da República” e apontou oficialmente Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) como os nomes que integram sua chapa para o Senado.
A nova decisão reforça, portanto, uma questão que vem movimentando os bastidores da eleição pernambucana: a tentativa de alguns candidatos de se apresentarem como integrantes de um palanque que, oficialmente, não os tem como candidatos.
GUERRA PELO SENADO
A disputa pelas duas cadeiras de Pernambuco no Senado está cada vez mais acirrada. De um lado, candidatos tentam ampliar seus espaços e conquistar votos em diferentes segmentos políticos. Do outro, as chapas procuram deixar cada vez mais claras suas alianças e os nomes que efetivamente compõem seus projetos.
Para a Coligação Pernambuco de Coração, a decisão garante ao eleitor o direito de receber informações claras sobre quem realmente integra o grupo político liderado por Raquel Lyra.
Nos bastidores, a leitura é de que a decisão judicial aumenta a pressão sobre Mendonça Filho justamente em um momento em que a composição da chapa governista para o Senado está sendo utilizada como uma das principais armas da campanha.
A eleição ainda está longe de terminar, mas uma coisa já ficou evidente: na disputa pelo Senado, ninguém quer carregar candidato que não esteja oficialmente no mesmo palanque.
Informações do blog Cenário
Nenhum comentário:
Postar um comentário