Decisão encerra vínculo do ex-deputado com a corporação após processo administrativo apontar mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas
O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem como fundamento o abandono de cargo, após um processo administrativo disciplinar concluir que houve mais de 30 dias consecutivos de ausência injustificada ao serviço.A demissão foi assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, por meio da Portaria de Pessoal nº 135, de 18 de setembro de 2026. O procedimento havia sido concluído anteriormente pela Polícia Federal, que encaminhou o caso ao Ministério da Justiça para a decisão final.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, após aprovação em concurso público para o cargo de escrivão. Durante o período em que exerceu mandato de deputado federal por São Paulo, permaneceu afastado das funções na corporação para cumprir a atividade parlamentar.
O problema surgiu depois que Eduardo deixou o Brasil e passou a viver nos Estados Unidos. Após perder o mandato parlamentar, ele deveria ter retornado ao cargo na PF, mas não se reapresentou. A ausência levou à abertura de um processo administrativo disciplinar em 2026.
A situação funcional de Eduardo também se agravou no cenário político e judicial. O ex-deputado teve o mandato cassado após acumular faltas na Câmara e, posteriormente, passou a responder a processos relacionados à sua atuação política nos Estados Unidos.
Em setembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento também determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a inelegibilidade pelo período estabelecido pela Corte.
A demissão publicada agora pelo Ministério da Justiça formaliza, no âmbito administrativo, o encerramento do vínculo de Eduardo Bolsonaro com a Polícia Federal.
O ex-deputado permanece nos Estados Unidos, onde afirma estar vivendo como exilado político. A justificativa apresentada por ele para sua permanência no exterior é contestada pelas autoridades brasileiras e integra o contexto da disputa política e judicial envolvendo sua atuação fora do país.
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