A nova pesquisa do Instituto Múltipla coloca a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) numericamente à frente na corrida pelo Governo de Pernambuco. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (15), mostra Raquel com 44% das intenções de voto, enquanto o candidato do PSB, João Campos, aparece com 39%.
Na fotografia do momento, a diferença é de cinco pontos percentuais. Porém, a margem de erro de 3,3 pontos percentuais faz com que os dois estejam em situação de empate técnico. Raquel pode variar entre 40,7% e 47,3%, enquanto João pode oscilar entre 35,7% e 42,3%.
Na sequência, 1% declarou intenção de votar em outros candidatos. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 12% dos entrevistados ainda não definiram o voto.
O levantamento ouviu 900 eleitores pernambucanos entre os dias 11 e 14 de setembro, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07035/2026.
Na pesquisa anterior do Múltipla, divulgada em agosto, Raquel aparecia com 43%, enquanto João tinha 37%. Agora, a governadora oscilou um ponto para cima e o socialista avançou dois pontos, movimentos que permanecem dentro da margem de erro.
O levantamento também mostra uma eleição marcada por uma forte divisão regional. Raquel aparece à frente no Agreste, com 52% contra 35%, no Sertão, com 45% a 33%, e na Zona da Mata, com 44% a 36%. João Campos lidera na Região Metropolitana do Recife, com 44% contra 38%, e no Recife, onde registra 52% contra 32% de Raquel.
Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel também aparece numericamente à frente: 30% contra 24% de João Campos.
NA LUPA
A pesquisa chega faltando aproximadamente três semanas para o primeiro turno e mostra uma eleição que continua aberta, mas com um dado político impossível de ignorar: Raquel permanece numericamente na frente em mais uma rodada do Múltipla.
Ao mesmo tempo, a margem de erro impede qualquer leitura de vantagem consolidada. O eleitorado pernambucano ainda tem 12% de indecisos, além dos votos brancos e nulos, o que mantém uma parcela relevante do eleitorado em aberto.
Outro ponto que chama atenção é o desenho regional. A disputa não acontece de maneira uniforme em Pernambuco. João mantém força na capital e na Região Metropolitana, enquanto Raquel apresenta vantagem nos demais grandes blocos regionais apontados pelo levantamento.
Ou seja: a eleição continua sendo uma disputa de território, rejeição, transferência de votos e capacidade de mobilização. E, a cada nova pesquisa, a matemática ganha mais peso justamente porque o calendário eleitoral está entrando na reta final.
Na política, cinco pontos podem parecer muita coisa no palanque. Na estatística, com margem de 3,3 pontos, a história é outra. O que existe hoje é liderança numérica de Raquel e empate técnico entre os dois principais candidatos.
A pesquisa também registrou cenário de segundo turno com Raquel 49% e João 41%, além dos recortes regionais detalhados acima.
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