quinta-feira, 24 de setembro de 2026

SENADO EM PERNAMBUCO: MARÍLIA AVANÇA, EDUARDO DA FONTE CRESCE E MENDONÇA PERDE TERRENO NA NOVA QUAEST

A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado ganhou novos ingredientes com a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23). O levantamento mostra Marília Arraes avançando para 18%, Humberto Costa mantendo 14%, Mendonça Filho oscilando para baixo, com 10%, e Eduardo da Fonte crescendo para 8%. Túlio Gadêlha aparece com 4%. Mais do que simplesmente mostrar quem subiu ou caiu, os números revelam uma eleição ainda bastante aberta e com espaço para mudanças importantes até a votação.

Marília Arraes segue numericamente na frente e passou de 17% para 18%. Humberto Costa permaneceu nos 14%, enquanto Mendonça Filho caiu de 11% para 10%. Eduardo da Fonte foi de 7% para 8%. Com esse movimento, a distância entre Mendonça e Eduardo, que anteriormente era de quatro pontos, agora caiu para apenas dois.

Esse detalhe chama atenção porque a diferença entre os dois está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais. Na prática, a fotografia apresentada pela Quaest coloca Mendonça Filho e Eduardo da Fonte em uma faixa de disputa bastante próxima. Não significa que estejam tecnicamente empatados, mas mostra que a diferença numérica é pequena o suficiente para que o cenário possa mudar nas próximas semanas.

E há um fator que torna essa eleição ainda mais imprevisível: Pernambuco elegerá dois senadores. O eleitor não escolherá apenas um nome. Isso cria uma disputa própria, na qual a estratégia de cada candidatura passa também pela capacidade de ocupar o chamado segundo voto do eleitor.

A pesquisa mostra ainda que existe muito voto para ser conquistado. Nada menos que 21% dos entrevistados continuam indecisos. Na rodada anterior da Quaest, esse percentual era de 27%. Houve, portanto, uma redução de seis pontos, indicando que parte do eleitorado começa a definir suas escolhas.

Ao mesmo tempo, outros 21% afirmaram que pretendem votar branco, nulo ou que não pretendem votar. Somados aos indecisos, são 42% dos entrevistados que, neste momento, não aparecem associados a nenhuma das candidaturas que disputam as duas cadeiras.

É justamente aí que mora uma das principais características da eleição para o Senado em Pernambuco. Apesar de alguns nomes já apresentarem posições mais consolidadas, ainda existe uma parcela enorme do eleitorado que pode alterar a configuração da disputa.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam os nomes dos candidatos, 73% dos eleitores não souberam dizer em quem pretendem votar para o Senado. Na rodada anterior, eram 78%. O número diminuiu, mas continua mostrando que a maioria dos pernambucanos ainda não transformou sua escolha em uma decisão espontânea e definitiva.

Marília aparece como a candidata numericamente mais bem posicionada, mas a diferença para Humberto Costa é de quatro pontos, dentro de uma margem de erro de três. Mendonça Filho e Eduardo da Fonte, por sua vez, estão separados por apenas dois pontos. Em uma eleição para duas vagas, com tantos eleitores ainda sem decisão consolidada, a movimentação de poucos pontos pode alterar significativamente a fotografia apresentada pelas pesquisas.

Eduardo da Fonte é justamente um dos nomes que merece atenção nesta rodada. O crescimento de 7% para 8% acontece ao mesmo tempo em que Mendonça Filho passa de 11% para 10%. A distância entre os dois, portanto, diminuiu pela metade.

Isso não permite afirmar que Eduardo já tenha ultrapassado Mendonça ou que a mudança esteja consolidada. Mas mostra que a disputa pelo segundo espaço está longe de estar definida. A margem de erro impede conclusões mais definitivas sobre uma diferença tão pequena.

A nova Quaest também reforça que a eleição para o Senado possui uma dinâmica própria dentro do cenário político de Pernambuco. Enquanto a disputa pelo Governo concentra a atenção em uma polarização mais evidente, o Senado apresenta um quadro pulverizado, com diferentes candidaturas dividindo o eleitorado e uma parcela significativa ainda sem escolha.

Marília tem 18%, Humberto 14%, Mendonça 10%, Eduardo 8% e Túlio 4%. Nenhum dos candidatos, portanto, chega sequer à marca de 20% das intenções de voto. Ao mesmo tempo, 21% estão indecisos e outros 21% apontam branco, nulo ou ausência.

É um cenário que mantém a corrida completamente viva.

A eleição está entrando em uma fase decisiva, e a tendência é que o voto para o Senado ganhe cada vez mais espaço nas estratégias das campanhas. Os candidatos precisarão não apenas conquistar o eleitor que já demonstra preferência, mas também disputar aqueles que ainda não escolheram seus dois nomes.

A pesquisa Quaest foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro, com 1.302 eleitores de Pernambuco. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-05671/2026.

O retrato desta quarta-feira é claro: Marília lidera numericamente, Humberto permanece estável, Mendonça perdeu um ponto e Eduardo ganhou um. Mas, acima de tudo, a disputa pelas duas vagas continua aberta. Com 21% de indecisos e uma quantidade ainda maior de eleitores fora das candidaturas, o jogo do Senado pernambucano ainda tem muita estrada pela frente.

E quando estão em disputa duas cadeiras, não basta saber quem está na frente. É preciso descobrir quem conseguirá convencer o eleitor a colocar seu nome entre os dois escolhidos.

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