Candidato ao Senado diz que apostas online estão associadas ao endividamento das famílias e defende medidas mais duras contra o setor
O debate sobre as chamadas bets ganhou mais um capítulo na campanha eleitoral em Pernambuco. O deputado federal e candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) voltou a defender o combate às apostas online e afirmou que é contrário à expansão desse mercado no país.Segundo Túlio, a posição não surgiu agora, em meio à campanha. O parlamentar lembra que, ainda em 2024, apresentou o Projeto de Lei nº 3.724/2024, voltado à proteção de crianças e adolescentes diante da publicidade relacionada aos jogos de azar.
A proposta, de autoria do deputado, proíbe a participação de menores de idade em propagandas de jogos de azar e de produtos cujo consumo é restrito para essa faixa etária. O texto foi aprovado em comissão da Câmara dos Deputados em maio deste ano.
Agora, Túlio amplia o discurso e defende o enfrentamento ao modelo de apostas online, relacionando o crescimento das plataformas ao endividamento das famílias e aos problemas decorrentes da dependência em jogos.
“Eu sou contra as bets porque não podemos normalizar uma atividade que está adoecendo e endividando as famílias brasileiras. E existe ainda uma questão que precisa ser enfrentada: as apostas também podem ser utilizadas para lavar dinheiro e movimentar recursos do crime organizado”, afirmou.
O tema também entrou no discurso da governadora Raquel Lyra (PSD), que recentemente chamou atenção para a possibilidade de utilização das plataformas para lavagem de dinheiro e fortalecimento do crime organizado.
A discussão ganhou ainda mais espaço depois de uma declaração do presidente Lula (PT). Na sexta-feira (18), o presidente afirmou que, se dependesse de sua vontade, as bets deixariam de existir no Brasil, associando as apostas ao endividamento e a problemas de saúde provocados pela dependência.
Túlio tenta, agora, apresentar sua posição como parte de uma atuação parlamentar que já vinha tratando do assunto antes de a pauta ganhar força no debate eleitoral. O projeto apresentado por ele prevê multas para quem utilizar crianças e adolescentes na divulgação de jogos de azar, com punições maiores para empresas e responsáveis pela intermediação dessas campanhas.
“A gente não pode esperar o problema crescer ainda mais para agir. Criança não pode ser usada para vender bet, família não pode ser empurrada para o endividamento e o Estado não pode fechar os olhos para a possibilidade de o crime organizado utilizar esse mercado para lavar dinheiro. Essa é uma pauta que eu já enfrentava no Congresso e que vou continuar enfrentando no Senado”, declarou o candidato.
NA LUPA
A pauta das bets deixou de ser apenas uma discussão sobre publicidade e passou a ocupar espaço no debate político nacional. Em Pernambuco, Túlio Gadêlha procura transformar o tema em uma das marcas de sua campanha ao Senado, destacando uma atuação parlamentar anterior e defendendo regras mais rígidas para o setor. associadas ao endividamento das famílias e defende medidas mais duras contra o setor
O debate sobre as chamadas bets ganhou mais um capítulo na campanha eleitoral em Pernambuco. O deputado federal e candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) voltou a defender o combate às apostas online e afirmou que é contrário à expansão desse mercado no país.
Segundo Túlio, a posição não surgiu agora, em meio à campanha. O parlamentar lembra que, ainda em 2024, apresentou o Projeto de Lei nº 3.724/2024, voltado à proteção de crianças e adolescentes diante da publicidade relacionada aos jogos de azar.
A proposta, de autoria do deputado, proíbe a participação de menores de idade em propagandas de jogos de azar e de produtos cujo consumo é restrito para essa faixa etária. O texto foi aprovado em comissão da Câmara dos Deputados em maio deste ano.
Agora, Túlio amplia o discurso e defende o enfrentamento ao modelo de apostas online, relacionando o crescimento das plataformas ao endividamento das famílias e aos problemas decorrentes da dependência em jogos.
“Eu sou contra as bets porque não podemos normalizar uma atividade que está adoecendo e endividando as famílias brasileiras. E existe ainda uma questão que precisa ser enfrentada: as apostas também podem ser utilizadas para lavar dinheiro e movimentar recursos do crime organizado”, afirmou.
O tema também entrou no discurso da governadora Raquel Lyra (PSD), que recentemente chamou atenção para a possibilidade de utilização das plataformas para lavagem de dinheiro e fortalecimento do crime organizado.
A discussão ganhou ainda mais espaço depois de uma declaração do presidente Lula (PT). Na sexta-feira (18), o presidente afirmou que, se dependesse de sua vontade, as bets deixariam de existir no Brasil, associando as apostas ao endividamento e a problemas de saúde provocados pela dependência.
Túlio tenta, agora, apresentar sua posição como parte de uma atuação parlamentar que já vinha tratando do assunto antes de a pauta ganhar força no debate eleitoral. O projeto apresentado por ele prevê multas para quem utilizar crianças e adolescentes na divulgação de jogos de azar, com punições maiores para empresas e responsáveis pela intermediação dessas campanhas.
“A gente não pode esperar o problema crescer ainda mais para agir. Criança não pode ser usada para vender bet, família não pode ser empurrada para o endividamento e o Estado não pode fechar os olhos para a possibilidade de o crime organizado utilizar esse mercado para lavar dinheiro. Essa é uma pauta que eu já enfrentava no Congresso e que vou continuar enfrentando no Senado”, declarou o candidato.
NA LUPA
A pauta das bets deixou de ser apenas uma discussão sobre publicidade e passou a ocupar espaço no debate político nacional. Em Pernambuco, Túlio Gadêlha procura transformar o tema em uma das marcas de sua campanha ao Senado, destacando uma atuação parlamentar anterior e defendendo regras mais rígidas para o setor.
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