segunda-feira, 12 de outubro de 2026

CLARISSA TÉRCIO DENUNCIA DIRETORA DE ESCOLA POR SUPOSTA COAÇÃO ELEITORAL CONTRA ALUNOS EM PERNAMBUCO

A disputa política chegou ao ambiente escolar e agora será alvo de apuração pelos órgãos competentes. A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) denunciou uma diretora de escola pública ao Ministério Público Eleitoral por uma suposta prática de coação eleitoral contra estudantes.

O caso envolve a Escola de Referência em Ensino Médio Lagoa Encantada, em Pernambuco. Segundo informações encaminhadas ao gabinete da parlamentar, a diretora Niedja Pereira teria utilizado o espaço escolar para manifestar apoio ao presidente Lula, fazer críticas ao senador Flávio Bolsonaro e atacar eleitores identificados com a direita.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Clarissa Tércio apresentou uma gravação de áudio atribuída à diretora, na qual a profissional afirma que quem “vota na extrema-direita são os ricos”. A deputada também relatou outras supostas situações de pressão política sobre estudantes e disseminação de informações falsas.

Diante da gravidade das acusações, a parlamentar informou que encaminhou o caso ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ao Ministério Público Eleitoral e ao Ministério da Educação. A denúncia também foi levada à Gerência Regional de Educação e à Secretaria de Educação de Pernambuco.

“Escola é lugar de ensino, não de pressão política sobre os alunos!”, declarou Clarissa, afirmando que vai acompanhar o caso e cobrar providências das autoridades responsáveis.

A deputada anunciou ainda a criação de um canal de denúncias nas redes sociais para receber relatos de estudantes, pais, responsáveis e profissionais da educação sobre possíveis episódios semelhantes. Os denunciantes poderão encaminhar materiais como áudios, vídeos e documentos para subsidiar eventuais investigações.

O episódio coloca novamente em debate os limites da atuação política dentro das escolas públicas e a necessidade de garantir que estudantes não sejam submetidos a pressões ou constrangimentos por suas posições políticas.

Até o momento, as informações divulgadas partem da denúncia apresentada pela deputada. Caberá aos órgãos competentes investigar os fatos, verificar a autenticidade e o contexto dos materiais apresentados e esclarecer se houve alguma irregularidade. Não há, até agora, informação sobre uma conclusão oficial da apuração ou manifestação da diretora citada.

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