Passada a eleição presidencial, a política pernambucana já começa a mirar outro campo de batalha: a presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A disputa pelo comando da Casa ganha corpo nos bastidores, com nomes circulando, alianças sendo costuradas e parlamentares tentando medir a própria força antes que o jogo fique mais pesado.
Entre os nomes que aparecem nas articulações estão Joãozinho Tenório, Débora Almeida e Aglailson Victor, todos do PSD, além de Gustavo Gouveia, do Podemos. A lista, porém, está longe de ser definitiva. Na política, uma coisa é colocar o nome na mesa; outra, bem diferente, é reunir votos suficientes para chegar à cadeira mais cobiçada do Legislativo estadual.
A oposição também começa a discutir sua estratégia. O grupo terá de decidir se lança candidatura própria ou se aposta em um nome que consiga demonstrar maior independência em relação ao Palácio do Campo das Princesas. A eleição não será apenas uma disputa por cargos e influência dentro da Alepe. O resultado também dará sinais sobre o tamanho da força do governo estadual entre os deputados e a capacidade dos diferentes grupos de construir maioria.
FRANCISMAR PONTES QUER ENTRAR NO JOGO
O primeiro-secretário da Alepe, Francismar Pontes (PSB), também está no tabuleiro. Segundo informações que circulam nos bastidores, o deputado vem afirmando que será candidato e demonstra disposição para enfrentar um bate-chapa, mesmo que não haja consenso em torno de seu nome.
A postura indica que Francismar não pretende ficar esperando que as articulações dos outros definam seu destino. Se levar a candidatura adiante, terá de transformar disposição em votos e mostrar que possui musculatura política para enfrentar uma disputa que promete exigir muito mais do que declarações de intenção.
GUSTAVO GOUVEIA AVANÇA NOS BASTIDORES
Outro nome que se movimenta com atenção é o de Gustavo Gouveia (Podemos). O deputado vem trabalhando na construção de apoios e no diálogo com colegas, tentando ampliar seu espaço numa disputa em que cada voto poderá fazer diferença.
Gustavo tem a seu favor a experiência parlamentar e a possibilidade de transitar entre diferentes grupos. O desafio será transformar essas conversas em compromissos concretos. Em eleição de Mesa Diretora, simpatia não garante voto, e acordo de bastidor só ganha valor quando aparece na contagem final.
ANTÔNIO MORAES GANHA SINALIZAÇÃO PÚBLICA
O deputado Antônio Moraes também começa a colocar seu nome em evidência. Em vídeo publicado ao lado do prefeito de Aliança e presidente da Amupe, Pedro Freitas, o parlamentar foi apresentado pelo gestor como “futuro presidente da Assembleia”.
A declaração funciona como um gesto público de valorização da possível candidatura e coloca Antônio Moraes no radar da disputa. Resta saber até que ponto essa sinalização se converterá em apoio dentro do plenário, onde a eleição será efetivamente decidida.
Por enquanto, a presidência da Alepe segue em aberto. Há nomes se movimentando, grupos avaliando cenários e uma oposição tentando definir o melhor caminho. O que parece certo é que a disputa não será resolvida apenas por quem anunciar primeiro a candidatura, mas por quem conseguir reunir a maioria necessária.
Nos bastidores da Assembleia, a eleição já começou. E, como costuma acontecer na política pernambucana, muita coisa ainda será negociada antes de o primeiro voto ser depositado.
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