Pesquisa divulgada na véspera da eleição mostra empate técnico e confirma que Pernambuco caminha para uma disputa decidida no detalhe
A eleição para o Governo de Pernambuco chega à reta final como uma das disputas mais acirradas do país. A última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno, divulgada neste sábado (3), coloca a governadora Raquel Lyra (PSD) com 49% dos votos válidos, enquanto João Campos (PSB) aparece com 48%.
A diferença é de apenas um ponto percentual, dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos. Na prática, o levantamento confirma aquilo que a campanha já vinha mostrando nos últimos dias: a eleição está aberta e qualquer movimento de última hora pode fazer diferença.
Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) aparecem com 1% cada. Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Professora Camila (UP) foram citados, mas não alcançaram 1%.
O dado mais importante é que, com 49% dos votos válidos, Raquel Lyra não alcança, dentro da projeção do levantamento, os 50% mais um voto necessários para liquidar a disputa no primeiro turno. João Campos, com 48%, também está muito próximo.
ELEIÇÃO NO LIMITE
A fotografia apresentada pelo Datafolha é de uma eleição praticamente dividida ao meio.
Raquel chega ao último dia com uma vantagem numérica de um ponto, mas a margem de erro impede qualquer leitura de vitória antecipada. O eleitor pernambucano vai às urnas neste domingo diante de um cenário em que cada voto tem peso enorme.
Também é importante lembrar que pesquisa eleitoral não é resultado de urna. É um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas. Neste caso, o Datafolha ouviu os eleitores justamente nos dias 2 e 3 de outubro, quando a campanha já estava em seus últimos movimentos.
Ou seja: é uma fotografia tirada praticamente na boca da urna.
RAQUEL CHEGA VIVA E JOÃO TAMBÉM
Para Raquel Lyra, o resultado mantém a governadora na liderança numérica e mostra uma campanha que conseguiu chegar ao fim resistindo à forte ofensiva do PSB.
Para João Campos, os números representam a confirmação de que a estratégia de encostar na governadora funcionou. O socialista aparece a apenas um ponto da adversária e, dentro da margem de erro, está tecnicamente empatado.
É justamente aí que mora a tensão da eleição.
Não existe gordura para nenhum dos dois lados.
Os votos de Ivan Moraes, Renan Hallais e dos demais candidatos podem ganhar importância ainda maior diante de uma diferença tão pequena. Além disso, os eleitores que ainda poderiam mudar de posição ou decidir o voto de última hora também entram na conta.
O QUE O DATAFOLHA ESTÁ DIZENDO?
A principal mensagem do levantamento é simples: Pernambuco não tem uma eleição decidida antes da abertura das urnas.
Raquel tem uma vantagem de um ponto nos votos válidos, mas não suficiente para afastar a possibilidade de segundo turno. João está praticamente colado. E a margem de erro de três pontos torna qualquer comemoração antecipada uma aposta arriscada.
O cenário desenhado pelo Datafolha é de forte equilíbrio, com a definição podendo passar por diferenças pequenas em municípios, regiões e segmentos específicos do eleitorado.
A eleição que começou com Raquel tentando consolidar a reeleição e João Campos buscando virar o jogo chega ao último capítulo com os dois praticamente empatados.
Agora não é mais pesquisa.
É urna.
FICHA DA PESQUISA
O Datafolha ouviu 1.650 eleitores presencialmente nos dias 2 e 3 de outubro de 2026.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo PE-02404/2026.
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