terça-feira, 6 de outubro de 2026

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL NUNCA TEVE VIRADA NO 2º TURNO

A história das eleições presidenciais brasileiras coloca uma curiosidade no caminho de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT): desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na liderança perdeu a eleição presidencial no segundo turno.

O padrão começou em 1989, quando Fernando Collor terminou a primeira etapa à frente e derrotou Lula na votação decisiva. Depois, a sequência se repetiu em todas as eleições presidenciais que chegaram ao segundo turno.

Em 2002, Lula liderou o primeiro turno e venceu José Serra. Quatro anos depois, novamente na frente na primeira etapa, Lula derrotou Geraldo Alckmin. Em 2010, Dilma Rousseff terminou o primeiro turno na liderança e venceu José Serra. Em 2014, Dilma repetiu o roteiro diante de Aécio Neves.

Em 2018, Jair Bolsonaro foi o mais votado no primeiro turno e confirmou a vitória no segundo contra Fernando Haddad. Em 2022, foi a vez de Lula terminar a primeira etapa à frente e derrotar Bolsonaro na segunda votação. O histórico oficial das eleições está disponível na base de resultados do Tribunal Superior Eleitoral. 

Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso sequer precisou enfrentar um segundo turno, sendo eleito presidente já na primeira votação.

É justamente esse histórico que dá um ingrediente a mais à disputa de 2026. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na primeira colocação, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo, com 53.876.617 votos, ou 45,16%. 

Agora, os dois voltam às urnas para uma disputa completamente nova. Para Lula, será necessário ampliar sua votação além do eleitorado que o acompanhou no primeiro turno. Para Flávio, o desafio passa por preservar a vantagem conquistada na primeira etapa e buscar os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho, além de lidar com o comportamento dos eleitores que não compareceram às urnas.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Pela primeira vez desde 1989, portanto, uma eleição presidencial chega à fase decisiva com o candidato que liderou o primeiro turno tentando manter uma tradição que atravessa sete disputas presidenciais anteriores.

A urna, como sempre, é quem vai escrever o próximo capítulo.

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