O segundo turno promete esquentar ainda mais. Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) querem mudar o tom da campanha e pressionam o senador a voltar a explorar temas e personagens que causam desgaste ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação nos bastidores é que não dá para baixar a guarda justamente na reta decisiva da disputa.
Entre os alvos que voltaram ao radar estão o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e Fávio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. A estratégia, segundo informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, é mobilizar a base bolsonarista, ampliar o confronto político e evitar que Flávio passe a campanha reagindo aos movimentos de Lula.
O ALERTA VEIO DE DENTRO DO PRÓPRIO BOLSONARISMO.
Uma ala do grupo tem demonstrado insatisfação com a condução da campanha neste segundo turno. A leitura entre esses aliados é que a vantagem atribuída a Flávio em determinados cenários teria provocado um clima de “já ganhou”, deixando parte da equipe acomodada em um momento em que cada movimento pode fazer diferença.
Na política, porém, vantagem não significa vitória garantida. E é justamente esse o recado que os aliados tentam passar ao candidato: manter a militância mobilizada, reforçar o discurso de oposição e não permitir que Lula dite sozinho o ritmo da disputa.
A nova orientação deverá ganhar espaço nesta quinta-feira (15), durante a agenda de Flávio em Minas Gerais, onde o senador participará do chamado “Bloquinho dos 22”.
A DISPUTA SOBE DE TOM
O movimento mostra que a campanha de Flávio pretende intensificar o confronto direto com o petista. A aposta é recuperar temas que mobilizam o eleitorado bolsonarista e pressionar o adversário em assuntos politicamente sensíveis.
Resta saber se a ofensiva conseguirá ampliar o alcance de Flávio para além de sua base mais fiel ou se acabará reforçando a polarização entre os dois campos políticos. Em um segundo turno, mobilizar os próprios eleitores é fundamental, mas conquistar quem ainda está indeciso pode ser o verdadeiro caminho para chegar ao Palácio do Planalto.
No fim das contas, a ordem nos bastidores parece clara: nada de cantar vitória antes da hora. A campanha quer mais pressão, mais mobilização e menos acomodação. A disputa com Lula está longe de permitir qualquer cochilo.
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