segunda-feira, 26 de outubro de 2026

LULA DA FONTE NÃO TEM PIEDADE E MALTRATA MENDONÇA FILHO COM MONTAGEM SOBRE DERROTAS ELEITORAIS

Deputado do PP aperta o botão da maldade, provoca um adversário experiente e transforma o retrospecto eleitoral de Mendonça em munição política.

Na política pernambucana, tem provocação que é uma simples alfinetada. E tem provocação que chega para tirar o sono do adversário. Lula da Fonte (PP-PE) escolheu a segunda opção e não economizou na maldade ao publicar uma montagem no Instagram classificando Mendonça Filho (União Brasil) como o “maior perdedor da história de Pernambuco”.

O deputado federal não passou a mão na cabeça de ninguém. Pegou o histórico eleitoral do ex-ministro, colocou as disputas numa sequência e deixou a ironia fazer o serviço pesado. Foi um verdadeiro banho de água fria no orgulho de um político que há décadas frequenta os espaços mais importantes do poder pernambucano.

A mensagem de Lula da Fonte é cruel, mas politicamente certeira: ter currículo, ocupar cargos importantes e conhecer os atalhos de Brasília não significa necessariamente saber vencer eleições majoritárias. E é justamente nesse terreno que Mendonça oferece munição aos adversários.

A montagem relembra derrotas em disputas pela Prefeitura do Recife, pelo Governo de Pernambuco e pelo Senado. Entre os episódios mais conhecidos estão a derrota para Eduardo Campos na eleição estadual de 2006, a tentativa frustrada de chegar ao Senado em 2018 e a disputa contra João Campos pela Prefeitura do Recife em 2020. Em 2026, Mendonça voltou a tentar uma vaga no Senado e terminou sem conquistar o mandato.

Lula da Fonte fez o que os adversários adoram fazer: transformou resultados eleitorais em apelido político. E, na era das redes sociais, uma montagem bem calculada pode incomodar mais do que uma hora de discurso na tribuna. A imagem circula, a provocação repercute e o adversário passa a ter de explicar o próprio retrospecto.

É claro que Mendonça Filho tem uma trajetória relevante, com passagens pelo Ministério da Educação, pelo Governo de Pernambuco e pela Câmara dos Deputados. Mas nenhum currículo vem com imunidade contra o deboche. Quem entra repetidamente em disputas eleitorais também fica exposto ao julgamento dos eleitores e à memória dos adversários.

Há um detalhe: a relação de eleições apresentada na montagem contém inconsistências e não deve ser tratada como um levantamento histórico rigoroso sem conferência. Isso não impede Lula da Fonte de explorar politicamente as derrotas efetivas, mas exige cuidado com a contagem divulgada.

Ainda assim, o deputado do PP conseguiu o que pretendia: colocou Mendonça na defensiva e fez do retrospecto eleitoral uma arma de provocação pública. Foi ácido, direto e sem cerimônia.

LULA DA FONTE MALTRATOU! Na política, não existe prêmio por tempo de serviço, medalha por candidatura disputada nem vitória por insistência. O eleitor decide, e os adversários não costumam desperdiçar a oportunidade de lembrar quem perdeu.

Mendonça Filho pode até não gostar do apelido. Mas, depois dessa postagem, vai ter de conviver com uma pergunta incômoda: como um político com tanta experiência acumulou tantas frustrações nas disputas majoritárias?

Lula da Fonte jogou a provocação na praça. Agora, que a política pernambucana faça o resto.

Blog do Edney — a notícia verdade.

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