Por Geovani Oliveira
O Brasil chega a mais uma decisão eleitoral diante de uma escolha que vai além de nomes e partidos. Está em discussão o país que queremos construir, o valor da democracia, a soberania nacional e a oportunidade de milhões de brasileiros viverem com mais dignidade. A defesa da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva representa, para seus apoiadores, a continuidade de um projeto que coloca a inclusão social, a educação e o combate à fome no centro das prioridades nacionais.
Um país soberano, um povo respeitado
O Brasil não pode abrir mão de sua independência para atender aos interesses de outras nações ou de grupos econômicos. Soberania significa decidir os próprios caminhos, defender nossas riquezas e construir relações internacionais com respeito e autonomia. Nenhum país se torna verdadeiramente forte quando sua população passa fome, quando o filho do trabalhador não consegue estudar ou quando a pobreza impede milhões de pessoas de realizar seus sonhos.
Programas sociais, como o Bolsa Família, e políticas de segurança alimentar têm papel importante nessa luta. Dados oficiais do IBGE mostram que a insegurança alimentar grave caiu de 4,1% dos domicílios, em 2023, para 3,2%, em 2024. É um avanço significativo, embora a fome ainda permaneça como um problema que exige atenção permanente.
Educação não pode ser privilégio de quem tem dinheiro
Uma das maiores injustiças históricas do Brasil foi transformar o acesso ao ensino superior em uma oportunidade muito mais fácil para quem nasce em famílias de maior renda. Políticas como o ProUni, o Fies, a expansão das universidades federais e a Lei de Cotas ampliaram caminhos para que jovens de famílias pobres, estudantes da rede pública e grupos historicamente excluídos chegassem à universidade. E aqui está uma questão fundamental: o filho do trabalhador também pode ser médico, advogado, engenheiro, professor ou pesquisador. A capacidade de uma pessoa não é determinada pelo saldo bancário de seus pais.
Em um curso de Medicina, o estudante pobre deve ter a mesma oportunidade de aprender, desenvolver suas habilidades e exercer a profissão com excelência que o estudante rico. Isso não significa abrir mão do mérito ou da qualidade. Significa garantir que o talento não seja desperdiçado pela falta de dinheiro. Investir em educação é investir no futuro do Brasil. E defender a continuidade das políticas de inclusão é defender um país em que o nascimento não determine o destino de ninguém.
O Nordeste é uma potência de inteligência e talento
O Nordeste brasileiro precisa ser reconhecido não pela caricatura da pobreza, mas pela grandeza de seu povo. Nossa região é berço de artistas extraordinários, escritores, cientistas, pensadores, médicos, juristas, professores, empreendedores e profissionais de alto gabarito. De Pernambuco saíram nomes que marcaram a cultura, a ciência e o pensamento brasileiro. Nossas universidades produzem conhecimento, formam profissionais e contribuem para o desenvolvimento do país. O nordestino não precisa de favor nem de piedade. Precisa de oportunidade, investimento, respeito e políticas públicas capazes de transformar talento em realização.
É por isso que a educação, a proteção social e o desenvolvimento regional devem permanecer no centro do debate político. O Brasil não será plenamente desenvolvido enquanto parte de sua população continuar sem acesso às condições básicas para prosperar.
Democracia: o direito de pensar, escolher e viver em liberdade
Defender a democracia é respeitar a Constituição, as eleições livres, a liberdade de expressão e o direito de cada cidadão escolher seus representantes sem ameaças ou intimidação. O Brasil não precisa de uma sociedade dividida pelo ódio, na qual adversários políticos sejam tratados como inimigos. Precisamos de firmeza nas convicções, mas também de respeito às diferenças.
O radicalismo enfraquece o diálogo e transforma divergências legítimas em conflitos permanentes. Podemos discordar de governos, criticar decisões e exigir resultados sem abandonar o respeito às instituições democráticas. A liberdade de um cidadão não pode depender de sua posição política, de sua condição financeira ou de sua origem social. Em um Estado Democrático de Direito, todos devem estar protegidos pela Constituição.
Pernambuco e a escolha do futuro
Em Pernambuco, a discussão sobre a reeleição de Lula também envolve as expectativas de quem deseja mais oportunidades, fortalecimento das políticas sociais, desenvolvimento econômico e ampliação do acesso à educação. O eleitor pernambucano tem o direito de avaliar propostas, comparar trajetórias e decidir de maneira consciente. Para quem defende a continuidade desse projeto, Lula representa a possibilidade de manter políticas que procuram reduzir desigualdades e ampliar oportunidades para os brasileiros mais pobres.
Não se trata de afirmar que todos os problemas foram resolvidos. A saúde pública ainda enfrenta desafios, a educação precisa avançar e o emprego digno continua sendo uma necessidade para muitas famílias. Reconhecer os avanços não significa ignorar as dificuldades; significa discutir o que deve ser preservado, corrigido e melhorado.
25 de outubro: democracia e futuro
No próximo dia 25 de outubro, os brasileiros voltarão às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais. Será um momento de responsabilidade e de decisão sobre os rumos do país. Aos que acreditam na soberania nacional, na inclusão social, na educação como instrumento de transformação e na preservação do Estado Democrático de Direito, fica o chamado à participação consciente.
Defender Lula é, para seus apoiadores, defender a continuidade de um caminho político que busca combinar desenvolvimento, proteção social e oportunidades para quem historicamente teve menos acesso a elas. No dia 25 de outubro, vote com consciência. Vote pensando no Brasil, na democracia, na dignidade do povo e no futuro das próximas gerações. Porque o futuro de uma nação não deve ser construído pelo ódio, pelo preconceito ou pela exclusão, mas pela liberdade, pela justiça social e pela esperança de que todo brasileiro possa viver com dignidade.
*Advogado, Natural de Garanhuns.
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