terça-feira, 27 de outubro de 2026

LUTO: MORRE AOS 48 ANOS CAMILA KFOURI, FILHA DO JORNALISTA JUCA KFOURI

A dor de um pai que perde uma filha ganhou palavras difíceis de esquecer. Camila Kfouri, filha do jornalista esportivo Juca Kfouri e de Leda Kfouri, morreu aos 48 anos, deixando familiares, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória profundamente abalados. A morte foi confirmada pelo próprio jornalista em um texto emocionante publicado no UOL Esporte. A causa do falecimento não foi divulgada.

Camila morreu na segunda-feira (26), mas a notícia repercutiu nesta terça-feira (27), provocando manifestações de pesar nas redes sociais e no meio jornalístico e cultural.

Ao comunicar a perda, Juca Kfouri não escondeu a dimensão do sofrimento. “Perdi hoje uma das paixões de minha vida. Sinto na carne a dor que imaginava ser a maior de todas”, escreveu o jornalista, em um relato marcado pela tristeza e pela dificuldade de imaginar a vida depois da partida da filha.

Conhecida carinhosamente como Cam, Camiloca e Joaninha, Camila era a única filha mulher entre os quatro filhos de Juca e Leda. Mais do que filha de um dos nomes conhecidos do jornalismo esportivo brasileiro, construiu uma trajetória própria, marcada por diferentes experiências profissionais e pelos laços de amizade que cultivou ao longo da vida.

Formada em Psicologia, Camila atuava como psicóloga e psicoterapeuta. Antes de se dedicar à profissão, trabalhou como produtora na Conspiração Filmes e também desenvolveu atividades como DJ, com repertório voltado à música brasileira. Na homenagem, o pai destacou o talento da filha nas diferentes áreas em que atuou e a rede de amizades que ela construiu.

A história de Camila também foi marcada por problemas de saúde. Em seu relato, Juca Kfouri recordou um episódio traumático ocorrido quando ela tinha apenas seis anos: a menina presenciou o avô paterno ser baleado durante um assalto na porta da residência da família. Segundo o jornalista, o episódio foi seguido por sequelas e dificuldades que a acompanharam ao longo dos anos.

Juca mencionou complicações de saúde enfrentadas pela filha, entre elas disfunção da glândula suprarrenal e neuropatia diabética, além de questões relacionadas à compulsão alimentar e uma cirurgia bariátrica. O jornalista relacionou esse histórico às consequências daquele trauma vivido na infância, mas não foi divulgada uma causa médica específica para a morte.

A despedida também mobilizou amigos próximos. A artista plástica Rita Wainer, amiga de Camila havia mais de três décadas, publicou uma homenagem nas redes sociais e expressou a dificuldade de encontrar palavras diante da perda. O cineasta Fernando Grostein também lamentou a morte da amiga, a quem considerava como uma irmã.

O velório de Camila está previsto para esta terça-feira (27), das 11h às 15h, no Cerimonial Pacaembu, em São Paulo. A cremação está marcada para as 16h30, no Crematório Vila Alpina.

Ao se despedir, Juca Kfouri deixou uma declaração que traduz a dimensão de uma perda para a qual não existem palavras capazes de oferecer consolo: “Só sei que a levarei comigo até o fim”.

Aos 48 anos, Camila deixa uma história que passou pela psicologia, pelo audiovisual e pela música, mas que, acima de tudo, permanece na memória de quem conviveu com ela. Para a família, fica a ausência irreparável; para o pai, o desafio de seguir vivendo com a lembrança de uma filha que, como ele próprio escreveu, era uma das grandes paixões de sua vida.

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