quinta-feira, 29 de outubro de 2026

MORO DEFENDE SAÍDA DE FLÁVIO BOLSONARO DO BRASIL E QUESTIONA APREENSÃO DE PASSAPORTES

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), saiu em defesa de Flávio Bolsonaro (PL) após a saída do senador do Brasil, depois da derrota na disputa presidencial. Para o ex-juiz da Lava Jato, a decisão de deixar o país é “compreensível”, diante da possibilidade de apreensão de seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em publicação nas redes sociais na terça-feira (27), Moro questionou o que considera um cenário de anormalidade institucional no Brasil. O argumento apresentado por ele foi o desempenho eleitoral de Flávio, que, segundo a declaração, recebeu 59 milhões de votos na disputa presidencial.

“Em que tipo de país o candidato da oposição à presidência, que teve 59 milhões de votos, tem o seu passaporte apreendido no dia seguinte à eleição? O Brasil segue longe da normalidade institucional. No contexto, Flávio deixar o País é compreensível”, escreveu.

A saída do senador ocorreu após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais. Flávio embarcou acompanhado da mulher e das filhas, em um voo pela região de Puerto Iguazú, na Argentina, cidade próxima à fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná.

Segundo informações divulgadas pela emissora argentina Todo Noticias (TN), Flávio teria atravessado a fronteira a pé para entrar na Argentina, antes de seguir viagem. As informações divulgadas também apontam que ele já está nos Estados Unidos.

A manifestação de Moro coloca mais um personagem de peso do campo político ligado ao bolsonarismo no debate sobre a saída do senador do país e a eventual apreensão de seus documentos de viagem. O episódio também amplia a discussão sobre os limites da atuação judicial e as garantias legais de figuras públicas, especialmente em um momento de forte tensão política após o resultado das urnas.

Por enquanto, a declaração de Moro representa uma avaliação política sobre o caso. A legalidade de qualquer medida de apreensão de passaportes depende dos fundamentos jurídicos e das circunstâncias concretas da decisão judicial.

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