A ordem de detenção foi expedida por quatro integrantes do Ministério Público paraguaio responsáveis pela investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo o Ueno Bank, instituição financeira que entrou em colapso e provocou uma grave crise no país.
A investigação aponta suspeitas de gestão fraudulenta, lesão de confiança e outros possíveis crimes. Peña já havia mantido participação acionária na holding ligada ao banco, embora tenha declarado posteriormente a venda de suas ações.
A determinação foi encaminhada à Polícia Nacional do Paraguai, que enviou agentes até a residência do ex-presidente para cumprir a ordem judicial. A medida estabelece que ele permaneça em prisão domiciliar até ser apresentado às autoridades responsáveis pela investigação.
O caso também envolve Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do Paraguai, que teve a detenção determinada no mesmo procedimento.
CRISE BANCÁRIA DERRUBOU O PRESIDENTE
A queda de Santiago Peña está diretamente relacionada ao escândalo envolvendo o Ueno Bank, cuja crise deixou milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos e provocou forte reação popular.
O episódio ganhou dimensão política após denúncias de possíveis favorecimentos, conflitos de interesse e movimentações financeiras envolvendo recursos públicos e empresas relacionadas ao grupo controlador da instituição.
O Senado aprovou a destituição de Peña por unanimidade dos 44 parlamentares presentes, encerrando antecipadamente um mandato que deveria seguir até 2028.
Com a decisão, o então vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país.
A prisão do ex-chefe do Executivo representa mais um capítulo de uma das maiores crises políticas e financeiras recentes do Paraguai. As investigações continuam e as suspeitas ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Fontes de apuração: ABC Color, EFE, Reuters e Associated Press.
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