A chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) passou a enfrentar mais uma frente de questionamentos na Justiça Eleitoral. O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou a notificação dos dois integrantes da chapa em uma ação apresentada pelo partido Novo, que acusa o governo de suposto abuso de poder político durante o processo eleitoral de 2026.
Na representação, o Novo aponta 35 medidas adotadas pelo governo federal ao longo do ano, envolvendo a criação ou ampliação de programas e benefícios. Segundo o partido, as iniciativas teriam provocado um impacto estimado em R$ 73 bilhões e poderiam ter sido utilizadas para favorecer eleitoralmente a candidatura de Lula e Alckmin.
Com a decisão, Lula e Alckmin terão prazo de cinco dias para apresentar suas defesas. Após receber as manifestações, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva deverá avaliar se existem elementos suficientes para encerrar o processo ou se a ação seguirá para a fase de produção de provas.
O caso amplia a pressão jurídica sobre a chapa presidencial. De acordo com as informações da representação, outras 12 ações também questionam a candidatura perante a Corregedoria do TSE.
A abertura desse procedimento, porém, não significa que houve reconhecimento de irregularidade ou condenação dos envolvidos. O processo ainda está em fase inicial, e caberá à Justiça Eleitoral analisar os argumentos apresentados pelas partes e as provas que eventualmente forem produzidas.
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