sábado, 7 de novembro de 2026

GILSON MACHADO LEVA RECADO DOS EUA: DIREITA NÃO DEVE NEGOCIAR PRESIDÊNCIAS DA CÂMARA E DO SENADO, MESMO QUE PERCA

Ex-ministro afirma que orientação recebida durante encontro conservador na Flórida é manter candidaturas próprias e não abrir mão da coerência política.

A disputa pelo comando do Congresso Nacional começa a ganhar novos contornos dentro da direita brasileira. O deputado federal eleito e ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos) afirmou que a orientação recebida durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no resort Mar-a-Lago, na Flórida, é não negociar as eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Segundo Gilson, a direita deverá manter candidaturas próprias, mesmo que isso represente uma derrota nas disputas internas do Legislativo. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, após sua participação no encontro conservador nos Estados Unidos.

“A orientação é não fazer acordo, mesmo que a gente perca, não tem problema. Agora, a gente não vai perder é a coerência. E vamos honrar cada voto que a gente recebeu”, afirmou o ex-ministro.

Gilson Machado viajou aos Estados Unidos para participar da conferência e também se reunir com Flávio Bolsonaro (PL). O evento reuniu lideranças conservadoras de diferentes países e terminou neste sábado (7).

A declaração sinaliza uma posição de resistência a possíveis composições políticas em torno das duas principais cadeiras de comando do Congresso. Na prática, o grupo defende preservar sua identidade política e disputar os espaços de poder sem necessariamente aderir a acordos com outras forças partidárias.

A movimentação também coloca em evidência o debate sobre os rumos da direita brasileira e sua estratégia de atuação no próximo período legislativo. Entre a possibilidade de ampliar espaços institucionais por meio de alianças e a decisão de manter candidaturas próprias, o discurso apresentado por Gilson Machado aponta para uma estratégia que prioriza a independência nas negociações.

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