Aeronáutica investiga se Marrone pilotava helicóptero que caiu em SP
Acidente aconteceu na segunda em São José do Rio Preto.
Cantor teve alta nesta quarta; outras duas pessoas estão internadas.
Do G1 SP, com informações do Jornal Hoje
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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga se o cantor Marrone, da dupla sertaneja Bruno e Marrone, pilotava o helicóptero que caiu nesta segunda-feira (2) em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Outras duas pessoas que estavam na aeronave também ficaram feridas – o piloto contratado pelo cantor e um secretário do artista.
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O delegado José Luiz Chain informou nesta quarta-feira (4) que a investigação da Polícia Civil por lesão corporal só poderá ser levada adiante se as vítimas registrarem queixa contra o piloto. O delegado disse ainda que irá apurar a hipótese de que Marrone pilotava o helicóptero após reportagem de um jornal de São José do Rio Preto. Chain ressaltou, entretanto, que as informações iniciais são de que a aeronave era pilotada por Almir Carlos Bezerra.
Chain informou que começará a intimar nesta quarta-feira as testemunhas do acidente e funcionários do aeroporto de São José do Rio Preto.
A assessoria de imprensa do cantor disse apenas que não foi comunicada oficialmente da investigação.
Marrone recebeu alta na manhã desta quarta-feira do Hospital de Base da cidade. Ele teve apenas ferimentos leves, mas chegou a ficar internado em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. De óculos escuros, ele saiu em uma caminhonete prata pelos fundos do hospital, sem aparecer para os fãs que aguardavam na entrada principal.
O acidente aconteceu quando Marrone seguia para Goiânia. Almir Carlos Bezerra, de 49 anos, teve o pé amputado. Ele passou por uma cirurgia que tentou, sem sucesso, reconstituir o membro inferior esquerdo do paciente. Nesta quarta, ele já havia saído da UTI e estava em um quarto. O estado de saúde era considerado estável, sem previsão de alta.
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Repouso
Após alta médica, Marrone recebeu a recomendação de permanecer em repouso em casa durante uma semana. Antes de deixar o hospital, ele se reuniu com a direção do hospital para agradecer o atendimento.
O cirurgião-geral e de trauma Rogério Yukio, que faz parte da equipe que prestou atendimento ao cantor, disse que Marrone está “excelente”. “Está ótimo, sem nenhuma sequela, tem apenas algumas escoriações”, afirmou. Em relação ao estado psicológico do músico, o médico disse que ele está “muito bem”. “Sempre agradecendo a Deus”, acrescentou.
A assessoria do cantor informou nesta terça-feira (3) que Marrone, após deixar o hospital, seguia de carro para São Paulo, onde mora a filha dele que nasceu na semana passada.
O secretario particular e primo do cantor, Jardel Alves Borges, de 33 anos, continua internado na UTI do Hospital de Base. Segundo o boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira, o quadro de saúde é considerado “estável e grave". Ele respira com o auxílio de aparelhos. O médico informou que Jardel segue sedado. O primo do cantor passará por uma tomografia de crânio nesta quarta-feira para avaliar os próximos passos do tratamento.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
CHUVA FAZ 2ª VITIMA FATAL EM PERNAMBUCO
A chuva que continua a cair em Pernambuco voltou a fazer estragos durante a madrugada desta quarta-feira na região metropolitana do Recife e Mata Sul do Estado. Em Vitória de Santo Antão, a 55 km da capital, um homem morreu e em Palmares, na Mata Sul, cerca de 6 mil pessoas estão desalojadas e 280, desabrigadas.
O corpo de Rubenildo Moraes de Cabral, 25 anos, foi encontrado e resgatado pelos próprios moradores de Vitória de Santo Antão na noite de terça-feira. Ele teria morrido afogado após ser arrastado pela correnteza. Rubenildo é a segunda vítima fatal em consequência das chuvas que atingem o Estado. Na segunda-feira, a queda de uma barreira provocou a morte de Lídia Tainara Almeida da Silva, 21 anos, na cidade de Camaragibe, também na região metropolitana do Recife.
Além dessa vítima fatal, as chuvas já deixaram em Vitória de Santo Antão mais de 50 famílias desalojadas. As que não têm para onde ir são levadas para escolas da rede estadual. As aulas nessas unidades estão suspensas. O nível do rio Tapacurá, que banha o município, está muito alto e ameaça destruir a ponte da cidade. O tráfego de carros, ônibus e caminhões foi proibido.
Região metropolitana
Na capital pernambucana, parte do teto de dois apartamentos desabou no bairro dos Coelhos, centro da cidade, na noite de terça-feira. O acidente deixou uma criança e dois adultos feridos. Todos foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento em Imbiribeira, onde foram medicados e liberados. A área onde houve o desmoronamento foi interditada. De acordo com o Corpo de Bombeiros há risco de mais acidentes.
Já no bairro de Dois Unidos, zona norte do Recife, a queda de uma barreira também na noite de terça-feira destruiu uma casa. Ninguém ficou ferido. A Coordenadoria de Defesa Civil do município interditou o local. Uma equipe do órgão deve fazer uma vistoria na área nesta quarta-feira.
A cidade de Jaboatão dos Guararapes é uma das mais atingidas da região metropolitana. Em quatro dias já choveu 77% do esperado para todo o mês de maio no município. A Defesa Civil emitiu um alerta para que cerca de 1,5 mil famílias moradoras de áreas de risco abandonassem suas casas. O nível do rio Jaboatão, que não para de subir, é outro perigo.
O bairro da Muribeca foi o mais atingido. Toda a localidade está alagada e há moradores ilhados. A prefeitura do município decretou estado de emergência. Na cidade de Camaragibe, os vários deslizamentos de terra fizeram com que a prefeitura também decretasse estado de emergência.
Mata Sul
A região da Mata Sul, que foi duramente castigada pelas enchentes no ano passado, também sofre com as chuvas. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, fez um sobrevoo na área na manhã desta quarta-feira.
De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil do Estado (Codecipe), somente em Palmares cerca de 6 mil pessoas estão desalojadas e 280, desabrigadas. Seis abrigos foram montados nos bairros mais altos para receber todas as famílias que tiveram de abandonar suas casas. Uma reunião entre a Codecipe e a prefeitura da cidade deve acontecer ainda nesta quarta-feira para fazer um levantamento do nível de destruição na cidade.
FEIRÃO DA CAIXA OFERTA 15 MIL IMÓVEIS
CASA PRÓPRIA
Feirão da Caixa vai ofertar 15 mil imóveis
Sétima edição do Feirão da Casa Própria no Estado será realizado de 20 a 22 de maio no Centro de Convenções de Pernambuco
Publicado em 04/05/2011, às 15h47
Cecília Ramos
A Caixa Econômica Federal promoverá o 7º Feirão Caixa da Casa Própria de Pernambuco, de 20 a 22 de maio, no Centro de Convenções, em Olinda. Serão ofertados 15 mil imóveis, entre novos e usados. São casas e apartamentos mais populares, com oportunidades de negócios com financiamento de até 100% do valor do imóvel.
A maior parte das ofertas estão inclusas no Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. O custo dos imóveis varia: há opções que variam entre R$ 40 e R$ 80 mil; outras de até R$ 150 mil, com juros mais baixos; e imóveis a partir de R$ 150 mil. Participam do evento 62 construtoras e 30 imobiliárias.
Uma dica para os interessados em comprar um imóvel é acessar o site da Caixa (www.caixa.gov.br) e simular uma proposta, antes de ir para o feirão. No simulador, pode-se saber, por exemplo, que uma família que deseja financiar um imóvel de R$ 130 mil deve ter uma renda mensal mínima de R$ 3,5 mil. Essa renda possibilita um financiamento de 80% do valor do imóvel, ou seja, de R$ 104 mil. Nesse caso, usando o prazo máximo de financiamento (360 meses), a prestação mensal inicial fica em R$ 1.039,46. E como o financiamento tem parcelas decrescentes, a última prestação prevista é de R$ 334,22.
SERVIÇO:
Feirão Caixa da Casa Própria
Quando: de 20 a 22 de maio
Local: Centro de Convenções de Pernambuco
Horário: Sexta (20) e sábado (21): 10h às 20h; e domingo (22): 10h às 18h
Mais informações: www.feirao.caixa.gov.br e no twitter @feiraocaixa
Feirão da Caixa vai ofertar 15 mil imóveis
Sétima edição do Feirão da Casa Própria no Estado será realizado de 20 a 22 de maio no Centro de Convenções de Pernambuco
Publicado em 04/05/2011, às 15h47
Cecília Ramos
A Caixa Econômica Federal promoverá o 7º Feirão Caixa da Casa Própria de Pernambuco, de 20 a 22 de maio, no Centro de Convenções, em Olinda. Serão ofertados 15 mil imóveis, entre novos e usados. São casas e apartamentos mais populares, com oportunidades de negócios com financiamento de até 100% do valor do imóvel.
A maior parte das ofertas estão inclusas no Programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal. O custo dos imóveis varia: há opções que variam entre R$ 40 e R$ 80 mil; outras de até R$ 150 mil, com juros mais baixos; e imóveis a partir de R$ 150 mil. Participam do evento 62 construtoras e 30 imobiliárias.
Uma dica para os interessados em comprar um imóvel é acessar o site da Caixa (www.caixa.gov.br) e simular uma proposta, antes de ir para o feirão. No simulador, pode-se saber, por exemplo, que uma família que deseja financiar um imóvel de R$ 130 mil deve ter uma renda mensal mínima de R$ 3,5 mil. Essa renda possibilita um financiamento de 80% do valor do imóvel, ou seja, de R$ 104 mil. Nesse caso, usando o prazo máximo de financiamento (360 meses), a prestação mensal inicial fica em R$ 1.039,46. E como o financiamento tem parcelas decrescentes, a última prestação prevista é de R$ 334,22.
SERVIÇO:
Feirão Caixa da Casa Própria
Quando: de 20 a 22 de maio
Local: Centro de Convenções de Pernambuco
Horário: Sexta (20) e sábado (21): 10h às 20h; e domingo (22): 10h às 18h
Mais informações: www.feirao.caixa.gov.br e no twitter @feiraocaixa
GOVERNADOR VISITA CIDADES ATINGIDAS PELA CHEIA
Eduardo Campos vai à Mata Sul para conferir estragos da chuva
O governador Eduardo Campos seguiu de carro para as cidades de Ribeirão, Palmares e Xexéu a fim de conferir in loco os estragos provocados pelas chuvas dos últimos dias. A previsão era de que ele sobrevoasse a Mata Sul hoje (04) pela manhã, mas o mau tempo e a falta de visibilidade impediram que a aeronave passasse de Vitória de Santo Antão.
“Vamos coordenar e dar suporte ao trabalho das defesas civis municipais e prestar todo o atendimento emergencial necessário às famílias que foram prejudicadas pelas chuvas. Estamos monitorando as chuvas há cerca de 15 dias e todas as nossas equipes já estão de prontidão 24 horas. O Governo do Estado fará tudo que estiver ao seu alcance para evitar maiores estragos à população”, assegurou o governador.
Às oito da manhã, Eduardo deixou o Recife de helicóptero ao lado do secretário de Recursos Hídricos e Energia, João Bosco de Almeida. Durante uma hora, eles puderam vistoriar a calha do Rio Capibaribe e as cidades de Vitória de Santo Antão, Moreno e Jaboatão, além da barragem de Tapacurá.
Após o sobrevôo, João Bosco tratou de tranqüilizar a população. O secretário informou que o Governo do Estado resolveu abrir as comportas da Barragem de Carpina de forma gradativa para que ela possa armazenar o máximo possível das águas das chuvas. Com capacidade para 210 milhões de metros cúbicos, o reservatório acumula um terço de sua capacidade neste momento. “São 70 milhões de metros cúbicos de água que serão liberados aos poucos nos próximos sete dias”, informou Bosco.
MATA SUL TEM RETOMADO FORNECIMENTO DE ENERGIA
Fornecimento de energia é retomado em Palmares, Catende, Jaqueira, Lagoa dos Gatos e Maraial
A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informou que no Centro de Palmares, Catende, Jaqueira, Lagoa dos Gatos e Maraial, o fornecimento elétrico foi retomado. Entretanto, em algumas localidades rurais e no perímetro urbano de Água Preta, o suprimento de energia ainda está comprometido em decorrência da dificuldade de acesso ou por solicitação das autoridades competentes.
Engenheiros, técnicos e eletricistas da concessionária permanecem nas áreas mais afetadas pelas inundações inspecionando o sistema elétrico e atuando na recomposição da rede de distribuição de energia. Contingentes de profissionais de outras regiões do Estado estão sendo mobilizadas para auxiliar nos trabalhos emergenciais na Mata Sul.
A Celpe alerta aos consumidores que solicitem a inspeção, por especialistas, das instalações elétricas dos imóveis antes de religarem a energia, mesmo nos locais onde a água já escoou. Paredes, tomadas e interruptores ainda úmidos, aumentam o risco de vazamento de corrente elétrica e, consequentemente, curtos-circuitos e acidentes por choque elétrico. A Celpe se coloca à disposição da população através do telefone 0800 081 0196.
Com informações da assessoria
E O RIO UNA MAIS UMA VEZ INVADIU COM FORÇA BARREIROS
Rio Una invade casas e lojas em Barreiros
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Na madrugada desta quarta-feira o rio Una, no município de Barreiros, zona da Mata pernambucana, começou a subir rapidamente, formando grande correnteza. Os moradores das áreas ribeirinhas foram obrigados a deixar suas casas.
Não há o registro de vítimas fatais, mas os danos materiais são grandes. Muitas famílias perderam móveis e eletrodomésticos. A água também atingiu as lojas do centro comercial da cidade, que estão fechadas.
A cidade, localizada a cerca de 100 quilômetros do Recife, ainda se recuperava da enchente registrada em junho do ano passado.
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Na madrugada desta quarta-feira o rio Una, no município de Barreiros, zona da Mata pernambucana, começou a subir rapidamente, formando grande correnteza. Os moradores das áreas ribeirinhas foram obrigados a deixar suas casas.
Não há o registro de vítimas fatais, mas os danos materiais são grandes. Muitas famílias perderam móveis e eletrodomésticos. A água também atingiu as lojas do centro comercial da cidade, que estão fechadas.
A cidade, localizada a cerca de 100 quilômetros do Recife, ainda se recuperava da enchente registrada em junho do ano passado.
BARREIRAS PODEM DESLIZAR EM GARANHUNS
17:11:53
AGRESTE // CHUVAS
Barreiras podem deslizar em Garanhuns, alerta Defesa Civil
Publicado em 04.05.2011, às 13h01
Do NE10
Núcleo SJCC/Caruaru
A chuvas que vem caindo em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, estão preocupando os moradores da cidade. Segundo o Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa), em abril deste ano choveu cerca de 70 mm. Já nesses primeiros dias de maio choveu cerca de 23 mm, o esperado para todo o mês.
A preocupação maior é com as voçorocas que aumentam cada vez com as chuvas. Segundo a Defesa Civil de Garanhuns, quatro pontos da cidade oferecem risco de deslizamento.
Uma das situação mais graves é a da Rua Miguel Arraes de Alencar, no bairro da Cohab, onde a chuva fez uma erosão de cerca de 15 metros, deixando a via intransitável.
Outros bairros também sofrem com o problema, as voçorocas estão preocupando os moradores da Liberdade, Boa Vista e Magano. ''Os moradores destas áreas estão sendo informados de como devem agir caso aconteça algum desmoronamento'', diz o coordenador da Defesa Civil Thiago Amorim.
AGRESTE // CHUVAS
Barreiras podem deslizar em Garanhuns, alerta Defesa Civil
Publicado em 04.05.2011, às 13h01
Do NE10
Núcleo SJCC/Caruaru
A chuvas que vem caindo em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, estão preocupando os moradores da cidade. Segundo o Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa), em abril deste ano choveu cerca de 70 mm. Já nesses primeiros dias de maio choveu cerca de 23 mm, o esperado para todo o mês.
A preocupação maior é com as voçorocas que aumentam cada vez com as chuvas. Segundo a Defesa Civil de Garanhuns, quatro pontos da cidade oferecem risco de deslizamento.
Uma das situação mais graves é a da Rua Miguel Arraes de Alencar, no bairro da Cohab, onde a chuva fez uma erosão de cerca de 15 metros, deixando a via intransitável.
Outros bairros também sofrem com o problema, as voçorocas estão preocupando os moradores da Liberdade, Boa Vista e Magano. ''Os moradores destas áreas estão sendo informados de como devem agir caso aconteça algum desmoronamento'', diz o coordenador da Defesa Civil Thiago Amorim.
DESTRUIÇÃO TIRA A ESPERANÇA DE MORADORES DE BARREIROS
estruição deixa moradores de Barreiros sem qualquer perspectiva
Há moradores que salvaram poucos objetos em casa, mas cenário na cidade é devastador
Por Chico Feitosa
01020304050607
Ampliar
Foto: Chico Feitosa
Veja mais
BARREIROS - Em menos de 11 meses, o estudante David Gustavo Silva (foto 1), 15 anos, viu sua casa ser invadida duas vezes pelo rio Una, em Barreiros, na Mata Sul do Pernambuco. Ainda de madrugada, ele foi acordado pela mãe e seguiu para um abrigo na parte alta da cidade com suas duas irmãs menores. Na manhã desta quarta-feira (04), acompanhado pelo amigo José Klebson da Silva, 14 anos, ele precisou nadar, por um local onde antes caminhava, para tentar salvar o pouco que restou da sua casa.
“Conseguimos salvar um galo e hoje vim buscar uma galinha. Ela está em cima do telhado da minha casa”, aponta. O indicador de David mostra apenas uma parte do telhado da casa, que fica quase na esquina de uma rua da comunidade Rio Una.
Sem acreditar, David conta que perdeu tudo pela segunda vez. No ano passado, o cenário era o mesmo: uma mistura de destruição e falta de perspectiva. “Até ontem (terça-feira) não estava assim, não. Mas, ano passado foi pior. Este ano conseguimos tirar uma televisão. As camas a gente deixou pra lá”, lamenta.
Ao lado de David, José Klebson agia como um fiel escudeiro. Compartilhando do mesmo sofrimento, os dois seguiram nadando em busca da galinha: único bem que restou à família do amigo. “É muito difícil. Minha casa caiu no ano passado. Fizemos outra por cima, mas a água invadiu de novo.”
A comunidade de Rio Una fica às margens do rio e a força da correnteza chega a impressionar. Algumas pessoas se arriscam enfrentando a água em jangadas improvisadas. Só Jorge Nascimento (foto 2) resgatou mais de 30 pessoas durante a madrugada, enfrentando o rio.
UMA CIDADE FECHADA
Depois de cruzar a comunidade de Rio Una, cortada pela PE-60, é quase impossível avançar muito pelo centro da cidade. Várias ruas ficaram alagadas, deixando algumas pessoas presas dentro de casas e em locais de trabalho.
Num misto de desespero e incredulidade, Maria José da Silva (foto 3), 43 anos, pedia ajuda desesperada. O filho ainda não tinha voltado do trabalho desde a terça-feira. “Ele está preso no primeiro andar da clínica onde trabalha. Está sem comida e sem água. Tirem ele de lá”, clamava. O telefone por qual se comunicavam ficava no térreo, que pela manhã já estava tomado pela água.
Andar pelas poucas ruas que continuam livres da água é como vivenciar uma cidade arrasada. Qualquer espaço que transmita um pouco de segurança é logo transformado em abrigo, sejam casas em construção ou galpões sem paredes, mas com coberturas para ao menos livrar a chuva que insiste em continuar. E até mesmo o Terminal Rodoviário: lá, centenas de pessoas ocupam o lugar de forma desumana.
Os colchões foram espalhados pelo chão, onde se cruzam famílias inteiras com gente idosa, crianças e até animais. A aposentada Maria do Carmo Gomes (foto 4), 68 anos, dividia uma área de menos de três metros quadrados com outras três famílias.
Ela conta que o espaço, onde também esteve no ano passado, acabou sendo suficiente porque ninguém conseguiu salvar quase nada. “Só tirei essa muda de roupa. A comida que tenho são essas três garrafas de água que distribuíram agora. Não deu para salvar nada”, lamenta.
Alertadas pela dor do ano passado, algumas pessoas conseguiram se antecipar ao pior e salvaram alguns móveis. Vivian Carla Barbosa de Oliveira (foto 5), 27 anos, está desempregada desde a última cheia. Na manhã desta quarta-feira, ela ajudava a mãe a descarregar o caminhão de mudanças. “Desta vez conseguimos salvar algumas coisas porque acordamos às 4h. Conseguimos um caminhão e estamos levando os móveis para a casa do meu irmão, aqui mesmo. Só que lá tem primeiro andar.
A dona de casa Maria de Fátima (foto 6) não teve a mesma sorte. É difícil descrever o cenário que se transformou sua casa. Isto porque, como o imóvel fica abaixo do nível da calçada, ao abrir a porta a única coisa que se enxerga é a água. Tudo ficou submerso. “Ainda tirei alguma coisa, mas muita coisa se perdeu”, comentou, encostada na porta que separava a calçada da sua casa totalmente invadida pela água.
COMÉRCIO
Além de perder praticamente tudo o que tinha em casa, Maurício Lima (foto 7), 36 anos, não sabe se continuará no emprego numa locadora de carros quando a água baixar. Muitos carros já tinham sido perdidos no ano passado e este ano o problema voltou a se repetir.
Apesar da decepção, ele quer continuar acreditando que logo mais a vida vai voltar ao normal. Ele só não sabe quanto tempo terá que esperar para isso. “Conseguimos salvar alguns carros. Bem mais do que no ano passado, porque nos prevenimos. Agora é só esperar água baixar e tentar continuar a vida”, desabafou.
Há moradores que salvaram poucos objetos em casa, mas cenário na cidade é devastador
Por Chico Feitosa
01020304050607
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Foto: Chico Feitosa
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BARREIROS - Em menos de 11 meses, o estudante David Gustavo Silva (foto 1), 15 anos, viu sua casa ser invadida duas vezes pelo rio Una, em Barreiros, na Mata Sul do Pernambuco. Ainda de madrugada, ele foi acordado pela mãe e seguiu para um abrigo na parte alta da cidade com suas duas irmãs menores. Na manhã desta quarta-feira (04), acompanhado pelo amigo José Klebson da Silva, 14 anos, ele precisou nadar, por um local onde antes caminhava, para tentar salvar o pouco que restou da sua casa.
“Conseguimos salvar um galo e hoje vim buscar uma galinha. Ela está em cima do telhado da minha casa”, aponta. O indicador de David mostra apenas uma parte do telhado da casa, que fica quase na esquina de uma rua da comunidade Rio Una.
Sem acreditar, David conta que perdeu tudo pela segunda vez. No ano passado, o cenário era o mesmo: uma mistura de destruição e falta de perspectiva. “Até ontem (terça-feira) não estava assim, não. Mas, ano passado foi pior. Este ano conseguimos tirar uma televisão. As camas a gente deixou pra lá”, lamenta.
Ao lado de David, José Klebson agia como um fiel escudeiro. Compartilhando do mesmo sofrimento, os dois seguiram nadando em busca da galinha: único bem que restou à família do amigo. “É muito difícil. Minha casa caiu no ano passado. Fizemos outra por cima, mas a água invadiu de novo.”
A comunidade de Rio Una fica às margens do rio e a força da correnteza chega a impressionar. Algumas pessoas se arriscam enfrentando a água em jangadas improvisadas. Só Jorge Nascimento (foto 2) resgatou mais de 30 pessoas durante a madrugada, enfrentando o rio.
UMA CIDADE FECHADA
Depois de cruzar a comunidade de Rio Una, cortada pela PE-60, é quase impossível avançar muito pelo centro da cidade. Várias ruas ficaram alagadas, deixando algumas pessoas presas dentro de casas e em locais de trabalho.
Num misto de desespero e incredulidade, Maria José da Silva (foto 3), 43 anos, pedia ajuda desesperada. O filho ainda não tinha voltado do trabalho desde a terça-feira. “Ele está preso no primeiro andar da clínica onde trabalha. Está sem comida e sem água. Tirem ele de lá”, clamava. O telefone por qual se comunicavam ficava no térreo, que pela manhã já estava tomado pela água.
Andar pelas poucas ruas que continuam livres da água é como vivenciar uma cidade arrasada. Qualquer espaço que transmita um pouco de segurança é logo transformado em abrigo, sejam casas em construção ou galpões sem paredes, mas com coberturas para ao menos livrar a chuva que insiste em continuar. E até mesmo o Terminal Rodoviário: lá, centenas de pessoas ocupam o lugar de forma desumana.
Os colchões foram espalhados pelo chão, onde se cruzam famílias inteiras com gente idosa, crianças e até animais. A aposentada Maria do Carmo Gomes (foto 4), 68 anos, dividia uma área de menos de três metros quadrados com outras três famílias.
Ela conta que o espaço, onde também esteve no ano passado, acabou sendo suficiente porque ninguém conseguiu salvar quase nada. “Só tirei essa muda de roupa. A comida que tenho são essas três garrafas de água que distribuíram agora. Não deu para salvar nada”, lamenta.
Alertadas pela dor do ano passado, algumas pessoas conseguiram se antecipar ao pior e salvaram alguns móveis. Vivian Carla Barbosa de Oliveira (foto 5), 27 anos, está desempregada desde a última cheia. Na manhã desta quarta-feira, ela ajudava a mãe a descarregar o caminhão de mudanças. “Desta vez conseguimos salvar algumas coisas porque acordamos às 4h. Conseguimos um caminhão e estamos levando os móveis para a casa do meu irmão, aqui mesmo. Só que lá tem primeiro andar.
A dona de casa Maria de Fátima (foto 6) não teve a mesma sorte. É difícil descrever o cenário que se transformou sua casa. Isto porque, como o imóvel fica abaixo do nível da calçada, ao abrir a porta a única coisa que se enxerga é a água. Tudo ficou submerso. “Ainda tirei alguma coisa, mas muita coisa se perdeu”, comentou, encostada na porta que separava a calçada da sua casa totalmente invadida pela água.
COMÉRCIO
Além de perder praticamente tudo o que tinha em casa, Maurício Lima (foto 7), 36 anos, não sabe se continuará no emprego numa locadora de carros quando a água baixar. Muitos carros já tinham sido perdidos no ano passado e este ano o problema voltou a se repetir.
Apesar da decepção, ele quer continuar acreditando que logo mais a vida vai voltar ao normal. Ele só não sabe quanto tempo terá que esperar para isso. “Conseguimos salvar alguns carros. Bem mais do que no ano passado, porque nos prevenimos. Agora é só esperar água baixar e tentar continuar a vida”, desabafou.
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