domingo, 14 de agosto de 2011

O MINISTRO COLECIONADOR DE PROBLEMAS



Na Veja deste fim de semana

A casa de Wagner Rossi, em Ribeirão Preto: propriedade avaliada em 9 milhões de reais (Manoel Marques)
O ministro Wagner Rossi, da Agricultura, gastou a semana passada tentando convencer a presidente Dilma Rousseff e o Brasil inteiro de que não tinha ligações com as interferências do lobista Júlio Fróes nos negócios da pasta que comanda, como havia sido revelado por VEJA. Apesar da demissão de Milton Ortolan, segundo na hierarquia e seu braço direito há 25 anos, e das provas de que Fróes tinha sala dentro da Comissão de Licitações da Agricultura, Rossi posava de marido traído. Chamado ao Congresso para dar explicações, disse que Ortolan era ingênuo, e que ele, como ministro, não podia controlar a portaria do ministério para impedir a entrada de Fróes. Sobreviveu uma semana, mas vai precisar de muito mais do que frases de efeito se quiser continuar na cadeira de ministro.

A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam. 

A primeira história relatada por VEJA remonta ao tempo em que Rossi presidia a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, vinculada ao ministério da Agricultura. No final de 2007, a estatal doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, então comandada por Ricardo Coutinho, do PSB, hoje governador da Paraíba. O feijão deveria ser distribuído entre famílias de baixa renda, mas como havia uma eleição municipal em 2008, o prefeito decidiu guardar parte do estoque. Funcionário da Conab há 25 anos, Walter Bastos de Moura descobriu a irregularidade e a denunciou diretamente a Wagner Rossi, em abril de 2008. Rossi prometeu tomar providências.

Como nada aconteceu, Walter Bastos passou a vigiar a mercadoria estocada. Em setembro, a poucos dias eleição, ele recebeu a informação de que o feijão seria enfim distribuído e acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Para evitar o flagrante, diz ele, a prefeitura decidiu sumir com as provas e despejou 8 toneladas de feijão no aterro sanitário de João Pessoa. A cena do lixão inundado por grãos foi registrada no vídeo abaixo. (Clique na imagem e veja o vídeo na página de Veja)


A história chegou a ser explorada como denúncia contra o prefeito, mas era muito mais grave: tratava-se de um flagrante do uso político da Conab para favorecer aliados do governo federal. Num acesso de sinceridade, o ex-presidente da empresa Alexandre Magno Franco de Aguiar, que sucedeu Rossi na empresa e hoje é seu assessor especial no ministério, confessou a VEJA que o próprio Rossi usou o expediente de distribuir alimentos para conseguir votos, inclusive para favorecer eleitoralmente o filho, Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do diretório do PMDB de São Paulo.

Já no cargo de ministro da Agricultura, para o qual foi nomeado em março de 2010 por Lula, Rossi não tardou a implantar seu método de lidar com a coisa pública. Em 8 de dezembro do ano passado, a Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura estava reunida para abrir as propostas técnicas de quatro empresas que disputavam um contrato para prestar serviços de comunicação à pasta. Um dos representantes de empresas ali presente fez uma denúncia grave. Disse, em alto e bom som, que aquilo era um jogo de cartas marcadas e que já estava acertado um “pagamento de 2 milhões de reais ao oitavo andar”. No oitavo andar, fica o gabinete do ministro.

O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta. Até a semana passada, era a poderosa secretária-executiva do ministério. Trabalhava diretamente com Milton Ortolan, demitido horas após a última edição de VEJA chegar às bancas com as revelações sobre Júlio Fróes.

Não bastassem as suspeitas que rondam seu gabinete na Agricultura, o ministro ainda deve esclarecimentos sobre sua atuação na Companhia Docas de São Paulo (Codesp), cargo ao qual chegou também pelas mãos do amigo Michel Temer. Quando presidia a Codesp, uma estatal, Rossi descobriu que empresas contratadas pelo Porto de Santos deviam 126 milhões de reais à Previdência. Em vez de exigir que acertassem as contas, decidiu pagar ele mesmo a fatura – com dinheiro público da Codesp, é claro. A lista de beneficiários do dinheiro público inclui 99 empresas privadas que jamais quitaram os débitos assumidos pela estatal. Em 2005, seis anos depois do acordo, apenas 20.000 reais haviam sido ressarcidos à empresa.

Amigo há 50 anos e leal servidor do vice-presidente Michel Temer, Wagner Rossi entrou para a política em 1982, quando concorreu pela primeira-vez a deputado federal. Até então, levava uma vida modesta de professor universitário. Morava em uma casa de classe média em Ribeirão Preto, tinha uma Kombi, uma Belina e um Fusca Laranja, com o qual fez a campanha. “Ele não tinha dinheiro nem para bancar os santinhos”, lembra João Gilberto Sampaio, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Depois de dois mandatos como deputado estadual, dois como deputado federal, a presidência da Codesp, da Conab e dois anos como ministro (funções cujo salário máximo é de 26 mil reais), sua ascensão patrimonial impressiona.

O homem do fusca laranja e sua família são, hoje, proprietários de empresas, emissoras de rádios, casas e fazendas. Wagner Rossi mora numa das casas mais espetaculares de Ribeirão Preto, no alto de uma colina, cercada por um bosque luxuriante, numa área de 400 mil metros quadrados. Adquirida em 1996, quando ele era deputado, a mansão é avaliada hoje em 9 milhões de reais. Tudo, nas palavras do ministro, conquistado com o esforço de 50 anos
de trabalho e uma herança recebida.

GRANDES PERSONAGENS DE PERNAMBUCO - LUIZ GONZAGA

LUIZ GONZAGA
Luiz Gonzaga
Luiz Gonzaga nasceu em Exu, sertão pernambucano, no dia 13 de Dezembro de 1912. 
Personagem - Aqui Pernambuco - Recife, Pernambuco, Brasil
Filho do agricultor e sanfoneiro Januário José dos Santos e Ana Batista, uma morena de olhos verdes, conhecida como Santana.

Gonzaga foi poupado do trabalho na roça para tocar sanfona, a grande paixão do velho Januário. Tornou-se não só sanfoneiro mas igualmente compositor, e mais tarde “Rei do Baião”.Ao longo de mais de quarenta anos de carreira ele retratou fielmente as agruras do sertanejo e difundiu no resto do país nossa riqueza folclórica.

Entre seus maiores sucessos estão “Asa Branca”, “ABC do Sertão”, “Pau de Arara”, “Xote das Meninas”, “Assum Preto”, “Noites de São João” e, como intérprete da Composição, de Onildo Almeida, “A Feira de Caruaru”.

Gonzaga faleceu no Recife, no dia 2 de Agosto de 1989. No ano 2000, por votação popular e por larga margem, foi eleito “O PERNAMBUCANO DO SÉCULO”. O chapéu de couro era o símbolo sertanejo que Luiz Gonzaga usava nas suas apresentações.

6 ANOS SEM MIGUEL ARRAES



 
Uma missa será celebrada na noite deste sábado (13) em memória do ex-governador Miguel Arraes de Alencar, morto há exatos seis anos. A homenagem ao avô do atual governador, Eduardo Campos (PSB), acontece às 19h30, na Igreja de Casa Forte.

Ex-governador de Pernambuco por três mandatos, presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de 1993 a 2005 e deputado federal – também por três mandatos –, Arraes foi forte referência para a esquerda brasileira.

Nascido em 15 de dezembro de 1916 em Araripe (CE), Arraes teve forte atuação na política regional pernambucana. Foi para o Rio de Janeiro estudar direito em 1932. Iniciou sua vida pública em 1947, indicado por Barbosa Lima Sobrinho para a chefia da Secretaria da Fazenda pernambucana pelo ex-presidente do IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool).

Elegeu-se governador em 1962, com 47,98% dos votos, pelo Partido Social Trabalhista (PST), apoiado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e setores do Partido Social Democrático (PSD), derrotando João Cleofas (UDN) — representante das oligarquias canavieiras de Pernambuco.

Com o golpe militar de 1964, tropas do IV Exército cercaram o Palácio das Princesas (sede do governo estadual). Foi-lhe proposto que renunciasse ao cargo para evitar a prisão, o que prontamente recusou para, em suas palavras, "não trair a vontade dos que o elegeram". Em conseqüência, foi preso na tarde do dia 1º de abril. Deposto, foi encaminhado para as prisões da Companhia da Guarda e do Corpo de Bombeiros, no Recife, e da Fortaleza de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Libertado em 25 de maio de 1965, exilou-se na Argélia.

EXÍLIO - Concedido o habeas corpus, Arraes foi orientado por seu advogado, Sobral Pinto, a exilar-se, sob pena de voltar a ser preso pela ditadura. Após recusa da França em recebê-lo, Arraes cogitou pedir asilo ao Chile - neste país, entretanto, houve pouco tempo depois o golpe militar de Pinochet. Sem escolha, Arraes tomou a Argélia como destino. Parecia até proposital, pois a Argélia tinha problemas sociais parecidos com os do Brasil.

Durante o exílio, foi condenado à revelia, no dia 2 de março de 1967, pelo Conselho Pernambucano de Justiça da 7ª Região Militar. A pena, de 23 anos de prisão, foi pelo crime de "subversão".

ANISTIA - Em 1979, volta ao Brasil e à política. Elegeu-se deputado federal em 1982, pelo PMDB. Em 1986 vence as eleições para governador de Pernambuco, ainda pelo PMDB. Seu governo foi caracterizado por programas voltados ao pequeno agricultor, como o Vaca na corda, que financiava a compra de uma vaca e o Chapéu de palha, que empregava canavieiros no período de entre-safra, na construção de pequenas obras públicas. Outro ponto central foi à eletrificação rural. Esse trabalho serviu de referência para a implantação, décadas depois, do programa "Luz para Todos", do governo federal. Ele também apoiou sindicatos, associações comunitárias e ligas camponesas, transformando-se em um mito para os populares que o chamavam carinhosamente de "Dotô Arrai" e "Pai Arraia".

Em 1990, filia-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). É eleito mais uma vez governador em 1994, aos 78 anos. Em 2002, com 86 anos, vence sua última eleição, elegendo-se o quarto deputado federal mais votado do estado de Pernambuco. Neste seu último mandato como deputado federal fez parte, junto com os integrantes de seu partido, o PSB, da base aliada do governo do presidente Lula, sendo responsável pela indicação de ministros que iriam ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia na primeira gestão de Lula, destacando-se na função seu neto e herdeiro político Eduardo Campos, atual governador de Pernambuco, também pelo PSB.

(Com informações do site do PSB nacional)
Abaixo, a homenagem em fotos que o blogueiro Ricardo Noblat fez no dia da morte de Arraes, 13/08/2005:
Arraes em imagens  
Fotos do Jornal do Comércio, de Pernambuco

Deposto pelos militares por apoiar o então presidente João Goulart e governar com o apoio de forças de esquerda, Arraes saiu preso do Palácio do Campo das Princesas, no Recife, ao cair da noite do dia1º de abril de 1964.


Do Recife, foi levado para a ilha de Fernando de Noronha, onde ficou 11 meses. Passou depois por mais dois períodos de prisão no Recife, e um no Rio. Em 1965, solto por meio de um habeas corpos, exilou-se na Argélia, país africano.


Arraes foi fichado no Departamento de Ordem Política e Social, o Dops. Em julho de 2005, recebeu uma idenização de R$ 689 mil da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça por ter sido preso e obrigado a fugir para o exílio.



De volta do exílio em 16 de setembro de1979, Arraes foi recebido por 60 mil pessoas no bairro de Santo Amaro, no Recife. Compareceram ao comício Lula, Jarbas Vasconcelos, atual governador de Pernambuco (à esquerda da foto) e Marcos Freire, ex-senador (entre Jarbas e Lula).


Embora tenham escolhido partidos diferentes depois de voltar do exílio em 1979, Arraes (PMDB e depois PSB) e Brizola (PDT) estiveram juntos no apoio ao governo de João Goulart, na oposição à ditadura militar que durou 21 anos, e no apoio a Lula – seja logo no primeiro turno da eleições presidenciais ou somente no segundo. Brizola disputou com Lula em 1989 e em 1994, e foi vice dele em 1998.


Arraes e o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, trabalharam juntos pela reforma agrária em Pernambuco. Na época da ditadura militar, Dom Hélder foi tratado como inimigo dela. A imprensa foi proibida de mencionar o nome dele durante sete anos. A casa do arcebispo foi alvo de tiros. E um dos seus assessores, o padre Antônio Henrique Pereira Neto, foi sequestrado, torturado e morto à bala.


A foto é da década de 80. Arraes é o quarto da direita para a esquerda. O primeiro da direita, e o único sem paletó, é o atual assessor especial de Lula, o ex-ministro Luiz Gushiken. Entre Lula e Arraes, Roberto Freire, deputado federal e atual presidente do PPS. Freire apoiou Lula em 2002. Agora lhe faz oposição. É para o PPS que deverá ir nas próximas semanas o atual senador pelo PT do Distrito Federal, Cristovam Buarque.


Arraes e o mineiro Tancredo Neves estiveram juntos no MDB, partido de oposição à ditadura de 1964. Com a proximidade do fim da ditadura, os dois se distanciaram. Em 1979, Tancredo disse: “O meu MDB não é o de Miguel Arraes”. Em 1984, Tancredo pediu e obteve o apoio de Arraes à eleição dele para presidente da República pelo Colégio Eleitoral (deputados + senadores + delegados dos partidos nos Estados). 
Eleito em janeiro de 1985, Tancredo foi internado às pressas na véspera de tomar posse em 15 de março. Morreu no dia 21 de abril daquele ano depois de ser operado sete vezes. O país foi governado até 1989 pelo vice dele, o atual senador José Sarney. O sucessor de Sarney, Fernando Collor, foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1964. Por roubalheira, foi cassado pelo Congresso em dezembro de 1992.


Arraes governou Pernambuco três vezes. A foto é da campanha dele de 1998 quando tentou se reeleger para governar pela quarta vez. Foi derrotado pelo atual governador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Os dois haviam sido aliados até o início dos anos 90.


Arraes, presidente nacional do PSB, foi um dos articuladores do apoio do seu partido a Lula em 2002. O neto dele, Eduardo Campos, deputado federal, foi até há pouco ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula. Amanhã à tarde, Lula desembarcará no Recife para o enterro de Arraes.

ENTREVISTAS DE ARMADO MONTEIRO A RÁDIOS DO SERTÃO


 Armando Monteiro: “Temos responsabilidade com as transformações de Pernambuco”

Senador Armando Monteiro e Prefeito de Itaquitinga Dr. Geovani Oliveira
Pautar o mandato no Senado e se manter sempre em sintonia com as demandas e necessidades das populações das diversas regiões de Pernambuco. É com este sentido que o senador Armando Monteiro cumpre uma intensa agenda de viagens pelos sertões do São Francisco e do Araripe.
Em entrevistas a rádios das duas regiões e Sertão do Pajeú, Armando Monteiro explicou o objetivo da viagem: “Embora tenhamos um mandato com horizonte longo, de oito anos, a legitimação desse mandato se dá na medida em que eu esteja próximo das comunidades que represento. Preciso estar permanentemente auscutando as comunidades, ouvindo, recolhendo as sugestões e, sobretudo, me sintonizando com as demandas de cada uma das microrregiões. Esse compromisso eu assumi desde a primeira hora e vou honrá-lo”.
Veja abaixo um pouco do que falou Armando Monteiro em entrevistas em Petrolina nesta sexta-feira (12) pela manhã e a rádios de Serra Talhada e Ouricuri, ao longo do dia:
“Não vou repetir o erro de outros que se distanciaram da população”
Armando Monteiro – “Não estou endereçando esta crítica a um senador especificamente. Isso não acontece só em Pernambuco.Um mandato de oito anos, às vezes coloca o parlamentar numa zona de conforto, é uma mandato longo, então ele corre o risco de se descolar muito da representação. Isso acontece, isso acontece no Brasil.Eu não quero reproduzir esse erro. Embora tenhamos um mandato com horizonte longo, a legitimação desse mandato se dá na medida em que eu esteja próximo das comunidades que represento. Entao, eu recebi um mandato dos pernambucanos e preciso estar permanentemente auscutando as comunidades, ouvindo, recolhendo as sugestões e, sobretudo, me sintonizando com as demandas de cada uma das microrregiões. Esse compromisso eu assumi desde a primeira hora e vou honrá-lo”.
“Minha obrigação é ser um bom senador”
Armando Monteiro – “Eu não estou realmente tratando de 2014. Estou procurando exercer o mandato que recebi nas urnas em 2010, para ser um bom senador. Essa é a minha obrigação. Quero me colocar bem no cumprimento dessa missão. O que virá no futuro, ninguém sabe”.
“Pernambuco vive momento extraordinário com a Frente Popular”
Armando Monteiro – “Nosso compromisso não é com grupos ou com partidos, é com Pernambuco. E temos que reconhecer que a Frente Popular vem dando a Pernambuco mostras de que Pernambuco muda, de que Pernambuco se desenvolve e o governo vem operando transformações, Pernambuco vive um momento extraordinário. E a nossa obrigação é preservar esses interesses e temos que continuar juntos pra poder consolidar esse projeto”.
“O PSB tem pré-candidatos com densidade em Petrolina”
Armando Monteiro – “Isso não me cabe, é uma questão de economia interna do PSB…definir o calendário, o momento de definição das candidaturas. Portanto, eu respeito esse calendário que o próprio PSB vai fixar. Agora, o que se evidencia é que o PSB dispõe de muitas opções aqui em Petrolina e que todas elas são opções de candidatos com densidade, com capital político indiscutível. Nós temos aqui um quadro de opções para o PSB rico. Então, acho que o partido vai conduzir esse processo de forma a preservar os interesses da própria Frente. É evidente que o PSB terá em Petrolina um protagonismo natural na Frente. Temos a confiança de que o PSB haverá de conduzir bem esse processo”.
O Giro pelo Sertão
Armando Monteiro – “Na realidade nós viemos aqui atendendo a múltiplos compromissos. Em Petrolina, foi uma agenda mais ligada ao ambiente empresarial, porque houve o lançamento, numa parceria da Fiepe com a Prefeitura de Petrolina, de uma agenda, de um trabalho técnico que foi desenvolvido junto com as lideranças empresariais e lideranças da área acadêmica de Petrolina para oferecer um projeto, uma agenda estratégica para o município. Então eu recebi este convite porque ao tempo em que era presidente da CNI ajudamos na formulação desse projeto, e com muita alegria eu estive na solenidade que marcou o lançamento desta agenda. Já agora no Araripe, é uma agenda de caráter mais político. Nós vamos manter contato com as lideranças do PTB e de outros partidos da região, atendendo também a uma demanda que sempre recebemos dos companheiros, que nos convidam aqui para estar mais próximos. Eu disse desde o começo do meu mandato como senador que não ficaria naquela zona de conforto que geralmente os senadores ficam. Como é um mandato de oito anos eles terminam se distanciando muito das comunidades, das bases que representam. Como eles não têm aquela pressão da eleição que está próxima, eles muitas vezes se afastam, se distanciam. E o meu compromisso é de não reproduzir isto. É o de estar perto, de estar sintonizado com as demandas das diversas regiões de Pernambuco para que lá no Senado eu possa, no exercício do meu mandato, representar os interesses de Pernambuco. Pernambuco é um estado que cresce, é um estado que se desenvolve, mas temos ainda muitos desafios, sobretudo o desafio de poder interiorizar o desenvolvimento de Pernambuco, de fazer um desenvolvimento mais equilibrado, que integre todos os pernambucanos, do sertão, do agreste, das matas sul e norte. Este é o desafio que temos”.
O PTB chegou a convidar João Paulo?
Armando Monteiro – “Não fizemos o convite porque o deputado João Paulo, com quem nós mantemos uma relação de amizade – não é só uma relação política, é uma relação de amizade, de confiança, de companheirismo…O companheiro João Paulo, embora nós tenhamos conhecimento de que houve problemas nessa sua relação com o prefeito João da Costa, e que houve algumas dificuldades internas no PT, nunca nos disse de forma clara, direta, que estaria saindo do PT. E como ele tem uma trajetória que foi forjada no PT, ele tem muita identidade com o PT, nós evidentemente só poderíamos cogitar de um convite a João Paulo se ele saísse do PT. Então nós não vamos invadir a seara de um partido da aliança, de um partido que é da nossa frente, para poder estar tirando companheiros ou estimulando a saída de companheiros.
Eleição do Recife
Armando Monteiro – “Agora, eu quero dizer que a eleição no Recife passa por João Paulo. Esta é uma constatação que todas as lideranças políticas de Pernambuco sabem. É uma figura que tem um grande carisma popular, teve uma administração que foi muito bem avaliada na prefeitura do Recife, tanto que elegeu o sucesso no primeiro turno. Portanto, nenhum dos atores, nenhuma das lideranças da nossa Frente Popular, seja de que partido for, pode desconhecer a força da liderança do ex-prefeito João Paulo. Então, nós temos que construir um caminho que valorize a participação do companheiro João Paulo. E o PTB reconhece esta liderança”.
Sobre 2014
Armando Monteiro – “Eu não posso dizer que vejo (especulações de candidatura ao governo em 2014) com estranheza porque evidentemente isto significa que há um reconhecimento a nossa trajetória política. E aí os companheiros olham sempre para adiante, para 2012, 2014. Então eu não posso deixar de dizer que estas especulações são próprias do ambiente político. Isto acontece. Veja que o outro Senador, o nosso companheiro Humberto Costa, também tem seu nome sempre especulado e lembrado na imprensa como um potencial candidato. Aliás, os senadores, como eles saíram de uma eleição majoritária agora, eles se colocam normalmente, isto não é uma questão em Pernambuco. Em qualquer outro estado os senadores são sempre lembrados quando se fala da eleição seguinte. Agora, o que vou dizer de forma muito sincera é que eu não estou olhando este calendário. Eu fui eleito para ser senador. Eu quero no momento desempenhar bem o cumprimento deste mandato que os pernambucanos me confiaram, foram 3 milhões e 130 mil votos que recebi”.
Entusiasmo com o Senado
Armando Monteiro – “Eu tenho que lá no Senado da República corresponder a esta expectativa. Estou muito entusiasmado com o meu trabalho lá no Senado, atuando nas comissões importantes da Casa. Na comissão de Constituição e Justiça, na Comissão de Assuntos Econômicos, na Comissão de Educação, lutando pela micro e pequena empresa, lutando pelo ensino médio profissional, com o Pronatec, atuando em algumas frentes parlamentares como a do combate ao crack, olhando a questão do jovem, do adolescente, relatando uma medida provisória importante como a 529 que foi aprovada nesta semana, que me deu muita alegria. Através desta medida provisória nós estamos reduzindo a contribuição do INSS para a dona de casa, para a doméstica, para a mulher que trabalha em casa neste país, e aí ela vai passar a poder ter os benefícios previdenciários pagando menos INSS, apoiando o micro e pequeno empreendedor. Em suma, eu estou muito motivado no exercício do meu mandato parlamentar. Portanto, não estou com esta mosca azul da eleição de 2014. Estou numa Frente, e esta Frente tem uma liderança, que é o governador Eduardo Campos. Vamos caminhar, e como alguém já disse, o futuro a Deus pertence”.

PORQUE ÁGUA SALGADA NÃO MATA A SEDE?


Por que a Água Salgada Não Mata Sede?

A água do mar possui muitos sais em relação aos que apresentamos no sangue, mais ou menos três vezes mais. Quando um ser humano toma muita água salgada, ele necessita liberar através da urina esse excesso de sais, mas para isso é necessário mais água, quando se calcula percebe-se que a quantidade de água necessária para liberar o excesso de sais é maior do que a ingerida com água salgada, provocando sede, o excesso de água salgada também pode causar diarréia provocando desidratação. Por isso a água salgada não mata a sede.

PAPA VIRÁ AO BRASIL EM 2013


Papa Bento 16 visitará Rio em 2013, diz Vaticano

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O papa Bento 16 visitará o Rio Janeiro em 2013, informou nesta sexta-feira o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. Segundo o padre, ele participará da chamada Jornada Mundial da Juventude, encontro de jovens católicos. “Como todos sabem a próxima JMJ será no Rio de Janeiro em 2013″, afirmou.
Lombardi disse que Bento fará o anúncio oficial do encontro no próximo dia 21 de agosto, quando participará de um evento com o mesmo nome em Madri. Será a 23ª edição da jornada.
De acordo como porta-voz, o encontro no Rio foi antecipado em um ano por conta da Copa do Mundo de 2014.
Essa será a segunda passagem de Bento 16 ao Brasil. Em 2007, ele passou cinco dias no país e visitou as cidades de São Paulo e Aparecida.
Com Agência France Presse

JOÃO PAULO NO PCdoB SOB AS BENÇÃOS DE ARMANDO E RENILDO

Deputado João Paulo sinaliza sua ida ao PCdoB que poderá desembocar possivelmente em uma aliança mais à frente com o Senador Armando Monteiro sob o aval do Prefeito de Olinda Renildo Calheiros
Todas essas costuras que antecedem o pleito eleitoral de 2012 relata uma cena inusitada que ocorreu nas últimas eleições, onde PCdoB e o PTB caminhavam como “gatos siameses” em Pernambuco.
Pensando desta forma e vendo pela imprensa a troca de gentilezas entre o Senador Armando Monteiro (PTB) com o Deputado Federal João Paulo (PT), articulações até então não concretizadas, fica-se a observar o quão era esperado a ida de João Paulo para o PCdoB, pois nesta linha de raciocínio, o PCdoB teria um forte candidato para disputar as eleições de 2012 na Prefeitura da Cidade do Recife, tendo o apoio do então senador Armando Monteiro que indicaria possivelmente o vice. Com isso o próprio Armando ganharia um aliado de força, para sua tão sonhada conquista ao Governo de Pernambuco em 2014, até por que o próprio João Paulo seria um grande nome para a disputa, podendo quem sabe atrapalhar a candidatura do Senador ao Palácio do Campo das Princesas.
Armando Monteiro na cautelosa inversão dos papeis, articula o PCdoB indicando o Vice, e o mesmo PCdoB entrando na rota dos 90 anos de existência, teria a possibilidade de em 2022 lançar seu candidato ao Governo de Pernambuco e obter êxitos.
Porém, tanto o PCdoB quanto o PTB não pensaram no tamanho do problema que os mesmos poderão ter ao ir de encontro aos projetos do Governador Eduardo Campos (PSB) e do próprio PT do prefeito João da Costa, para a Prefeitura do Recife, ficando assim uma grande interrogação para a Frente Popular no Recife, visto dessa forma, cabe a pergunta: quem ganha mais… o PCdoB com João Paulo ou Armando com João Paulo fora de uma disputa ao Governo do Estado em 2014?

sábado, 13 de agosto de 2011

PASTOR ACUSADO DE ABUSO SEXUAL EM PAULISTA

Pastor é acusado de abuso sexual 


Policiais da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) investigam uma denúncia de violência sexual contra uma menina de 11 anos, no município de Paulista. A criança teria sido assediada pelo pastor evangélico da igreja que costumava frequentar com a mãe.

De acordo com informações da polícia, o religioso teria feito um convite à mãe da vítima para que pudesse passar o dia ao lado da jovem, em sua residência. No local, o pastor, que é casado e tem filhos, teria acariciado partes íntimas da criança e proferido frases de cunho sexual.

Ao chegar em casa, a garota relatou tudo à sua mãe que , no entanto, não tomou nenhuma iniciativa. O caso aconteceu no último domingo, porém, só hoje (11) ganhou notoriedade, depois de uma denúncia do conselho tutelar encaminhado à GPCA. A queixa foi feita pela direção da Escola onde a vítima estudava, que tomou conhecimento do ocorrido ao perceber que a jovem esteve ausente das aulas durante toda a semana.

Na próxima segunda, todos os envolvidos serão escutados oficialmente na sede da GPCA, no bairro da Boa Vista. A jovem ainda será submetida submeter a exames sexológicos.

Do Folha Digital, com informações de Raphael Coutinho, repórter de Grande Rec
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