domingo, 6 de maio de 2012

ISTO É - O esquema Cachoeira e o governo Serra


CPI e Ministério Público investigam como o grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira atuou em São Paulo através de contratos da construtora Delta com a Prefeitura e o Estado em obras na marginal Tietê


Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação (leia quadro na pág. 43), o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). 


A Delta começou a prestar serviços à capital paulista em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Inicialmente, os contratos somavam R$ 11 milhões. A partir de 2006, quando Serra deixou a prefeitura e venceu as eleições para governador, os negócios da empreiteira com o município se multiplicaram, em muitos casos sem licitação. Em 2010, ano em que o tucano disputou a Presidência, os repasses chegaram a R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, os pagamentos da prefeitura para a Delta ultrapassaram R$ 167 milhões. O que chama mais a atenção da CPI e do Ministério Público de São Paulo, porém, é o fato de a Delta ter vencido em outubro do ano passado uma concorrência para limpeza urbana no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu um inquérito para apurar se houve fraude na licitação. Há suspeitas de uso de documentos falsos e de edital dirigido. “Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público. Na quarta-feira 2, ele encaminhou ofício à PF, solicitando acesso às investigações da Operação Monte Carlo.
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Entre a papelada, o promotor receberá a transcrição de uma conversa gravada com autorização judicial ocorrida em 4 de agosto do ano passado. No diálogo, a que ISTOÉ teve acesso, um homem identificado como Jorge pergunta para Gleyb Ferreira, segundo a PF uma espécie de “faz-tudo” de Cachoeira, sobre o edital de uma licitação. “E aí, evoluiu aquele negócio?”, pergunta Jorge. “Aguardamos estar com o edital hoje à tarde. O Carlinhos (Cachoeira) quer que a gente converse com o Heraldo (Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste). Já estamos conseguindo uma prorrogação com o secretário para o dia 31 ao invés do dia 15”, responde Gleyb. Para a PF, o diálogo se refere à concorrência de R$ 1,1 bilhão vencida pela empresa ligada ao bicheiro. O Ministério Público já apurou que foram necessários dois editais para a concorrência. No primeiro, a Delta foi desclassificada. 

Se a Delta multiplicou seus contratos com a prefeitura entre 2005 e 2011, um movimento semelhante ocorreu com o governo de São Paulo, quando Serra chegou ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2007. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década. A obra mais polêmica é a ampliação da Marginal Tietê, um dos cartões de visita da campanha presidencial de Serra em 2010. Além de inúmeros problemas, como atrasos e falta de compensação ambiental, o valor pago ao consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta, sofreu um reajuste de 75%. Na quarta-feira 2, o Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito Civil para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos.
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ELE DE NOVO 
Então diretor da Dersa, Paulo Preto, o polêmico arrecadador tucano em 2010,
foi o responsável por contratar a construtora Delta para obras viárias em São Paulo
Segundo documentos obtidos por ISTOÉ, a obra da Marginal era acompanhada dentro do governo de São Paulo por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que no PSDB é identificado como um dos arrecadadores das campanhas eleitorais de Serra. Tanto Paulo Preto como Amador são citados na Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com empreiteiras. Pelo lado da Delta, o responsável pelo gerenciamento da obra era o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto. Ele está foragido, após ter a prisão preventiva decretada por envolvimento em suposto esquema de fraude em licitações na área de transporte público do Distrito Federal. “A apuração sobre os contratos da Delta com o governo paulista pode levar ao caixa 2 dos tucanos em São Paulo”, afirma o deputado estadual João Paulo Rillo (PT). “Não podemos nos limitar a fazer uma análise política”, diz o líder tucano Álvaro Dias (PR). “Devemos checar todos os contratos da Delta para saber de que forma foram celebrados e se os preços praticados foram justos. Afinal, a empresa foi a principal patrocinadora da relação do bicheiro Cachoeira com os recursos públicos.”
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NOVO INQUÉRITO 
O MP de São Paulo encontrou indícios de conluio entre agentes públicos e
a construtora Delta para fraudar licitacões em obras realizadas na capital
paulista. O promotor vai investigar contratos da gestão Kassab (abaixo)

 
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Colaborou Claudio Dantas Sequeira 

ISTO É - Viciados em redes sociais


Novos estudos mostram que é mais difícil resistir à tentação de acessar sites como Facebook e Twitter do que dizer não ao álcool e ao cigarro

João Loes - ISTO É
DISTRAÇÃO
Para André Martini (acima), os encontros semanais perderam a graça 
quando a atenção dos amigos migrou para as telinhas dos celulares
Todas as terças-feiras, por volta das 21h30, um grupo de oito paulistanos se reúne em um bar de Moema, bairro nobre da zona sul da capital, para colocar o papo em dia. É um compromisso que não falha há sete anos. Tudo tem espaço na roda de conversa, em que participam empresários, publicitários, advogados e administradores de empresas na casa dos 30 anos. Mas, de uns tempos para cá, alguns dos membros do pequeno clube estavam ficando dispersos. Plugados em seus smartphones, eles se distanciavam dos amigos presentes para dar conta de um fluxo infinito e impessoal de piadinhas, notícias e conversas picotadas geradas por redes sociais como o Facebook e o Twitter. “Começou a virar um problema de uns dois meses para cá”, diz o advogado André Martini, 26 anos. “Reconheci que, como alguns dos meus amigos, não conseguia desligar e aproveitar aquele momento no bar. Estava viciado.” A saída foi adotar o “phone stacking”, uma espécie de jogo em que o grupo é obrigado a empilhar os celulares. Quem não resistir e checar o aparelho paga a conta. A medida funcionou para a turma de Martini.
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O vício em redes sociais é uma realidade e tem impactos impossíveis de ignorar, como mostra o exemplo acima. Um dos primeiros estudos a revelar a força dessa nova dependência de forma inconteste foi apresentado em fevereiro pela Universidade de Chicago. Depois de acompanhar a rotina de checagem de atualizações em redes sociais de 205 pessoas por sete dias, os pesquisadores concluíram, para espanto geral, que resistir às tentações do Facebook e do Twitter é mais difícil do que dizer não ao álcool e ao cigarro. Uma consulta aos números do programa de dependência de internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (IPq-HCUSP) dá contornos brasileiros ao argumento posto pelos americanos de Chicago.
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PRIORIDADE
Jackeline Roque, 21 anos, já deixou de viajar para não perder
as atualizações do Facebook, que ela acompanha de um smartphone
Hoje, 25% dos pacientes que buscam ajuda no programa do IPq o fazem atrás de tratamento para o vício em redes sociais. “E esse percentual deve aumentar”, afirma Dora Góes, psicóloga do programa. “Até o fim do ano queremos ter um módulo específico para tratar essa vertente da dependência de internet.” Não será fácil estabelecer um protocolo de tratamento. O vício em redes sociais é forte como o da dependência química. Como o viciado em drogas, que com o tempo precisa de doses cada vez maiores de uma substância para ter o efeito entorpecente parecido com o obtido no primeiro contato, o viciado em Facebook também necessita se expor e ler as confissões de amigos com cada vez mais fre­quência para saciar sua curiosidade e narcisismo. Sintomas de crise de abstinência, como ansiedade, acessos de raiva, suores e até depressão quando há afastamento da rede, também são comuns. “É como um alcoólatra”, afirma Dora. “Se para ele o bar é o objetivo, para o viciado estar sempre conectado às redes sociais é a meta.”
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CURADO
O carioca Celso Fortes, 40 anos, que trabalha com mídias sociais, 
sofreu para conseguir conter o vício, hoje controlado
Embora não pretenda buscar tratamento e não se veja como doente, a estudante de moda paulistana Jackeline Roque, 21 anos, tem certeza de que é uma viciada. Usuária assídua do Facebook, a maior rede social do mundo, ela admite já ter evitado viagens quando sabia que não teria acesso a ela no destino. “E quando vou para a casa da minha avó, que não tem computador ou cobertura de internet móvel, fico bastante aflita”, diz. Aflição esta que pode muito bem ser o primeiro sinal de uma crise de abstinência. “Quando volto a me conectar, vejo quanto perdi.”

Atualmente, a atenção em torno do assunto é tamanha que já há setores defendendo a inclusão da dependência por redes sociais na nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, que deve ser publicada em maio de 2013. O pedido mais incisivo veio de um time formado por quatro psiquiatras da Universidade de Atenas, na Grécia, que publicou um artigo na revista acadêmica “European Psychiatry” com uma descrição assustadora da rotina de uma paciente de 24 anos completamente viciada. Trazida à clínica pelos pais, ela passava cinco horas por dia no Facebook, havia perdido os amigos reais, o emprego, a vida social e, aos poucos, estava perdendo a saúde, pois já não dormia nem se alimentava bem. “A paciente usava a internet havia sete anos e nunca tinha tido problemas”, diz o artigo. “A rede social é que foi o gatilho para o distúrbio do impulso.” Considerando a escala potencialmente planetária desse novo candidato à doença – o Facebook tem 901 milhões de usuários no mundo, sendo 46,3 milhões no Brasil, o segundo país com maior participação da Terra –, o pleito é mais do que razoável.
O paulistano Lucas Monea, 21 anos, estudante de educação física e estagiário em uma academia, ainda não está perdendo a saúde. Mas o sono ele já perdeu muitas vezes por causa das redes sociais. “Ouço o teclado de madrugada, mando-o desligar, mas ele continua lá”, diz a mãe do universitário, Cristina Ribeiro. Além do computador, Monea acessa o Facebook por um smartphone pré-pago que comprou em agosto de 2011. Atento às promoções da operadora, ele se desdobra para garantir internet móvel ininterrupta no aparelhinho pelo menor preço possível – e sempre consegue. “Converso com amigos, vendo suplementos alimentares, faço de tudo”, diz ele. “Da hora que acordo à hora que vou dormir, não desligo mesmo.” Não é só ele. Um estudo feito pela Online Schools em fevereiro, batizado de “Obcecados pelo Facebook”, mostrou que metade dos usuários da rede social com idade entre 18 e 34 anos faz o primeiro acesso do dia logo que acorda, sendo que 28% o fazem enquanto ainda estão na cama.
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INSONE 
Lucas Monea passa as madrugadas no Facebook e usa promoções
de operadoras para ter internet constante no celular
Entender as razões dessa compulsão em ascensão é um desafio. Por que usamos tanto e, às vezes, até preferimos esses canais para nos comunicar? Carlos Florêncio, coach e consultor em desenvolvimento pessoal há 20 anos, com mais de 60 mil atendimentos no currículo, tem uma teoria: “Nas redes sociais temos controle absoluto sobre quem somos”, diz ele. Lá, as vidas são editadas para que só os melhores momentos, as mais belas fotos e os detalhes mais interessantes do dia a dia sejam expostos. Até os defeitos, quando compartilhados, são cuidadosamente escolhidos. “É uma realidade paralela em que todos apresentam o que julgam ser suas versões ideais”, afirma Florêncio. E isso tem um custo imenso. São poucas as pessoas que conseguem, de fato, viver o ideal que projetam, o que gera grande frustração. E mais: privilegiar as relações mediadas pela internet compromete as nossas habilidades sociais no mundo real. “Desaprendemos a olhar no olho, interpretar os sinais corporais e dar a atenção devida a quem está ali, diante da gente”, diz Dora, do IPq-HCUSP.

Mas nem tudo é ruim nas teias das redes sociais. Pelo contrário. Grande parte do que elas oferecem é bom. O problema é saber dosar o uso para que as vantagens não sejam ofuscadas pelo vício que surge com os excessos. “Ame a tecnologia, mas não a ame incondicionalmente”, afirma Daniel Sieberg, autor do livro “The Digital Diet” (Random House, 2011), sem tradução para o português. Na obra, Sieberg apresenta um teste desenhado para medir o nível individual de consumo digital e propõe um controle, ou uma dieta, para regular os excessos (faça o teste na página 67 e confira as dicas da dieta nas páginas 68 e 69). “Fui um viciado, reconheço, mas hoje faço uso consciente das redes sociais”, diz o carioca Celso Fortes, 40 anos, consultor em comunicação de novas mídias. Ele teria tudo para ainda ser um dependente, já que seu trabalho exige o uso intensivo dessas ferramentas, mas garante que não é mais. “Sei de hotéis que dão ao hóspede a opção de deixar todos os eletrônicos em um cofre na recepção para que eles realmente descansem durante a estada”, afirma Fortes. No auge do vício, reconhece que teria se beneficiado dessa opção de serviço. “Hoje não, checo o que preciso no iPad e logo desconecto.”

Poucos são como ele. Cair no canto da sereia virtual é fácil e conveniente. “Somos todos humanos e gostamos quando os outros nos dão atenção”, reconhece Andrew Keen, consagrado autor da área que lança seu segundo livro, “Digital Vertigo” (Vertigem Digital, em tradução livre), na segunda quinzena de maio nos Estados Unidos e em agosto no Brasil, pela Editora Zahar. A obra traz uma forte crítica à ingenuidade com que usamos as redes sociais atualmente. “Elas são a cocaína da era digital e estamos todos viciados”, alerta Keen, que admite ser ele próprio um dos dependentes. Não está sozinho. 

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Prefeitura do Recife receberá financiamento de US$ 130 milhões do Banco Mundial

A Prefeitura do Recife divulgou que receberá um financiamento de US$ 130 milhões do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). Os valores deverão ser destinados para melhorar a qualidade do Ensino Básico e da Gestão Pública no município.

Entre os dias 16 e 18 de abril, uma comitiva formada por gestores do município reuniu-se, em Brasília, com integrantes do Banco Mundial e do Governo Federal com o objetivo de revisar os Contratos de Financiamento e de Garantia, e os documentos técnicos do Programa de Desenvolvimento da Educação e da Gestão Pública no Município do Recife.

Para a concretização do empréstimo, está faltando a aprovação do Senado Federal, visto que o Governo Federal atua como garantidor do financiamento; bem como a homologação final da Diretoria do Banco Mundial, em Washington. A previsão é que a assinatura do contrato, última etapa, aconteça até agosto deste ano.

INEDITISMO - "É um projeto consistente e grandioso. Pela primeira vez o Recife está fazendo um projeto dessa dimensão focado nessas duas áreas, que tem a parceria de um órgão presente no mundo inteiro. Segundo o próprio Banco, esse tipo de financiamento, com desenho municipal, é o primeiro no Brasil", afirma a secretária especial de Gestão e Planejamento, Evelyne Labanca, que esteve presente nas atividades desde a criação do projeto.

O financiamento é uma abordagem SWAp, baseado na liberação de recursos condicionada ao alcance de metas qualitativas e quantitativas, tanto de educação quanto de gestão. A PCR tem resultados a cumprir com base nos indicadores já acordados com o Banco Mundial e, à medida que os executa, recebe os recursos.

EDUCAÇÃO E GESTÃO- Entre as melhorias na educação estão a construção de Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), a melhoria dos índices de aprendizagem no Ensino Fundamental e a implementação de Política de Formação Continuada para docentes da rede municipal de educação do Recife. Para o Fortalecimento Institucional, as ações acontecerão em torno da otimização da gestão, tornando-a mais eficiente e melhor estruturada.

Fonte: Pernambuco Investimento

Piauí é o segundo maior Estado do Nordeste em plantio de grãos‏


De acordo com a Conab, o crescimento da área cultivada de grãos no Piauí foi de 5,3%, ultrapassando a média da Região Nordeste, que foi de 3,2%. A área plantada no Estado saltou de 1.146.200 hectares para 1.206.800 hectares, uma diferença de mais de 60 mil hectares. Dentre os nove estados nordestinos, o Piauí ficou atrás apenas do Maranhão, cujo crescimento foi de 9,2%.

A variação no Nordeste (3,2%), região que responde por 17,8% de toda a área cultivada no país, foi a maior entre as demais regiões do país, agregando 283,7 mil hectares ao total nacional. O plantio de grãos no Nordeste já superou a marca de 9 milhões de hectares.

Contudo, estima-se recuo de 3,1% na produção e de 6,1% na produtividade com relação à safra de 2010/2011 no Nordeste, principalmente devido às más condições climáticas. Mas a baixa na produção não é um fenômeno apenas regional. De acordo com o levantamento, a produção estimada para a safra nacional de grãos é de 158.445 mil toneladas, queda de 2,8% sobre a de 2010/2011.

Algodão
No Nordeste, a expectativa é de um crescimento de 3,3% na área cultivada com algodão. Na safra 2011/2012, a produção regional de algodão em caroço deverá registrar cerca de 1,8 milhão de toneladas.

O Piauí foi o grande responsável por essa variação positiva. Enquanto a maioria dos estados do Nordeste permaneceu com a quantidade de área plantada igual a da safra anterior, no Piauí houve um aumento de 24,2%, saindo de 17 milhões de hectares para 22 milhões. Os outros estados onde houve incremento em plantio de algodão foram a Bahia (2,5%) e o Maranhão (2,2%).

O Piauí deve ser o único do Nordeste a não apresentar queda na produção. A expectativa para a safra piauiense 2011/12 de algodão é de um crescimento de 13,2%, enquanto os demais estados devem registrar baixas de moderada a grave.

Fonte: CidadeVerde.com
Palavras-chave: Comer

Estátua de Iracema é retirada para restauração em Fortaleza

Quem for ao calçadão da Praia de Iracema, um dos pontos do turisticos de Fortaleza, para poder ver a conhecida estátua de Iracema Guardiã, personagem eternizado no livro de José de Alencar, vai encontrar o pedestal de mármore vazio. A obra foi retirada do local pela prefeitura de Fortaleza para restauro.

A imagem foi alvo de depredação ainda em março. Aos mãos, que seguravam o arco da índia foram serradas e levadas. Os autores do crime contra o patrimônio até hoje não foram identificados. A personagem foi instituída como ícone cultural de Fortaleza e igual a ela existem ainda mais quatro estátuas da índia.

De acordo com a prefeitura, por se tratar de uma obra de arte, foi necessário entar em contato com o artista responsável pelo trabalho para que ele fizesse o restauro. Como não seria possível o trabalho no local, foi necessário remover a estátua da Praia de Iracema. O restauro deverá levar 60 dias.

Fonte: NE10

Verdades e mentiras sobre Bob Marley


O diretor Kevin MacDonald, de 44 anos, produz tanto documentários (caso de One day in september e Touching the void) como filmes de ficção (O último rei da Escócia). No seu mais recente filme, o diretor enfoca o astro do reggae jamaicano Bob Marley. O longa está em exibição em número limitado de cinemas nos EUA, mas deverá se expandir pelo país nas próximas semanas.
Nascido em 1945, em Nine Mile, interior da Jamaica, Marley passou seus anos de formação nos guetos de Kingston, onde se voltou para a música. Suas raízes no ska dos primórdios evoluíram para o reggae quando Marley se tornou rastafári. Com hits como No woman, no cry, ele acabou se tornando astro internacional. Morreu em 1981, em decorrência de um melanoma. A música de Marley e sua mensagem de paz estão no novo documentário de MacDonald.
O diretor conta que, durante a realização do filme, percebeu que a concepção errada sobre Marley “começa com a ideia de que ele era apenas um cara caribenho preguiçoso e maconheiro, que não queria fazer muita coisa”. E afirma: “Ele é compulsivo, ambicioso, trabalhador e disciplinado. Acho que isso será surpresa para muitas pessoas”. MacDonald lembra que a independência jamaicana, em 1962, coincide com a formação do The Wailers (banda de Bob Marley) e eles correm em paralelo, “o The Wailers e a história da Jamaica, eles são porta-vozes,” afirma, completando: “Obviamente, a música de Bob nos anos 1970 está intrincada com a situação política e com a posição da Jamaica como tipo de estado de representação na guerra fria”.
Sobre a tentativa de assassinato do músico, o diretor diz: “Se você ouvir duas pessoas quaisquer na Jamaica, elas lhe darão duas teorias da conspiração diferentes sobre quem atirou em Bob Marley. Havia um arquivo da CIA sobre ele, mas havia um arquivo da CIA para todo mundo. Tenho certeza de que a CIA esteve envolvida ao trazer armas para o país, por exemplo. Mas não acredito que haja qualquer evidência sugerindo que o Bob em si fosse alvo da CIA”.

A guerra dos juros: Dilma versus bancos

Os bancos ainda não acreditam nisso, mas a presidente Dilma Rousseff está disposta a enfrentá-los, e não apenas em discursos. E, ao contrário do que se imagina, a presidente não está, no caso, em busca de popularidade - que, aliás, tem de sobra. Dilma está disposta a queimar parte de seu capital político na luta contra os juros, que considera excessivos (e, mais tarde, contra os serviços oferecidos aos clientes, sempre tratados com descaso e muitas vezes desrespeitados). Enfrentar os bancos tende a transformar-se na marca da administração de Dilma. (Carlos Brickmann)

Esgoto vaza em praia de Fernando de Noronha


A época de chuvas em Fernando de Noronha tem exposto a precariedade do esgotamento sanitário. A ilha, que abriga um parque nacional marinho e duas Áreas de Preservação Ambiental (APAs), está ameaçada por dejetos lançados no mar. Moradores e turistas, obrigados a pagar altas taxas de permanência para manutenção do arquipélago, denunciam o aparecimento de manchas nas praias. Em uma delas, a do Boldró, o esgoto é despejado após passar apenas por processo primário de tratamento. Fotos enviadas por moradores mostram a situação no local.
Na Praia do Boldró, a Compesa capta a água que alimenta o dessalinizador, ampliado em 2011, com capacidade para tratar 15 litros do líquido por segundo. O aparelho, que abastece grande parte da ilha, foi responsável pelo fim do rodízio.

Segundo a analista ambiental e chefe da Área de Preservação Ambiental (APA) de Noronha, Rocas e São Pedro e São Paulo, Carina Tostes Abreu, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, recebeu, no fim de março, denúncia por vídeo sobre despejo de esgoto no Boldró. No início de abril, um ofício foi encaminhado à Compesa. A companhia compareceu ao local e solicitou as imagens para verificação. Até o momento, no entanto, não deu resposta. No fim desta semana, outro documento cobrando providências foi enviado ao órgão.
“A equipe de fiscalização verificou que ainda havia água escura escorrendo para a praia, mas em quantidade bem menor. É difícil afirmar se realmente se tratava de um vazamento de esgoto neste dia, pois não foram coletadas amostras e, ao observar a bacia de estabilização da Compesa, ela não estava transbordando”, esclarece a analista.
Carina, no entanto, afirma que os vazamentos são frequentes e que outras denúncias foram feitas, algumas resultando em multa para a Compesa em anos anteriores.
A Compesa admite que o número de vazamentos aumentou após o fim do rodízio em decorrência do aumento de pressão na rede, consequência da obra de ampliação do dessalinizador. A companhia informou em nota que “está providenciando a ampliação do número de equipes de manutenção para o conserto de vazamentos”.
A Compesa também alerta para o uso inadequado do sistema por parte da população (jogando frauda, lata de cerveja, bucha, óleo e areia), o que ajuda no extravasamento em alguns poços de visita, principalmente os das áreas baixas, sempre que há índices elevados de precipitações. As ligações clandestinas feitas por alguns moradores para escoar a água das ruas também pode sobrecarregar o sistema.
É de competência da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e da administração da ilha fiscalizar os serviços de saneamento. Contactada, a assessoria de imprensa da CPRH afirmou que não iria se reportar por acreditar que o assunto era de inteira responsabilidade da Compesa.
Projeto para reduzir problema está parado
A Compesa deu início às obras para criação de um sistema de reatores anaeróbicos, capazes de digerir através de bactérias, boa parte da matéria orgânica lançada no esgoto. A água resultante do processo poderia ainda ser reutilizada, com destaque para a agricultura local. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) embargou os trabalhos em 2011 para prevenir eventuais danos arqueológicos. Os serviços, segundo o instituto, foram liberados em meados de 2011, após resolução do problema. Acontece que, até o momento, a Compesa não recomeçou o trabalho.
Em nota, a companhia informou que “o Iphan de fato já liberou a Compesa a dar continuidade à execução da obra de esgotamento sanitário em Noronha. A Compesa já acionou a empresa responsável pela obra e estima o retorno dos serviços até 15 de maio”.
Atualmente, segundo o órgão, o tratamento de esgoto na ilha é realizado por lagoa de estabilização, considerada uma das formas mais simples de tratamento. A reportagem não foi informada do valor da obra, do nome da empresa responsável nem do calendário de execução das atividades.
Como reposta aos problemas enfrentados por moradores e turistas, o diretor de articulação e infraestrutura de Noronha, Gustavo Duarte, comentou que há projetos de ampliação da rede já identificados, incluindo trabalhos de prospecção arqueológica. “Esses projetos trarão uma melhor condição de disposição final e coleta dos resíduos”, defendeu.
DIESEL
Apesar de a Compesa alegar que não utiliza óleo diesel para fazer o dessalinizador funcionar, moradores reclamam da poluição que está sendo gerada desde que o sistema foi ampliado em 2011. Eles informam que praticamente toda a energia da ilha é gerada por diesel, um combustível altamente poluente.