sábado, 11 de janeiro de 2014

LUXO - STF gasta quase R$ 1 milhão para renovar carros de luxo dos ministros

 
Foto: Hyundai (reprodução)
Em 2014, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão circular com carros luxuosos que custaram a bagatela de R$ 130,7 mil aos cofres públicos, cada um. Os automóveis vão ser utilizados pelos representantes do STF nos deslocamentos em Brasília. O tribunal assinou o empenho de R$ 914,9 mil em 31 de dezembro de 2013, no apagar das luzes do ano passado. As informações são da ONG Contas Abertas.
O valor será utilizado para a compra de sete carros do modelo Azera, da marca Hyundai. Segundo a assessoria de imprensa do STF, os veículos vão substituir parcialmente a frota atual, realizada rotineiramente com base em análise de custos.
“Quando os veículos atingem um determinado tempo de uso a manutenção fica mais cara e a renovação é a alternativa mais eficiente”, diz a nota. Na resposta, a assessoria não informa nem o ano nem a quilometragem da frota antiga de veículos do STF.
CARACTERÍSTICAS
Os carros são do tipo sedan grande e possuem capacidade para cinco passageiros, incluindo o motorista. Os modelos são de quatro portas e da cor preta. Os bancos dos veículos são de couro na cor preta ou cinza, com regulagem eletrônica de altura, ar condicionado, controle eletrônico de temperatura, visor digital, airbags e câmbio automático.
Os detalhes mais luxuosos dos automóveis ficam por conta da central multimídia integrada em painel touch screen, em que disponibiliza navegador GPS, bluetooth com viva voz para telefone celular, além de entradas USB. A novas aquisições do STF possuem garantia de três anos.

CARUARU - Juiz aponta que vereadores barganharam em outros projetos

Do Jornal do Commercio deste sábado
Embora a Operação Ponto Final da Polícia Civil – que levou 10 vereadores para a prisão – tenha focado no projeto que previa a implantação de um BRT (Bus Rapid Transit) em Caruaru, orçado em R$ 250 milhões, o inquérito deixa claro que os vereadores envolvidos no escândalo de compra de apoio na Câmara também atuaram em outras ocasiões.

Em seu despacho, acatando integralmente as denúncias do Ministério Público e determinando a instauração de ação penal contra os acusados, o juiz Pierre Souto Maior cita o projeto do Atualização do Cadastro Fiscal e outras Tecnologias (PMAT) e o que previa a licitação para o transporte público no município.

No relato, o magistrado afirma que o líder do governo na Câmara, Ricardo Liberado (PSC), disse: “Todas as vezes que havia projeto de cunho financeiro para aprovação, era recorrente o comentário de exigência e barganha para aprovação desses projetos por parte do grupo de vereadores”.
Em outro relato, o vereador Rozael do Divinópolis (PMN) disse que Val de Cachoeira (DEM) e Louro do Juá (SDD) foram à sua residência pedir para ele não comparecer à Câmara, pois queriam que a proposta sobre o transporte público fosse rejeitada. Rozael contou que saiu da oposição por se sentir pressionado para barganhar com o Executivo.

O juiz relata, ainda, que os vereadores Heleno do Inocoop (PRTB) e Romildo Oscar (PTN) disseram que tomaram conhecimento que empresários do ramo de transporte coletivo “chegaram junto” ao grupo de vereadores para que não houvesse aprovação do projeto que tratava da licitação do transporte, o que efetivamente aconteceu. Esse projeto não foi aprovado em 2012 nem em 2013. A Justiça suspendeu a sessão da Câmara de Vereadores que aprovou a implantação do BRT em Caruaru.

Considerados no processo como vítimas, o prefeito José Queiroz (PDT) e o secretário de Relações Institucionais, Marco Casé, mantêm silêncio sobre o assunto. Nos bastidores, há informações de que Casé estaria andando com segurança policial, fato que ele nega.

A Prefeitura divulgou apenas uma nota em 19 de dezembro, um dia após a Operação Ponto Final, na qual afirma que o delegado da Polícia Civil Erick Lessa deixou claro que o Executivo não aceitou, hora alguma, as pressões de vereadores para negociar vantagens em troca da aprovação de projetos.

“Conforme a mesma autoridade, a Prefeitura colaborou com as investigações e continuará a colaborar com a Justiça, com o Ministério Público e com a Polícia, sempre no interesse de combater a corrupção e as práticas não republicanas na política”, destaca a nota.

Dez parlamentares são acusados de concussão, corrupção passiva e integrar organização criminosa porque teriam cobrado R$ 150 mil para cada um para aprovar um projeto de implantação do BRT em Caruaru. O fato veio à tona com a Operação Ponto Final, desencadeada em 18 de dezembro e que prendeu os vereadores: Jajá (PPS), Val das Rendeiras (PROS), Louro do Juá (DEM), Sivaldo Oliveira (PP), Neto (PMN), Evandro Silva (PMDB), Cecílio Pedro (PTB), Val (DEM), Eduardo Cantarelli (PROS) e Pastor Jadiel (PROS). Depois de presos, eles foram libertados através de habeas corpus, mas a Justiça determinou o afastamento deles de suas funções.

Eduardo concluirá processo de escolha em 40 dias

Governador ainda vai ouvir muitos atores antes de fechar questão (Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco)
O nome que será indicado pelo governador Eduardo Campos (PSB) como o candidato da Frente Popular de Pernambuco deverá ser anunciado após o término do processo de ausculta promovido pelo gestor. E esse prazo beiraria os 40 dias. Nos bastidores, há quem destaque que o movimento foi iniciado há pouco pelo líder socialista e ainda demanda do cumprimento de uma série de etapas vistas como necessárias para garantir a unidade necessária.
E o processo de ouvida implementado por Eduardo Campos teria ultrapassado a esfera política. O socialista está disposto a ouvir e, principalmente, sentir setores da economia pernambucana, uma vez que o seu candidato ao governo terá levar o conforto ao segmento de que o atual modelo será continuado sem fissuras.
Após o cumprimento dessa série de etapas, o governador fará a leitura das opiniões confrontando-as com os resultados das pesquisas encaminhadas sobre a sucessão estadual. Uma delas, inclusive, já teria sido concluída e revelado o desejo da população pela continuação das ações desenvolvidas nos últimos sete anos em Pernambuco.
Esse primeiro levantamento teria pesado em favor de nomes do secretariado de Campos, uma vez que o sentido de continuidade seria melhor atrelado a membros da equipe que conhecem o funcionamento do governo por dentro e, no discurso tantas vezes utilizado nos últimos pleitos, não teriam dificuldade de tocar a gestão.
Nesse quesito, muito tem se falado que os secretários Tadeu Alencar (Casa Civil) e Paulo Câmara (Fazenda) teria sido identificado, já nesse primeiro momento, como aqueles que conseguiram despertar no eleitorado essa visão.
No entanto, outros levantamentos também foram encomendados  e serão juntados ao processo tocado por Eduardo, que não quer fechar o quadro antes do seu cumprimento total.

Em Escada, Eduardo Campos volta a atacar o PT de forma velada

 / Foto: JC Imagem

Foto: JC Imagem

O governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), voltou a atacar de forma velada o PT nesta sexta-feira (10), em Escada, município da Mata Sul do estado, ao afirmar que "tem muito político que só gosta de falar" e que as pessoas precisam aprender também a ouvir. "Não é à toa que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca só", disse ele. "Tem gente que fala dois tantos do que escuta. Eu prefiro ouvir dois tantos do que falo para aprender todo dia", declarou ele.
Chamado de "tolo" e "playboy mimado" esta semana em texto apócrifo publicado na página oficial do PT no Facebook, Campos exaltou o desempenho do Estado na sua administração e disse que só não faz o mesmo "aqueles que não sabem colocar a vela do barco na direção do vento que sopra". Segundo o governador, "não tem vento bom para quem não sabe para onde quer ir, para aqueles que têm preguiça de trabalhar, para aqueles que cuidam mais da futrica política do que da vida do povo".


Ainda sem citar nomes, Campos voltou a se defender das críticas petistas afirmando que nunca atacou ninguém. "Ninguém nunca me viu aqui, na rádio em Escada, na rádio em Palmares, ou na televisão, falando mal de quem quer que seja, mas todos me viram aqui somando forças, unindo as pessoas,", afirmou. "O povo não quer ver briga, baixaria, o povo quer ver realização, trabalho, serviço, oportunidade."
Aplaudido diversas vezes durante seu discurso, o governador disse que é preciso "traduzir palavras que muitos sabem dizer em ações que nem todos sabem fazer" e que "fazer a palavra virar mudança na vida dos que mais precisam é a arte da boa política". E reforçando o seu bordão de pré-campanha, afirmou que todos devem "olhar para o futuro" para "seguir melhorando", porque não quer "andar para trás", voltar para o "tempo em que as coisas estavam sendo desmanchadas".
Em Escada, onde assinou ordem de serviço para a construção de uma unidade de saúde, Campos disse também que a população precisa entender que "não se faz as coisas com promessas, no joguete político que muitas vezes atrapalha o município".
"Eu já vi muito município que por conta de briga política, de arenga velha, besta, que não leva a lugar nenhum (...), termina atrapalhando tudo, termina fazendo com que as coisas não cheguem ao povo", afirmou. "Chegam os votos para o político, que fica dando uma de herói na frente do povo, mas não chega para o povo nada. E a gente tem que saber fazer as coisas lutando pelo nossos direitos", declarou o governador, mais uma vez sob aplausos.
Após a solenidade, em entrevista, Campos, que também é presidente nacional do PSB, não comentou a possível decisão da bancada do seu partido no Congresso de adotar uma postura de oposição sistemática ao governo federal, como forma de retaliação aos ataques desferidos pelo PT. "Sobre a bancada, fala o líder, eu não falo sobre isso", disse ele.

Energia começa a voltar de forma gradativa na Zona Oeste do Recife

Clarão foi visto de longe /

Clarão foi visto de longe

Nove horas após o incêndio em uma unidade da Celpe no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife, vários bairros permanecem sem energia. O fato aconteceu por volta da 0h30 deste sábado, na unidade chamada Seccionadora Várzea, supre as substações Várzea, Caxangá e Camaragibe da companhia. Apesar de ter o nome de Várzea, o endereço da unidade é no Curado, na Rodovia Br-232, Km 12,5.

A Celpe informou que o problema aconteceu por conta da ação de vândalos, que entraram no local para furtar equipamentos. A companhia disse ainda que a energia está voltando de forma gradativa, mas admitiu que alguns locais permanecem sem energia.
Vários internautas utilizaram as redes sociais para relatar o problema. "Até aqui no Ibura a gente viu a explosão", relatou a internauta Maria Auxiliadora na página do JC no Facebook. O mesmo contou E. França, que conseguiu ver o acidente do Ipsep. Outra internauta, Shirley Ramos, contou que sua irmã chegou a pensar que era um meteoro. Isabela Menezes relatou que ouviu estrondos, viu fumaça e clarão. "Pensei que era o fim do mundo", comentou. Segundo Daniele Silva, foi um clarão enorme no céu.
Veja a nota da Celpe:

"A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) informa que, à 0h36 deste sábado, registrou a interrupção do fornecimento de energia na Seccionadora Várzea, que supre as subestações Várzea, Caxangá e Camaragibe. Técnicos da concessionária encaminhados à unidade de suprimento identificaram que a ocorrência foi provocada pela ação de vândalos, que danificaram um transformador de força e provocou incêndio.

Imediatamente após intervenção do Corpo de Bombeiros, a concessionária isolou o problema e, por volta da 1h30, iniciou o procedimento de recomposição do fornecimento, por meio de outras subestações. O restabelecimento está acontecendo de forma gradativa.

As equipes da concessionária que estiveram no local constataram evidências de arrombamento e tentativa de furto de materiais. O caso foi comunicado às autoridades policiais. A Seccionadora Várzea conta sistema de vigilância patrimonial que monitora a unidade 24 horas por dia. A Celpe se coloca à disposição."

Empresário é detido ao ser flagrado dirigindo carro de luxo furtado em João Pessoa


Ao ser visto pelos policiais, o empresário tentou fugir, mas acabou detido, junto com a outra pessoa que o acompanhava (Foto: Reprodução/Instagram/Emerson Machado)
A Polícia Militar prendeu na tarde desta sexta-feira (10) um empresário dono de uma concessionária de veículos localizada em Jaguaribe, na Zona Oeste de João Pessoa. Conforme a PM, ele dirigia um carro de luxo que havia sido furtado e ainda carregava placas de veículos no porta-malas do automóvel. De acordo com informações do comandante da 1ª Companhia do 1ª Batalhão da PM em João Pessoa, Clecitone Francisco, na noite dessa quinta-feira (9) a polícia recebeu a denúncia de que um carro branco da marca Nissan havia sido furtado na capital paraibana.
Um veículo com as mesmas características foi visto e interceptado pelas autoridades na tarde desta sexta (10), nas imediações do bairro Oitizeiro, na Zona Oeste da Capital.
Ao ser visto pelos policiais, o empresário tentou fugir, mas acabou detido, junto com a outra pessoa que o acompanhava. Os dois foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa, onde prestam depoimento. O automóvel foi apreendido.
Além de investigar porque o empresário conduzia um carro furtado e a procedência das placas que ele carregava no porta-malas do automóvel, a polícia também esteve na concessionária dele em Jaguaribe, onde apurou a situação dos outros veículos disponíveis no estabelecimento.
O capitão Clecitone disse que ainda estava verificando a quantidade de placas que o suspeito carregava e afirmou que não tem informações sobre o que foi alegado no depoimento.
Fonte: Portal Correio

Ministério Público do Estado arquiva processo contra Guilherme Uchoa

Rodrigo Lôbo/JC imagem
Sem alarde, no mês passado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) decidiu pelo arquivamento da denúncia contra o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Guilherme Uchoa, do PDT, acusado de participar de um processo fraudulento de adoção de uma criança, na cidade de Olinda.
Após avaliar o caso, o MPPE entendeu que não havia provas para oferecer denúncia contra o deputado estadual.
A polêmica toda começou em agosto do ano passado, quando a promotora da Infância e Juventude de Olinda Henriqueta de Belli entregou na própria Alepe um documento elaborado pelo MPPE que apontava indícios de tráfico de influência na concessão de guarda irregular de uma criança de um ano a um casal que mora nos Estados Unidos e sequer estava inscrito no Cadastro Nacional de Adoção.
No começo de setembro do ano passado, seguindo uma orientação da Procuradoria, a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) decidiu não investigar o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT). Um parecer emitido pela Procuradoria da Casa orienta o legislativo a não investigar o caso, já que a Justiça estava apurando.
Em comunicado oficial no ano passado, o parlamentar chegou a dizer que recebeu com estranheza representação de Promotora de Justiça da Comarca de Olinda à Comissão de Ética do Poder Legislativo e reclamou publicamente que, na condição de promotor de Justiça, a promotora não detinha competência para a prática do ato, uma vez que ele seria de competência privativa do Procurador Geral de Justiça (no caso, Guilherme Fenelon).
“Desta forma, ficam caracterizados excesso e abusividade de poder, alem da tão decantada busca de notoriedade, a ser apurada em meio próprio”, afirmou, à época Uchoa.
Na Justiça do Estado, o TJPE espera o caso esfriar para dar uma punição branda para a juíza de Olinda, de acordo com informações de bastidores do Judiciário local.
Entenda a confusão
As investigações iniciadas pelas promotoras Henriqueta de Belli e Andréa Karla, em maio de 2013, descrevem supostas irregularidades cometidas pela juíza, pelo presidente da Alepe e sua filha.
O relatório apontaria participação da juíza titular da Vara da Infância e Juventude de Olinda, Andrea Calado, além do próprio deputado estadual e presidente da Alepe, Guilherme Uchôa (PDT) e de sua filha, Giovana Uchoa, na adoção ilegal do bebê de 1 ano.
Em uma carta pública da Alepe, o presidente da Casa manifestou sua reação ao gesto da promotora da Infância e Juventude de Olinda Henriqueta de Belli, que entregou nesta quinta (5 de setembro) à Assemblea Legislativa de Pernambuco (Alepe) um documento elaborado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em que apontaria supostos indícios de tráfico de influência na guarda provisória de uma criança a um casal que mora nos Estados Unidos.

"Explicamos o que o MPPE enxerga nos bastidores, apontando os supostos indícios do uso da máquina por parte do deputado e da filha dele, com base em alguns documentos. A prova é documental, mas também não pode condenar ninguém fora do tempo", ressaltou a promotora, em setembro.
"A intenção é informar a sequência de fatos, aquilo que identificamos como possíveis influências políticas. Como é uma parte ética não posso apurar, tem uma comissão competente para isso. A partir de agora está nas mãos da assembleia. Uma hora vão ter que dar um posicionamento".
A suposta irregularidade começou a ser investigada quando o Conselho Nacional de Justiça denunciou que Andrea Calado concedeu ao casal, uma esteticista carioca e um piloto de aviões, a guarda provisória da menina, quando os dois nem sequer estavam inscritos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

O bebê foi abandonado pela mãe no Hospital Tricentenário, onde nasceu, e ainda não estava disponível para os 37 casais e 10 solteiros que estavam na fila do CNA de Olinda na época. A menina foi encaminhada a um abrigo, onde passou a receber visitas da esteticista carioca e do piloto de aviões que moram na Flórida.

Morre, aos 85 anos, Ariel Sharon ex-premiê de Israel

            Agência Estado

Ariel Sharon, ex-primeiro ministro de Israel, morreu neste sábado aos 85 anos. O ex-premiê estava em coma há oito anos, após sofrer um derrame em 2006. Nascido em fevereiro de 1927, em Kfar Malal, na Palestina (hoje Israel), Ariel Scheinermann, mais conhecido como Ariel Sharon, foi uma das figuras mais controversas e carismáticas de Israel desde a criação do Estado, em 1948. 
Como famoso general israelense, Sharon ficou conhecido por suas táticas audaciosas e recusas ocasionais a obedecer ordens. Como político, ganhou a alcunha de "beligerante", um homem que desprezava seus críticos e que era capaz de levar seus projetos até o fim. Proeminente voz linha-dura durante décadas, Sharon foi eleito primeiro-ministro em 2001 e reeleito em 2003. Ficou no cargo até 2006 quando sofreu um derrame e entrou em coma.
Ariel Sharon morreu neste sábado, mas já estava afastado da vida pública desde 2006, quando sofreu um forte acidente vascular cerebral (AVC) que o deixou em coma durante todos esses anos. Nos primeiros dias deste ano, médicos que cuidavam dele no hospital Hashomer, em Tel-Aviv, informaram uma piora no funcionamento dos órgãos vitais e uma infecção no sangue. 
Sharon nasceu em um assentamento judaico no então território palestino administrado pelo Reino Unido, período conhecido como Mandato Britânico da Palestina. Seu pai era judeu de origem lituana e sua mãe uma judia de origem russa. Em 1942, aos 14 anos, ele entrou para uma força paramilitar formada por jovens, e mais tarde ingressou no Haganá, força paramilitar judaica clandestina que lutava pelo fim da administração britânica da Palestina.
Em 1948, Sharon comandou uma companhia de infantaria na Guerra da Independência e ficou ferido na batalha por Latrun, numa tentativa frustrada de libertar judeus sitiados em Jerusalém. Em 1949 foi promovido a comandante da companhia e em 1951 a oficial de inteligência. Após a Guerra, Sharon foi estudar História e Cultura do Oriente Médio na Universidade Hebraica em Jerusalém.
Em 1953, criou e comandou um grupo de elite conhecido como Unidade 101. O grupo realizou uma série de ataques contra os vizinhos palestinos, o que trouxe mais confiança a Israel e fortaleceu sua resistência. Entretanto, a unidade também foi criticada por ter atacado civis e soldados palestinos, no conhecido episódio do massacre de Qibya, no outono de 1953, quando cerca de 60 civis palestinos foram mortos na Cisjordânia.
Com o passar dos anos, Sharon foi sucessivamente promovido até tornar-se general durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Dois anos depois, ele assumiu o controle do Canal de Suez durante a Guerra de Atrito em 1969.
Sharon deixou a vida militar em 1973 e começou a investir em sua carreira política ao ajudar a fundar o Partido Likud. Neste mesmo ano, voltou ao Exército para atuar na Guerra de Yom Kippur e posteriormente foi eleito membro do Knesset (Parlamento), mas renunciou ao cargo um ano depois. Em 1975, assumiu o posto de assessor de segurança do então primeiro-ministro Yitzhak Rabin e em 1977 foi reeleito para o Knesset.
Em 1981, Sharon assumiu o cargo de ministro da Defesa e passou a apoiar e incitar os cristãos contra os muçulmanos no Líbano, com o objetivo de transformar o país em um posto avançado de Israel. Um ano depois, Sharon planejou a invasão do Líbano, mas perdeu o cargo de ministro da Defesa e foi acusado por negligência ao ter permitido que falangistas libaneses maronitas invadissem dois campos de refugiados palestinos - Sabra e Shatila - situados em área controlada pelo exército israelense. As milícias entraram nesses campos e mataram indiscriminadamente centenas de homens, mulheres e crianças, num massacre que entrou para a história. 
Embora um escândalo desta proporção possa destruir a carreira política de muitos, Sharon continuou na vida política fazendo parte de sucessivos governos. Foi ministro de várias pastas, entre elas, da Agricultura, da Indústria e Comércio, da Construção e Habitação, ministro da Infraestrutura e de Relações Exteriores.
Em 1999, ele se tornou presidente do Partido Likud, o que impulsionou sua vitória nas eleições como primeiro-ministro em fevereiro de 2001 e foi reeleito em 2003. 
Conhecido como fervoroso partidário da colonização israelense de territórios palestinos, em 2005 o novo líder de Israel surpreendeu o mundo ao organizar a retirada unilateral dos judeus da Faixa de Gaza e o desmantelamento das colônias instaladas na região, após 38 anos de controle militar por Israel. 
Embora essa retirada tenha sido vista, a princípio, como uma vitória da resistência palestina contra a ocupação israelense, alguns analistas consideram a desocupação da Faixa de Gaza como um movimento estratégico de Israel, visando manter o controle da Cisjordânia e evitar que um eventual ataque aéreo israelense a Gaza - tal como efetivamente ocorreu depois, durante a Operação Chumbo Fundido - pudesse atingir assentamentos judeus e cidadãos israelenses.
A implementação do plano de retirada foi vista como um sucesso pela maioria do povo de Israel, mas resultou em protestos de ministros do Likud, que levaram Sharon a deixar o partido e fundar nova agremiação de centro, o Kadima, em novembro de 2005.
Em dezembro do mesmo ano, no entanto, o primeiro-ministro israelense sofreu um pequeno derrame. Na ocasião, os médicos afirmaram que o líder não havia sofrido lesão cerebral grave irreparável. Mesmo assim, em 4 de janeiro de 2006, Sharon teve um novo acidente vascular cerebral que o deixou em coma. O primeiro-ministro de Israel foi então declarado "permanentemente incapacitado" e substituído por Ehud Olmert. 
Conhecido como "Arik" entre os amigos, o premiê israelense foi casado duas vezes. Sua primeira mulher, Margalith, morreu em um acidente de carro em 1962. Com ela, Sharon teve um filho, Gur, que morreu em 1967 aos 11 anos com um tiro acidental enquanto ele e um amigo brincavam com um rifle do pai. Em 1963, Sharon casou-se com a sua cunhada Lily, irmã mais nova de Margalith, mãe de seus dois outros filhos Omri e Gilead. Lily morreu de câncer em 2000. Sharon tem três netos.