terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PPS será convidado amanhã para se integrar à aliança PSB/Rede


roberto freire - foto divulgação
O Partido Popular Socialista (PPS), presidido nacionalmente pelo deputado pernambucano Roberto Freire, será convidado amanhã, dia 4 de fevereiro, em Brasília, para se integrar à aliança PSB/Rede.
No dia 17 de dezembro do ano passado, o PPS aprovou um “indicativo” de apoio à candidatura presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que ainda precisa passar pela convenção nacional, já que os diretórios do RJ e de MG defendem o apoio ao senador Aécio Neves (PSDB).
Em São Paulo, porém, o PPS já resolveu sua vida: vai apoiar a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). E ponto final.
Afinal de contas, a eleição de Roberto Freire para a Câmara Federal, por São Paulo, foi obra dos tucanos.

Armando consegue o apoio dos três candidatos derrotados em Ipojuca


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O senador Armando Monteiro (PTB) conseguiu o apoio, em Ipojuca, dos três candidatos derrotados nas últimas eleições municipais: o deputado federal Pedro Eugênio(PT), o promotor aposentado Miguel Sales (PR) e o ex-vereador Romero Sales (PTB).
Juntos, eles obtiveram mais de 10 mil votos em relação à votação obtida pelo prefeito eleito, Carlos Santana, que pertence ao PSDB.
O senador está sendo o desaguadouro de todas as lideranças políticas que perderam as eleições em Pernambuco em outubro de 2012.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A ninguém é dado o direito de acusar sem provas


É possível que dentro de tantas exposições de opinião e pensamento, eu haja sido severo, aqui ou ali, além da conta com alguém. Mas, saibam que eu já fui por demais injustiçado e por assim haver sido tratado, passei a concordar que: “Só aquele que passou pelo frio da dor pode chegar ao incêndio do amor”.
justiça
No meu livro – Arrastado Nu Pelo Arame Farpado do Inquérito Policial – eu demonstro como a Polícia Judiciária, quando quer, pode indiciar até mesmo em caso de excludente de criminalidade. No relatório do “meu” inquérito foi colocada a seguinte heresia jurídica: “..Embora levando-se em consideração as circunstâncias relevantes capituladas no artigo 23, incisos II e III, do Código Penal (legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal), resolvo indiciar o acusado no artigo 121 da mesma norma jurídica…” E aí virou processo.
Por mais que não venhamos a gostar das pessoas, não devemos obnubilar as suas qualidades e virtudes.
Vivemos num país, no qual o escândalo maior absorve o escândalo menor. Todos os dias a imprensa busca novos fatos para colocar nos seus noticiários.
A bola da vez tem sido os vereadores de Caruaru. Ao que parece eles chutaram a bola, correram para a área, cabecearam e fizeram o gol. Num primeiro momento foram acusados de corrupção passiva e em outro momento – intra corporis – foram acusados de corrupção ativa. Interessante é a rapidez de toda essa investigação. Realmente, a polícia e a justiça em determinados casos agem numa celeridade que até parece que não há processos penais a espera de sentença já há mais de ano e dia.
Na esteira de todo esse imbróglio que põe nódoa na política de Caruaru, há quem ache pouco o lamaçal e sem qualquer prova lança acusação deslustrosa ao homem público Tony Gel. Tony Gel deputado. Tony Gel advogado. Como diz o título deste arrazoado: “A Ninguém é dado o direito de acusar sem provas”. É certo que, dos dez vereadores processados em Caruaru, quase meio a meio, é de oposição e de situação. Todos sabem que parte dos vereadores de oposição são ligados a Tony Gel. E feliz deles que têm um amigo de tal quilate. Nós saberemos quem são os nossos verdadeiros amigos na hora da necessidade de debelar as intempéries das procelas da vida. E Tony Gel tem tratado seus correligionários como cavalheiro, não como fez o PPS, ao expulsar sumariamente o vereador Jajá. No quesito da distinção e da cortesia, eu afirmo pessoalmente, que Tony Gel está ano-luz à frente de outros gestores centralizadores, por demais conhecidos nestas terras do aveloz.
À guisa de conclusão, gostaria apenas de ratificar o meu compasso de espera e aguardar que toda apuração venha à tona, pois para o momento nada ainda está certo. É como escreveu o Fernando Sabino, que ouvira do próprio pai: “No fim tudo dá certo, se ainda não deu, é porque ainda não chegou o fim”.
Severino Melo – Escritor / Advogado. smelo2006@gmail.com – para quem mandato não é emprego e política não é profissão.
Por Jornal de Caruaru

Oposição reclama de falta de atenção do Deputado Diogo Moraes.

VERTENTES: A relação do grupo de oposição da cidade de Vertentes com o Deputado Estadual Diogo Moraescomeça a estremecer. Em conversa recente com membros do grupo, não foi pequeno o rosário de queixas em razão da atuação, ou da falta dela, por parte do Deputado. Na conversa transpareceu que a oposição está se sentindo desprestigiada por Diogo em razão dos fatos recentes, tais como a retirada do ar do programa “NORDESTE EM FOCO” que era retransmitido pela FAROL-FM e, principalmente, a nomeação de “Romerinho”, filho do ex-Prefeito Romero Leal para comandar o segundo cargo mais importante no DETRAN.
Na conversa, também foi citado que nem sequer um pedido de um carro-pipa para atender a população rural tem a marca da oposição em Vertentes, já que o IPA daquela cidade sofre a influência direta do ex-gestor, que, segundo a fonte, manda na prefeitura e no IPA e, de quebra, vive a esculachar o Deputado Diogo Moraes e nunca teria apoiado o governador Eduardo Campos. Finalizando, a fonte declarou que nem uma ligação o Deputado Diogo Moraes atende e ao final, faz cara de paisagem, como se não fosse com ele, salientado que 2014 é ano de eleições. “Imagine depois, como vai ficar?” Questionou.
“Pelo que pude constatar, muito embora o inferno astral do Deputado  Diogo Moraes ainda esteja longe, 2014 não começou lá essas coisas para o seu lado. Durma-se com um barulho desses! Ou será que é a falta de barulho (leia-se, apoio) que está incomodando tanto a oposição em Vertentes?”, finalizou a fonte.

Milhões de estrelas-do-mar morrem misteriosamente no oeste dos EUA

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Cientistas, que supervisionam há décadas os ecossistemas destas áreas, não conseguiram determinar ainda as causas desta mortandade maciça.
Foto: Arquivo/ Mustafa Ozer/AFP

Milhões de estrelas-do-mar estão morrendo nos últimos meses na costa oeste dos Estados Unidos, do Alasca à Califórnia, alarmando biólogos, que chamam atenção para a importância destes invertebrados no ecossistema da região.

Segundo as primeiras análises, tudo indica que a mortandade tenha começado em junho de 2013, afetando várias espécies de estrelas-do-mar que vivem no litoral e em cativeiro, explica Jonathan Sleeman, diretor do Centro de Estudos da Fauna Selvagem do Instituto Americano de Geofísica (USGS, na sigla em inglês), em carta publicada na página deste organismo federal na internet.

As duas variedades mais prejudiciais são a "Pisaster ochraceus", de cor púrpura, e a "Pycnopodia helianthoides", também conhecida como estrela-do-mar-sol, caracterizada pelas cores mutáveis. Esta última é considerada a maior estrela-do-mar, com diâmetro que pode superar um metro.

Os sintomas detectados com mais frequência são lesões superficiais brancas que se espalham com rapidez, debilidade geral, perda de braços e desintegração do corpo, levando à morte dias depois dos primeiros sintomas.

Populações inteiras de estrelas-do-mar morreram no estreito de Puget (Washington, noroeste), no Mar de Salish, na Columbia britânica (Canadá) e ao longo da costa californiana, alerta o USGS no estudo. O nível de mortalidade alcança 95%.

Cientistas, que supervisionam há décadas os ecossistemas destas áreas, não conseguiram determinar ainda as causas desta mortandade maciça.

"Pensamos que um elemento patogênico como um parasita, um vírus ou uma bactéria poderia estar infectando estas estrelas-do-mar e colocando em perigo seu sistema imunológico, tornando-as vulneráveis a infecções bacterianas secundárias responsáveis pelos danos físicos observados", explicou à AFP Pete Raimondi, professor de biologia da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, um dos principais cientistas envolvidos nesta pesquisa.

Este fenômeno já aconteceu no passado, mas na época, foi associado ao aquecimento das águas costeiras, mas este não foi o caso agora, afirmou. Naquela ocasião, também se suspeitou que um agente patogênico teria se desenvolvido graças à temperatura da água, mas isto nunca pôde ser confirmado, acrescenta.

As estrelas-do-mar preferem águas mais frias

Em 1983, uma mortandade na costa sul da Califórnia ameaçou fazer desaparecer do litoral a estrela-do-mar "Pisaster ochraceus". Em 1997 ocorreu uma mortandade menor devido ao aquecimento do Pacífico sul decorrente do fenômeno El Niño.

Na primavera de 2013, a costa leste dos Estados Unidos também sofreu com a morte maciça de algumas espécies de estrelas-do-mar.

Estes invertebrados se sentem mais confortáveis em águas frescas, dizem os biólogos, porque as mais quentes chegam a afetar sua saúde e infectar suas feridas.

A estrela-do-mar "Pisaster ochraceus" é "um predador-chave de seu ecossistema costeiro", contou o professor Raimondi. Este animal se alimenta de crustáceos como mexilhões, lapas (pequenos animais marinhos com concha protetora) e caracóis do mar.

Se esta espécie chegar a desaparecer, as populações de moluscos aumentariam consideravelmente, o que levaria a uma profunda modificação do ecossistema rochoso situado entre a maré alta e a maré baixa, avaliam os cientistas.

As larvas das estrelas-do-mar também são elementos importantes de plâncton, base da cadeia alimentar dos oceanos.

No estudo sobre esta última onda de mortalidade maciça de estrelas-do-mar, os cientistas estão compilando informes que provêm do público, vigiam certos pontos da costa do Pacífico, reúnem espécimes e fazem análises microbiológicas para determinar se o vilão é um agente infeccioso ou tóxico, resolvendo, assim, o mistério.
Fonte: AFP

João Paulo Cunha poderá ser preso esta semana.


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, deve decretar a prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) nesta semana. Barbosa reassume o cargo nesta segunda-feira (3) após quase um mês de férias e compromissos oficiais na Europa.
João Paulo Cunha
Barbosa saiu de férias no começo de janeiro, mas interrompeu o descanso por conta de compromissos oficiais em Paris e Londres, onde se reuniu com juristas, autoridades e proferiu palestra sobre a Justiça brasileira.
Antes de deixar a função, decretou o fim do processo do mensalão para o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), um dos condenados do processo do mensalão que permanece em liberdade, mas não expediu o mandado de prisão.
Os ministros Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski, que assumiram a presidência do tribunal provisoriamente por conta da ausência de Joaquim Barbosa, não tomaram nenhuma decisão sobre o caso. Durante a viagem, Barbosa chegou a criticar os colegas de tribunal por não terem assinado a ordem de prisão do parlamentar, mas ninguém se envolveu na polêmica.
Na Europa, Barbosa também comentou uma entrevista dada por João Paulo Cunha, que criticou a atuação do presidente do Supremo. O magistrado afirmou que não ficaria “de conversinha com réu” e afirmou que, na opinião dele, a imprensa dá espaço indevidamente a condenados e que eles deveriam permanecer no “ostracismo”.
A declaração gerou reações entre petistas e, segundo o coordenador da área júridica do PT, Marco Aurélio Carvalho, foi responsável pela arrecadação de R$ 1 milhão em doações para o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares pagar a multa imposta no julgamento do processo do mensalão.
Além da definição sobre a situação de João Paulo Cunha, o retorno de Joaquim Barbosa ao Supremo deve dar fim ao impasse relacionado a outro réu, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
Jefferson pediu o direito a prisão domiciliar, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou para que ele cumpra a pena na cadeia. Joaquim Barbosa, agora, terá de dar uma decisão final.
Dos 25 condenados pelo STF no julgamento do processo do mensalão, 19 estão em presídios, um em prisão domiciliar (José Genoino), outro foragido (Henrique Pizzolato) e dois aguardam julgamento de recursos (João Cláudio Genu e Breno Fischberg). Dos que já poderiam estar presos, somente Cunha e Jefferson permanecem em liberdade. As informações são do G1

Pelé volta a pedir fim de protestos na Copa: "brasileiro estraga a festa"


Ídolo brasileiro, o ex-atacante Pelé voltou a opinar sobre as manifestações de rua no Brasil. Perguntado em entrevista à rede de televisão Espn se estava animado com a Copa do Mundo, o ex-craque disse estar preocupado e relembrou os protestos vistos na Copa das Confederações - novamente, Pelé pediu para que os movimentos populares fiquem para depois dos eventos esportivos no Brasil.

"Honestamente me preocupou muito na Copa das Confederações todos aqueles movimentos. Fiz uma comparação que o futebol sempre promoveu o Brasil e agora temos três eventos maravilhosos - Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada. O País pode se encher de turistas, receber todo o benefício desses turistas e o próprio brasileiro fica estragando uma festa dessa. Muita gente não entendeu, porque acho que o futebol não tem nada a ver com a corrupção dos políticos", comentou.

Na opinião do ex-jogador, a situação só não ficou pior durante a Copa das Confederações porque o Brasil foi campeão e "sossegou um pouco" os movimentos sociais. Pelé, contudo, voltou a pedir que todo e qualquer protesto fique para depois da Copa do Mundo.

"O futebol sempre enalteceu o Brasil, então se vamos fazer protesto vamos atacar os políticos, deixar passar essas festas e depois vamos exigir. Mas o futebol não tem nada com isso, que me preocupou muito A sorte é que Deus é brasileiro e o Brasil foi campeão, então sossegou um pouco nas Confederações. Espero que o brasileiro tenha essa consciência, deixe passar a Copa do Mundo e aí vamos reivindicar o que estão roubando", salientou Pelé.

Terra

Artigo: Eduardo Campos e a síndrome de Down – Por Cristiane Segatto. .



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Na quarta-feira (29), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, usou o Facebook para anunciar que Miguel, o filho recém-nascido, tem síndrome de Down. É o quinto filho do casal.
Cristiane Segatto
Renata, a primeira-dama, tem 46 anos. Mulheres jovens podem gerar bebês com a síndrome, mas o risco aumenta gradualmente com a idade. Aos 20 anos, a probabilidade de ter um filho com Down é de 1 para 1.600. Aos 35 anos, é de 1 para 370. Na idade de Renata, o risco é estimado em cerca de 1 para cada 100 nascimentos.
Como qualquer bebê nascido com essa condição, Miguel vai precisar de cuidados especiais. Pediatra especializado, fisioterapeuta, fonoaudióloga, acompanhamento da condição cardíaca etc.
Com acesso a recursos e atenção, esses bebês têm totais condições de ter uma vida digna e feliz. Em muitos casos, o desenvolvimento é comprometido por falta de recursos. As famílias e associações de portadores da síndrome sabem disso muito bem. Não vai demorar para que elas enxerguem em Campos um padrinho estratégico.
Foi assim com o deputado federal Romário (PSB-RJ). Desde o nascimento da filha Ivy, com síndrome de Down, Romário se aproximou da luta das famílias por saúde e outros direitos fundamentais. Recentemente, apresentou um projeto de lei que prevê a simplificação do processo de importação de mercadorias destinadas à pesquisa científica.
O apoio de padrinhos, patronos, aliados é fundamental na luta por visibilidade e verbas. Cada doença tem suas associações de pacientes e elas disputam nacos do orçamento público (a síndrome de Down não é uma doença, mas costuma acarretar problemas de saúde que exigem cuidados especiais).
Não deveria ser assim, mas é assim que gente funciona. Só somos capazes de sentir a dor do outro quando ela se torna próxima e palpável.
Não deveria ser assim, mas é assim que o Brasil funciona. Quase nada vai para frente sem um padrinho. Se ele for uma celebridade influente, é ótimo. Se for uma autoridade (com cargo no legislativo ou no executivo), melhor ainda.
É natural que uma mãe batalhe por atenção e recursos para a questão que a aflige. É compreensível que o problema de cada um seja percebido por ele mesmo como o mais importante do mundo.
Esse comportamento é o esperado de cada mãe. De quem administra os recursos públicos, espera-se isenção. O dinheiro da saúde precisa ser distribuído de acordo com critérios técnicos.
Um dos principais é o que avalia o custo de determinada intervenção e o benefício que ela é capaz de oferecer. O governo deve bancar um novo serviço ou tratamento se o dinheiro investido nele for pouco diante do tamanho do benefício e da quantidade de pessoas atendidas.
Isso é feito com método. Um exemplo é a ferramenta que permite simular e prever o número de anos vividos com qualidade a partir da adoção de um novo medicamento ou tecnologia.
Em países com sistemas de saúde mais eficientes que o nosso, as decisões são baseadas nesses estudos. É o caso do Reino Unido. O Nice, o órgão que faz as avaliações técnicas e diz ao governo se ele deve ou não adotar uma nova droga reivindicada pelos doentes, é odiado pelas associações de pacientes. É frequentemente acusado de fazer avaliações frias e não levar em consideração o sofrimento das pessoas.
Por mais duras e impopulares que sejam essas avaliações, elas representam a forma mais justa de distribuir recursos limitados e de reduzir as iniquidades da saúde — tão presentes no Brasil. Apesar de todo preconceito contra elas, a matemática e a estatística podem ser grandes instrumentos de justiça social.
Desde 2011, uma comissão que faz análises técnicas semelhantes às do órgão britânico aconselha o Ministério da Saúde sobre as novas tecnologias que devem ou não ser adotadas. É um bom começo.
No Brasil, em todas as esferas de poder, as decisões de saúde (que deveriam ser técnicas) são altamente impregnadas pelo jogo político. O que vale é a projeção, a eleição, a reeleição. Se quisermos penetrar no submundo, há também a corrupção.
Nesse ambiente, o jeitinho, o telefonema, a comoção social costumam encurtar caminhos para quem busca a garantia ou a ampliação de direitos. Um padrinho influente é providencial.
Crianças com síndrome de Down ou outras necessidades de saúde podem despertar nos pais uma disposição ímpar para o engajamento social e político. Não só isso. Cada pai e mãe reagem de um jeito. Cada família funciona a sua maneira.
Não é incomum que o casal se sinta apreensivo ou desanimado logo após o diagnóstico ou depois do parto. Muitos passam pelas fases de negação, raiva e depressão. Até que surgem a aceitação e o entendimento. O importante, como menciona esse texto do Movimento Down, é se deixar conquistar pelo bebê.
A maioria dos pais supera a tristeza inicial quando o filho começa a interagir, sorrir e brincar. Aos poucos, ele conquista toda a família. A informação sobre a síndrome de Down é fundamental para acalmar as pessoas e fazer com que elas enxerguem todas as potencialidades do bebê que nasceu ou vai nascer.
Além de começar a se interessar pelo jogo político, é hora de esquecer o rótulo associado à síndrome e conhecer a personalidade da criança. Muitas vezes, uma personalidade apaixonante.
(Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras no site da revista època)