domingo, 12 de novembro de 2017

Homem de 51 anos é morto a tiros em Arcoverde

Autoria e motivação do crime estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

Por G1 Caruaru

Um homem de 51 anos foi morto a tiros no sábado (11) em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, a vítima passava por uma rua, no bairro Boa Vista, quando dois homens se aproximaram e atiram nela.

Ainda segundo a polícia, o homem morreu no local. A motivação e a autoria do crime estão sendo investigadas pela Polícia Civil. O corpo do homem foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 29 milhões na próxima quinta



As dezenas sorteadas foram: 10 - 14 - 31- 34 - 45 - 58


Agência Brasil


   A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília), do dia do concurso, nas mais de 13 mil casas lotéricas do país

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1987 da Mega-Sena sorteado nesse sábado (11), em Brasília. O prêmio acumulado para o próximo sorteio pode chegar a R$ 29 milhões.


As dezenas sorteadas foram: 10 - 14 - 31- 34 - 45 - 58.


As apostas para o concurso 1988 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, marcado para a próxima quinta-feira (16). A aposta mínima é de R$ 3,50.


Base de Paulo resiste à privatização da Copergás



BNDES deve homologar em breve consórcio que estudará viabilidade de privatizar Copergás


Paulo Veras



   Hoje, 51% da Copergás pertence ao Estado e o restante é dividido entre a japonesa Mitsui e a Gaspetro, subsidiária da Petrobras

Uma reunião na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) esta mostrou que o governo pode ter dificuldade no Legislativo se optar por privatizar a Copergás. Além da oposição, deputados governistas fizeram questão de registrar que votariam contra uma eventual proposta de vender a empresa. A resistência partiu de Aluísio Lessa (PSB), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Alepe; de Rodrigo Novaes (PSD), vice-líder do governo no Legislativo; e Terezinha Nunes (PSDB).


Hoje, 51% da Copergás pertence ao Estado e o restante é dividido entre a japonesa Mitsui e a Gaspetro, subsidiária da Petrobras.


O BNDES deve homologar “a qualquer momento” o consórcio que fará o estudo de viabilidade de privatização da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). A Ernst & Young e a Deloitte Touche Tohmatsu ofereceram os menores valores para fazer a avaliação. Quando os contratos de R$ 4,7 milhões forem assinados, o diagnóstico e a modelagem da proposta para desestatizar a companhia de gás começarão a ser elaborados.


O consórcio terá um prazo de seis meses para concluir os estudos que serão levados pelo BNDES ao Governo de Pernambuco, a quem caberá divulga-lo. Se a modelagem proposta for aprovada pelo governo, o processo do leilão de desestatização terá início. Ele inclui a realização de audiências públicas, aprovação do processo pelos respectivos tribunais de contas e publicação do edital com o cronograma do leilão, explica o BNDES. O Estado também poderá pedir ajustes ou rejeitar a proposta.


Em setembro, o governador Paulo Câmara (PSB) admitiu a possibilidade de privatizar a Copergás, mas disse que só negociaria uma venda da empresa após o fim da crise econômica.Assessor institucional da Copergás, Marcelo Barradas Carneiro afirmou na Alepe que a privatização não está na pauta do dia-a-dia da empresa, ressaltando que essa discussão cabe aos sócios.


“Tenho certeza que não está no radar do governo privatizar. E como deputado, como economista de formação e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, naturalmente vindo esse encaminhamento para cá, eu votarei contra privatizar uma empresa que gera lucro e é uma ilha de excelência no Estado”, avisou Aluísio Lessa. “Esta Casa Legislativa, junto com a sociedade, não concebe sequer a hipótese de a Copergás ser privatizada e entregue ao setor privado”, defendeu Novaes.


Oposição critica governador

A oposição tem usado a possibilidade de venda da empresa para criticar o governador Paulo Câmara. Na oposição ao ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (sem partido), Paulo e O PSB têm capitaneado o movimento contra a privatização da Eletrobras e da Chesf pela União. Ontem, manifestantes portavam na Alepe cartazes com a frase “Governador Paulo Câmara incoerente”.


Líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB) disse que não há no Executivo nenhuma ação voltada para a ideia de vender a empresa estadual. “Essa é uma discussão não está posta. Não tem discussão de privatizar a Copergás. Foi chamada uma discussão aqui pelo sindicato e o governo participou. Mas esse tema está fora da pauta”, garantiu o socialista. “A empresa é pública, tem capital privado, pela legislação das SAs, ela tem que fazer uma atualização do seu patrimônio. Foi um procedimento normal, formal, administrativo”, justificou, sobre o estudo em andamento no BNDES.


A oposição ainda não está convencida de que a companhia não será vendida. Teresa Leitão (PT), quer chamar agora o vice-governador Raul Henry (PMDB), secretário de Desenvolvimento Econômico, para uma audiência pública sobre o tema no Legislativo. O líder da oposição, Silvio Costa Filho (PRB), disse que não está descartada a criação de uma frente parlamentar contra a desestatização da empresa.


Gonzaga insiste na interligação das bacias do Tocantins e do São Francisco




Em entrevista à TV Câmara, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) detalhou o projeto de lei de sua autoria que propõe a interligação das bacias dos rios Tocantins e São Francisco.


A projeto – PL 6569/2013 – já foi aprovado em caráter conclusivo pela Câmara dos Deputados em 31 de outubro deste ano e seguiu ontem (8) para o Senado para ser apreciado pelos senadores.

“Este não é um projeto de Gonzaga Patriota. É um projeto do Parlamento, da sociedade brasileira, que ama o Nordeste. Vamos trabalhar para isso ser aprovado ainda este ano. Acreditamos que com o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) na relatoria, o projeto deverá ser aprovado sem emendas, entre novembro e dezembro deste ano”, disse o deputado pernambucano.

Segundo ele, o projeto já dispõe de R$ 600 milhões no Orçamento Geral da União deste ano por meio de uma emenda de autoria do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE).

Com o contingenciamento feito pelo governo federal, os recursos foram reduzidos em R$ 150 milhões, mas ainda restam R$ 450 milhões para viabilização do projeto de engenharia.

A empresa que fará o projeto é a Engesoft Engenharia, que ganhou a licitação feita pelo Ministério da Integração Nacional.

“Queremos que a obra seja tocada pelo Exército, que goza de credibilidade no Nordeste”, disse Patriota, frisando que interligação visa a compensar a falta de chuvas no Nordeste e a melhorar o volume de água no lago do Sobradinho.

Oposição estranha silêncio do governador sobre a “Torrentes”



Coluna Fogo Cruzado

Dos parlamentares que fazem oposição ao governo de Paulo Câmara, o que mais bateu forte diante do silêncio do governador sobre a “Operação Torrentes”, da Polícia Federal, que investiga indícios de irregularidades nas obras de reconstrução das cidades da Mata Sul após a grande cheia de 2010, foi Sílvio Costa. Ele estranhou o silêncio do governador ante a cena que se verificou em frente ao Palácio do Campo das Princesas na manhã na última quinta-feira: viaturas da Polícia Federal cercaram a sede do Governo do Estado em busca de documentos da Casa Militar que foi o órgão que coordenou a “Operação Reconstrução” na Mata Sul sete anos atrás. Para o deputado, o silêncio do governador sobre fato tão grave revela que o Estado não tem um líder para conduzir os seus destinos e sim uma figura que foi eleita para “receber ordens” do então governador Eduardo Campos. Ele diz também que Paulo Câmara está na obrigação de vir a público, por meio de uma coletiva de imprensa, para dar explicações sobre os fatos apurados pela Polícia Federal até agora. Até porque, disse ele, a última vez que o Palácio foi cercado foi em 1964 quando militares insubordinados lá estiveram para depor o então governador Miguel Arraes.


sábado, 11 de novembro de 2017

Feira da Sulanca de Caruaru vai abrir aos domingos



 

A Feira da Sulanca de Caruaru vai abrir aos domingos a partir do último final de novembro


Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Da Editoria de Economia

A Feira da Sulanca de Caruaru vai abrir aos domingos a partir do último final de semana de novembro. “Vamos funcionar das 6 horas às 13 horas aos domingos e segundas até o dia 24 de dezembro”, explica o presidente da Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, Pedro Moura. Tradicionalmente, a segunda é o dia da feira de confecções daquela cidade.

“Também adotamos esse novo horário para acompanhar os lojistas do entorno do parque da feira que decidiram abrir aos domingos e também porque as feiras de Toritama e Santa Cruz já funcionam aos domingos na alta temporada”, afirma Pedro Moura. A alta temporada inclui os períodos próximos às festas de São João e de final de ano.

Cerca de 500 lojistas atuam próximo ao parque da Feira da Sulanca de Caruaru que tem números que chamam a atenção. São cerca de 10 mil vendedores, incluindo muitos pequenos empreendedores que costuram as confecções que comercializam.

A estimativa é de que uma feira movimente cerca de R$ 20 milhões nos períodos de baixa e até R$ 50 milhões nas altas temporadas, segundo a Associação dos Sulanqueiros de Caruaru.

Na alta temporada, a feira de Caruaru recebe um público estimado em 70 mil pessoas, enquanto na baixa a quantidade de consumidores varia de 25 mil a 30 mil. Também transitam pelo local cerca de 6 mil veículos por dia do evento, de acordo com a Associação dos Sulanqueiros

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SEGURANÇA

A decisão de abrir aos domingos foi tomada ontem numa reunião que contou com a presença de empresários e de alguns representantes do poder público em Caruaru. Logo depois da reunião, o Capitão Farias Júnior deu uma entrevista à Rádio Jornal. Ele disse que “o 4º Batalhão da Polícia Militar (PM) não tem estrutura para fazer sozinho o policiamento de dois dias de feira, mas que essa questão será encaminhada ao comandante do batalhão para fazer um planejamento” adequado.

“A feira só vai funcionar com segurança. Vamos conversar com o secretário de segurança pública e com o governador. O São João de Caruaru tem 30 dias e tem segurança”, argumenta Pedro Moura.

Caruaru junto com Toritama e Santa Cruz do Capibaribe são as cidades responsáveis pelo vigor do polo de confecções do Agreste. Nas duas primeiras, as Feiras da Sulanca já abrem aos domingos, há mais de três anos, nas altas temporadas

Moradores de Palmares saqueiam carga de eletroeletrônicos após acidente na BR-101






Uma grande carga de vestimentas e artigos eletroeletrônicos foi saqueada por moradores e motoristas que trafegavam pela BR-101, em Palmares, na Mata Sul do estado, após um acidente de trânsito, na manhã de quinta-feira (09/11). Uma mulher ficou ferida e foi hospitalizada em estado de choque.  

Por volta das 11h, o motorista de uma carreta carregada com diversos produtos eletrônicos, entre computadores, celulares e TVs, tombou na rodovia federal, próximo à Japaranduba, em uma das entradas de acesso ao perímetro urbano. O motorista, de 38 anos e morador de Fortaleza, Ceará, teve apenas ferimentos leves, mas sua companheira precisou ser transferida para o Hospital Regional dos Palmares, sem risco de morte.

A população, entretanto, invadiu a estrada para saquear a carga. O policiamento tentou impedir os saques, mas, em virtude de pouco efetivo, precisou solicitar apoio da GT Rural, GATI e BEPI. A situação chegou a ser parcialmente controlada, mas grande parte da mercadoria foi subtraída pelos saqueadores.

A Polícia Rodoviária Federal também esteve no local e conseguiu normalizar o trânsito nas duas vias da BR-101. Um guincho conseguiu retirar o caminhão e a carroceria do local

Sem esperança, moradores da Mata Sul estão cansados de promessas



Suspeita de desvio de recursos públicos no socorro às vítimas das enchentes que devastaram a região em 2010 e 2017 fez estrago também na fé de quem deveria ser beneficiado pelo dinheiro


Ciara Carvalho



Em Palmares, casas construídas após as enchentes de 2010, na Operação Reconstrução, foram condenadas e estão abandonadas
Guga Matos

– A gente se sente um nada.

O desabafo de muitos, milhares, na voz de um só. Com a casa condenada, ameaçada de desabar, Giovana Pereira, 38 anos, engrossa a legião dos que esperam. Nem deveria mais. A casa onde ela mora, em Palmares, foi erguida na Operação Reconstrução, após as chuvas que devastaram a Mata Sul do Estado em 2010. Entregue em 2014, o imóvel está com paredes e piso rachados. Precisa ser desocupado e Giovana, mãe de três filhos, se vê novamente sem ter para onde ir. A frase, dita por ela em tom desolador, traduz a revolta dos moradores da região ao saberem que o dinheiro destinado a socorrer as vítimas das enchentes em 2010 e 2017 é agora alvo de uma megaoperação policial por suspeita de desvios dos recursos recebidos pelo governo do Estado. “Eles deveriam ter vergonha. Não se rouba de quem não tem nada.”


A casa de Giovana corre o risco de ganhar o mesmo destino de outras três dezenas de residências que hoje estão abandonadas, segundo a Defesa Civil de Palmares, por má execução da obra de terraplenagem. O cenário é desconcertante. O que era uma rua virou uma cratera que saiu comendo o asfalto e expulsou parte dos moradores. Das casas atingidas, ficaram só paredes e marcas feitas pela Defesa Civil decretando a condenação dos imóveis. Todas as residências foram erguidas após a enchente de 2010, que devastou a cidade de Palmares.

“É um cenário cruel porque quem sempre sofre é a população. Toda essa erosão foi criada no terreno em função da má qualidade da obra de terraplenagem. A consequência foi que o solo não se compactou direito e as casas passaram a apresentar rachaduras, inclinação das paredes, o piso começou a ceder”, diz o coordenador de Defesa Civil da cidade, Amauri Silva. Ele lamenta que parte do dinheiro público gasto na construção das casas tenha sido jogado fora. “É um dinheiro perdido, porque esses imóveis não têm mais condições de serem reformados”, pontuou. Uma realidade que só agrava o déficit habitacional da cidade. Em Palmares, 120 famílias vivem hoje de auxílio-moradia, pago pela prefeitura. E a situação tende a piorar. À medida que as voçorocas aumentam, mais moradores correm o risco de perder suas casas.

Na última sexta-feira, a reportagem do Jornal do Commercio percorreu quatro cidades entre as mais castigadas pelas enchentes da Mata Sul, tanto em 2010 quanto em 2017. Encontrou uma região que vive de promessa, inverno após inverno, tragédia após tragédia. Se em Palmares a tranquilidade da casa própria virou sinônimo de medo e desperdício do dinheiro público, em Maraial é o vazio que assalta a esperança dos moradores. Desde as enchentes de 2010, a cidade espera a construção de 700 casas para abrigar a população que mora em área de risco. Foram executadas obras de terraplenagem em dois terrenos, localizados em áreas altas do município, mas nenhuma residência erguida. Em um dos locais, chegou-se a construir o galpão que serviria de depósito de material e refeitório para os trabalhadores. Hoje tudo está abandonado e destruído.

Com a casa construída praticamente dentro do rio, a aposentada Maria do Carmo da Silva, 77, perdeu a fé. Não acredita mais que a população receberá, um dia, as prometidas residências de Maraial. “Escuto essa lenda desde a enchente de 2010, quando minha casa veio abaixo. Tiveram que passar o trator para recolher os escombros. Como não tinha para onde ir, reconstruí no mesmo lugar. Na chuva deste ano, a água invadiu de novo. Por sorte, não derrubou”, diz, mostrando as marcas deixadas pela água nas paredes.

SEM PERSPECTIVA

A desesperança é tanta que até o prefeito de Maraial, Marcos Moura, se diz cansado de correr atrás das sonhadas casas. “Já fui para Brasília, bati na porta do governo do Estado, são quase oito anos lutando, e nada. Maraial ficou esquecida. Foi a única cidade da Mata Sul que depois de duas tragédias (2010 e 2017) não teve uma única casa erguida. O povo desistiu de acreditar”, afirmou, relatando mais uma triste constatação. Segundo ele, na relação divulgada na semana passada pelo governo do Estado de municípios que receberão casas novas, Maraial está, mais uma vez, fora da lista.

Em Belém de Maria, não é só a população ribeirinha que passa madrugadas acordada com medo da força das águas. Uma parte das casas está fincada em encostas praticamente engolidas por barreiras que ameaçam desabar. No caso da aposentada Maria das Dores de Lima, 72, o risco virou realidade. E por questão de segundos não lhe custou a vida. Dias após a enchente deste ano, parte da barreira por trás da residência da aposentada cedeu e soterrou o quintal.
“Eu estava no lavador e tinha acabado de sair do local quando ouvi o estrondo. Vivo assustada. No inverno, só fico na parte da frente da casa. Mas não tenho para onde ir”, desespera-se. O nome de Maria das Dores fez parte de uma relação de 400 famílias que seriam beneficiadas por um auxílio-moradia pago pelo governo do Estado. A promessa foi feita, a conta no banco aberta, mas os R$ 200 do benefício nunca foram depositados.

Como outras cidades da Mata Sul, Belém de Maria teve que recorrer aos cofres municipais para reconstruir os prédios públicos destruídos pelo temporal. O hospital da cidade foi completamente engolido pelas águas. Enquanto a reforma não acaba, o atendimento é feito de forma improvisada no antigo prédio da prefeitura, onde atualmente funciona a Secretaria de Saúde. Até a unidade ser reaberta, a cidade está sem maternidade e as gestantes precisam ir para Palmares para dar à luz seus bebês.

Nos dias que se seguiram às enchentes de maio deste ano, a foto de um menino assustado e coberto de lama virou símbolo da tragédia. Em meio ao caos, Maicon Vinícius Bezerra, 6, lembrou-se de salvar os brinquedos. Colocou os poucos que tinha numa mochila confiada ao pai antes de a família abandonar a residência. Na última sexta-feira, a reportagem reencontrou Maicon em sua casa, na cidade de Catende. Orgulhoso, o menino correu para mostrar os brinquedos que salvou e ainda os novos que ganhou de uma moradora de Palmares depois que sua foto saiu no jornal.

Após seis meses, a família de Maicon ainda tenta se reerguer. Parte dos móveis foi perdida. Não há guarda-roupa e as peças são guardadas em caixas de papelão. Sem cama, as crianças dormem em colchões espalhados no chão da sala. A mãe, Cícera Maria de Santana, conhece bem essa história. Perdeu tudo na enchente de 2010. Na época, carregava Maicon na barriga.

Maria do Carmo mora praticamente dentro do rio, em Maraial. Em 2010, a casa dela foi destruída - Foto:Guga Matos/JC Imagem


Em Palmares, casas entregues após a enchente de 2010 apresentaram rachaduras e estão abandonadas. - Foto:Guga Matos/JC Im