segunda-feira, 16 de abril de 2018

Professor é baleado durante tentativa de assalto entre Cupira e Panelas



Homem deu entrada na unidade de saúde com um tiro na região do rosto.

Por G1 Caruaru


Um professor foi baleado durante uma tentativa de assalto na manhã desta segunda-feira (16) na BR-104, entre Cupira e Panelas, no Agreste de Pernambuco. Segundo o Hospital Municipal de Cupira, o homem deu entrada na unidade de saúde com um tiro na região do rosto.


O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso. O estado de saúde da vítima não foi informado.

Motociclista Pernambucano desaparecido é encontrado morto no Agreste Alagoano

Após desaparecer, motociclista é encontrado morto no Agreste



por João Victor Souza





O corpo do motociclista José Santana Neves Junior, de 40 anos, que estava desaparecido desde o último domingo, 15, foi encontrado na tarde desta segunda-feira (16), em um trecho da rodovia AL-115, entre os municípios de Arapiraca e Igaci, Agreste de Alagoas.

De acordo com as informações passadas pelo coronel André Madeiro, comandante do Grupamento Aéreo, ele teria sobrado em uma curva e foi encontrado morto após mais de 24 horas desaparecido. Ainda não se sabe se ele estava em alta velocidade.

Veja as imagens divulgadas pelo Grupamento Aéreo:

José Santana havia viajado de Caruaru, em Pernambuco, a Penedo, litoral de Alagoas, na última sexta-feira, 13, com um grupo de amigos para participar do 8º Encontro de Motociclistas. Na volta para a casa, ele sofreu o acidente.

SAIBA MAIS

Pernambucano some quando voltava de encontro de motociclistas em Alagoas


Colegas do motociclista informaram que haviam perdido o contato com ele entre as cidades de Palmeira dos Índios e Arapiraca, onde o GPS do celular de José Santana deu sinal pela última vez. Ele dirigia uma moto Honda CB 600 Hornet, ano de 2014, cor branca e placa OYP-4657.

José Santana era engenheiro agrônomo e deixa um filho de oito anos

Com base na lei de usucapião, mecânico se torna dono de jipe 1942 deixado por amigo para restauração em Goiás



Veículo, produzido para abastecer tropas na guerra, ficou abandonado e sendo corroído pelo tempo durante anos até ser reformado. Idoso construiu peças após pesquisas na internet.

Por Sílvio Túlio, G1 GO

Mecânico consegue na Justiça se tornar dono de jipe 1942 deixado por amigo para restauração (Foto: Wagner Soares/TJ-GO)

O mecânico Luiz Antônio Teixeira de Biazi, de 62 anos, conseguiu na Justiça se tornar proprietário de um Jeep Dodge, ano 1942, de cor verde, deixado em sua oficina por um amigo há cerca de 25 anos, em Porangatu, na região norte de Goiás. A posse do veículo, produzido para abastecer as tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial, foi dada com base na lei de usucapião - quando se dá a propriedade por posse prolongada de algo.

A decisão foi da juíza Patrícia Passoli Ghedin na última terça-feira (10). Após a sentença, ele agora aguarda apenas a emissão do documento em seu nome para passear com o "possante".

Em entrevista ao G1, Luiz Antônio disse que um amigo, já falecido, adquiriu o carro e deixou com ele para que fosse restaurado. Cerca de dez anos depois, ele reapareceu, disse que não tinha como arrumá-lo e afirmou que o mecânico poderia ficar com ele ou "jogá-lo fora".

"O jipe estava apodrecendo. O tempo acabou com ele. Nunca tive vontade de arrumá-lo para mim, mas quando ele me deu, fui olhar e pensei: 'vamos fazer essa coisa andar'", disse ao G1.


A tarefa, segundo ele, foi árdua. Como o veículo é raro e bastante antigo, conseguir peças originais - ou ao menos parecidas - era quase impossível. Então, o mecânico resolveu ele próprio produzi-las. "Da estrutura, aproveitei muito pouco. Ia em lojas e ferros-velhos, mas não achava nada. Então comecei a pesquisar na internet e fazia eu mesmo as peças", afirma.

O idoso disse que não sabe estimar, nem por alto, quanto gastou na restauração. Mas depois de três anos, o jipe estava pronto para rodar.

Orgulhoso, Luiz segura decisão judicial que lhe confere propriedade do jipe (Foto: Wagner Soares/TJ-GO)

Documentação

No entanto, ainda havia um problema: Luiz Antônio não tinha qualquer documento que comprovasse a propriedade do veículo. Por isso, o jipe ficou cerca de dez anos parado dentro da garagem. "Eu funcionava ele e dava apenas umas voltinhas aqui no quarteirão. Não tinha os documentos. Se a fiscalização me parasse, tinha medo de ir preso", conta.

Após ouvir um conhecido dizer que passou por situação semelhante e conseguiu na Justiça se tornar dono do carro, ele fez o mesmo. Depois de alguns meses, foi realizada na última terça-feira (10) a audiência em que foi concedida a ele a propriedade do veículo.

Agora ela aguarda somente que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) altere o documento do jipe para poder rodar de forma regularizada. Ver o carro rodando, além de um orgulho, será uma forma de homenagear o amigo, que lhe deu o veículo.

"Ele ia gostar muito, pois tinha vontade de ver o jipe pronto e rodando", salienta.


O belo dia em que os Bolsonaro foram pegos pela justiça



Jornalista que diz ter sofrido ameaças de Eduardo Bolsonaro escreve artigo onde reproduz o diálogo com o parlamentar, que foi denunciado por Raquel Dodge na última sexta-feira (13)

  

Por Patrícia Lélis*

A procuradora-geral da República, Rachel Dogde, denunciou em plena sexta-feira 13 Jair e Eduardo Bolsonaro, e não poderia existir um dia melhor e mais apropriado para isso. Desde ontem as minhas redes vêm sendo atacadas de todas as formas e com todo o tipo de mensagem de ódio existente, até mesmo ameaças. Pois bem, se muitos de vocês que defendem o indefensável acreditam que de alguma forma irei me calar, estão enganados. Venho aqui detalhar ainda mais os acontecimentos.

Para quem não se recorda dos fatos, tudo começou por conta de um post totalmente mentiroso, feito pelo Eduardo Bolsonaro em seu Facebook pessoal. No post, ele afirma que o feminismo é uma doença, e que a prova disso era que eu estaria supostamente frequentando uma balada LGBT, e a pergunta que fica é como ele ficou sabendo que eu estava lá…ou ele também estava, ou um de seus amigos estava, mas deixo isso para ele responder.

Logo o post dele começou a viralizar na internet, e como sempre ele começou a ser ridicularizado pelos seus pensamentos machistas e retrógrados, e claro, por não me deixar em paz. Eu como boa mulher de coragem resolvi então publicar a minha reposta a ele no Facebook, e logo também viralizou. Eduardo se tornou motivo de risos por mais de uma semana na internet, e diga-se de passagem, ele procurou isso.

E quando eu acreditava que já tinha visto de tudo, eis que Eduardo Bolsonaro resolve me ameaçar, isso mesmo. Vou detalhar a conversa a vocês, que foi através do aplicativo Telegram:

BOLSONARO: “Sua otária! Quem você pensa que é? Tá se achando demais. Se você falar mais alguma coisa eu acabo com sua vida”…

PATRICIA: “Isso é uma ameaça???”

BOLSONARO: “Entenda como quiser. Depois reclama que apanhou. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais pra aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você

PATRICIA: “Eu estou gravando”

BOLSONARO: “Foda-se. Ninguém vai acreditar em você. Nunca acreditaram. Somos fortes”

PATRICIA: “Me aguarde pois vou falar”

BOLSONARO: “Vai para o inferno. Puta. Você vai se arrepender de ter nascido. O aviso está dado. Mais uma palavra e eu vou pessoalmente atrás de você. Não pode me envergonhar…. –

PATRICIA: “Tchau”

BOLSONARO: “Vagabunda”

PATRICIA: “Resolvemos na justiça. É a melhor forma”

BOLSONARO: “Enfia a justiça no cú”…

A operadora do telefone registrado nas conversas confirmou que ele está vinculado a Bolsonaro desde 12/12/2013. Raquel Dodge considerou ser ‘clara a intenção do acusado de impedir a livre manifestação da vítima, valendo-se de ameaça.

Eu não sei se vocês perceberam mas quando ele diz “Entenda como quiser. Depois reclama que apanhou. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais pra aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você” ele se refere ao caso do Feliciano, que tanto Jair quanto Eduardo sabiam, e não me ajudaram a denunciar, muito pelo contrario, assim como o restante do PSC o pedido foi para que eu não fizesse a denúncia.

Eu fico me perguntando até aonde vai a capacidade do Eduardo de tentar me atingir, ou fazer algo contra mim. A pouco em seu Instagram o mesmo teve a capacidade de fazer um “estudo de caso” e postar, tentando invalidar a denúncia. Eduardo, gostaria de te avisar que rede social não resolve NADA. O que resolve mesmo é ir para justiça, coisa que você deve ter sentindo na pele que faz efeito.

E meu recado aos Bolsonaro’s e toda sua tropa sem noção vai continuar sendo a mesma: EU NÃO VOU ME CALAR. E continuarei buscando por justiça, todos os dias. Eduardo não é vitima de armação alguma, apenas foi pego pela justiça.

*Patrícia Lélis é jornalista

Emoção marca velório das quatro pessoas da mesma família que morreram afogadas em Jataúba



Acidente aconteceu após carro ser arrastado pela correnteza na zona rural do município.

Por G1 Caruaru


Correnteza arrasta carro e quatro pessoas da mesma família morrem afogadas em PE

O velório das quatro pessoas da mesma família que morreram afogadas na noite do sábado (14), na zona rural de Jataúba, Agreste de Pernambuco, está sendo realizado na tarde desta segunda-feira (16) e foi marcado pela emoção dos familiares e amigos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, entre as vítimas está Ana Clara Silva, de sete meses. O pai e a mãe da bebê, Anderson Antônio dos Santos, de 23 anos, e Clévia Maria da Silva, de 19, também morreram. A quarta vítima foi a avó da criança, Marlene Maria dos Santos, de 49 anos.

Os corpos foram trazidos ainda na tarde do domingo (15) do Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru para um clube em Santa Cruz do Capibaribe, também no Agreste, município onde as vítimas moravam. Durante todo o dia, o local ficou movimentado. Diversas pessoas foram prestar uma última homenagem para as vítimas.

Carro em que as vítimas estavam foi arrastado pela correnteza em Jataúba (Foto: Estação Notícias/Divulgação)

O sepultamento está marcado para às 15h, no Cemitério Municipal Pedro e Paulo da Rocha (Cemitério Novo) localizado no bairro São Miguel, em Santa Cruz do Capibaribe.

Entenda o caso

Ao G1o Corpo de Bombeiros informou que o motorista do veículo tentou atravessar um riacho, que estava cheio devido às chuvas que foram registradas na região. Ao tentar passar pelo local, o carro foi levado pela correnteza. O condutor conseguiu sair do veículo.

Além do Corpo de Bombeiros, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Polícia Civil estiveram no local.

Quatro pessoas da mesma família morreram afogadas após carro em que estavam ter sido arrastado pela correnteza (Foto: Arquivo pessoal

Orlando Silva: Lula é nossa bandeira




 



Crédito da Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara

A defesa da liberdade de Lula será uma luta cotidiana. Resistiremos a essa grave violação do Estado democrático de direito e da Constituição brasileira em todos os espaços. No Parlamento, seremos cada vez mais dezenas de Lulas defendendo a justiça, a democracia e os direitos do povo.

Por Orlando Silva*

A Bancada Comunista manifesta solidariedade ao ex-presidente, porque ele foi preso injustamente. Ele é vítima de uma decisão política que não cumpriu o devido processo legal nem considerou preceitos constitucionais, como a presunção de inocência. No texto constitucional, está explícito que nenhuma execução de pena deve se dar antes do trânsito em julgado. Esses argumentos são jurídicos e não opinião política do PCdoB.

Desde o início, o processo contra o ex-presidente é repleto de irregularidades. Não há juiz natural. Não existe conexão entre o que seria propina e o fato gerador. E, no final, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) atropela o Supremo Tribunal Federal (STF) não aguardando embargos, que ainda poderiam ser apresentados, ou seja, a conclusão do trânsito em julgado. É uma sucessão de abusos de autoridade.

A divisão no Supremo ao avaliar o caso sinaliza a gravidade do momento político e institucional que o nosso país atravessa. Por isso, a resistência democrática de Lula se justifica. Enquanto o Judiciário decide movido por pressões de setores da sociedade, ignorando fundamentos constitucionais, o Executivo permanece totalmente desmoralizado e incapaz de liderar o Brasil. O Legislativo se mostra paralisado, sem iniciativa, diante de uma confusão de dimensões históricas.

O que está em jogo não é só a liberdade de Lula, mas as ameaças à democracia diante da crescente onda fascista e da violência política no país. Tiros à caravana do ex-presidente, no Paraná, e o assassinato da vereadora do PSol, Marielle Franco são apenas alguns exemplos recentes.

Neste cenário caótico, o campo democrático e popular tem de discutir amplamente saídas convergentes pela política. A esquerda tem de dialogar com setores mais amplos. O grande desafio é, na defesa da democracia e do Estado de Direito, atrair outros personagens.

Não existe solução para o Brasil fora das eleições. Temos de definir um programa mínimo. É necessário um diálogo permanente entre as diversas candidaturas presidenciais. No segundo turno do pleito presidencial, definiremos qual é o melhor caminho para o país.

Não aceitaremos que tirem Lula do jogo político no tapetão. Setores conservadores não conseguirão ceifar os sonhos de milhões de brasileiros que tiveram a vida completamente transformada por esse governo progressista liderado pelo ex-presidente e por Dilma.

Lula é efetivamente uma ideia que será difundida pelos partidos, sociedade civil e movimentos sociais no Brasil. Seguiremos cada vez mais mobilizados em favor da democracia e de uma nação verdadeiramente justa, onde haja liberdade para todos e uma justiça imparcial. Lula livre!

*Líder do PCdoB na Câmara e deputado federal por São Paulo

Justiça condena 13 médicos e empresários da 'Máfia do Botox' em PE



Substâncias eram comercializadas livremente, com nomes adulterados, ou sem rótulo, lacre, bula ou identificação


JC Online


Por meio das investigações, foi detectado que as toxinas estiveram em circulação por mais de seis anos.
Foto: Pixabay

O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) obteve, na Justiça Federal, a condenação de 13 envolvidos na comercialização de toxina botulínica do tipo A contrabandeada, a "máfia do botox". Empresários e médicos fazem parte da denúncia.


Além da toxina de nome comercial Fine Tox, cuja venda é proibida por não possuir registro sanitário no Brasil, foi apurado outras substâncias eram comercializadas livremente, com nomes adulterados, ou sem rótulo, lacre, bula ou identificação. Tais ações desrespeitam as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O crime ocorria de duas formas, com a participação de empresários que contrabandeavam pessoalmente a toxina ou com sua introdução em território nacional em meio a produtos de importação lícita. Por meio das investigações, foi detectado que as toxinas estiveram em circulação por mais de seis anos, num esquema que contava com a participação de médicos em, pelo menos, cinco estados do Nordeste (Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte e Piauí), além de São Paulo e Minas Gerais.

Condenados

A Justiça Federal condenou 13 dos 14 denunciados. Luciano Purificação de Barros, Celso Agostinho Dias, Raul Vieira Neto, Fernando Souza Lima, Orlei Seiler Barbosa, Flávio Martins de Figueiredo, Mohamed Husseim Dassouki, Gilmar Michaelsen e Maurício de Oliveira Paradello Jr. foram condenados pelos crimes de contrabando e associação criminosa. Rosana Saúde de Aquino e Ednaldo Costa Neves foram condenados por contrabando, enquanto Consuelo Arruda Ferreira e Tatiana Martins Caloi por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, na modalidade culposa.

Penas

As penas aplicadas aos réus vão de um ano e dois meses de detenção em regime aberto a oito anos e dois meses de reclusão em regime fechado. Rosana Saúde, Ednaldo da Costa, Consuelo Arruda e Tatiana Martins tiveram suas penas privativas de liberdade substituídas por penas restritivas de direitos, consistentes na prestação de serviços a entidade pública, prestação pecuniária e pagamento de multa. Na sentença, a Justiça Federal também determinou o recolhimento do passaporte e limitação do direito de sair do País de Raul Vieira, Fernando Souza, Orlei Seiler e Celso Agostinho.

Os réus, com exceção de Gilmar Michaelsen, que não foi localizado pela Justiça e também foi impedido de deixar o País, poderão apelar em liberdade. Também cabe recurso do Ministério Público Federal.

Relembre o caso

Em 2012, a Polícia Federal em Pernambuco indiciou 55 pessoas por venda clandestina de toxina botulínica, mais conhecida como botox. Do total, 43 são médicos ou donos de clínicas, oito comerciantes e quatro distribuidores.

No abril do mesmo ano, a polícia deflagrou a Operação Narke em oito estados. As investigações apontaram que os médicos compravam produtos de estabelecimentos sem licença da Vigilância Sanitária. A toxina entrava clandestinamente no Brasil trazida por empresários de outros países ou misturada a produtos importados lícitos. No mercado ilegal, a unidade do produto custava de R$ 350 a R$ 400, enquanto a toxina botulínica com registro chega a custar R$ 1 mil o frasco.

Pena para quem matar no trânsito por embriaguez vai subir para cinco a oito anos



De acordo com especialista, a mudança, que passa a valer a partir desta quinta-feira, não é solução para esse tipo de crime

POR MAURÍCIO FERRO

Carro fica totalmente destruído em acidente em Rio BonitoROBERTO MOREYRA DE 30/12/2017 / AGÊNCIA O GLOBO

RIO - Quem dirigir embriagado terá punições mais severas a partir desta quinta-feira, quando começa a valer uma lei federal (13.546/2017). Atualmente, quem causar morte no trânsito por este motivo pega de dois a quatro anos de prisão. Agora, a pena será de cinco a oito anos.

De acordo com o professor de Direito Penal Claudio Pereira, da PUC-SP, o "ideal" seria retirar definitivamente a carteira de habilitação do motorista que cometesse um homicídio no trânsito por embriaguez.

— Hoje, a pessoa tem a perda da habilitação por um período. Mas pode retomar essa habilitação por um certo tempo. Esse é o grande problema. Depois, voltam a dirigir. Acredito que o ideal seria perder definitivamente (a carteira) ou por um período do dobro, ou ainda superior ao da pena, no caso de condenação — afirmou ele.

Segundo Pereira, o endurecimento não pode ser visto como solução definitiva para os homicídios no trânsito. Em vez do Direito Penal, o professor propõe medidas administrativas.

— Essa é medida legislativa para responder ao aumento dos homicídios no trânsito, mas não acredito que seja através do Direito Penal que vamos conseguir resultados (definitivos). Em vez de ficar pensando em aumentar pena, temos que pensar se não temos medidas administrativas melhores — disse ele.

Além da perda da carteira de habilitação, Claudio Pereira também defende outras medidas que, de acordo com ele, seriam mais eficazes. Segundo ele, as campanhas de conscientização e a restrição de bebidas em determinados locais seriam boas maneiras de combater o crime no volante.

— Evidentemente, não podemos deixar de lado a responsabilização nesses casos gravíssimos e irreparáveis (de homicídio). Todavia, esse não deve ser o único meio de solução do problema. Também deveriam continuar as campanhas de conscientização. E, hoje, ainda temos proibições totalmente flexibilizadas sobre venda de bebidas, inclusive em locais com estradas. Mudar essas coisas teriam mais eficácia que medidas penais — explicou.

RESTRIÇÃO DE LIBERDADE X RESTRIÇÃO DE DIREITOS

Mesmo com a mudança, a pena restritiva de liberdade ainda poderá ser substituída por uma pena restritiva de direitos, ou seja, prestação de serviços à comunidade. A possibilidade vale para os casos de crime culposo.

Isso ocorre porque o Código Penal (Art. 44, inciso I) prevê a substituição de penas privativas de liberdade por penas privativas de direito quando a sentença não é superior a quatro anos ou quando o crime é culposo — seja qual for a pena aplicada.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), a punição também vai valer para quem dirigir sob efeito de "qualquer outra substância psicoativa que determine dependência".

Para fixar a pena-base de quem cometer o crime, o juiz deve examinar: culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do agente, motivos do crime, circunstâncias do crime, consequências do crime, comportamento da vítima