domingo, 16 de junho de 2019

Laudo: Rafael Miguel e seus pais foram mortos com 13 tiros





O laudo da necropsia nos corpos do ator Rafael Miguel e dos pais dele, João Alcisio e Miriam Miguel, assassinados no domingo passado, aponta que o comerciante Paulo Cupertino Matias disparou 13 tiros contra a família. As informações são da TV Globo.


O crime ocorreu no bairro Pedreira, na zona sul de São Paulo e o autor dos assassinatos é pai da namorada de Rafael Miguel, Isabela Tibcherani. Ele teria os matado por não aceitar o relacionamento entre sua filha e o ator.


De acordo com a reportagem, o laudo indica que a maioria dos tiros foram feitos contra Rafael. Foram sete, sendo um na cabeça, um no peito, três nas costas e dois no braço esquerdo. Já o pai do rapaz, João Alcisio, foi atingido quatro vezes, um tiro no peito, dois no braço esquerdo e um no braço direito. A mãe morreu após ser baleada no peito e no ombro.


De acordo com as investigações, Paulo Matias usou uma pistola para matar toda família. ele fugiu logo após o crime utilizando pelo menos dois carros: um vermelho, logo após os assassinatos, que foi encontrado a 600 metros do local do crime, e um carro escuro, usado no dia seguinte, flagrado por uma câmera de segurança de um posto de gasolina. De acordo com as investigações, um parente de Paulo pagou pelo combustível. O segundo carro foi localizado na sexta. A dona do veículo disse não conhecer Paulo.


Fonte: Metrópoles


Temos um arquivo colossal, diz editor do Intercept



De acordo com Demori, "não há dúvida em relação à autenticidade" dos arquivos

Leandro Demori. Photo: Ariel Zambelich/The Intercept Copyright (Foto: Ariel Zambelich/The Intercept)

Editor-executivo do "The Intercept Brasil", Leandro Demori afirma em entrevista exclusiva ao O POVO que os arquivos obtidos pelo site jornalístico sobre diálogos entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol contêm "centenas e centenas" de áudios, mensagens e vídeos. Neles, antecipa o jornalista, as evidências revelam uma zona cinzenta da maior operação de combate à corrupção da história do País: a Lava Jato. De acordo com Demori, "não há dúvida em relação à autenticidade" dos arquivos que vêm causando estupor no País.


O POVO - Há uma quase ansiedade em relação aos próximos capítulos da série Vaza Jato, do "The Intercept Brasil". Qual é a real dimensão do conteúdo que vocês têm em mãos?

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Leandro Demori - A gente não está falando sobre o tamanho do arquivo. Não posso responder isso. O que posso dizer é que é um arquivo muito grande, um arquivo colossal, e que foram centenas e centenas de diálogos de grupos e de situações. Estamos falando aí de anos, praticamente a maior parte dos anos da Operação Lava Jato. É realmente muito grande, já fizemos um sobrevoo até agora, já conseguimos mergulhar um pouco mais, mas é um trabalho de longo prazo. É uma maratona, não é uma corrida de 100 metros.

OP - Há prognóstico de novos conteúdos ainda nesta semana?

Demori - O Intercept não está falando nem quais são as próximas matérias nem quais são as próximas pessoas diretamente envolvidas, não está divulgando prazos ou datas. Não fizemos isso. Não estamos fazendo isso para evitar especulações, porque é um assunto delicado que trata de interesses públicos e que mexe com muita coisa. O que fizemos nesta semana foi publicar os contextos dos fatos de uma das reportagens, que era aquela reportagem que mostrava os diálogos do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol.

OP - Adotou-se uma postura, comum ao Intercept, que foi publicar na íntegra os diálogos com o contexto. Isso vai ser seguido nas próximas reportagens? Vão sempre publicar a integra dos conteúdos?

Demori - A gente vai publicar sempre tudo que for possível, mantendo a intimidade e a privacidade das pessoas, e mantendo também algumas histórias que eventualmente estejamos apurando. Essa é a estratégia.

OP - Até agora, uma parte dos veículos de imprensa deu mais importância à origem das mensagens e ao modo pelo qual elas foram obtidas do que propriamente ao conteúdo. Como avalia isso do ponto de vista jornalístico?

Demori - Olha, pra mim isso tudo é mau jornalismo. O que interessa mais à população brasileira, ou seja, o que tem maior interesse público nesse debate? É a isso que se diz jornalismo. Jornalismo é uma profissão que lida fundamentalmente com interesse público. A gente serve à sociedade. Portanto, jornalismo é um serviço. O que tem mais interesse público neste momento no País: saber como operaram procuradores e o juiz da maior ação de combate à corrupção da história do Brasil? Ou você ficar especulando se houve ataque hacker de celular de x, y ou z? Quem define a linha editorial a partir das especulações não está servindo ao interesse público. Se não serve ao interesse público, faz mau jornalismo. Os motivos, não sei.

OP - O senhor acha que cabia ao site, e de modo geral ao jornalista, essa preocupação com a origem da informação? Vocês, em algum momento, chegaram a se perguntar se deveriam ou não publicar esse conteúdo?

Demori - Nós não estamos falando sobre a nossa fonte, então não dá informação sobre isso. Mas, nesse caso, a gente adotou o mesmo padrão de qualquer outro caso, que é o mesmo padrão adotado pelo melhor jornalismo feito no mundo inteiro, que é: você recebe uma informação, um pacote de documentos, verifica a autenticidade e verifica se existe interesse público naquilo. A partir do momento em que os documentos são autênticos e são de interesse público, você faz uma apuração consistente em cima para não cometer nenhuma injustiça. E, depois, você leva isso a conhecimento público. É assim que se faz bom jornalismo no New York Times, no The Guardian, no Washington Post, no La Republica, no Le Monde Diplomatique e na melhor imprensa europeia e norte-americana. Então foi exatamente isso que a gente fez.

OP - Obviamente que vocês sabiam que aquele conteúdo era, e é, explosivo e provocaria um terremoto político em Brasília e na própria Operação Lava Jato. Vocês estavam preparados para esta repercussão, inclusive do ponto de vista jurídico?

Demori - A partir do momento em que a gente recebeu o material, e começou a avaliar o material, identificando a autenticidade dele, a gente entendeu que aquilo era algo muito grande e muito importante por se tratar de uma operação que, nos últimos anos, tomou conta do noticiário e mexeu muito com o cenário político, econômico e eleitoral. Uma operação que mexeu muito com a vida social do Brasil. Do emprego ao voto, foi isso que a Lava Jato fez, para o bem e para o mal. A gente sabia que aquilo teria impacto bastante relevante. Obviamente a gente se cercou de muitas precauções. O Intercept tem uma preocupação jurídica muito forte, porque a gente sabe que pode ser alvo de guerra jurídica. Estamos preparados para isso. Nossos advogados leram todas as matérias. Tínhamos muita preocupação de não usarmos palavras equivocadas e cometermos injustiças. E depois nós nos asseguramos de que o arquivo fosse resguardado num lugar seguro fora do País para que não sofresse tentativa de bloqueio de conteúdo, com o sequestro do arquivo. Ou que o arquivo fosse copiado, roubado ou caísse em mãos erradas, fazendo com que todas as informações que são privadas, de foro íntimo, que o Intercept não vai divulgar, causassem algum tipo de dano público à pessoa.

OP - A decisão de fazer a publicação seriada, ou por capítulos, se deve exclusivamente à extensão do conteúdo? Porque o País fica em suspenso aguardando as próximas revelações. Acha que isso cria um clima prejudicial ou é natural diante de uma tarefa desse tamanho?

Demori - A ideia é basicamente organizar a cobertura, não deixar que isso fique solto. A gente criou um sistema organizado, que as pessoas possam ter uma ideia de "timeline" também, que possam voltar e entender as histórias, que crie organização e não se perca nisso. A ideia de fazer desse jeito foi por causa disso.

OP - Quando receberam as informações, deve ter havido dúvida em relação à autenticidade do conteúdo. Nesse momento, vocês partiram para uma fase de checagem para saber se algumas informações correspondiam a atitudes e desdobramentos na Lava Jato?

Demori - A gente fez vários processos de checagem de autenticidade, um deles foi esse, de bater fases e datas que aconteceram na Operação Lava Jato na época. Para saber se o mundo real estava correspondido naquela massa gigantesca de chats e situações que seria impossível que alguém conseguisse fraudar aquilo com aquela riqueza de detalhes. Outra coisa: existe a voz de cada um dos personagens. A gente consegue identificar, é facilmente perceptível quem está conversando. E outra coisa é que não temos só chats, mas também áudios. Temos um monte de arquivos de áudios e vídeos. Centenas e centenas e centenas de áudios. Esses áudios não são falsificáveis. É impossível que alguém conseguisse falsificar, com a voz das pessoas envolvidas nesse processo, centenas e centenas. Eles estão ali para corroborar também a autenticidade. E, claro, tem a análise técnica. Existe uma forma de avaliar tecnicamente que esses arquivos têm uma autenticidade. Tanto garantimos, que quando as reportagens começaram a sair, nenhum dos envolvidos (ex-juiz, procurador e Lava Jato) colocou em dúvida a autenticidade do material. O atual ministro inclusive falou que não via nada de mais nas conversas. Não há dúvida em relação à autenticidade, e qualquer tentativa de voltar atrás nas opiniões é mero esforço de mudar a narrativa da história.

OP - Foi isso que o ministro e o procurador fizeram. Disseram que havia a possibilidade de que o hacker tenha feito enxertos ou adulterado uma ou outra declaração que estava contida ali. Acha que isso é uma mudança de narrativa de Moro e Dallagnol?

Demori - Eu vou responder com o que o ministro Sergio Moro falou, porque acho que mais claro do que isso é impossível. A gente colocou na nossa reportagem que ia deixar muito claro que o Intercept recebeu material muito antes de o ex-juiz declarar que seu celular tinha sido supostamente hackeado. Mesmo assim, quando Moro declara que seu celular foi hackeado, ele mesmo diz que nada foi subtraído do celular dele.

OP - Uma das consequências da divulgação das reportagens tem sido uma reação raivosa nas redes sociais. Como vocês avaliam os riscos, inclusive pessoais? Vocês têm recebido ameaças?

Demori - A redação do Intercept já recebe ameaças há bastante tempo. A gente trata de temas complexos. Basta lembrar que a gente fez uma grande cobertura do assassinato da vereadora Marielle Franco, fomos o primeiro veículo a apontar o envolvimento de milícias. Enfrentamos também um processo eleitoral bastante turbulento com ameaças constantes. A gente tem uma expertise nisso e estamos preparados.

OP - Que imagem surge da Lava Jato a partir do arquivo de vocês? Há uma fissura na imagem da força-tarefa?

Demori - O que dá pra saber até agora, pelas reportagens, é que a chave de leitura da Lava Jato mudou. E ela necessariamente precisa mudar. A partir das revelações que o Intercept trouxe, veem-se claramente muitas intenções por trás da operação que não estavam à luz do sol. Muita gente, antes do domingo passado, poderia ter convicções pessoais sobre a não isenção do ex-juiz Moro ou sobre exageros e passadas de linha dos métodos da força-tarefa, mas agora, à luz do que já foi publicado, percebe-se uma outra ótica de olhar a operação. Essa ótica é mais do mundo real, da vida real. Não é a ótica da linguagem burocrática, não é a ótica das entrevistas de paletó, não é a ótica dos microfones oficiais, não é a ótica das coletivas de imprensa. Agora temos uma ótica realmente de como operou a Lava Jato.

OP - É possível que haja outras menções a figuras do Judiciário ao longo dos próximos capítulos?

Demori - Para evitar especulações, a gente não pode falar. Não podemos. O que foi mostrado no programa do Reinaldo (Azevedo, na última quarta-feira) foi porque o ex-juiz Sergio Moro, que não contestou a autenticidade dos diálogos, disse que não via nada de mais naquele tipo de relacionamento. O que fiz foi trazer um trecho de pequeno diálogo entre Moro e Dallagnol citando um ministro do STF (Luiz Fux) para mostrar de novo para que a população julgue esse tipo de relação.

Bombeiros encontram corpos de últimas vítimas de deslizamento de barreira em Camaragibe



Lucas tinha seis anos e Ítalo 14, eles e outras cinco pessoas morreram soterrados


JC Online


Barreira deslizou na última quinta-feira (13). 
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

A equipe de buscas que trabalha no local do deslizamento de uma barreira em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, encontrou os dois corpos das vítimas que ainda estavam desaparecidas. Lucas Ricardo da Silva, 6, foi encontrado por volta das 19h último sábado (15) e Ítalo de Souza, 14, ás 6h30 deste domingo (16).

Na última quinta-feira (13), fortes chuvas atingiram o Grande Recife, e uma barreira deslizou, em Camaragibe, atingindo duas casas. Apenas uma pessoa sobreviveu e outras sete morreram.

Pastor, marido e articulador de Deputada executado no RJ

Pastor Anderson do Carmo é morto durante assalto em Niterói


Mariana Menezes 


Anderson do Carmo era o articulador político de Flordelis. Foto: reprodução internet


Niterói – O pastor Anderson do Carmo, marido da também pastora e deputada federal Flordelis, foi assassinado dentro de casa na noite deste sábado (15), na região de Pendotiba, em Niterói.

Segundo a Polícia Civil, a parlamentar estava ao lado do marido no momento do crime. Anderson foi atingido por cerca de 15 tiros.

Flordelis foi eleita deputada federal em outubro do ano passado, sendo a quinta mais votada do Rio de Janeiro. Foram mais de 190 mil votos. Anderson do Carmo era o articulador político dela.


Marido da deputada Flordelis é executado dentro de casa em Niterói

Segundo informações, o pastor Anderson Carmo foi executado com pelo menos 15 tiros após casal chegar na residência em Pendotiba. Flordelis foi a deputada federal mais votada no estado e marido planejava lançá-la como candidata a prefeita de São Gonçalo

POR RAFAEL NASCIMENTO

Pastor Anderson Carmo, marido da deputada Flordelis, foi executado em casa em Niterói
Pastor Anderson Carmo, marido da deputada Flordelis, foi executado em casa em Niterói
Rio - O marido da deputada federal Flordelis (PSD) foi assassinado a tiros dentro de casa, no final da noite deste sábado, em Pendotiba, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Segundo informações, o pastor Anderson Carmo foi executado com pelo menos 15 tiros minutos depois de chegarem na residência.

Segundo fontes da Polícia Civil, a parlamentar estava ao lado do marido no momento da execução. A parlamentar — ligada ao senador Arolde de Oliveira, do Partido Social Democrático (PSD) — foi a sexta deputada federal mais votada no estado do Rio de Janeiro e Anderson era o seu articulador político. Segundo pessoas ligadas à Flordelis, Anderson planejava lançá-la como candidata a prefeita de São Gonçalo, em 2020.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) foi até a casa e realizou a perícia. O caso será investigado pela especializada. 
'Livramento' em 2018

Em março de 2018, a parlamentar e o marido foram alvos de bandidos. À época, Anderson disse que "teve um livramento" na tentativa frustrada de assalto. Ainda segundo o pastor, "mesmo com tanta violência, eles não deixariam de acreditar na restauração das pessoas".
Pais de 55 filhos, o casal se conheceu em dezembro de 1991, durante um trabalho de evangelismo feito pela cantora. Em abril de 1994, eles se casaram e eram dirigentes da Cidade do Fogo, em São Gonçalo. Flordelis e Anderson são fundadores da igreja Ministério Flordelis, no Galo Branco, também em São Gonçalo.

Após bronca de Bolsonaro, Joaquim Levy pede demissão do BNDES



Diretor do BNDES também renuncia após críticas de Bolsonaro a Levy

Da redação

(Foto: Agência Brasil/AFP)


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, pediu demissão do cargo após receber uma crítica pública do presidente Jair Bolsonaro. O jornal O Globo, na sua versão digital, confirmou neste domingo (16) o pedido de demissão. 

"Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceite. Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas. Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade", afirmou Levy ao ministro, segundo O Globo. 

No sábado (15),  Bolsonaro deu uma bronca em Levy e ameaçou demiti-lo caso ele não suspendesse a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto do cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento.

“Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy”, disse o presidente. “Falei para ele: ‘Levy demite esse cara na segunda (amanhã) ou eu demito você Levy sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)’”, afirmou o presidente.

Bolsonaro deu a declaração ao sair do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência, em direção à base militar, de onde parte para Santa Maria (RS)."Governo tem que ser assim: quando coloca gente suspeita em cargos importantes e essa pessoa, como Levy, já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e que ele conhece a meu respeito, ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo”, continuou o presidente.

Ao ser indagado por uma jornalista se estava demitindo publicamente o presidente do BNDES, Bolsonaro negou. “Você tem problema de audição?”, questionou.

Na noite de sábado, Barbosa Pinto entregou uma carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao "G1", Guedes destacou ainda que é natural Bolsonaro se sentir "agredido". 

Com laços com o PT, Marcos Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES. Fiocca era um dos principais nomes da gestão de Guido Mantega. Ele  é bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo, mestre em Direito pela Universidade de Yale (EUA) e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo.  

Levado por Guedes para a presidência do BNDES durante a atual gestão, Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT)  entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista.

Na última semana, Bolsonaro afirmou que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha, por ele ter se comportado como “sindicalista”.  Desagradou o presidente o fato de o general ter tirado foto com parlamentares de esquerda e de ter dito que não haverá privatização dos Correios.

80 veículos apreendidos no agreste de Pernambuco

Fiscalização integrada recolhe 80 veículos irregulares no Agreste de Pernambuco





Uma fiscalização integrada recolheu 80 veículos irregulares, entre terça-feira(11) e quinta (13), nas BRs 232 e 104, em Caruaru e Agrestina, no Agreste de Pernambuco. A iniciativa faz parte da operação São João 2019, que tem como objetivo reduzir a violência no trânsito, garantindo mais segurança durante os festejos juninos nas rodovias que cortam o estado.

Participaram das ações a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Batalhão Integrado Especializado da Polícia Militar (BIEsp), o Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), a Operação Lei Seca (OLS) e a Autarquia Municipal de Defesa Social, Trânsito e Transportes (Destra).

Durante a operação, foram fiscalizados 466 veículos e 507 pessoas, sendo emitidas 643 autuações pelo desrespeito às normas de trânsito. Além disso, foram realizados 188 testes com o bafômetro, que resultaram em seis autuações por alcoolemia e um motorista detido por embriaguez. A iniciativa também resultou na prisão de um homem por receptação e  na recuperação de duas motocicletas e dois celulares roubados. 

O foco da PRF é coibir as condutas que contribuem para a ocorrência de acidentes graves, como a ingestão de bebida alcoólica pelos motoristas, as ultrapassagens indevidas e o uso irregular de motocicletas. As fiscalizações continuam até o final do mês junho, quando se encerra o ciclo das festividades juninas no interior do estado.

Grave acidente deixa vítima em Paranatama





Um acidente de trânsito deixou uma vítima morta e outra ferida na tarde desde sábado 15 de Junho de 2019, na BR-423 na cidade de Paranatama, no Agreste de Pernambuco.



As vítimas trafegavam em uma motocicleta quando o condutor após livra um buraco perdeu o controle da moto vindo a cair ao solo com o impacto. O garupa identificado como sendo Gercino Ayre Cordeiro da Silva, de 38 anos, que residia em Garanhuns, foi a óbito no local.

O condutor  da motocicleta identificado como sendo Josenildo Ferreira do Nascimento, foi socorrido pelo SAMU ao Hospital Regional Dom Moura em Garanhuns,  e transferido ao Hospital da Restauração em Recife. Onde permanece sobre os cuidados médicos.

O corpo da vítima que era segurança do Detran, e estava afastado  foi encaminhado ao (IML) de Caruaru.

Agreste em Alerta

Joaquim Levy se demite da presidência do BNDES



Levy foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 15, em função da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento

Vinicius Neder e Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, entregou seu pedido de desligamento do cargo ao ministro da Economia, Paulo Guedes, conforme informou em nota distribuída à imprensa na manhã deste domingo, 16.

Levy foi alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro neste sábado, 15, em função da nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco de fomento.

"Levy nomeou Marcos Pinto para função no BNDES. Já estou por aqui com o Levy", disse o presidente neste sábado. "Falei para ele: (Levy) demite esse cara na segunda ou eu demito você (Levy) sem passar pelo Guedes (ministro da Economia)", afirmou ontem o presidente.

"Ele (Levy) está com a cabeça a prêmio há algum tempo", continuou o presidente.

Barbosa Pinto trabalhou como assessor do BNDES durante o governo PT, de 2005 a 2007, o que irritou Bolsonaro. No entanto, o próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma Rousseff.

Em nota, Levy declarou que sua expectativa é que o ministro da Economia aceite sua demissão. No comunicado, ele deseja a Guedes “sucesso nas reformas”.

Leia a íntegra da nota de Joaquim Levy:

“Mensagem do presidente do BNDES

Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES.  Minha expectativa é que ele aceda.

Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.

Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade.

Joaquim Levy”