segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Lula está livre e nunca mais será preso



Parece haver exagero na afirmação sobre Lula nunca mais ser preso. Não há. Trata-se de uma realidade que tem como base os elementos objetivos do direito brasileiro. O petista Luiz Inácio Lula da Silva tem 74 anos, seus processos podem retroceder todos à 1ª Instância e novas regras para execução de pena após condenação em 2º grau serão certamente contestadas por causa do princípio da “anterioridade” (novas regras valem “para frente” e não “para trás”).
Obviamente os adversários de Lula contestarão esses entendimentos, mas o Poder360 conversou com ministros do Supremo Tribunal Federal, operadores do direito e políticos. A chance de o ex-presidente voltar a ser preso é zero.
É claro que Lula pode cometer 1 crime e acabar sendo preso em flagrante. Sua situação então será outra. Mas a chance de o petista, a esta altura, cometer algum deslize também é zero.
ENTENDA O PROCESSO
Os adversários de Lula sonham agora com mudanças na lei ou na Constituição para que o ex-presidente seja preso. Há limites para isso:
Inconstitucionalidade – há uma forte corrente no STF que considera o princípio da presunção da inocência (e seus direitos agregados) uma cláusula pétrea. O artigo 60 da Constituição diz expressamente que “não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir (…) os direitos e garantias individuais”. Aí estaria incluída a possibilidade de todos os réus recorrerem até última Instância da Justiça antes de começarem a cumprir suas penas.

Ou seja, é algo que só pode ser alterado por uma Assembleia Constituinte ou em momentos de grande disrupção. Dessa forma, a PEC da 2ª Instância pode até ser aprovada pelo Congresso, mas seria imediatamente contestada no STF. O Supremo com muita rapidez concederia uma liminar (medida provisória), para evitar “danos irreparáveis” (prender alguém injustamente). O caso se estenderia por meses ou anos. A PEC morreria por inanição ou seria declarada inconstitucional;

Princípio da anterioridade – há no direito brasileiro uma regra: uma nova lei não pode retroagir em prejuízo de quem for atingido. Não se pode, por exemplo, considerar crime uma determinada conduta e processar todas as pessoas que incorreram nessa prática no passado. Regra nova só vale para delitos cometidos a partir de sua aprovação. Haverá quem utilize esse argumento para os processos de Lula e de outros condenados agora liberados: mesmo que a Constituição seja alterada, a prisão após julgamento de 2ª Instância só poderia ocorrer para crimes e processos futuros, não para os que estão em andamento.

Esse raciocínio é questionável, pois quando se trata de execução penal aplicar-se-ia o “rebus sic stantibus”, expressão em latim que pode ser traduzida como “estando assim as coisas”. Esse tipo de entendimento no direito leva em conta, para regras sobre execução penal, que mudanças podem ocorrer no curso do tempo e isso deve ser considerado, sobretudo quando se trata de começar a aplicar uma pena a 1 réu condenado. Obviamente, os advogados de Lula e de outros argumentarão contra o “rebus sic stantibus” e haverá 1 ciclo sem fim, em “looping”, de recursos em todas as instâncias possíveis;

Prescrição – com o “momentum” obtido agora, os advogados de Lula devem pressionar ao máximo para que seus processos retornem todos à 1ª Instância, arguindo a parcialidade do então juiz Sergio Moro e dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato. É incerto que consigam ter êxito em tudo, mas certamente haverá grande dilação de prazos.

A idade de Lula (74 anos) e a habilidade de seus defensores podem obter, no mínimo, a prescrição dos crimes, por conta da impossibilidade de ter os processos julgados em tempo hábil;

Ineficácia da alteração do Código Penal – a proposta enviada ao Congresso pelo presidente do STF, Dias Toffoli, será eventualmente aplicada (se aprovada) apenas para o futuro.

Toffoli deseja que sejam imprescritíveis os crimes de réus já condenados em 2ª Instância. Ou seja, a estratégia de recorrer indefinidamente à Justiça não permitiria mais o arquivamento de processos por prescrição de crimes.

Se existe dúvida a respeito da aplicação do princípio da anterioridade no caso da PEC da 2ª Instância, isso não ocorre no caso da mudança do Código Penal. Nesse caso da proposta de Toffoli é claríssimo que nenhum réu condenado, inclusive Lula, poderia ser atingido pela medida.

A DISFUNÇÃO BRASILEIRA
País com mais de 500 anos, mas com apenas cerca de 3 décadas de democracia moderna, o Brasil é cheio de disfunções. A maior delas é o gosto pelas leis e Constituição prolixas, fartas em direitos e avaras em deveres.O outro efeito colateral de leis caudalosas é a ambiguidade que produzem sobre quais são, de fato, a regras a serem seguidas. É por essa razão que o STF foi a favor e agora se pronunciou contra a prisão imediata de réus condenados em 2ª Instância.
Já começaram a surgir as ideias de convocar uma nova Assembleia Constituinte, para mudar radicalmente a Carta de 1988. Mas há dúvidas sobre se esse tipo de iniciativa seria também inerentemente inconstitucional. Não se convoca Constituintes apenas porque uma parte da sociedade está insatisfeita com 1 trecho da Carta.
Note-se que a Constituição de 1988 já tem 102 emendas e outras 6 da Revisão de 1994.
Só quando há uma grande ruptura –algo que parece fora do radar– que se cria uma nova Constituição a partir do zero. De outra forma, segue-se com as emendas propostas pelo Congresso, desde que as cláusulas pétreas não sejam tocadas.
A outra possibilidade para os adversários do “trânsito em julgado” seria pressionar para que o STF altere seu entendimento da semana passada. Essa não parece ser, neste momento, uma saída exequível.
Sempre é útil verificar e comparar como funciona a democracia mais longeva e estável do planeta, os Estados Unidos, cuja Carta é de 1787 (ratificada em 1788). De 1789 a 1803 (nos 15 primeiros anos de vida do texto), a Constituição dos EUA teve 12 emendas. Depois, tudo foi mais comedido. A 13ª emenda veio apenas em 1865 (77 anos depois que o texto havia sido promulgado).
LEI PENAL E PROCESSUAL
Há 1 argumento de alguns operadores do direito a respeito da pacificação sobre a aplicação imediata do que é “lei processual” (regramento de como deve ser conduzido 1 caso na Justiça e a execução de penas), diferentemente de “lei penal” (que define o que são os crimes).
Quem faz essa análise desconsidera o momento político e a conjuntura em que tais decisões serão tomadas pelo STF.
Primeiro, será necessário que a PEC da 2ª Instância seja aprovada e promulgada pelo Congresso. Depois, que o STF considere a medida constitucional e que não esteja ferindo nenhum direito fundamental considerado cláusula pétrea. Aí seria a hora de a medida entrar em vigor.
Nesse momento entram em campo advogados de réus já condenados. Vão arguir que é, sim, uma punição extra para 1 suposto crime que já estava em processo de julgamento. Na prática, não permitir recursos a cortes superiores representará uma punição extra, determinada extemporaneamente, já durante o caso em andamento.
É possível argumentar contra os advogados de defesa de Lula e de tantos outros réus. Claro que sim. Mas parece que neste momento eles têm a maioria dos votos no STF. Essa situação pode começar a mudar no fim do ano que vem, 2020, quando o decano do Supremo, Celso de Mello, aposentar-se por completar 75 anos. Nessa hipótese, Jair Bolsonaro nomearia alguém favorável à execução de penas após condenação em 2ª Instância –e a Corte poderia mudar novamente sua jurisprudência a respeito (isso se a PEC da 2ª Instância tiver sido aprovada).
Tudo considerado, é o que está no início deste texto: Lula está solto e não deve ser preso nunca mais.

Feriado sangrento em PE

CRIMES: 35 pessoas assassinadas em Pernambuco durante final de semana

Em Surubim, ocorreu um triplo homicídio durante uma festa de aniversário em uma casa com piscina, no bairro Santo Antônio. Foram mortos a tiros José Edvaldo Silva da Costa, 25 anos; Jeferson Manoel Ribeiro Teixeira, 22; e Thales Mário da Silva Pereira, 21 anos.

Em Barreiros, uma mulher foi assassinada a facadas dentro de casa. Selânia Félix da Silva, 28 anos, foi encontrada com um profundo corte na garganta, perfurações pelo corpo e uma faca e um celular na vagina. No Cabo de Santo Agostinho, foram mortas três mulheres.

Balanço: PRF encerra Operação Proclamação da República 2019

A Polícia Rodoviária Federal encerrou, neste domingo (17), a Operação Proclamação da República 2019 iniciada na última quinta-feira (14). Com quatro dias de Operação, a estratégia da PRF foi de oferecer reforço concentrado no policiamento preventivo e orientado em locais e horários de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade. Apreensões de drogas e flagras de imprudência marcaram as ações em todo o país.

A perigosa combinação de álcool e direção e as ultrapassagens indevidas continuam no topo do ranking das infrações, especialmente em períodos de feriadão quando o número de veículos nas rodovias federais aumenta consideravelmente.

Os agentes da PRF flagraram 1.664 condutores que haviam consumido bebida alcoólica antes de assumir o volante. Desses, 486 tiveram a alcoolemia constata pelo teste do etilômetro – o conhecido bafômetro. No total, mais de 60,3 mil motoristas foram submetidos ao teste, seja no aparelho tradicional ou no etilômetro passsivo. 147 pessoas foram detidas.

Responsável por boa parte das colisões frontais com mortes na BRs de todo o Brasil, as ultrapassagens indevidas, seja em local proibido ou forçadas, colocaram em risco a segurança de muita gente. Os policiais notificaram 6.214 veículos realizando a manobra perigosa.

Foram registradas também impudência quanto ao uso do cinto de segurança. 1.734 motoristas não usam o dispositivo durante a abordagem, enquanto mais de 2 mil passageiros também não estavam com o equipamento.

238 condutores foram flagrados fazendo uso do celular. Já quanto aos motociclistas, a maior imprudência foi quanto ao não uso do capacete1.112 que estavam circulando sem o equipamento obrigatório foram autuados.

Durante a Operação, 160 mil veículos foram fiscalizados e 163 mil pessoas também passaram pelos procedimentos de fiscalização. Ações de educação para o trânsito também foram desenvolvidas em todo país. Cerca de oito mil pessoas receberam orientações de um trânsito mais seguro por meio do Cinema Rodoviário.

Criminalidade – Durante os quatro dias de operação, entre quinta-feira (14) e domingo (17), as equipes da PRF detiveram 689 pessoas por diversos tipos crimes. 42 delas pelo crime de tráfico de drogas e 160 por diferentes crimes de trânsito.

A PRF apreendeu 182,7 quilos de cocaína e quatro toneladas de maconha. Cerca de 90 mil pacotes de cigarros contrabandeados foram retirados de circulação. Os policias recuperaram ainda 64 veículos com alerta de roubo ou furto e outros 45 com sinais de adulteração.

Acidentes – O feriadão deixou um saldo de 863 acidentes nas rodovias federais que cortam o país. 1.040 pessoas saíram feridas e 75 perderam a vida.

Prefeito de Camaragibe é cassado

POR 11 VOTOS, PREFEITO DE CAMARAGIBE É CASSADO

A Câmara de Vereadores de Camaragibe aprovou, na tarde desta segunda-feira (18), o impeachment do prefeito afastado Demóstenes Meira (PTB) por quebra de decoro.

Meira atualmente está preso no Cotel, em Abreu e Lima. Foram 11 votos favoráveis e duas abstenções. Com a cassação do petebista, a prefeita em exercício Nadegi Queiroz (DC) permanece no cargo até dezembro de 2020.

Blog do Silvinho

sábado, 16 de novembro de 2019

Delegado da PF denunciado no caso Marielle pegou propina de R$ 3 mi, diz delator


 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O delegado de Polícia Federal Hélio Khristian de Cunha Almeira, acusado de obstruir as investigações no caso Marielle Franco, teria participado de esquema para enterrar inquérito aberto contra a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor). A informação consta da delação do ex-presidente da entidade, Lélis Teixeira, e liga o nome do agente à Lava Jato.
Hélio Khristian foi denunciado em outubro pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em um dos seus últimos atos no cargo.

Segundo a PGR, o delegado teria obstruído as investigações do caso Marielle Franco em esquema montado pelo conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Domingos Brazão suspeito de ser o mandante do assassinato.

Marielle foi morta com nove tiros em março de 2018.

No relato de Lélis Teixeira, Hélio Khristian teria se envolvido em esquema para beneficiar a Fetranspor em um inquérito da Delegacia Previdenciária da PF no Rio que investigava supostos crimes cometidos no âmbito da entidade.

Em troca, o delegado teria recebido de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões em propinas. O caso ocorreu em 2017, afirmou o delator.

A reportagem teve acesso à delação premiada de Lélis Teixeira, que tramita em segredo de justiça. São 25 anexos que mostram a suposta atuação de políticos, servidores da Receita e da Polícia Federal, e magistrados do Judiciário fluminense em prol da Fetranspor em licitações e processos contra a empresa.

Lélis Teixeira afirma ter sido informado pelo então diretor financeiro da Rio-Ônibus, Enéas Bueno, sobre a abertura de um inquérito na Polícia Federal solicitado pelo Ministério Público Federal contra a Fetranspor.

A informação teria sido repassada por um advogado, não nomeado na delação, que apontou como alvo das investigações as empresas de Jacob Barata, o 'Rei do Ônibus', João Pereira e Álvaro Lopes - todas associadas à Rio-Ônibus.

Segundo Lélis, o advogado teria oferecido uma 'ajuda' que seria destinada ao delegado de Polícia Federal responsável pelo caso. O objetivo era que o agente 'beneficiasse as empresas investigadas'. O delegado era Hélio Khristian, lotado na Delegacia Previdenciária, no Rio.

O delator diz que o esquema foi acertado por Enéas Bueno em um almoço com Hélio Khristian em um restaurante próximo à Praça Mauá, onde, segundo soube por Bueno, o diretor teve a 'consistência' de tudo que ficou acordado entre o delegado e o advogado intermediário para a 'solução do caso'.

A propina, segundo Lélis Teixeira, teria ficado em torno de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões, que teriam sido quitados em parcelas. O dinheiro saiu da conta destinada a pagamentos de caixa dois da Fetranspor e entregues ao advogado intermediário do esquema.

Marielle
Além da Lava Jato, o delegado Hélio Khristian também é alvo de denúncia da Procuradoria-Geral da República por supostamente obstruir as investigações sobre o assassinato de Marielle.

Segundo a acusação movida por Raquel Dodge, o delegado da PF teria integrado esquema que buscou atrapalhar o caso sob ordem de Domingos Brazão, conselheiro afastado do TCE-Rio e suposto mandante do crime. Ele nega envolvimento no caso.

De acordo com Raquel, foram colhidas provas de que Brazão teria influído no caso para evitar que os culpados pelos assassinatos da vereadora fossem identificados enquanto se buscava incriminar o miliciano Orlando Araújo e o vereador Marcelo Siciliano.

A estratégia, segundo a procuradora, foi plantar informações falsas por meio da Polícia Federal, via Hélio Khristian, para que elas chegassem à Polícia Civil do Rio.

O plano de Brazão teria sido realizado por cerca de um ano e envolveu, além do delegado Khristian, o policial federal aposentado Gilberto Ribeiro da Costa, ex-funcionário do gabinete do conselheiro, o policial militar Rodrigo Ferreira, o 'Ferreirinha' e a advogada Camila Moreira Lima Nogueira.

Condenação
Khristian foi condenado em 2016 pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2) por supostamente integrar esquema de simulação de inquéritos para cobrança de propinas de investigados.

No ano seguinte, no entanto, a Corte anulou a condenação após a defesa alegar que o delegado foi condenado por um crime diferente do que foi denunciado.

A reportagem entrou em contato por e-mail com a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro e aguarda resposta. A corporação informou que ainda busca contato com o delegado, que se encontra aposentado. A reportagem entrou em contato com a defesa do delegado no caso Marielle, que não quis comentar o assunto. O espaço está aberto a manifestações.

Bolsonaro é vaiado na Vila Belmiro


 Bolsonaro é vaiado na Vila BelmiroVestindo a camisa santista, o presidente da República, Jair Bolsonaro, foi até a Vila Belmiro para assistir ao jogo do Santos contra o São Paulo e acabou vaiado pelo público presente, neste sábado (16). Apesar das vaias, era possível ouvir gritos de “mito, mito”, que acabaram abafados.

Na última semana, os torcedores do Santos se organizaram contra a presença do ex-capitão no estádio. Mas, nem as criticas intimidaram Bolsonaro, que, rodeado de seguranças, desceu da área cativa para ficar em meio ao público da arquibancada.

Flávio Bolsonaro usa carro oficial do Senado no almoço do sabadão com a família



estacionado na parte dos fundos do restaurante, o motorista debochado entregou o senador

Debochado, o motorista foi logo entregando Flávio Bolsonaro.

Para chegar com sua mulher e filhas ao restaurante italiano Rosário, um dos mais requisitados de Brasília, na QI 17 do Lago Sul, o primogênito da família mais poderosa do País usou o carrão oficial de representação, cuja placa nº 17 é mais um privilégio: coincide com o número do PSL, partido pelo qual se elegeu.

O senador se utilizou também do motorista do Senado, pago pelo contribuinte, que durante uma hora e meia o aguardou no automóvel, um Nissan Sentra preto, que custa no mercado entre R$85 mil e R$107 mil.

Quando o Diário do Poder registrava o flagrante do carro oficial em pleno feriadão, o motorista do senador entregou logo quem era o chefe, de maneira debochada: “fique à vontade, é do senador Flávio Bolsonaro”. O motorista só teve o cuidado de evitar a entrada do restaurante, estacionando o veículo na parte dos fundos.

Ex-piloto da Stock Car, Tuka Rocha morre 2 dias depois de acidente aéreo


O piloto foi submetido a duas cirurgias no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, e seu quadro era delicado em razão dos problemas no pulmão

Tuka Rocha correu na Stock Car, principal categoria do automobilismo em que competiu, entre 2011 e 2018


Tuka Rocha teve complicações pulmonares e sofreu queimaduras em 80% do corpo. O piloto de 36 anos foi submetido a duas cirurgias no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, e seu quadro era delicado especialmente em razão dos problemas no pulmão.

Em 2011, o ex-piloto da Stock Car tinha escapado ileso de um grave acidente. Na ocasião, o carro que pilotava pegou fogo durante uma competição no Rio de Janeiro, mas ele conseguiu pular do veículo e não teve ferimentos graves.

Tuka Rocha correu na Stock Car, principal categoria do automobilismo em que competiu, entre 2011 e 2018. O piloto deixou a categoria em julho do ano passado depois de perder o patrocinador. Sua última equipe foi a Vogel.

OUTRA VÍTIMA FATAL - Ao todo, 10 passageiros, incluindo uma criança, estavam no avião que caiu em Maraú. Além de Tuka Rocha, foi confirmada a morte da jornalista Marcela Brandão Elias, de 37 anos.

Marcela era casada com Eduardo Trajano Telles Elias, de 38 anos, que também estava na aeronave e está internado no Hospital Geral do Estado (HGE) com queimaduras. O filho do casal, Eduardo, de 6 anos, também está internado na unidade, com alguns ferimentos.

Eduardo Mussi, irmão do deputado licenciado Guilherme Mussi, e sua esposa Maysa Marques Mussi também se encontravam na aeronave que caiu. Eles sobreviveram e permanecem internados. Não há informações sobre o estado de saúde deles.

O Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), da Aeronáutica, chegou na sexta-feira (15) a Barra Grande, distrito que pertence a Maraú, e investigam o motivo do acidente.

O avião, um Cessna C550 fabricado em 1981, pertence ao empresário José João Abdalla Filho e está em situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O acidente ocorreu na pista de pouso de um resort de luxo desativado. Assim como as outras vítimas feridas, o piloto Aires Napoleão, de 66 anos, está internado em Salvador.