
As operadoras de telefonia que vencerem o leilão do 5G deverão cobrir boa parte da malha rodoviária federal do País com serviços de voz e internet.
A medida é uma contrapartida definida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em uma portaria publicada nesta segunda-feira (03) e que definiu as diretrizes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) defina as regras do edital. A reunião do conselho diretor da agência está marcada para esta quinta-feira (06).
O governo, especialmente o Ministério de Infraestrutura, quer que toda a extensão das rodovias seja coberta, o que ajudaria a reduzir os índices de acidentes e roubos de carga, porque permitiria aplicações de monitoramento e segurança pública.
Atualmente, o País possui 75,8 milhões de quilômetros em vias federais, dos quais somente 13% estão sob concessão à iniciativa privada.
No entanto, caberá à agência fazer os cálculos dos valores necessários para definir quantas e quais rodovias deverão ser conectadas.
Quanto mais contrapartidas a agência estipular para os vencedores do leilão, menos a União receberá em outorgas. Isso porque, pelas regras vigentes, os concessionários fazem o investimento no lugar da União, como forma de levar o serviço a lugares comercialmente desinteressantes.
A portaria do ministério também estabelece que as operadoras deverão arcar com os custos de mitigação de interferências nas antenas parabólicas, que operam na faixa de frequência próxima a 3,5 GHz.
Como as teles passarão a oferecer o 5G na faixa de 3,5GHz, haverá riscos de interferências. Por isso, terão de destinar recursos para instalar filtros em cada uma das antenas.
Processo similar ocorreu com o leilão do 4G, em que as teles tiveram de arcar com a blindagem da faixa de 700 MHz para evitar interferência com as emissoras de TV, que operam em faixas próximas a essa.










