Por: Correio Braziliense
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| Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil |
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| Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil |
Velocidade de aceleração de novos casos e óbitos indicam que curva epidêmica deve acontecer no próximo mês
Por: Portal FolhaPE

A dois dias para o final de abril, Pernambuco atravessa a fase de aceleração descontrolada dos casos de infecção pelo novo coronavírus e vê, com temeridade, as perspectivas para o mês que se aproxima. Maio, segundo estudiosos e gestores, reserva dias difíceis para a população do Estado, que já enfrenta uma pressão em seu sistema de saúde.
"Nossa expectativa é de dias muito duros em maio. Indicativos de que poderá ser o ápice (de casos), visto que a curva tem se mantido mais acelerada do que gostaríamos, tanto em casos quanto em óbitos. O que vivemos hoje é o reflexo de 10, 15 dias atrás, de um relaxamento (no isolamento social). Muito disso é fruto de uma voz dissonante que acaba por gerar falsas expectativas e polêmicas”, avaliou o secretario de Saúde de Pernambuco, André Longo, fazendo alusão ao comportamento de representantes do governo federal no trato da Covid-19.
Hoje, o sistema de saúde de Pernambuco ainda não entrou em colapso. Ainda assim, já há dificuldade de acesso a leitos de terapia intensiva (UTI). “Todos os dias fazemos um apelo (pelo isolamento social) para evitar a sobrecarga. Já temos fila. Não temos desistência ainda, mas, muitas vezes as pessoas recebem cuidados em salas de estabilização enquanto aguardam leito de terapia intensiva”, disse Longo.
A publicação foi feita através de um decreto publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29)

Após a nomeação de Alexandre Ramagem para diretor-geral da Polícia Federal ter sido suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na manhã desta quarta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recuou e tornou a publicação de Ramagem sem efeito no começo da tarde.
A decisão do STF foi tomada depois que o PDT entrou com um mandato de segurança no STF à nomeação do delegado, alegando "abuso de poder por desvio de finalidade".
A publicação que a tornou "sem efeito" foi feita nesta quarta-feira (29), no Diário Oficial da União, mesmo dia que seria a posse de Ramagem, no Palácio do Planalto.
Na última sexta-feira (24), o ex-ministro Sergio Moro pediu demissão do ministério da Justiça, após exoneração do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, desencadeando uma série de mudanças relacionadas à pasta e muita repercussão nas redes sociais.
O delegado era diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e é amigo do clã Bolsonaro, por isso, o interesse do presidente em nomeá-lo. Um dos motivos que levou o ministro a barrar a nomeação foram os interesses de Bolsonaro em proteger a família, tendo em vista que o filho 02 e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), é um dos investigados da Polícia Federal por disseminação de fake news.
Uma das justificativas de Moraes para a suspensão foi o comportamento de Bolsonaro. O perfil de Ramagem e a proximidade dele com a família também são citados. Alexandre se respaldou justamente dos elementos que apontam o interesse do chefe de Estado em nomear um diretor que poderia lhe oferecer acesso a informações privilegiadas para o comando da PF.
"Se, por um lado, no exercício de suas atribuições, ao presidente da República está assegurado o juízo de conveniência e oportunidade para escolher aqueles que entender como as melhores opções para o interesse público, por outro lado, o chefe do Poder Executivo deve respeito às hipóteses legais e moralmente admissíveis", escreveu o ministro na decisão, e também falou da "inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade".
Moraes destacou, ainda, que a PF "não é um órgão de inteligência da Presidência da República" e exerce "funções de polícia judiciária da União, inclusive em diversas investigações sigilosas".
Por: Diario de Pernambuco
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| Foto: Internet/Reprodução |

A maioria dos parlamentares convidados não utilizava máscaras nem antes, nem após as refeições.

BRASÍLIA — Após minimizar diversas vezes os riscos do novo coronavírus , o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que a responsabilidade das mortes registradas até aqui é dos governadores , e não dele. A declaração foi feita um dia após Bolsonaro responder "e daí?" e perguntar o que ele podia fazer depois de ser questionado sobre novo recorde de mortes pela Covid-19 no país, que já passam de 5 mil.
Bolsonaro argumentou que, como decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF), governadores e prefeitos têm autonomia para decidirem sobre medidas restritivas no combate ao coronavírus e, por isso, eles precisam explicar por que as mortes continuaram mesmo após essas medidas serem tomadas.
— Questão de mortes, a gente lamenta as mortes profundamente. Sabia que ia acontecer. Agora, quem tomou todas as medidas restritivas foram governadores e prefeitos — disse Bolsonaro, acrescentado depois: — Essa conta tem que ser perguntada para os governadores. Perguntem ao senhor João Doria, ao senhor (Bruno) Covas, de o porquê terem tomado medidas tão restritivas e continua morrendo gente. Eles têm que responder. Vocês não vão colocar no meu colo essa conta.
Questionado se não tinha nenhuma responsabilidade sobre as mortes, o presidente respondeu:
— A pergunta é tão idiota que eu não vou responder.
Bolsonaro voltou a criticar a imprensa pela cobertura da pandemia. Ele disse que não aceita que seja atribuída a ele a culpa pelas mortes que ocorrem no país.
— O senhor não falou aquilo ontem? — indagou um repórter.
— Você não botou o complemento. Você não botou o complemento. Vocês não têm moral. A Globo não tem moral, tá certo? Não tem moral. Botou só o ‘e daí’. Você é um mentiroso. A Globo é mentirosa.
Ao ser perguntado qual complemento estava faltando, o presidente respondeu e fez novos ataques a GLOBO:
— Complemento que eu lamento. Tá lá, eu falei. Mesmo fazendo entrevista, eu perguntei, tinha pelo menos duas TVs ao vivo, mesmo ao vivo...
O GLOBO, em reportagem publicada no site na terça-feira à noite e no jornal impresso desta quarta-feira, registrou o primeiro comentário de Bolsonaro: “E daí? Lamento”. E, também, sua frase ao final da entrevista, depois de saber que havia transmissão ao vivo, se solidarizando com a família das vítimas.
— E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre — complementou, se referindo a um dos seus sobrenomes.
Ao final da entrevista, Bolsonaro perguntou: “Alguém está ao vivo por acaso? Todo mundo?” E, em seguida, afirmou:
— A gente lamenta a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos. Grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente, a gente quer ter uma morte digna e deixar uma boa história para trás.