terça-feira, 12 de maio de 2020

Covid-19: Instagram indica fake news e retira publicação feita por Bolsonaro sobre mortes no Ceará


 (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O Instagram bloqueou na noite da segunda-feira (11) uma publicação do presidente Jair Bolsonaro sobre uma suposta diminuição de mortes por doenças respiratórias no Ceará. Os verificadores da Agência Lupa, empresa que presta serviço à rede social, consideraram a postagem falsa por trazer números equivocados sobre o tema.

De acordo com a publicação, o número de mortes no estado em 2019, período anterior ao surto da Covid-19, foi 6.377. Em 2020, já na pandemia, a publicação dizia que 6.269 pessoas morreram por doenças respiratórias, ou seja, um número inferior com relação ao ano anterior.

"Por que em 2019 não teve o mesmo alarde?" questiona a publicação de Bolsonaro. A fonte dos números, segundo a imagem, seria o Portal da Transparência do Registro Civil.
 
Bolsonaro compartilhou a postagem do perfil do deputado estadual André Fernandes, do Ceará.  
 
Segundo dados divulgados pelo Portal da Transparência do Registro Civil, 3.217 óbitos por doenças respiratórias foram registrados no período citado na publicação de Bolsonaro em 2020. Já em 2019, o número foi de 2.808. Logo, inferior ao ano da pandemia.

De acordo com o Ministério da Saúde, com base no mais recente balanço divulgado, o Ceará já tem 16.692 casos confirmados de coronavírus, além de 1.114 mortes.

NINGUÉM LIGA - Bolsonaro ignora decisão do STF e critica governadores por não acatarem decreto de serviços essenciais


O presidente da República afirmou que os governadores que não concordam podem entrar com um Projeto de Decreto Legislativo ou ajuizar ações na Justiça

Bolsonaro falou sobre o Enem ao chegar no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira. Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
FOTO: Bolsonaro falou sobre o Enem ao chegar no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira. Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Após publicação de decreto que inclui academias, salões de beleza e barbearia como serviços essenciais em meio à pandemia do coronavírus e repercussão negativa por, pelo menos, 12 governadores, nesta terça-feira (12), o presidente da República ignorou a decisão do STF que dá autonomia aos governadores e prefeitos para decidir sobre o que abre o que fecha durante a crise, e afirmou que a negação do decreto é uma afronta ao estado democrático de direito e a atitude "aflora o indesejável autoritarismo no Brasil".

A publicação do decreto foi na última segunda-feira (11), dia que Brasil bateu 11.519 óbitos por coronavírus e 168.331 casos confirmados. 

O presidente escreveu que "os governadores que não concordam com o Decreto podem ajuizar ações na justiça ou, via congressista, entrar com Projeto de Decreto Legislativo". E ressaltou, ainda, que a intenção é atender os profissionais "a maioria humildes" que desejam voltar ao trabalho e levar renda à população.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em abril, por unanimidade, que governadores e prefeitos podem decidir o que abre e fecha no Estado e na cidade que cada um governa. Por isso também o confronto com o chefe de Estado, que quer ter o autoritarismo em todos os Estados e vez ou outra troca farpas com governadores. 

Assim como em outros Estados, em Pernambuco não foi diferente. O governador Paulo Câmara (PSB) afirmou que academias, salões e barbearias continuarão fechados "até que superemos esta fase e seja possível iniciar a retomada gradual".

De acordo com Fernando Castilho, da Coluna Jc Negócios, o Brasil é o 3º País do mundo a se destacar no cenário mundial de beleza e "dono de um negócio de R$ 50 bilhões em 2019, o setor de beleza não viu a crise nos anos de 2015 e 2016, quando o PIB do Brasil caiu 3,8% e 3,6% respectivamente". Por isso, o interesse de Bolsonaro em reabrir os setores. Não é a primeira vez que o presidente mostra que a sua preocupação com a quebra da economia é maior do que com a vida dos brasileiros. 

A inclusão destes serviços também não foi consultada pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, que ficou sabendo por jornalistas enquanto concedia entrevista coletiva. Por sua vez, Teich justificou que "não é atribuição nossa". O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, estava com o ministro e também fez sinal de que não estava sabendo do decreto.

"Saúde não é vida?"

Na mesma semana que o editorial de uma das revistas médicas mais prestigiadas no mundo, a "Lancet", foi "Bolsonaro é maior ameaça no Brasil", no começo do mês, na saída do Palácio da Alvorada, o chefe de Estado ridicularizou o fechamento do comércio. Ele destacou as academias de ginástica.

Na ocasião, ele ainda hostilizou a imprensa mais uma vez, "a imprensa iria gostar", da resposta, quando questionado sobre o fechamento dos estabelecimentos. "Saúde não é vida? Por que as academias estão fechadas?".

Em seguida, um apoiador sustentou a colocação do presidente e afirmou "eu vejo as academias de musculação como um lugar onde previne doenças, melhor do que você pagar um plano de saúde, é fazer atividade física", e o presidente concordou.

Estados


Incluindo Pernambuco, 13 estados e o Distrito Federal, que já estavam com as atividades de salão de beleza, barbearia e academias fechadas e permanecerão, obedecendo decretos estaduais são:

- Alagoas
- Amazonas
- Bahia
- Ceará
- Distrito Federal
- Goiás
- Pará
- Paraíba
- Paraná
- Pernambuco
- Piauí
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Sergipe

Vídeo citado por Moro de reunião entre ministros é prejudicial a Bolsonaro, diz colunista


Crédito: Reprodução YouTube

Bolsonaro critica imprensa (Crédito: Reprodução YouTube)

Na reunião entre os ministros do governo, o presidente relata que sua famíla é perseguida no Rio de Janeiro e por este motivo iria trocar o comando da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o blog, na reunião, Bolsonaro chama o superintendente da PF do Rio de seu segurança, e que não iria esperar sua família ser prejudicada

Vídeo de reunião Ministerial é devastadora para Bolsonaro

Por Andréia Sadi


Sadi: "Vídeo de reunião ministerial é devastador para Bolsonaro"
Ativar som

Sadi: "Vídeo de reunião ministerial é devastador para Bolsonaro"

O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril que faz parte do inquérito sobre a suposta tentativa de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal é devastador para o presidente da República, dizem fontes ouvidas pelo blog.

A avaliação é que o vídeo comprova a acusação do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que o presidente da República tentou interferir na Polícia Federal.

Durante o encontro, Bolsonaro diz que sua família sofre perseguição no Rio de Janeiro e que, por isso, trocaria o chefe da superintendência da PF no Rio. O presidente acrescentou que, se não pudesse fazer a substituição, trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro da Justiça – à época, Sérgio Moro .

Na reunião, Bolsonaro – que apresentava um tom de irritação e mau humor – trata o superintendente da PF do Rio como seu segurança, e afirma que não iria esperar sua família ser prejudicada.

O presidente da República comunicou a Moro que iria trocar o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, por Alexandre Ramagem – atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e amigo da família Bolsonaro.

Moro se recusou. Disse "não, não topo isso" e falou com os generais. Mas o presidente da República se mostrou irredutível, pois Ramagem seria a pessoa que forneceria para ele relatórios de inteligência e que poderia de alguma forma blindar investigações.

O vídeo da reunião é uma das evidências do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) após Moro deixar o ministério da Justiça acusando Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal. A sequência foi exibida nesta terça-feira (12) em Brasília a pessoas envolvidas com a investigação.

Decreto do Governo do Estado torna obrigatório o uso de máscara em Pernambuco, a partir de sábado, 16 de maio



O uso de máscaras por todas as pessoas que precisem sair de casa passa a ser obrigatório em Pernambuco a partir de sábado sábado (16). O decreto estadual com a ampliação da obrigatoriedade do uso foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (12), assim como o detalhamento das medidas referentes à quarentena no Recife e outras quatro cidades.

A utilização por toda a população era, anteriormente, recomendada pelo governo estadual e obrigatório apenas para quem trabalha em serviços essenciais, como estabelecimentos comerciais com funcionamento autorizado durante a pandemia do novo coronavírus.

A partir do sábado, todos devem utilizar o equipamento de proteção ao tanto nas ruas, quanto no interior de órgãos públicos, estabelecimentos privados que estejam autorizados a funcionar de forma presencial e nos veículos públicos e particulares, inclusive ônibus e táxis.

O decreto determina também que cabe aos órgãos públicos, estabelecimentos privados e os condutores de veículos exigir a utilização de máscaras nesses locais.

Não havia no texto previsão de multas ou punições para a população flagrada sem o equipamento. Nas cidades em que a quarentena vai vigorar, o governo estadual havia informado que as pessoas seriam orientadas a retornar para casa.

Do G1

"É evidente que não deve acontecer", afirma secretário de Turismo sobre Festival de Inverno de Garanhuns 2020


Medida seria mais uma ação com o intuito de evitar a proliferação do novo coronavírus em Pernambuco

COSTA NETO/DIVULGAÇÃO
Festival de Inverno de Garanhuns atrai cerca de 800 mil pessoas todos os anos durante os dez dias da festa - FOTO: COSTA NETO/DIVULGAÇÃO

O Governo de Pernambuco deve anunciar nos próximos dias o cancelamento do 30º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) em 2020, que ocorre na cidade homônima localizada no Agreste do Estado. A premissa é baseada na fala do secretário de Turismo de Pernambuco, Rodrigo Novaes, em entrevista ao repórter Eduardo Peixoto, da Rádio Jornal Garanhuns. "É evidente que o festival não deverá acontecer, por conta da aglomeração e porque não foi possível fazer a toda preparação, em razão da pandemia", afirmou. 

A suspensão do evento, que atrai cerca de 800 mil pessoas todos os anos durante os dez dias da festa, seria mais uma ação com o intuito de evitar a proliferação do novo coronavírus no Estado, que já soma 13.768 casos e 1.087 óbitos, segundo boletim oficial divulgado nessa segunda-feira (12). No mesmo dia, a Secretaria de Saúde de Garanhuns divulgou um total de 35 infectados e oito óbitos pela covid-19 desde o início da pandemia.

No entanto, o secretário preferiu não declarar o cancelamento, sob a premissa de que deixará o anúncio para o governador Paulo Câmara (PSB) que antes, ainda, deve falar sobre o São João, que já teve a festa presencial suspensa em Caruaru, também no Agreste. "Eu vou deixar para que o anúncio aconteça no tempo certo, através do governador Paulo Câmara. Porque antes do Festival de Inverno, a gente tem o São João, a festa junina, e, formalmente, o Governo do Estado ainda não posicionou ao São João"

Rodrigo Novaes também citou a questão financeira como impedimento para a realização do Festival, alegando que grande parcela dos recursos arrecadados estão sendo destinados para frear a pandemia da covid-19 no Estado. "Existem, também, os motivos orçamentários. Houve uma diminuição significativa na arrecadação e grande parte dos recursos estão sendo voltados para a área de saúde".

À reportagem do JC, a secretária de Turismo de Garanhuns, Neile Barros, disse, por meio de ligação telefônica, que aguarda posicionamento do Governo do Estado sobre a realização do FIG 2020, mas considera "inviável" ter a festa em julho deste ano. "Para Garanhuns é inviável, também, uma vez que todo o investimento está voltado para a covid-19".

JC também tenta contato com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) para questionar se há possibilidade de remarcação do FIG e se haverá revogação das contratações de patrocinadores e artistas para o festival, caso já tenham sido firmadas. A reportagem será atualizada assim que obtermos resposta

Pernambuco tem mais 541 casos novos de Covid-19 e 70 óbitos


 (Foto: AFP)
Foto: AFP
Mais 541 casos novos de Covid-19, além de 70 óbitos, foram confirmados laboratorialmente, nesta terça-feira (12), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Os números são maiores que os divulgados ontem, quando foram notificados 493 novos casos e 40 óbitos.

Entre os confirmados hoje, 276 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 265 são casos leves. Agora, Pernambuco totaliza 14.309 casos já confirmados, sendo 7.644 graves e 6.665 leves.

Com os 70 novos óbitos, o estado totaliza 1.157 mortes pela Covid- 19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Covid-19 registra mortes de pessoas de 6 a 100 anos


 (Foto: Danny Lawson/AFP
)
Foto: Danny Lawson/AFP
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (11), 493 novos
casos da Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados hoje, 212 se enquadram como
Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 281 são casos leves. Agora, Pernambuco totaliza 13.768 casos já confirmados, sendo 7.368 graves e 6,4 mil leves. Também foram confirmados laboratorialmente 40 óbitos. As mortes ocorreram entre os dias 25 de abril e 10 de maio, e os pacientes tinham idades entre 6 e 100 anos. O estado totaliza 1.087 mortes pela Covid-19.

Dos casos graves, 2.499 evoluíram bem, receberam alta hospitalar e estão em isolamento domiciliar. Outros 2.244 estão internados, sendo 236 em UTI e 2.008 em leitos de enfermaria, tanto na rede pública quanto privada. Além disso, o boletim de hoje registra 1.538 pacientes recuperados do novo coronavírus. Até agora, os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 138 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha e de ocorrências de pacientes de outros estados e países.

Dos 40 óbitos, 23 eram homens e 17, mulheres. As pessoas moravam no Recife (13) Olinda (6), Cabo de Santo Agostinho (3), Escada (2), Jaboatão dos Guararapes (2), Pombos (2), Abreu e Lima (1), Agrestina (1), Amaraji (1), Barra de Guabiraba (1), Camaragibe (1), Feira Nova (1), Gravatá (1), Joaquim Nabuco (1), Paudalho (1), Paulista (1), Ribeirão (1) e Timbaúba (1). As mortes ocorreram entre os dias 25 de abril e 10 de maio, e os pacientes tinham idades entre 6 e 100 anos. As faixas etárias dessas pessoas são: 0 a 9 (1), 40 a 49 (3), 50 a 59 (9), 60 a 69 (9), 70 a 79 (8), 80 ou mais (10).

Dos 40 pacientes que morreram, 35 apresentavam comorbidades confirmadas, como hipertensão (25), diabetes (17), histórico de tabagismo (6), doença cardiovascular (4), AVC (3), câncer (3), obesidade (3), doença renal (3), Alzheimer (1), DPOC (1), etilismo (1), Parkinson (1) e tuberculose (1) - o mesmo paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais estão em investigação pelos municípios.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 2.840 casos foram confirmados e 1.820 descartados. Outros 569 casos ainda estão em investigação. As testagens abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada.