sexta-feira, 15 de maio de 2020

'Oremos', diz Mandetta em rede social após saída de Nelson Teich

 (Foto: Marcello Casal Jr./Agencia Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr./Agencia Brasil
O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta reagiu nas redes sociais à saída de Nelson Teich do cargo. Através da sua conta oficial do Twitter, Mandetta escreveu "Oremos. Força SUS. Ciência. Paciência. Fé!", e reforçou o pedido para que todos fiquem em casa.

Nelson Teich pediu demissão nesta sexta-feira (15)

Ministro Nelson Teich foi homem

Nelson Teich pediu demissão e vamos de mais uma baixa no governo Bolsonaro. 
Acho incrível como o Bozo nem precisa de oposição e inimigos, ele consegue se acabar sozinho. Esse governo tá sendo um completo desastre
Nelson Teich tem a aparência de um sujeito sem qualquer empatia, mas no giro que fez por hospitais do país, viu a realidade e saiu da bolha de Brasília, ele indagou a todos sobre a eficácia da cloroquina. Só obteve respostas negativas. Ao saber que Bolsonaro pretende impor o medicamento na base do decreto, optou por sair. Foi homem!
O Ministro, pediu demissão. Isto era previsto, um médico, cientista sério já mais vai na contra da ciência e da saúde, a não ser que ele quisesse ser uma marionete na mão do desgoverno. Quem esse verme desse Bozo pensa que é? Que ele está acima de tudo que se move sobre este planeta?
Agora vamos aguardar né, já vai começar os bolsominions levantando Tags falando o quanto Nelson Teich era incompetente, que ele é comunista, infiltrado do PT, da Globo e etc. Não aceitam que o presidente é incompetente, genocida, canalha, bandido, surtado e que quem ainda está no governo é pior ou igual a ele... Que o gado muja. Canalhas!

Edney Souto

NINGUÉM AGUENTA O BOZO - Ministro Nelson Teich pede demissão do governo Bolsonaro antes de completar um mês no cargo


Não quis divulgar a cloroquina

49785493427_8ae54d249d_3k1.png

No G1 - O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a pasta informou que ele pediu demissão.

Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.

Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.

Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:

o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.
o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica
detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla.
Teich foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto nesta manhã. Ele esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois.

Bolsonaro se antecipa à demissão de Teich e convida general para Ministério da Saúde

Nelson Teich e general Eduardo Pazuello (Foto: Júlio Nascimento/ PR)

Presidente já conta com a demissão do ministro da Saúde, que se colocou na linha de tiro com discurso cauteloso no uso da cloroquina, e convidou o número 2 da pasta, general Eduardo Pazuello, que teria aceitado assumir o cargo

‌Contando com a demissão de Nelson Teich a qualquer momento pela discordância em relação ao uso da cloroquina para tratamento da Covid-19, Jair Bolsonaro já teria convidado o general Eduardo Pazuello para assumir o Ministério da Saúde.
Teich se colocou na linha de tiro após se colocar com cautela sobre o uso de cloroquina para tratamento do coronavírus. Contrariado, Bolsonaro desautorizou publicamente o ministro e marcou uma reunião fora da agenda nesta quinta-feira (14) para falar sobre o assunto.

No próximo domingo (17), Teich completa um mês no cargo, após substituir um desgastado Luiz Henrique Mandetta, que passou por um processo de fritura justamente por confrontar Bolsonaro.

Pai e filho de 1 ano de idade são executados em Garanhuns

Morreu ainda na noite desta quinta-feira (14), o menino Levy Gabryel Nanes da Silva, de um ano de idade, ele estava assistindo no colo do padrasto que foi executado dentro da casa que morava, na Rua Quipapá, no bairro da Cohab 2, na cidade de Garanhuns.

O menino foi socorrido para o Hospital Regional Dom Moura, foi estabilizado e durante a transferência para o Hospital da Restauração veio a óbito no município de São Caetano.

Dentro da casa onde aconteceu o crime estava a mãe da criança, uma irmã e as duas vítimas fatais, a mãe disse à polícia que estava convivendo com Fábio Vitalino a cerca de 30 dias, que desconhecia o envolvimento dele em ações criminosas.

O caso será investigado pela 22ª Delegacia de Homicídios

Pernambuco tem 4 mortes de crianças registradas essa semana

Bebê de 7 meses morre em Pernambuco com a Covid-19


 (Foto: Karim Sahib/AFP
)
Foto: Karim Sahib/AFP
Um bebê do sexo masculino de 7 meses, que tinha leucemia, morreu em Pernambuco infectado pela Covid-19. Este é o quarto óbito de criança por coronavírus apenas nesta semana. A morte da criança foi registrada no boletim epidemiológico desta quinta-feira (14) da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Além dessa, outras 74 novas mortes foram registradas neste boletim. Agora, Pernambuco tem 1.298 mortes pelo novo coronavírus. O estado tem 15.588 casos confirmados da Covid-19, sendo 8.205 graves e 7.383 leves. Dessas, 2.752 pessoas estão recuperadas da doença.

Nesta quinta, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 687 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados hoje, 329 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 358 são casos leves. Agora, dos 15.588 casos confirmados no estado, 8.205 são graves e 7.383, leves.

Dos casos graves, 1.462 evoluíram bem, receberam alta hospitalar e estão em isolamento domiciliar. Outros 2.693 estão internados, sendo 237 em UTI e 2.456 em leitos de enfermaria, tanto na rede pública quanto privada. O boletim de hoje registra mais 152 pacientes recuperados do novo coronavírus, totalizando 2.752 pessoas curadas.

Até agora, os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 144 municípios , além do arquipélago de Fernando de Noronha e de ocorrências de pacientes de outros estados e países. Dos 74 óbitos registrados hoje, 38 são do sexo masculino e 36 do sexo feminino. As pessoas moravam no Recife (28), Jaboatão dos Guararapes (10), Vitória de Santo Antão (5), Cabo de Santo Agostinho (3), João Alfredo (3), Olinda (2), Ipojuca (2), Moreno (2), Paudalho (2), Ribeirão (2), Paulista (1), Abreu e Lima (1), Água Preta (1), Barreiros (1), Bom Jardim (1), Caruaru (1), Gravatá (1), Itapissuma (1), Itaquitinga (1), Lagoa do Itaenga (1), Petrolina (1), São Bento do Una (1), São Lourenço da Mata (1), Serra Talhada (1) e Vicência (1).

As mortes registradas neste boletim aconteceram entre os dias 15 de abril e 13 de maio, e os pacientes tinham idades entre 40 e 97 anos, além da criança de 7 meses. As faixas etárias eram: 0 a 9 (1), 40 a 49 (10), 50 a 59 (10), 60 a 69 (17), 70 a 79 (13), 80 ou mais (23).

Dos 74 pacientes que vieram a óbito, 33 apresentavam comorbidades confirmadas, como hipertensão (16), diabetes (14), doença cardiovascular (6), tabagismo/histórico de tabagismo (6), histórico/sequela de AVC (2), doença pulmonar obstrutiva crônica (2), doença de Alzheimer (2), histórico/sequela de AVE (1), etilismo/histórico de etilismo (1), HIV/Aids (1), esquizofrenia (1), asma (1), pneumonia (1), infecção do trato respiratório (1), tuberculose (1), insuficiência respiratória (1), infecção do trato urinário (1), demência avançada (1), doença arterial obstrutiva periférica (1), hipotireoidismo (1), obesidade (1), doença renal crônica (1) e leucemia (1). Cinco não tinham comorbidade e os demais casos estão em investigação pelos municípios.

Com relação à testagem dos profissionais de saúde com sintomas de gripe, em Pernambuco, até agora, 2.918 casos foram confirmados e 1.874 descartados. Outros 741 casos ainda estão em investigação. As testagens abrangem os profissionais de todas as unidades de saúde, sejam da rede pública (estadual e municipal) ou privada.

Hackers divulgam suposto exame de Bolsonaro após invadirem sistema do Exercito


Testes foram feitos entre junho de 2019 e janeiro deste ano e desmentem tese de que o presidente usa codinomes para fazer exames

EVARISTO SA/AFP
a autoria do ataque já foi reivindicada - FOTO: EVARISTO SA/AFP
O sistema de informações do Exército brasileiro foi invadido por um grupo de hackers. Os integrantes divulgaram quatro exames médicos que teriam sido feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Hospital das Forças Armadas entre os meses de junho de 2019 e janeiro de 2020. Segundo informações divulgadas pela revista Época, na tarde desta quinta (14), nos testes o chefe do Executivo se identificou com seu nome de batismo ao contrário do que alegou ter feito com os exames do novo coronavírus (covid-19).

“O que eu faço nos últimos 10 anos, pra não ter dúvida? Eu já tive receita de farmácia de manipulação. Eu sempre falei com o médico, ‘bote o nome de fantasia porque pode ir pra lá, ‘Jair Bolsonaro’, já era manjado, principalmente em 2010, quando comecei a aparecer muito, né; Alguém pode fazer alguma coisa esquisita. E assim foi em todo exame que eu faço tem um código”, disse Bolsonaro em 28 de abril.

Em nota, o Exército informou que "foram adotadas providências imediatas para mitigar eventuais consequências". Após a conclusão de uma investigação "serão desenvolvidas as ações técnicas e legais necessárias".

O ataque foi reivindicado por conta de Twitter com o nome de "DigitalSp4ce". "Somente após meses o presidente resolveu mostras seus exames, isso intrigou nosso grupo, resolvemos ir atras e invadimos o Banco de Dados do hospital onde foi realizada a coleta, e adivinhem? Nada comprova que foi feita tal coleta, nem mesmo com pseudônimo", justificaram.

"Para a realização dos exames foram utilizados no cadastro junto ao laboratório conveniado Sabin os nomes fictícios Airton Guedes e Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, sendo preservados todos dados pessoais de registro civil junto aos órgãos oficiais", disse o comandante logístico do Hospital das Forças Armadas, Rui Yutaka Matsuda.

Bolsonaro dá mostras de não entender que vírus não obedecem a decretos


Ação descoordenada contra pandemia

Recursos ainda estão travados

Programas não deslancharam

O presidente Jair Bolsonaro conversa com jornalistas do alto da rampa do Palácio do Planalto. Tem usado máscara desde que o uso tornou-se obrigatório no Distrito Federal, na última 2ª feira (11.mai.2020)Sérgio Lima/Poder360 - 12.mai.2020


Dos R$ 500 bilhões, equivalentes a 7% do PIB, que o governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou destinar ao combate dos impactos sanitários, sociais e econômicos da pandemia da covid-19, nem 10% já chegaram ao bolso dos beneficiários. Não alcança, proporcionalmente, a metade do aplicado por outros países, e, além disso, está saindo a conta-gotas.

No enfrentamento da pandemia, o desempenho brasileiro tem sido pífio, ainda mais se comparado com as ações desenvolvidas em outros países, inclusive vizinhos sul-americanos. O resultado é a escala nacional no indesejado ranking dos países com maior número de infectados e mortos.

De quebra, essa inação está dando corda para a obsessiva batalha de Bolsonaro pelo fim do isolamento social, a forma conhecida mais eficiente por enquanto de conter, mesmo parcialmente, o contágio da doença, a pressão sobre o sistema de saúde e as mortes daí decorrentes.

Não se trata de nada original, muito ao contrário. É um clássico dos governos desarticulados, sem projeto definido para o país, infestado em seus escalões intermediários de gente escolhida não pela qualidade técnica, mas por ardor ou subserviência ideológica. Coisa potencializada, no caso brasileiro, por um presidente que só pensa em se manter no poder e safar os filhos de investigações policiais.

A fórmula usada é das mais simples e primitivas, mas não se pode negar sua eficácia. Ao não entregar o dinheiro que prometeu e anunciou, o governo consegue não só economizar recursos, mas também forçar o pretendido fim do isolamento. O problema é que a economia não vai esperar para afundar.

Essa “solução” traz outras vantagens para os cofres públicos. Forçando o relaxamento em relação aos cuidados contra o contágio, potencializando os riscos de disseminar infecções graves na população, o governo Bolsonaro tira o corpo fora e deixa aos cidadãos a opção de se virarem para sobreviver —seja ao vírus, seja à perda de renda.

Naquilo que diz respeito aos aspectos econômicos, são quatro os grandes grupos de ações que os demais governos estão adotando para enfrentar a pandemia. Começa com a garantia de financiamento a empresas; segue com reposição temporária de renda de empregados, trabalhadores informais e vulneráveis; continua com apoio a estados e municípios; e termina com o fornecimento de recursos para os sistemas de saúde, incluindo a estruturação de regras claras para quando for possível flexibilizar o isolamento.

O governo brasileiro ainda não acertou o passo em nenhum desses quatro grupos de programas. O crédito não deslanchou, o auxílio emergencial, concebido e aprovado no Congresso, travou na partida, os estados e municípios em lugar de recursos recebem ameaças e, no suporte ao sistema de saúde, reina a descoordenação. Nem mesmo o básico do básico —disponibilidade de testes em massa e de equipamentos de proteção individual para o pessoal da linha de frente dos hospitais— foi garantido.

No caso do auxílio emergencial, foram repassados até agora R$ 35,5 bilhões, de um total previsto de quase R$ 100 bilhões, para 50 milhões de beneficiários. Nada mais, porém, aconteceu desde 30 de abril. São duas longas semanas em que nenhum dos restantes 40 milhões de inscritos teve acesso aos R$ 600 da primeira das três parcelas definidas pelo Congresso.

Em compensação, já ficaram na lembrança as enormes filas para regularizar CPFs, a concessão em grande parte indevida do benefício a 70 mil militares e a exclusão, desumana e sem base legal, de parentes elegíveis de presidiários. Quanto às duas parcelas restantes do auxílio, depois do não cumprimento das datas de pagamento previstas, tudo o que se sabe é a existência de uma promessa de que a segunda parcela será paga “na próxima semana”.

Se os procedimentos de transferência do auxílio emergencial aos favorecidos não têm sido sem percalços, pior ainda é o desempenho dos programas de concessão de crédito a empresas. O primeiro desses programas, que previa gastos de R$ 40 bilhões para financiamento de folhas de pagamento, mesmo com 85% de garantia do Tesouro, não conseguiu colocar até agora mais de R$ 400 milhões, ou 1% do total prometido.

Cabe ao governo, nesse tipo de situação excepcional, assegurar os recursos para manter as empresas de pé. Duas linhas para capital de giro foram anunciadas, mas com baixo comprometimento do governo. Assim, os juros cobrados pelos bancos e as garantias exigidas praticamente inviabilizaram o “socorro”, principalmente às pequenas empresas, muitas das quais informais ou quase informais, as mais necessitadas.

O acesso ao crédito, que já era difícil em tempos normais, se deixado por conta do mercado, em tempos de pandemia, se tornará praticamente inexistente. Como querer que bancos facilitem a vida de empreendimentos com risco de inadimplência aumentado?

Sem uma ação pública mais firme e focada, na contramão do que a maior parte dos demais países está promovendo, a pressão pela reabertura dos negócios e pelo relaxamento do isolamento será crescente. Isso pode servir aos objetivos imediatos de Bolsonaro, mas, diferentemente do que ele e seus apoiadores imaginam, condenará o país ao agravamento da crise social e econômica.

É insana a ideia de que se pode eliminar um gravíssimo problema econômico, causado por um forte choque simultâneo de oferta e demanda, por simples decreto. Todas as evidências comprovam que as atuais perdas econômicas e sociais não são causadas pelas medidas de isolamento, mas por um vírus altamente contagioso e perigosamente letal.

Vírus não obedecem a decretos, e só são contidos, na falta de vacinas que impeçam sua disseminação, com planos completos, detalhados e sustentados por recursos públicos, de convivência com eles. O Brasil, envolto numa terrível múltipla crise —sanitária, social, econômica e política— está longe de tudo isso.