terça-feira, 16 de março de 2021

Garanhuns atinge 100% de ocupação de leitos de UTI e prefeito diz que não há lugar para novos pacientes


O prefeito Sivaldo Albino destacou que pacientes com falta de ar ficarão sem atendimento em virtude da superlotação.

NE10 INTERIOR
  • Por NE10 Interior
Adolescente foi levado para o Hospital Dom Moura
Adolescente foi levado para o Hospital Dom Moura (Reprodução/Rádio Jornal)

Desde o início da pandemia do coronavírus, esta é a primeira vez em que a cidade de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, chega à marca de 100% de ocupação dos leitos de UTI. Por causa do aumento de casos registrados na região, o prefeito Sivaldo Albino confirmou o índice de ocupação nos hospitais da cidade e destacou a preocupação no atendimento aos pacientes em entrevista à Rádio Jornal.

Sivaldo destacou que, por causa da ocupação, todas as unidades de saúde, sejam elas particulares ou públicas, estão incapacitadas de receber qualquer paciente. "O Perpétuo Socorro está 100% ocupado. Dom Moura, 100% ocupado. Monte Sinai em 95%", destacou em entrevista.

"Ou seja, se a gente tiver hoje aqui, qualquer paciente de Garanhuns ou do Agreste que precise ser internado em um leito de UTI com falta de ar nós não temos onde colocar", alertou Sivaldo. A Prefeitura de Garanhuns negocia com o Governo do Estado, em caráter de urgência, a abertura de novos leitos na UPAE do município.

Confira a entrevista

Pernambuco bate recordes de confirmações de mortes e casos de Covid nesta terça

*CORONAVÍRUS 🦠 Pernambuco confirma mais 2.482 casos e 60 mortes por covid-19 e bate recorde diário de registros em 2021*
A Secretaria de Saúde de Pernambuco registrou, nesta terça-feira (16), 2.482 casos e mais 60 mortes por covid-19. Os novos números são os maiores, tanto em casos como em óbitos, em 2021 no estado.

O estado totaliza 320.931 casos confirmados e 11.471 mortes pela covid-19.

Médica sabatinada por Bolsonaro e seu filho passou por diversos constragimentos

A Dra. Ludhmila Hajjar foi a Brasília indicada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e por mais de 15 autoridades, como possível nome para assumir o Ministério da Saúde.

Seu nome, no entanto, não foi bem aceito nas redes de apoiadores de Bolsonaro na internet –que são um termômetro usado pelo presidente para nomear alguém para cargos-chave em seu governo.

O encontro no Alvorada teve certo constrangimento logo de cara, pois Ludhmila foi a uma reunião e encontrou, na mesma sala, o general que poderia substituí-la.

A médica foi sabatinada pelo presidente e seu filho. Eduardo Bolsonaro quis saber o que ela achava de 2 temas: aborto e armas. 
Segundo apurou o Poder360, ela respondeu que era médica, que considerava o tema das armas relacionado a polícias e às Forças Armadas, e que não nutria simpatia por armar a população.

Num determinado momento, Bolsonaro quis saber o que a médica achava da cloroquina. Ludhmila disse que essa fase já havia passado. Que era necessário olhar para a frente. O presidente insistiu. Disse que ninguém sabe ainda o que funciona ou não para tratar a covid-19. E que os médicos têm o direito de prescrever o que quiserem. Nesse aspecto, houve divergência entre Bolsonaro e Ludhmila.

O presidente questionou também as medidas de lockdown para frear os contágios pelo coronavírus. Disse ser contra o fechamento de negócios e a adoção de toque de recolher, casos de São Paulo e Brasília, por exemplo.

O presidente em determinado momento dirigiu-se a Ludhmila no seu estilo e disse: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?”.

Logo após, a Doutora deixou a reunião. Com o nome de Ludhmila riscado da lista de opções de Bolsonaro, sobrou outros cotados para a vaga.

Um deles é Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, bolsonarista fervoroso, o que agrada aos militantes fiéis ao presidente. Esse aceitou e será Ministro.

A Doutora Ludhmilla relatou a Globo News que foi ameaçada de morte e tentaram invadir o hotel em que estava hospedada.

A gente nem sabe o que dizer sobre tantos absurdos. Para Bolsonaro, as 280 mil mortes não passam de um jogo político para elegê-lo ou tirá-lo do poder. Um show de ignorância, narcisismo, violência e despreparo.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Marcelo Queiroga substitui Pazuello no Ministério da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro escolheu o médico Marcelo Queiroga para substituir Eduardo Pazuello como ministro da Saúde. Queiroga se reuniu, na tarde de hoje, com Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, a nomeação de Queiroga será publicada na edição desta terça-feira do "Diário Oficial da União".

"Foi decidido agora à tarde a indicação do médico, doutor Marcelo Queiroga, para o Ministério da Saúde. Ele é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. A conversa foi excelente, já conhecia há alguns anos, então não é uma pessoa que tomei conhecimento há poucos dias. Tem tudo no meu entender para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento em tudo que o Pazuello fez até hoje", afirmou Bolsonaro a apoiadores ao chegar no início da noite à residência oficial do Palácio da Alvorada.

Antes de se reunir com Queiroga, Bolsonaro conversou no domingo e nesta segunda com a médica Ludhmila Hajjar. Mas a negociação fracassou, e a médica afirmou que não aceitaria convite para se tornar ministra. A médica, que se especializou no tratamento da Covid, afirmou que não houve "convergência técnica" entre ela e Bolsonaro.

Câmara dos Deputados tem surto de coronavírus, com pelo menos 40 casos confirmados


A Câmara dos Deputados passa por um surto de coronavírus. Segundo informações da Record, pelo menos 40 casos de Covid-19, entre parlamentares, servidores e visitantes foram registrados pelo departamento médico da Casa nos últimos dias.

Nas últimas semanas, a Câmara viu as atividades presenciais serem intensificadas, com sessões de votação com plenário cheio, o que tende a estar por trás do aumento da contaminação na Casa

Se você fizer lockdown no NE vai me foder e perco a eleição, diz Bolsonaro

Declaração foi para Ludhmila Hajjar

Presidente insistiu sobre cloroquina

Médica e Bolsonaro: sem acerto

A médica cardiologista Ludhmila Hajjar, durante gravação do programa Poder em Foco, em abril de 2020Sérgio Lima/Poder360 - 7.abr.2020


A indicação da médica cardiologista Ludhmila Hajjar para assumir o Ministério da Saúde não decolou. O presidente Jair Bolsonaro recebeu a cardiologista do Incor e dos hospitais Star, da Rede D’Or, no domingo (14.mar.2021) e na manhã desta 2ª feira (15.mar). As conversas não fluíram bem para nenhum dos lados.

Participaram da reunião de domingo, no Palácio da Alvorada, o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). As presenças de Pazuello e do filho do presidente foram uma supresa para a médica.

Ludhmila Hajjar veio a Brasília com o apoio –público ou reservado– de nomes como o do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM); do procurador-geral da República, Augusto Aras; e dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Todos, de uma forma ou de outra, deixaram Bolsonaro saber que apoiavam a cardiologista para ser a nova ministra da Saúde.

Seu nome, no entanto, não foi bem aceito nas redes de apoiadores de Bolsonaro na internet –que são um termômetro considerado pelo presidente sempre que vai nomear alguém para cargos-chave em seu governo. Mesmo reprovada nesse “teste de estresse”, a cardiologista foi recebida por Bolsonaro. O presidente não queria ser visto como alguém que se recusa a ao menos conversar –embora já não fosse simpático ao nome de Ludhmila.

A reunião de domingo (14.mar) deu aos defensores da cardiologista a impressão de que estava encaminhada sua indicação para substituir Pazuello. Lira até mesmo veio a público, por meio das redes sociais, manifestar que apoiava a nomeação.

O encontro no Alvorada teve certo constrangimento logo de cara, pois Ludhmila foi a uma reunião para ouvir um convite para ser ministra e encontrou na mesma sala o general que poderia substituir. Passou cerca de 3 horas mais ouvindo do que falando, pois todos os presentes se esforçaram para dizer que nada havia sido feito de errado até agora na política do governo federal para combater o coronavírus.

A médica foi sabatinada pelo presidente e seu filho. Eduardo Bolsonaro quis saber o que ela achava de 2 temas: aborto e armas. Segundo apurou o Poder360, ela respondeu que considerava o tema das armas relacionado a polícias e às Forças Armadas, e que não nutria simpatia por armar a população. Não foi possível apurar sua resposta a respeito de aborto.

Num determinado momento, Bolsonaro quis saber o que a médica achava da cloroquina. Ludhmila disse que não iria desdizer o presidente eventualmente no Ministério da Saúde, mas que essa fase já havia passado. Que era necessário olhar para a frente. O presidente insistiu. Disse que ninguém sabe ainda o que funciona ou não para tratar a covid-19. E que os médicos têm o direito de prescrever o que quiserem. Nesse aspecto, houve divergência entre Bolsonaro e Ludhmila.

O presidente perguntou também sobre medidas que restringem a circulação da população para frear os contágios pelo coronavírus. Disse ser contra o fechamento de negócios e a adoção de toque de recolher, casos de São Paulo e Brasília, por exemplo.

A reportagem do Poder360 apurou que o presidente em determinado momento dirigiu-se a Ludhmila no seu estilo que mistura franqueza com rispidez: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?”.

O atual ministro da Saúde também fez uma longa exposição sobre como tem conduzido a pasta. Defendeu sua gestão. Disse que estava possivelmente saindo do cargo porque não se aliou a ninguém, a nenhum grupo, diferentemente de Ludhmila, que vinha recomendada inclusive por políticos com vários interesses. O Poder360 apurou que Pazuello se referia, de maneira oblíqua, ao deputado Arthur Lira. O presidente ouviu  e não redarguiu, como que concordando com a fala do ministro.

Ludhmila e Bolsonaro voltaram a ter reunião nesta 2ª feira (15.mar). Pouco depois do encontro, a médica foi à CNN Brasil e também à TV Globo dizer que foi convidada para assumir a Saúde, mas que recusou por “motivos técnicos”.

A substituição de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde é tida como certa. O Planalto é pressionado para mudar sua política de combate à pandemia, que já deixou mais de 278 mil mortos no Brasil.

Com o nome de Ludhmila riscado da lista de opções de Bolsonaro, sobram 2 outros cotados para a vaga.

Um deles é Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Queiroga é um bolsonarista de raiz e agrada mais aos militantes fiéis ao presidente. O outro é o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ).

ANÁLISE

Bolsonaro de uma vez só se indispôs com uma profissional médica muito respeitada, mas também com todos que a indicaram. O presidente da Câmara (que ficou vendido em público), o procurador-geral da República e 2 ministros do STF e 1 governador de Estado. Não é pouca coisa.

A médica Ludhmila Hajjar foi educada e comedida ao relatar o que se passou em entrevistas para a CNN Brasil e  Globo. Mas o Poder360 apurou o que se passou de fato nas últimas cerca de 48 horas. Bolsonaro não pretende recuar de suas ideias sobre como atuar na pandemia.

Esse episódio revela que o presidente não quer um novo ministro da Saúde. Deseja apenas um substituto para Pazuello. Alguém que continue a fazer tudo do mesmo jeito, mas que apenas consiga se relacionar melhor com a mídia e tenha uma narrativa mais aceitável por parte dos seus aliados no Congresso e no Judiciário. Toda a equipe estrutura montada pelo atual ministro ficarão intactas para o novo titular da pasta. Na prática, fora a troca de nome, fica tudo igual.
Não vai ser fácil

Futebol e demais competições esportivas estão suspensos em Pernambuco entre 18 e 28 de março

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A medida se dá em razão do lockdown no estado durante o período, em que apenas atividades essenciais poderão funcionar.

Além disso, o protocolo do Campeonato Pernambucano é extremamente vulnerável, com testagem apenas de 15 em 15 dias. Ao contrário das competições da CBF, como a Copa do Nordeste, onde antes de todos os jogos, é obrigatória a testagem 48 horas antes.

Urgente - Lockdown total em PE é decretado até 28 de Março

*URGENTE: 🦠⚠️ LOCKDOWN EM PERNAMBUCO ATÉ 28 DE MARÇO POR CAUSA DO AVANÇO DA COVID-19*
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), decretou lockdown (bloqueio total) no estado a partir da quinta-feira (18). A medida vale até 28 de março.

A restrição mais dura é para tentar conter o avanço da covid-19 no estado e evitar o colapso na rede de saúde, tanto pública quanto privada. Os dois sistemas estão pressionados.


Até a quarta-feira, 17 de março, segue em vigor o decreto para que apenas as atividades funcionem aos sábados e domingos (o dia inteiro) e entre as 20h e 5h nos dias úteis.

Durante o período de quarentena, ficarão proibidos de funcionar os serviços de bares e restaurantes; shoppings e galerias comerciais; óticas; salas de cinema e teatros; academias; salão de beleza e similares; comércio varejista de vestuário, calçados, eletroeletrônicos e linha branca, cama, mesa e banho e produtos de armarinho; escolas e universidades (públicas e privadas); clubes sociais , esportivos e agremiações; práticas e competições esportivas; praias, parques e praças; ciclofaixas de lazer, eventos culturais e de lazer, além dos sociais. Igrejas e demais templos religiosos poderão abrir para atividades administrativas e para preparação e realização de celebrações via internet.

“Estamos em um novo pico da crise e de ameaça crescente. É preciso reverter essa tendência para proteger cada vida e vencer. Adotamos novas medidas sociais e econômicas buscando reduzir o impacto da pandemia, mesmo diante de uma crise que também atinge o governo", destacou Paulo Câmara, ressaltando que uma decisão nesse sentido não é simples, mas não pode haver omissão de nenhuma das partes envolvidas. “Nenhum governo vai vencer essa doença sozinho. Só é possível superar a pandemia se cada pessoa, família, empresa, cada um de nós for agente de proteção, de cuidado, guerreiros e guerreiras da vida”, reforçou.

Permanecerão ativos os seguintes serviços considerados essenciais: supermercados; padarias; farmácias; postos de combustíveis; petshop; clínicas, ambulatórios e similares; bancos e lotéricas; transporte público; indústrias, atacado e termoelétricas; construção civil; material de construção; materiais e equipamentos de informática; lojas de materiais e equipamentos agrícolas, oficinas e assistências técnicas e lojas de veículos.

“Vamos fazer desses 11 dias o nosso momento de virada. Será difícil para o Estado inteiro, mas precisa ser o nosso movimento realmente coletivo, em que estaremos juntos e conscientes para vencer o vírus e trazer de volta paz, tranquilidade, esperança e ainda mais trabalho pelo futuro da nossa gente”, completou Paulo Câmara.

Mesmo com a abertura de novos leitos, a taxa de ocupação em UTI na rede pública segue acima de 90% desde a semana passada, enquanto na rede privada o índice fica próximo aos 90%.

Em pronunciamento no sábado (13), o governador Paulo Câmara alertou que "se a situação continuar se agravando, teremos medidas restritivas mais duras nos próximos dias".

Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata já vivenciaram um lockdown entre 16 e 31 de maio de 2020 (15 dias). Na ocasião, apenas as atividades essenciais puderam funcionar e, no período, houve implantação de um rodízio de carros, alternadamente entre os finais de placas pares e ímpares.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco registrou, neste segunda-feira (15), 921 casos da covid-19 e mais 28 mortes pela doença. O estado totaliza 318.449 casos confirmados e 11.411 mortes pela covid-19.