domingo, 28 de maio de 2023

MARIA ARRAES RECONHECE BOM TRABALHO DE JOÃO CAMPOS

Maria Arraes (SD), deputada federal e vice-líder do Governo Lula na Câmara Federal, falou sobre o trabalho que vem sendo executado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB). Maria é irmã da ex-candidata a governadora de Pernambuco Marília Arraes (SD) e prima de João. Em entrevista ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, a parlamentar também avaliou este início da administração da governadora Raquel Lyra (PSDB) no estado.

Figura jovem e com sangue político nas veias, Maria vem fazendo um mandato atuante e propositivo no Congresso Nacional. Ao ser perguntada como ela avaliava a gestão de João Campos, Maria destacou os elogios que o socialista vem recebendo e desejou que as entregas sejam feitas.

“A gestão do prefeito João Campos tem sido muito elogiada. Ele conseguiu, agora, um empréstimo com o Banco Internacional que vai ser importante para a estruturação e para a infraestrutura do município. A nossa torcida é para que não só o povo recifense, mas pernambucano, tenha o melhor governo possível. Que ele consiga terminar esse último ano de mandato com ainda mais entregas para o povo recifense”, desejou.
Quando falou deste início de governo Raquel, Maria não poupou críticas e afirmou que os problemas da administração tucana iniciaram antes mesmo dela assumir o cargo. Para a deputada, o governo estadual atualmente é reflexo de uma “desorganização, falta de planejamento, falta de responsabilidade e de cumprimento das promessas”.

“O problema do governo Raquel Lyra começou antes mesmo do governo iniciar, logo na transição, quando não houve uma transição. Ela começou o governo no dia primeiro de janeiro e isso não acontece. Quando você se elege o seu mandato começa na segunda-feira seguinte após a eleição. Você precisa ter uma transição, precisa ter um mapa do estado para entender como o estado está funcionando”, completou Maria Arraes.

DESASTRES DAS CHUVAS EM PERNAMBUCO FAZ UM ANO, 134 MORTOS E NENHUM CULPADO

Desastre das chuvas em Pernambuco completa um ano com 134 mortes e nenhuma responsabilização

Após um ano, maior tragédia em número de mortes do século no Estado continua sendo vivenciada no dia a dia das famílias que seguem em risco - sem ação efetiva do poder público em grande parte das áreas atingidas
JC on LINE

A definição de chuva não traz, em si, uma relação com um desastre. É um fenômeno natural, incontrolável. Mas, em Pernambuco, virou o prenúncio da tragédia. Como há exato um ano, em 28 de maio de 2022, o ápice do que se tornaria o maior desastre urbano do século no Estado - com 134 mortes sem nenhuma responsabilização.

A madrugada de precipitação intensa escancarou a desigualdade social da Região Metropolitana do Recife. Do alto dos apartamentos, via-se, pelas televisões, as imagens das populações ribeirinhas sendo inundadas e dos morros das cidades indo abaixo. Cenas que, de tão chocantes, foram parar no noticiário nacional e internacional.

Mas não foi uma surpresa; ou não deveria ter sido. Meses antes, a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) havia previsto que a precipitação seria mais intensa que o normal durante o período chuvoso no litoral do Estado - que ocorre entre abril e julho. Mesmo assim, o poder público não preparou uma estrutura de alerta e acolhimento.


Então, a previsão se cumpriu, e o desalento veio. Só no Recife, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) calculou que chegou a chover 551 milímetros durante cinco dias - 140 milímetros a mais que a média do mês de maio.

Com isso, mais de 130 mil pessoas foram afetadas no Estado - entre mortos, desabrigados, desalojados e gente que perdeu tudo o que tinha pelos alagamentos dentro de suas casas. Abrigos improvisados foram criados, às pressas, para direcioná-los.

As quedas de barreiras deixaram 123 vítimas em Jaboatão dos Guararapes (62), Recife (50), Camaragibe (7), Olinda (3) e Limoeiro (1), situadas em áreas de risco. Outros nove cidadãos morreram afogados em Olinda (3), Recife (2), Jaboatão (2), Paulista (1), Iati (1), mais um foi eletrocutado, em Jaqueira, e outro foi vitimado por um desabamento, em Bom Conselho.


Consequências que chegaram a uma parcela da população de classe social, raça e localização definida. O dossiê popular “Uma tragédia anunciada”, lançado no último ano por diversas organizações sociais, revelou que 60% das áreas mais atingidas foram favelas ou assentamentos precários cuja população é majoritariamente negra (84%).

TIÃO SIQUJEIRA
No Bairro do Areeiro, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, o risco de queda de barreiras não foi reduzido - TIÃO SIQUJEIRA
Atingidas, sobretudo, pelo déficit habitacional de Pernambuco, que leva 207 mil pessoas (13,4% da população) a viverem em áreas de risco no Recife e 188 mil (29,2%) em Jaboatão - não por escolha, mas pela falta.


"É um ciclo de vulnerabilidade que se repete e é imposto a pessoas, e que se soma a diversas outras situações que são violações de direitos humanos", definiu Mohema Rolim, gerente de programas da Habitat pela Humanidade Brasil.

E se a prevenção ou a solução não foi feita pelos altos custos, estes vieram após as chuvas.

O Governo de Pernambuco desembolsou R$ 142,8 milhões a serem distribuídos a 98 mil famílias que perderam bens durante as chuvas e ganharam R$ 1,5 mil cada. Outras também foram incluídas em programas de auxílios-moradia municipais - que não passam de R$ 300 mensais.


São valores que, sobretudo, não bancam o preço alto da negligência urbana, nem tira ninguém do risco.

Por isso, relembrar a tragédia, neste domingo (28), é impedir que as vidas perdidas, os sonhos interrompidos e o luto não processado de famílias ainda em vulnerabilidade sejam jogados ao acaso. E, pelos 134 mortos, jamais deixar que predomine a narrativa de que as perdas foram acidentes.


"ME VI ENVOLVIDO NA DOR DAS PESSOAS"
Jemerson Teixeira precisou passar por um concurso público, cursos de formação e meses de treinamento para se tornar um Bombeiro Militar de Pernambuco. Mas nenhuma técnica foi capaz de blindá-lo da própria humanidade quando, há um ano, atuou naquela que foi, talvez, a mais importante e difícil ocorrência de sua carreira.
Quando foi acionado para atuar, sabia que haveria muitas batalhas perdidas. Em deslizamentos de barreira, é um verdadeiro milagre encontrar sobreviventes. O barro sufoca, tomando conta de todas as vias aéreas e levando vidas antes da maioria dos resgates.

“A gente não lembra muito do cansaço, porque fica focado em completar a nossa missão. O problema maior é o psicológico, em ver o sentimento [das famílias]. De início, vamos minando, mas depois a gente se vê envolvido na dor das pessoas. A empatia vai reinando dentro de você”, contou o bombeiro.


O nome do pequeno Arthur Cabral da Silva, encontrado sem vida no fatídico 28 de maio de 2022, jamais saiu de sua cabeça. Ao chegar ao Barro, Zona Oeste do Recife, onde a casa dele havia sido engolida pelo morro, o pai mostrou uma foto e indicou, para Jemerson, o local onde a criança deveria estar.


“Com o passar do tempo, vamos cavando e analisando em que cômodo a gente está. Entendi que estava no quarto de Arthur e achei a bolsa dele, que era igual a do meu filho, com os brinquedos dele”, relatou, emocionado. “Como pai, pensei no choque e na dor que ele iria sentir”.


Em um primeiro momento, o pai não aceitou. Depois, pediu para que retirassem o corpo - segundo o profissional. E a equipe seguiu. Depois de algumas horas, na impossibilidade de trazer as vítimas vivas à superfície, a missão - tão digna quanto - se torna a de dar às famílias a dignidade de poder enterrar os seus amores.

A dignidade que não tiveram enquanto vivam sob o perigo constante.

Arthur foi homenageado pelos Bombeiros em seu velório. Por uma triste e bonita coincidência da vida, o pequeno tinha o sonho de ser bombeiro. “Tinha uma foto em frente a uma viatura”, disse Jemerson. Um plano que, pela insegurança urbana em que vivia, jamais poderá se realizar.

As histórias que a equipe ouviu - e os consolos que, por vezes, precisou dar - fez com que a tragédia habitasse a mente do bombeiro por muitos dias. “Eu passei uns dias triste por saber que não pude fazer muita coisa. A gente está acostumado a salvar, levar ao hospital, ter as vítimas vivas nas mãos. Aqui é diferente.”

A corporação que faz parte foi uma das que integraram o socorro durante os dias que se equipararam a cenários de guerra durante o inverno do último ano. Para 2023, Jemerson espera não atuar, “mas, se for preciso, fazemos tudo de novo e ainda com maior excelência. A gente espera que não tenham mais Arthur passando por essa situação.”

SOCORRO DEMOROU A CHEGAR
Os relatos de familiares de vítimas e de sobreviventes por diversas localidades do Grande Recife foi que o socorro demorou a chegar aos locais de deslizamento. Com isso, os próprios vizinhos precisaram atuar retirando os corpos enquanto esperavam as autoridades oficiais.

Um deles foi o autônomo Thiago Alves da Cruz, de 28 anos, morador do Curado 4, em Jaboatão dos Guararapes, que presenciou a "imagem da avalanche" de barro, como ele mesmo descreve, e correu para socorrer os feridos. “Em um momento como esse, não importa dinheiro, classe social. Só se quer salvar a vida”, disse.

Sem nenhuma estrutura técnica, muito menos preparo emocional, ele e outros foram retirando corpo a corpo da lama. “Quando tiramos os mais velhos, a esperança era de achar mais gente viva, mas a ficha foi caindo quando achamos o primeiro corpo da criança (Hadassa Lima da Silva, de 3 anos)”, relatou.

O assessor do Corpo de Bombeiros do Estado, Coronel Wagner Pereira, afirmou que a preparação para o inverno deste ano começou mais cedo, desde a notícia de que deve haver uma chuva similar à do último ano. “Todo o efetivo treinou a execução de atividades específicas, como em deslizamentos e o resgate em áreas inundadas", disse.


Também estão passando por treinamento as equipes de posto de comando, parte do exército brasileiro e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) “para que todos saibam como se comportar diante desses cenários adversos, para que não se coloquem em risco e que tenhamos uma operação segura”, explicou.
“MEU MUNDO ACABOU
365 dias se passaram desde então. Mas quem teve a vida mudada, para sempre, pelas violações de direitos expostas naquele inverno, sente o andar de cada ponteiro do relógio enquanto lida com a dor, as sequelas e as memórias de dias impossíveis de esquecer.

Em breve, a empregada doméstica Elaine Marques de Oliveira, de 49 anos, terá de fazer mais uma cirurgia. A moradora de Jardim Monteverde, em Jaboatão dos Guararapes, foi soterrada da cintura para baixo junto ao marido enquanto corria junto ao marido para se salvar do deslizamento de barreira.

Então, colocou uma placa de titânio na perna, que está sendo rejeitando. Só que a dor física, que a condiciona a se movimentar com uma muleta, não se compara à emocional: "meu mundo acabou", desabafou. Elaine perdeu 11 familiares naquele dia; entre eles, a filha, Thais Regina Ramos Feitora, de 31 anos, a própria paz.

Para ela, o dia virou noite, a noite virou dia. Permanece acordada durante as madrugadas "porque se algo acontecer tem como chamar todo mundo", como explica, e dorme durante a tarde. "Não consigo dormir bem à noite nem com remédio [...] Quando a chuva vem, já fico ansiosa, com medo. Me tranco no quarto para não escutar nenhum barulho.”


A comunidade, limítrofe entre Jaboatão e Recife, foi a que registrou mais vítimas durante as chuvas: no Ibura, Dois Carneiros e Cohab, bairros que cortam Monteverde, foram 56 mortes.

Pelo menos três morros deslizaram na região, o que a tornou um cenário de guerra com a entrada e saída constante do Corpo de Bombeiros, Polícia, Exército Brasileiro, Serviço Médico, entre outros serviços de socorro, enquanto o desespero tomava conta dos moradores.

Casas foram interditadas e outras, destroçadas pelo barro, foram demolidas; contudo, pela impossibilidade de um novo lugar para morar, diversas famílias retornaram ao risco - uma história que se repete também em outras localidades que foram visitadas pelo SJCC.

VULNERABILIDADE PERMANECE
Em Camaragibe, as sete mortes registradas não foram suficientes para que a Prefeitura desse início a qualquer projeto nas áreas atingidas, como no bairro de Areeiro. A falta da mínima infraestrutura urbana na região faz parecer que a tragédia aconteceu ontem.

O “castelo”, como o filho da aposentada Lúcia Gonçalves chamava a casa que construiu com todo esforço, está prestes a desabar. Os movimentos de terra deixaram rachaduras de cima a baixo, do quarto à cozinha, e sofrimento em quem teme perder o único teto que possui. “Desaparece o sono, tudo. Só resta medo”, disse.

“É um sofrimento para o meu filho e para mim também. Quando chove, meu menino deixa a porta aberta, minha nora e neta vão dormir na minha casa, e ele fica no sofá esperando o pior. Ninguém aparece, só tem promessa, mas, depois que morre um, vem viatura de tudo aqui. Alguém tem que morrer para eles virem”, narrou Lúcia.

O vizinho e feirante Wellington Oliveira, 50, deixou de acreditar que a mudança chegará à comunidade. “Desde que tirei meu título de eleitor, comecei a votar acreditando que o prefeito iria fazer coisas boas pela cidade - calçamento, barreira. Até agora, a gente espera solução e nada”, relatou.

A casa dele não chegou a ser danificada, mas o risco é iminente. Saiu da área durante alguns meses, mas também retornou, em novembro. “O pouco de dinheiro que eu ganhava ia todo para comer e pagar aluguel”.

Sem a ajuda da gestão municipal, retirou, sozinho, caçambas de barro do local, e vem fazendo serviços na barreira. “Quero conseguir trabalhar mais para comprar terra, areia e tijolo para botar nela.”

MORADORES TOCAM OBRAS SOZINHOS
A técnica de enfermagem Maria Rosilene Santos da Silva, de 38 anos, tem na barreira que fica por trás de sua casa o seu aperreio. A mesma já desabou no ano passado, levando os vizinhos aos gritos nas primeiras horas da manhã. “Corri junto ao meu filho para resgatar duas crianças, que saíram com vida”, relembra.

O que viu e ouviu durante os deslizamentos no Curado 4, em Jaboatão, segue presente da família, que fica “nervosa” sempre que chove. “Eu durmo e tenho pesadelo que a barreira vai cair. A imagem caindo não apaga da cabeça. Para minhas filhas é ainda mais difícil, porque são crianças.

Ela é a única pessoa, entre as entrevistadas pelo SJCC, que recebe apoio psicológico do poder público - neste caso, da Prefeitura. “Vem toda sexta na minha casa”. A cura, contudo, torna-se impossível enquanto o medo - real e palpável - permanece pela ausência de alternativa habitacional.

Rosilene chegou a sair de casa, mas, também impossibilitada de bancar um lar com o auxílio-moradia, voltou e decidiu construir, por si só, um muro de arrimo, sem qualquer assistência da Defesa Civil. “Um aluguel aqui é R$ 600, por isso estou construindo meu muro. Já gastei R$ 6 mil de material, fora o pedreiro e o ajudante. Vai chegar a uns R$ 8 mil”.

REAÇÃO INSUFICIENTE
No Recife, a própria fisiologia favorece a ocorrência de enchentes e movimentos de massa (deslizamentos de terra), segundo Osvaldo Girão, professor de geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O especialista pontuou, ainda, que o problema tem se agravado pelo aumento populacional desordenado em áreas de morro da cidade.

“A saída hoje seria a realocação das pessoas ou urbanização dessas áreas, que demandam um sistema de drenagem para evacuação da água e diminuição dos processos de escoamento para não ocorrerem os movimentos de massa”, explicou.

Mesmo passando diretamente pela falta de moradia no Estado - onde mais de 326 mil famílias vivem em locais inadequados - foram produzidas somente 608 unidades habitacionais nas cidades mais atingidas, Jaboatão dos Guararapes e Recife, que já estavam atrasadas.

“A chuva por si só não é um risco, [a questão é] onde as pessoas estão morando e como o lugar é estruturado para receber a chuva. E o poder público não tem feito o suficiente para tornar as áreas seguras para as pessoas”, opinou Mohema Rolim.

Um exemplo foi a morte do motoboy Israel Campelo dos Santos, de 19 anos, soterrado em Águas Compridas, em Olinda, em fevereiro. Ele morava na Rua 6 de Janeiro, cujo risco já havia sido apontado pelo menos desde 2006 no Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

Esse é um dos territórios afetados no Grande Recife onde nem mesmo as medidas emergenciais chegaram, que dirá o início de projetos de grandes reformas urbanas capazes de transformá-los. Para os moradores, resta o temor de que temporais voltem a acontecer.

E, segundo a Apac, é possível que ocorram. A previsão é de que as chuvas também sejam intensas em 2023, segundo o gerente de meteorologia e mudanças climáticas, Patrice Oliveira. “Chuvas com potencial elevado de 100 milímetros podem ocorrer durante o período de inverno na nossa região. Tem que ficar em alerta sobre a previsão do tempo diária”, disse ele.

MUDANÇAS NECESSÁRIAS PARA REDUÇÃO DO RISCO
O urbanista Antônio Celestino, do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), denuncia que há uma “baixa resposta dos municípios atingidos” como um todo. “Não é falta de dinheiro, mas de reconhecimento estratégico das prefeituras com o governo para se ter uma saída definitiva desse problema”, opina.

No Recife, foi feita a promessa de urbanizar amplamente as zonas vulneráveis através do Programa ProMorar. A verba necessária virá de um empréstimo de R$ 2 bilhões, assinado pelo prefeito João Campos (PSB) com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em maio de 2023.

Segundo a gestão, 40 comunidades serão contempladas, incluindo as áreas mais atingidas pelas chuvas do ano passado. No conjunto de investimentos, estão obras para a construção de equipamentos urbanos, pavimentação, implementação de espaços de convivência, proteção de encostas, saneamento, moradia, entre outras iniciativas.

Celestino, contudo, defende que tais serviços sejam feitos através de um amplo diálogo com cada território - o que, de acordo com ele, ainda não tem sido feito.

“O temor é que as obras promovam mais remoções, aumentando o ciclo vicioso, de pessoas que saem de áreas de risco e vão para novas porque não recebem alternativas habitacionais concretas", expôs.

Ele e Mohema defendem que, enquanto isso não sai do papel, sejam instalados alertas, que planos de contingência sejam executados, que haja abrigos dignos, auxílios suficientes para pagar aluguéis e cuidado com a saúde mental em toda a Região Metropolitana. “Isso é tão básico e custa tão pouco, mas nem isso foi feito”, indignou-se ela.
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O QUE DIZ O PODER PÚBLICO
O JC contatou o Governo de Pernambuco e as prefeituras de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Olinda e Camaragibe para que respondessem as medidas tomadas contra novas tragédias em áreas de risco - porém, somente Jaboatão e Olinda responderam.

A Prefeitura de Olinda listou ações preventivas contra desastres em morros, como colocação de lonas, cadastro de moradores em sistema de alertas de desastres, obras de contenção, aplicação de geomanta, macrodrenagem e outros.

Ainda, afirmou ter preparado 8 pontos para acolhimento de possíveis desabrigados, a partir do mapeamento das áreas de riscos no município, e que pouco mais de 7 mil famílias olindenses foram beneficiadas com o pagamento de R$ 1.500 do auxílio emergencial no mês de junho de 2022, das quais 41 passaram a receber auxílio moradia. Atualmente, o auxílio-moradia, reajustado pela Prefeitura em 100% este ano, atende 1.052 famílias.
Já Jaboatão afirmou que tem cerca de R$ 200 milhões em projetos de proteção de encostas elaborados, sendo mais de R$ 80 milhões só para a área de Jardim Monte Verde, e está em busca de recursos para executá-los. Por outro lado, que executa obras como muros de arrimo, de contenção, e que estruturou a estruturação do Plano Integrado de Emergência, que estabeleceu gatilhos de alerta dos riscos de deslizamentos e inundações.

Por fim, alegou que está concluindo a estruturação de dois abrigos para receber as famílias que não tiveram para onde ir e que aguarda resposta de planohabitacional com 305 unidades enviada no último ano para o Governo Federal. Atualmente, há 916 famílias no auxílio-moradia do município.


sábado, 27 de maio de 2023

PP FAZ CONVENÇÃO NA SEGUNDA

Deputado federal Eduardo da Fonte reúne PP para Convenção Estadual nesta segunda-feira
O presidente do Partido Progressistas de Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte, reúne 
deputados federais e estaduais, vereadores e eleitores filiados ao partido de Pernambuco para Convenção Estadual, nesta segunda-feira (29), das 14h às 17h, na sede do partido, no Recife.  Através de Edital, o pernambucano convocou os membros para deliberar sobre diversas pautas. 

“Vamos receber políticos e lideranças do Partido de todo o Estado para principais pautas que norteiam o PP. A presença de todos será imprescindível para próximas tomadas de decisoes˜, comenta o presidente no PP-PE.

Na agenda, haverá eleição de novos membros do Diretório Regional; do Conselho Fiscal, Consultivo e Ética e de Novos Movimentos como Trabalhistas, Rural, Servidores Públicos e Pessoas com
Deficiência. Uma deliberação chama atenção na pauta do Edital, tratativas sobre as eleições 2024.

DEFESA CIVIL DE JABOATÃO RECEBE 18 NOVOS VEÍCULOS

DEFESA CIVIL DO JABOATÃO: Prefeito MANO MEDEIROS entrega 18 novos veículos para a pasta
A Secretaria foi criada em janeiro deste ano e a seleção simplificada de pessoal se deu em março, sendo contratados funcionários para diversos cargos
Defesa civil recebe 18 novos carros. Foto: Leandro de Santana/PMJG

Depois de criar a Secretaria Especial de Defesa Civil e contratar 94 profissionais para reforçar o quadro do órgão, a Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes dá mais um passo importante para ampliar a capacidade de atuação da Defesa Civil, com a aquisição de 18 novos veículos, sendo seis camionetes S-10 e 12 Cronos.  A nova frota já começou a atender à população, neste sábado (27).

“Ao criar a secretaria vinculada diretamente ao gabinete do prefeito e garantir-lhe toda a estrutura operacional necessária, estamos viabilizando um serviço de melhor qualidade, mais rápido e mais acessível para a população jaboatonense, seja na execução de trabalho preventivo, seja nos casos de respostas a desastres naturais”, afirma o prefeito Mano Medeiros, na manhã deste sábado (27), no ato de entrega dos veículos. “Estamos com várias ações em andamento para enfrentar os efeitos das chuvas, mas todas com o objetivo de salvar vidas”, acrescentou.

A Secretaria de Defesa Civil foi criada em janeiro deste ano e a seleção simplificada de pessoal se deu em março, sendo contratados funcionários para os cargos de Auxiliar operacional, Encarregado operacional e Motorista (categoria D), para nível fundamental; Assistente administrativo, Técnico em engenharia para nível médio/técnico; Engenheiro civil, Geógrafo e Técnico social para o nível superior. Todos foram devidamente treinados e já estão em operação.

A Defesa Civil também estruturou um Plano Integrado de Emergência (PIE) e uma Sala Integrada de Emergência, onde está sendo feito o monitoramento das precipitações pluviométricas, condições meteorológicas e riscos geológicos, a fim de antecipar a atuação do município durante as chuvas e a informação aos moradores de todas as regionais.

O PIE foi dividido nos estados de Vigilância (sem chuvas nem ocorrências), Observação (com previsão de chuvas, mas sem ocorrência), Atenção (com  chuvas e possibilidade de danos), Alerta (com chuvas e ocorrências intensas, havendo possibilidade de danos muito alta) e Alerta Máximo (situação que indicam evacuação imediata e acionamento de todos os órgãos envolvidos no Plano de Contingência).

“A saída preventiva de imóveis em locais específicos pode ser feita já no estado de alerta. E o direcionamento a abrigos fica a cargo da Defesa Civil. Dois abrigos oficiais já estão em condições de receber moradores desalojados ou desabrigados”, salienta o secretário de Defesa Civil, Elton Moura. A Defesa Civil deve ser acionada nos casos de necessidade de vistoria de barreiras, instalação de lonas, podação emergencial de árvores, ocorrências de deslizamento e inundações e outros tipos de desastres. Este ano, mais de 180 mil metros quadrados de lonas já foram instalados nas encostas para dar mais segurança às famílias, no período de chuvas.

Via Portal de Prefeitura com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes 

LUTO - MORRE EX-PREFEITA DE BONITO E EX-DEPUTADA MARIA LÚCIA HERÁCLIO

Partida de uma líder: Bonito se despede da ex-prefeita Maria Lúcia Heráclio, uma figura icônica da política local.
Na manhã deste sábado (27/05), foi anunciado o falecimento de uma das figuras mais importantes da política bonitense, a ex-prefeita e ex-deputada Maria Lúcia Heráclio de Souza Lima, aos 76 anos de idade.

Aos 76 anos, Maria Lúcia deixou um legado significativo como ex-deputada estadual constituinte e sua atuação reverberou por todo o Estado de Pernambuco. Sua trajetória foi interrompida na manhã deste sábado (27/05), após complicações de saúde decorrentes de uma cirurgia. 
Neste momento de luto, expressamos nossos sentimentos e desejamos força aos familiares e amigos. 🕊️ 

Via Voz TV PE

FAMÍLIA NEGA FALECIMENTO DE PEDRO MENDES


Família nega - A família vem a público esclarecer que são improcedentes as recentes “notícias” veiculadas em blogs e outros meios a respeito de um suposto falecimento do nosso amado Pedro José Mendes Filho.

Nosso amado Pedro permanece internado na UTI em estado gravíssimo desde a madrugada do dia 24/05, depois de uma parada cardiorrespiratória durante a internação para tratamento de um câncer.

Pedimos encarecidamente que não se propague essa notícia falsa em respeito à luta que nosso Pedro continua travando contra a doença.

Pedro Leal Pessoa Mendes (Filho)
Leo de Belli Claudino Martins (afilhado e médico CRM-PE 29.587)

QUADRA POLIESPORTIVA INAUGURADA NA COHAB 3 EM GARANHUNS

Prefeitura de Garanhuns inaugura quadra poliesportiva de escola da Cohab 3
Durante a cerimônia de entrega, o prefeito Sivaldo Albino assinou a Ordem de Serviço para a construção da nova escola do bairro
A Escola Jaime Luna, na Cohab 3, ganhou um espaço renovado para a prática de atividades físicas. Com a presença dos estudantes, a Prefeitura de Garanhuns inaugurou nesta sexta-feira (26) a Quadra Poliesportiva da unidade de ensino. O investimento para a conclusão da obra foi de mais de 150 mil reais. Durante o evento o prefeito Sivaldo Albino também assinou a Ordem de Serviço para a construção da nova escola em tempo integral da Cohab 3. 
A Quadra Poliesportiva é coberta e atende ao padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), incluindo vestiários e depósito. A unidade vai atender os 870 estudantes da Escola, que hoje oferece desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A Ordem de Serviço que determinou a conclusão da construção foi assinada ainda no mês de dezembro.  A inauguração contou também com um jogo amistoso entre as equipes das Escolas Jaime Luna e Letácio Brito. 
“Esta quadra aqui também faz parte das 22 obras inacabadas que recebemos. Até o fim do ano vamos concluir 21 obras dessas obras que foram deixadas e estavam abandonadas há até 10 anos. Recebemos a Quadra Poliesportiva com cinco anos de paralisação das obras, nunca havia sido concluída. Muitos estudantes que estudaram aqui não tiveram a oportunidade de ter um momento de lazer e atividade física, mas em pouco tempo conseguimos resolver”, disse Sivaldo Albino durante discurso. 
 “Foi muito esperado esse momento, não só por mim como gestora, mas por toda comunidade. Temos aqui uma grande representação da comunidade. Que essa quadra seja de muitas vitórias e conquistas”, afirmou Maria José, gestora da unidade.
Durante o evento de entrega, Sivaldo Albino também assinou a Ordem de Serviço para construção da Escola Francisco Manoel Torres Filho, a mais recente escola em tempo integral pelo Inova Educação. O investimento será de aproximadamente dois milhões de reais. As obras serão iniciadas em breve e a previsão é de que seja concluída em 2024.

Na Lupa 🔎 Sábado 27/05/23, Blog do Edney

BLOG DO EDNEY 
NA LUPA 🔎 


Por Edney Souto.


A GOVERNADORA RAQUEL LYRA NUNCA PERDEU UMA ELEIÇÃO 

Questões de disputa e independência dos poderes a parte, falo na questão política a não subestimem Raquel Lyra, pois ela possui um estilo peculiar de agir e primeiro ela planeja, depois vai por em prática o que foi planejado. Nunca deu margem para dúvidas em relação aquilo em que acredita, busca e luta. Vamos lá: 
CORAGEM- Quando muitos pensavam que ela não iria renunciar ao mandato de prefeita para entrar disputa pelo governo do estado, eis que ela chamou o feito a ordem e bateu em retirada e foi pra cima do estado com os seminários “Levanta Pernambuco”. Quando Marília Arraes entrou no páreo, muitos julgaram que a atual governadora iria desandar e desidratar nas pesquisas. Quebraram a cara. Falaram que ela não tinha chapa proporcional, isso era verdade, mas ainda assim elegeu três deputados estaduais e também é verdade que nenhum federal. Porém foi lá e passou ao segundo turno e venceu. 
FATOS - Quando ocorreu a situação trágica da morte de Eduardo Campos, logo atribuíram a vitória de Paulo Câmara a comoção. Não! Me perdoem caros leitores, não tem nada a ver. Paulo Câmara estava predestinado a vencer. E foi o que aconteceu. Da mesma forma, nossa opinião é de que a comoção natural da morte do marido de Raquel Lyra, chamou a atenção do eleitor sim, mas não foi decisivo pra sua vitória. A vitória de Raquel Lyra foi construída lá atrás. 
CATALISOU- De forma sabia ela catalisou o sentimento dos vários tipos de eleitores pernambucanos não dando margem a preferência na polarização da disputa presidencial. Dessa forma Raquel foi provocada por todos e teve a frieza espiritual de não se abater e não entrar em nenhum jogo que não fosse o que havia planejado e determinado. Na cabeça da então candidata do PSDB só havia uma frase: “vai dar certo” e deu. 
NÃO SUBESTIME- Portanto convém não subestimar a capacidade de se fazer, e refazer que Raquel Lyra carrega consigo. Ela tem horror a bajulações e babões, que se enroscam nas entranhas do poder prometendo e concordando com todo tipo de asneiras. Raquel é astuta, ligada e nunca perdeu uma Eleição na vida. Não entra em bola dividida a não ser que seja somente pra testar o território, mas o objetivo já está intimamente traçado. 
MELHOR RELAÇÃO- É verdade sim que ela precisa se relacionar melhor com os demais poderes aqui em Pernambuco. Isso ficou evidente nos últimos embates na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Porém a ALEPE recuperou o protagonismo que havia perdido com o falecimento precoce de Guilherme Uchôa. A ALEPE com Álvaro Porto não pode ser comparada com a gestão anterior, de Eriberto Medeiros, que primou pela harmonia acima de tudo, mesmo sofrendo prejuízos políticos. Eriberto Medeiros foi um
Soldado fiel e aguerrido de Paulo Câmara e do PSB. Não cabe aqui comparar Eriberto Medeiros e Álvaro Porto, pois cada um possui também um estilo que deve ser respeitado e todo poder tem sua representatividade. Cada um fez e faz a sua parte na política pernambucana. É isso aí.