sábado, 12 de outubro de 2024

MENDONÇA NÃO ACEITA E NÃO QUER FEDERAÇÃO PSB - UNIÃO

O deputado federal Mendonça Filho manifestou um posicionamento claro e contundente em relação a uma possível federação entre o União Brasil e o PSB, partido liderado pelo prefeito de Recife, João Campos. Em suas declarações, Mendonça comparou essa aliança a um “casamento de jacaré com cobra d'água”, uma analogia que destaca as profundas diferenças ideológicas entre as duas legendas. O PSB, que se identifica como um partido socialista, e o União Brasil, que tem suas raízes na direita política, seriam, segundo ele, incompatíveis, o que tornaria inviável qualquer tentativa de união.

Essa declaração não é uma novidade no cenário político pernambucano, e Mendonça enfatizou que as discussões sobre a federação já são velhas conhecidas, caracterizando-as como “notícia requentada”. O deputado aproveitou a oportunidade para criticar a estratégia do PSB, insinuando que a busca por uma aliança com o União Brasil poderia refletir uma falta de clareza nas diretrizes do partido socialista, além de questionar a efetividade de tal coalizão para os interesses da população.

Ao adotar uma postura crítica, Mendonça também destaca o seu compromisso com os princípios que regem o União Brasil, afirmando que a formação de uma federação dessa natureza não apenas prejudicaria a identidade da legenda, mas também traria à tona questões sobre a governabilidade e a representação dos anseios da população. Essa posição ressalta as divisões que ainda permeiam o cenário político, onde alianças podem ser vistas mais como manobras eleitorais do que como compromissos genuínos com a ideologia e os valores que cada partido defende. Mendonça, assim, se coloca como um defensor da coerência política e ideológica em um momento em que o alinhamento de forças parece ser uma estratégia cada vez mais comum na busca por maior força nas eleições.

TCE DIZ QUE NAO VAI SE ACOMODAR PARA LIXÕES DE PERNAMBUCO NAO SEREM REATIVADOS

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) consolidou, em março de 2023, um feito significativo: o fechamento de todos os lixões no estado, após 10 anos de esforços conjuntos com o Ministério Público de Pernambuco e a Agência Ambiental do Estado (CPRH). Essa ação foi uma resposta direta ao marco legal do saneamento básico de 2020, que estabeleceu agosto de 2024 como a data limite para que todos os municípios brasileiros extinguissem os lixões a céu aberto. Com isso, Pernambuco se tornou um exemplo para o país, destacando-se pelo cumprimento da legislação, especialmente em um cenário em que mais de mil municípios brasileiros ainda depositam resíduos de forma inadequada.

O trabalho do TCE-PE foi amplo e rigoroso. Foram instaurados 112 processos de auditoria especial e aplicadas 38 multas, além de 62 autos de infração. O processo de fiscalização envolveu capacitação de gestores municipais e pressão para que as prefeituras adotassem práticas corretas de destinação dos resíduos. Essa articulação entre os órgãos públicos se provou essencial para alcançar os resultados esperados. Em reconhecimento a esse esforço, Pernambuco foi agraciado, em agosto de 2024, com o prêmio Excelência em Competitividade pelo projeto "Pernambuco Verde: Lixão Zero".

Além da eliminação dos lixões, o estado concentrou seus esforços em iniciativas socioambientais voltadas para a recuperação de áreas degradadas, inclusão dos catadores de materiais recicláveis em programas de trabalho formal e promoção da coleta seletiva. A cidade de Sairé, no Agreste de Pernambuco, destacou-se nesse processo, criando a Cooperativa Estadual de Catadores Profissionais (COESCAP), que não apenas gera renda para as famílias envolvidas, mas também colabora com a reciclagem de aproximadamente um terço do lixo coletado no município.

Ainda que o fechamento dos lixões represente um marco importante, a batalha está longe de ser vencida. Um dos desafios que restam envolve a valorização dos resíduos. Mesmo com a destinação para aterros sanitários, esses locais continuam a ser grandes emissores de gases de efeito estufa, o que reforça a necessidade de avançar para soluções mais sustentáveis. A segunda etapa desse trabalho está em garantir que os resíduos sejam melhor aproveitados, com iniciativas que incentivem a reciclagem e a adoção de tecnologias que reduzam o impacto ambiental.

Pernambuco, portanto, não apenas encerrou um ciclo de degradação ambiental, mas também apontou um caminho para que outros estados brasileiros possam trilhar. A eliminação dos lixões, que antes impactavam negativamente a saúde pública e o meio ambiente, agora dá lugar a uma nova perspectiva de gestão de resíduos sólidos, mais alinhada às demandas socioambientais do século XXI.

MANO MEDEIROS DEVE LANÇAR CARREIRA SOLO EM BREVE

A trajetória de Mano Medeiros (PL) na política pernambucana passou por uma transformação significativa nos últimos anos. Reconhecido como um quadro técnico de destaque, ele comandou importantes órgãos estaduais, como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Empresa Pernambucana de Transportes Intermunicipais (EPTI). No entanto, sua ascensão à vida pública eletiva se consolidou com a reeleição como prefeito do Jaboatão dos Guararapes, uma vitória que veio de forma expressiva e no primeiro turno, um feito notável em um cenário eleitoral repleto de concorrentes de peso, como a deputada federal Clarissa Tércio (PP) e o ex-prefeito Elias Gomes (PT).

A história de Mano como prefeito começou em 2022, quando assumiu o cargo após a renúncia de Anderson Ferreira (PL), que deixou a prefeitura para concorrer ao governo do estado. Essa mudança repentina exigiu de Mano um ritmo acelerado de trabalho para conquistar a confiança da população e deixar sua marca em uma gestão que, até então, poderia ser percebida como continuista. A necessidade de resultados rápidos era evidente, especialmente em um município com a dimensão territorial do Jaboatão, que poderia facilmente tornar qualquer novo administrador um desconhecido para os cidadãos.

Com essa preocupação em mente, Mano adotou uma estratégia de aproximação com a população, que se traduziu em uma presença constante nas ruas. Ele acredita firmemente que uma gestão pública eficiente deve ser realizada ao lado das pessoas e não restrita aos limites de um gabinete. Essa filosofia de trabalho rendeu a Mano 180.810 votos nas eleições, correspondendo a 55,93% do total válido apurado, um indicativo claro de que sua abordagem ressoou com os eleitores.

A expressiva votação que conquistou não apenas garantiu sua reeleição, mas também abriu novas possibilidades para o futuro político do grupo liderado por ele. Há rumores de que sua esposa, Andrea Medeiros, pode estar considerando uma candidatura à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nas próximas eleições de 2026. Se essa candidatura se concretizar, ela poderá contar com o capital político acumulado pelo grupo ao longo do tempo, que se solidificou com a resposta positiva das urnas.

Diante desse panorama, Mano Medeiros se posiciona para lançar uma carreira solo que promete ser bem-sucedida. A combinação de sua experiência técnica, o respaldo popular que obteve e a possível ampliação de sua base política com a inclusão de Andrea na disputa, coloca-o em uma posição estratégica para os próximos anos. Sua trajetória é um exemplo de como a política pode ser dinâmica e repleta de oportunidades, desde que se mantenha uma conexão genuína com o povo e um compromisso com a eficiência na gestão pública.

POLLYANA ABREU DIZ QUE SERÁ A PREFEITA DE TODOS EM SERTÂNIA

Pollyanna Abreu, eleita prefeita de Sertânia pelo PSDB, utilizou as redes sociais para expressar gratidão após sua vitória no último domingo (6), onde obteve 11.478 votos e encerrou o ciclo de gestão do PSB liderado por Ângelo Ferreira no município. A futura gestora iniciou sua mensagem reconhecendo o apoio e a confiança de todos que acreditaram em sua proposta de transformação para Sertânia. Ela exaltou a participação ativa da militância, enaltecendo o papel fundamental de cada um na conquista eleitoral, enfatizando que a vitória é coletiva e fruto do esforço conjunto de seus apoiadores.  

Em um ponto central de sua fala, Pollyanna fez questão de ressaltar que seu governo não será partidário, mas inclusivo. Em suas palavras, ela reforça que, a partir de janeiro, governará para todos os sertanienses, independentemente de em quem cada cidadão votou. Ao dizer que será "a prefeita de todas as cores", ela destacou que a única bandeira que importa agora é a de Sertânia, deixando para trás divisões partidárias e cores eleitorais. O compromisso de Pollyanna é de realizar uma gestão justa e acolhedora, com foco em unir o município em torno do progresso, sem distinção de preferências políticas ou cores partidárias.

Além das promessas de inclusão e união, Pollyanna revelou que já deu início ao processo de transição de governo, reunindo-se com a equipe do atual prefeito Ângelo Ferreira. Tal gesto demonstra o desejo de manter a continuidade administrativa, ao mesmo tempo que traz uma visão de renovação para o futuro da cidade. Ela assegura que, com o trabalho começando desde já, sua gestão será pautada pela busca incansável por um Sertânia mais justa e próspera, sempre honrando a confiança depositada por aqueles que acreditaram em sua liderança.

A mensagem de Pollyanna é clara: sua gestão será dedicada a todos os sertanienses, com foco em um futuro melhor para o município, construído com o apoio de todos, sem exceção.

EX-GOLEIRO DO AFOGADOS SE ELEGE VEREADOR

A história de Wallef, conhecido como o “Goleiro de Boné”, ganha um novo capítulo com sua eleição como vereador em São José do Calçado, no Espírito Santo. O ex-goleiro do Afogados FC, que se destacou em campo por sua habilidade e a icônica imagem do boné em partidas memoráveis, agora carrega sua popularidade para o cenário político. Com 194 votos, Wallef foi eleito pelo partido Republicanos, marcando sua estreia na vida pública e demonstrando que o carinho da comunidade pelo “Goleiro de Boné” transcende os limites do esporte.

A campanha de Wallef foi marcada pela simplicidade e pelo reconhecimento que conquistou ao longo dos anos, tanto como atleta quanto como cidadão de São José do Calçado. Seu nome ficou conhecido além das quatro linhas, principalmente durante a histórica campanha do Afogados FC na Copa do Brasil, quando o time eliminou o poderoso Atlético Mineiro nos pênaltis, e o boné se tornou quase um símbolo da resistência e superação. Agora, ele leva esse espírito de luta para a câmara municipal, onde promete trabalhar por melhorias em sua cidade natal.

A trajetória do ex-goleiro no esporte foi marcada pela humildade e perseverança. Desde cedo, ele enfrentou desafios, mas nunca desistiu de seus sonhos. A escolha de um boné para se proteger do sol durante os jogos se tornou algo além de uma necessidade, transformando-se em um detalhe que o diferenciava no campo. Essa originalidade e sua conexão com o público o ajudaram a ganhar a confiança dos eleitores, que acreditam em sua capacidade de representar os interesses da população com a mesma dedicação que demonstrava nos gramados.

Sua entrada na política reflete o desejo de uma mudança e de uma proximidade maior entre os representantes eleitos e o povo. Wallef, que sempre manteve um perfil acessível e próximo da comunidade, promete manter essa postura como vereador, buscando soluções práticas para os problemas locais e sendo uma voz ativa na defesa de melhorias na infraestrutura, educação e esporte para os jovens. Agora, o “Goleiro de Boné” vai trocar as luvas pelo microfone na tribuna, mas com a mesma garra e determinação que o consagraram nos estádios.

JOÃO CAMPOS ENTRA DE VEZ NAS CAMPANHAS DE OLINDA E PAULISTA

Na última semana, o prefeito do Recife, João Campos, demonstrou um engajamento intenso nas campanhas de segundo turno dos candidatos que apoiou, destacando sua estratégia política e suas relações com as lideranças locais. A prioridade de Campos está voltada para dois municípios vizinhos: Olinda, onde Vinícius Castello, do PT, disputa a prefeitura, e Paulista, onde o ex-prefeito Júnior Matuto, do PSB, enfrenta Severino Ramos, do PSDB. O clima de competição acirrado não só reflete as tensões políticas da região, mas também evidencia a busca de Campos por consolidar sua influência e fortalecer sua base de apoio.

Nos bastidores, a governadora Raquel Lyra também está ativa, participando de eventos em apoio a Severino Ramos em Paulista, enquanto tenta garantir apoio em Olinda para a candidata Mirella Almeida, do PSD. No entanto, a movimentação de Campos se destaca pela intensidade e pela estratégia agressiva. Ele atuou a nível nacional para que o diretório municipal do PT em Paulista retirasse seu apoio a Ramos, alinhando-se em vez disso a Matuto. Essa manobra foi acompanhada por uma série de ligações para os vereadores do MDB, que, embora tivessem apoiado Mirella no primeiro turno, foram persuadidos a mudar de lado e apoiar Vinícius Castello, o que demonstra o poder de persuasão do prefeito.

Em um gesto de solidariedade, Campos não hesitou em disponibilizar seu secretário de imprensa, o jornalista Gilberto Prazeres, para reforçar a comunicação da campanha de Matuto, um reconhecimento de que a imagem e a comunicação desempenham um papel vital nas eleições. O fato de Campos ter posado para fotos com Vinícius e os vereadores emedebistas reforça a ideia de uma aliança em construção, enquanto a presença de Prazeres promete potencializar a mensagem de Matuto ao eleitorado.

A intensidade do envolvimento de João Campos levou a rumores de que ele teria alugado uma casa na praia do Janga, em Paulista, para acompanhar de perto os desdobramentos das campanhas. Contudo, essa informação foi desmentida pela Prefeitura, que alegou que o prefeito participaria de eventos “em horário fora do expediente”, ressaltando uma agenda equilibrada entre suas obrigações e suas atividades políticas. Matuto também esclareceu que o local em questão seria, na verdade, um comitê de campanha alugado por sua equipe, mostrando um esforço conjunto para desmistificar as movimentações da campanha.

O envolvimento profundo de João Campos nas campanhas traz consigo tanto riscos quanto recompensas. Por um lado, sua solidariedade aos aliados da Frente Popular pode fortalecer sua imagem política e abrir portas para uma futura candidatura ao governo do estado. Por outro lado, uma derrota de Vinícius Castello ou de Júnior Matuto poderia manchar a imagem de vencedor que Campos busca construir na capital, especialmente após a vitória que conseguiu em sua própria eleição. As pesquisas do segundo turno ainda não foram divulgadas, mas as dinâmicas atuais mostram um cenário desafiador. Severino Ramos terminou o primeiro turno com uma vantagem de 14 pontos sobre Matuto, enquanto em Olinda, Mirella ficou 9 pontos atrás de Vinícius, o que aumenta a expectativa sobre a capacidade de mobilização de eleitores que podem mudar de lado.

O resultado dessas eleições não será apenas um reflexo do desejo dos eleitores, mas também um teste da capacidade de Campos de navegar em um cenário político complexo e competitivo. A maneira como o prefeito se posiciona e as alianças que forma agora podem muito bem definir seu futuro político, colocando em jogo não apenas a confiança em seus candidatos, mas também sua própria imagem e legado político na Região Metropolitana.

AUMENTAM AS CHANCES DE CAYO ALBINO ASSUMIR UM MANDATO NA ALEPE

A composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) deverá passar por mudanças significativas com os resultados das eleições de 2024. Pelo menos um novo deputado estadual deve ser empossado até o fim deste ano, e as movimentações políticas locais podem redesenhar ainda mais o cenário. Entre os principais nomes cotados para assumir uma vaga na Alepe está Cayo Albyno, filho do prefeito reeleito de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB). Cayo aparece como o primeiro suplente do PSB nas eleições de 2022 e pode tomar posse caso seu partido obtenha êxito em uma disputa crucial no segundo turno.

A vitória de Júnior Matuto (PSB) em Paulista, por exemplo, se tornaria a chave para que Cayo Albyno assuma seu mandato na Alepe. A vitória de Matuto abriria uma vaga na Assembleia, e Cayo, com 32.509 votos, seria o principal beneficiado. Contudo, essa ascensão à Alepe envolve disputas dentro da própria estrutura política. Davi Muniz, vereador reeleito do Recife e ex-PSB, também pleiteia a vaga. Muniz, que deixou o PSB durante a janela partidária em abril, alega o direito de tomar posse, mas pela legislação vigente, a vaga deveria pertencer ao partido, não ao político. Isso coloca Cayo como o favorito para assumir, respaldado pela Constituição.

Além dessa disputa em torno da vaga deixada por Júnior Matuto, outras mudanças na Alepe estão em curso. Edson Vieira, que já exerce o mandato de deputado estadual desde setembro de 2023, pode ser efetivado de forma definitiva. Vieira ocupou a cadeira temporariamente com a licença de Antônio Coelho (União Brasil), que assumiu a Secretaria Municipal de Turismo do Recife no governo João Campos (PSB). Agora, com a eleição de Cléber Chaparral (União Brasil) para a prefeitura de Surubim, a vaga de Chaparral será ocupada por Vieira de maneira definitiva.

No entanto, o rearranjo político pode não parar por aí. Se Antônio Coelho continuar na Secretaria de Turismo, Maria Helena (União Brasil), vereadora reeleita de Petrolina, será chamada para a Alepe. O cenário aponta para uma série de movimentos dentro da casa legislativa que pode alterar substancialmente a representatividade política de algumas regiões.

Em paralelo, a eleição de Lula Cabral (Solidariedade) para a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho também está no radar. Com 46,64% dos votos válidos, Lula Cabral aguarda a definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua candidatura, que está sub judice. Caso o TSE confirme sua vitória, ele deverá renunciar ao mandato na Alepe, permitindo que Wanderson Florêncio, primeiro suplente do Solidariedade em 2022, assuma sua cadeira.

Todos esses arranjos estão intrinsecamente conectados às articulações políticas locais, e o PSB, liderado pelo prefeito do Recife, João Campos, intensifica suas movimentações em Paulista para garantir a vitória de Júnior Matuto. Campos, inclusive, se mudou para a cidade, demonstrando a importância da eleição no município. Essa movimentação pode ser decisiva para que Cayo Albyno, filho de Garanhuns, assuma uma cadeira na Alepe já em janeiro, marcando sua entrada na vida política estadual e fortalecendo ainda mais a presença do PSB na Assembleia.

MIGUEL DUQUE FALA SOBRE O FUTURO DA OPOSIÇÃO EM SERRA TALHADA

Miguel Duque, o candidato do Podemos derrotado nas eleições de Serra Talhada, surpreendeu muitos ao falar com entusiasmo e serenidade após o resultado das urnas. Em entrevista ao Programa Falando Francamente, na TV Farol, na última terça-feira (8), Miguel demonstrou uma satisfação inesperada, mesmo após uma disputa acirrada em que conquistou mais de 18 mil votos. Sua postura durante a entrevista chamou a atenção, não pela tristeza que muitos poderiam esperar de alguém que não obteve a vitória, mas por uma expressão de contentamento e realização pessoal.

Ele descreveu a campanha como um grande desafio, marcado por momentos em que foi subestimado e desacreditado. Mesmo assim, afirmou ter mantido a cabeça erguida e levado a campanha com naturalidade, junto a seu vice Marquinhos Godoy. Os dois começaram a campanha de maneira humilde, percorrendo o centro da cidade e estabelecendo uma conexão direta com a população. Miguel admitiu que seu grupo político era menor e que a estrutura da campanha foi modesta, mas enfatizou que o diferencial estava nas ideias que propunham.

Sem focar em números ou nos obstáculos enfrentados, Miguel ressaltou que o poder das ideias e a coragem de questionar foram fundamentais para o progresso de sua campanha. Segundo ele, essa ousadia o levou a conquistar algo maior do que ele poderia prever inicialmente, algo que se concretizou com os mais de 18 mil votos recebidos. Para ele, essa foi uma demonstração clara de que, mesmo sem muitos recursos, é possível alcançar grandes resultados quando há determinação e autenticidade.

O futuro, segundo Miguel, será marcado por uma oposição responsável ao governo de Márcia Conrado, com ou sem a presença do vereador Vandinho da Saúde na Câmara Municipal. Ele garantiu que não se afastará de Serra Talhada, prometendo continuar presente na vida cotidiana da cidade. Ainda que tenha planos de seguir exercendo sua profissão, Miguel reconhece que os votos conquistados representam um compromisso maior com a população local, que acreditou em seu projeto.

Durante a entrevista, ele também falou sobre o carinho recebido nas ruas e como essa interação com os eleitores o encantou. No dia após a eleição, Miguel voltou às ruas ao lado de Marquinhos, sentindo a necessidade de demonstrar sua gratidão às pessoas que confiaram nele e em suas propostas. Para ele, o gesto de gratidão é tão importante quanto o pedido de voto que fez durante a campanha. Ao final da entrevista, ficou claro que, mesmo sem a vitória, Miguel Duque saiu da campanha com uma sensação de dever cumprido e com a determinação de continuar atuando em prol de Serra Talhada, agora como parte da oposição política, mas sempre próximo à comunidade que o apoiou.