quarta-feira, 26 de março de 2025

EX-PREFEITO EDILSON TAVARES SE FILIA AO PP PRONTO E PREPARADO PARA REPRESENTAR O POLO DO JEANS EM BRASÍLIA

Edilson Tavares oficializa pré-candidatura a deputado e se filia ao PP em ato prestigiado em Brasília
O ex-prefeito de Toritama Edilson Tavares oficializou a sua filiação ao Partido Progressistas (PP) na tarde desta quarta-feira (26), em Brasília. O ato contou com a presença do presidente nacional da legenda, Senador Ciro Nogueira, do presidente estadual do PP em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente, deputado federal Lula da Fonte, que assinaram a ficha de filiação de Edilson, reforçando o prestígio político do novo integrante da sigla.

Edilson Tavares é um dos nomes de destaque na política pernambucana. Prefeito de Toritama por dois mandatos, encerrou sua gestão em 2024 com um recorde de 93% de aprovação popular.

O Senador Ciro Nogueira celebrou a chegada de Edilson Tavares ao Progressistas e destacou sua gestão transformadora em Toritama. "É uma honra ter nos quadros do PP um político visionário como Edilson, que se destacou por grandes obras e uma gestão eficiente, colocando Toritama no mapa do desenvolvimento, o que o credencia para ocupar qualquer cargo que desejar", afirmou.

O presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, também ressaltou a importância do novo filiado. "Edilson chega para fortalecer ainda mais o Progressistas em nosso estado. Sua experiência administrativa e política são credenciais indiscutíveis para voos mais altos, como uma candidatura a deputado federal. Pernambuco só tem a ganhar."

A cerimônia também contou com a presença do prefeito de Toritama, Sérgio Colin. Para o gestor municipal, a filiação de Edilson ao PP representa um novo capítulo em sua trajetória política. "A capacidade administrativa de Edilson fez de Toritama uma cidade destaque em Pernambuco. Tenho certeza de que sua filiação a um dos partidos de maior expressão nacional, como o Progressistas, é um passo importante em sua pré-candidatura a deputado federal. Pernambuco e, em especial, o Polo de Confecções, tem muito a ganhar com Edilson em Brasília", afirmou Sérgio Colin.

Edilson reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento de Pernambuco e do Polo das Confecções. "Com muita fé em Deus, estou pronto para os desafios que se aproximam. É uma honra integrar o quadro do Progressistas e poder continuar contribuindo com minha experiência e dedicação para um Pernambuco mais forte e desenvolvido", declarou o novo progressista.

HOSPITAL REGIONAL DOM MOURA RECEBERÁ DUAS AMBULÂNCIAS DE GRANDE PORTE PARA GARANHUNS E REGIÃO ATRAVÉS DE INDICAÇÃO DA DEPUTADA DÉBORA ALMEIDA

Hospital Dom Moura: Débora Almeida pede duas (02) ambulância de grande porte para unidade de saúde de Garanhuns. “Queremos alcançar quem mais precisa!” 
A Deputada Estadual Débora Almeida (PSDB) é autora da Indicação Nº 009738/2025 à Mesa Diretora da Alepe, com a solicitação da destinação de duas (02) ambulâncias de grande porte para o Hospital Regional Dom Moura (HRDM).
Em visita recente àquela unidade de saúde, sediada a 83 anos em Garanhuns e que atende mais de 23 municípios do agreste, a parlamentar escutou atentamente as demandas da sua diretoria e resolveu, como já havia feito antes, na destinação de R$ 200 mil para aquisição de equipamentos naquele hospital – já em utilização -, realizar nova indicação.
Débora, no parlamento estadual, vem fazendo diversas falas em prol da saúde no estado e com mais ênfase no interior onde tem bases sólidas e é conhecida como “A Voz do Agreste e Sertão”. Almeida, que cumpre seu primeiro mandato e vem se notabilizando pelas ações e presença forte junto aos pernambucanos, frisou: “Reconhecemos as melhorias que vem dando um aspecto ainda mais forte e ativo do Dom Moura, como a ampliação física e dos seus equipamentos, no entanto. Isso não pode parar por ai! Mais duas ambulâncias para aquela unidade irão fazer a diferença na ampliação do atendimento à população do nosso Agreste”.

Fotos: Matheus Augusto

"QUEM APOSTAR CONTRA RAQUEL VAI QUEBRAR A CARA" DIZ MARCELO GOUVEIA, PRESIDENTE DA AMUPE

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), avança com mudanças estratégicas em sua equipe de governo, num movimento que, segundo aliados, pode redefinir sua trajetória política e fortalecer sua candidatura à reeleição. O presidente do Podemos e da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcelo Gouveia, avalia que os recentes ajustes no primeiro escalão da administração estadual representam um marco na gestão da governadora, ampliando sua base de apoio e consolidando sua presença tanto no Recife quanto no interior do estado. A posse dos novos secretários Kaio Maniçoba e Manuca, assim como do novo presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Miguel Duque, foi interpretada como um sinal claro dessa nova fase, marcada por maior articulação política e foco em entregas concretas para a população.  

Com a ampliação do diálogo entre o Palácio do Campo das Princesas e lideranças municipais, a governadora começa a colher frutos de sua estratégia de gestão, que passou por ajustes internos para garantir maior eficiência administrativa e fortalecer sua posição no cenário político estadual. O crescimento da visibilidade de suas obras e ações, conforme destacado por Marcelo Gouveia, tem contribuído para uma percepção mais positiva de seu governo, principalmente entre prefeitos e lideranças que antes se mantinham distantes de sua base política. O impacto das iniciativas em infraestrutura, mobilidade e desenvolvimento regional tem sido notado em diversas localidades, elevando a expectativa sobre o alcance da atual administração nos próximos anos.  

A movimentação política também tem sido acompanhada de perto por analistas e aliados, que enxergam nesse novo momento da gestão um fator determinante para a construção de um projeto eleitoral sólido. Marcelo Gouveia, que acompanha de perto as relações entre o governo estadual e os municípios, acredita que a governadora está consolidando uma base política mais ampla, atraindo prefeitos que, nas eleições de 2022, estiveram em palanques adversários. O dirigente municipalista avalia que esse processo de adesão deve se intensificar à medida que as entregas da gestão se tornem ainda mais perceptíveis à população, criando um cenário de fortalecimento político para Raquel Lyra nos próximos anos.

STJ MANTÉM POR APENAS 60 DIAS CONTRATO DA TV GAZETA DE COLLOR COM A GLOBO

A disputa judicial entre a Rede Globo e a TV Gazeta, afiliada da emissora carioca em Alagoas, envolve diretamente o ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Mello, proprietário da Organização Arnon de Mello, grupo de comunicação que controla a retransmissora no estado. Em uma reviravolta no caso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu uma liminar favorável à Globo, suspendendo os efeitos da decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), que havia imposto a renovação compulsória do contrato entre as partes. O novo desdobramento representa uma vitória parcial para a Globo, que busca romper sua parceria com a afiliada de Collor e negociar com outra emissora para assumir sua transmissão em Alagoas.

O conflito jurídico se intensificou após a Terceira Câmara Cível do TJAL determinar que a Globo deveria renovar o contrato com a TV Gazeta, contrariando a decisão da emissora carioca de encerrar unilateralmente a relação comercial. A Globo argumenta que possui autonomia para definir suas parcerias regionais e contestou a tese do tribunal alagoano de que a parceria entre as empresas seria um "bem de capital", conceito geralmente aplicado a ativos físicos como imóveis e equipamentos. O grupo de Collor, no entanto, defende que a Globo não pode simplesmente romper o vínculo sem justificativa, alegando que a parceria entre as emissoras envolve interesses de longo prazo.

Com a decisão do STJ, a TV Gazeta poderá manter o sinal da Globo por apenas mais 60 dias. Após esse prazo, a emissora carioca estará oficialmente liberada para buscar uma nova retransmissora no estado, sem a obrigatoriedade de continuar a parceria com o grupo de Collor. Além disso, o ministro determinou que o TJAL encaminhe imediatamente o recurso que estava retido no tribunal local, permitindo que o mérito do caso seja analisado com urgência pelo STJ. A Globo ainda aguarda o desfecho de outros dois recursos, um no próprio STJ e outro que pode ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que indica que a disputa jurídica ainda não chegou ao fim.

O embate entre a Globo e a TV Gazeta reflete um movimento mais amplo da emissora carioca, que tem promovido uma reestruturação de sua rede de afiliadas pelo país. Nos últimos anos, a Globo tem buscado alterar contratos e ajustar suas parcerias regionais para garantir maior controle sobre sua programação e distribuição de conteúdo. O caso de Alagoas se insere nesse contexto, com a decisão da emissora de não renovar o vínculo com a TV Gazeta enfrentando resistência judicial e política, especialmente devido à influência de Collor no estado. 

O julgamento do mérito no STJ será fundamental para definir o futuro da transmissão da Globo em Alagoas. Se a decisão do tribunal superior for favorável à Globo, o contrato com a TV Gazeta será oficialmente encerrado e uma nova retransmissora assumirá o sinal. No entanto, caso o entendimento do TJAL seja mantido, a Globo poderá ser forçada a continuar a parceria com o grupo de Collor, o que criaria um precedente inédito na relação entre uma emissora nacional e suas afiliadas.

DUEIRE PODE ENFRENTAR HENRY PELA PRESIDÊNCIA DO MDB E LEVAR O PARTIDO PARA A BASE DO GOVERNO RAQUEL

Em meio às articulações políticas que marcam o cenário eleitoral em Pernambuco, o atual momento do MDB se mostra crucial, com a disputa interna pela presidência da legenda ganhando destaque. Raul Henry, que exerce a presidência do MDB, é um aliado próximo do prefeito João Campos, que, por sua vez, se prepara para lançar sua candidatura ao governo do estado. A relação entre Campos e Henry tem sido uma das bases da aliança política que sustentou o prefeito em sua administração no Recife, mas uma possível reconfiguração no MDB poderia mudar o curso desse apoio.

No entanto, o senador Fernando Dueire, aliado da governadora Raquel Lyra, apresenta-se como um dos principais nomes para assumir a presidência do MDB, o que poderia representar uma virada estratégica no tabuleiro político. Raquel Lyra, que ocupa o cargo de governadora e já se posiciona como candidata à reeleição, tem contado com a articulação do senador Dueire para reforçar sua base de apoio, o que inclui não só o MDB, mas também uma série de alianças políticas que buscam garantir sua força no próximo pleito.

Se Dueire assumir a presidência do MDB, a legenda pode se afastar da aliança com João Campos e, consequentemente, estreitar laços com Raquel Lyra. Isso criaria uma reconfiguração no cenário eleitoral estadual, com o MDB se alinhando à governadora e colocando Campos em uma situação delicada. A perda do apoio do MDB, um partido tradicionalmente forte e presente na política pernambucana, poderia enfraquecer a candidatura de João Campos a governador, especialmente em um momento em que ele precisa consolidar sua base de apoio para garantir sua eleição.

Esse cenário ilustra como as disputas internas dentro dos partidos e as movimentações de figuras como Fernando Dueire podem influenciar diretamente as alianças políticas e o equilíbrio de poder entre os principais concorrentes ao governo de Pernambuco nas próximas eleições.

DORIVAL ASSUME A RESPONSABILIDADE DO DESASTRE DA SELEÇÃO BRASILEIRA, PORÉM DIZ QUE NÃO IRÁ DESISTIR

Dorival Júnior assumiu a responsabilidade pela derrota da Seleção Brasileira por 4x1 para a Argentina no Monumental de Núñez, em partida válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2026. O treinador admitiu erros no planejamento e reconheceu que o desempenho apresentado em campo ficou muito abaixo das expectativas. Afirmou que a culpa é inteiramente sua e que não houve a execução adequada da estratégia preparada para o jogo. Ressaltou que a seleção argentina foi superior desde o primeiro minuto e que os jogadores brasileiros não conseguiram reagir ao domínio imposto pelos adversários. Pediu desculpas à torcida brasileira e destacou que o momento é delicado para a equipe.  

Desde que assumiu o comando da Seleção, Dorival acumula sete vitórias, sete empates e duas derrotas. Com o resultado, o Brasil permanece na quarta colocação das Eliminatórias, com 21 pontos, e vê aumentar a pressão sobre o trabalho do treinador. Dorival afirmou estar ciente das cobranças e do peso da derrota, mas disse acreditar no seu trabalho e no potencial da equipe. Reforçou que sempre encontrou soluções nos clubes que treinou e que seguirá buscando alternativas para melhorar o desempenho do time. Reconheceu que a Argentina venceu com méritos e que a equipe brasileira não demonstrou poder de reação após sofrer os gols.  

Afirmou que, apesar do momento difícil, segue firme no objetivo de recuperar o futebol da Seleção e construir um time competitivo. Disse que a derrota foi marcante e que o resultado precisa ser assimilado para que sejam feitas as correções necessárias. Destacou que, mesmo diante da adversidade, não pensa em desistir e acredita que é possível retomar o caminho das vitórias. Reiterou que o processo de evolução da equipe é complexo e exige paciência, mas que seguirá trabalhando para ajustar o que for preciso.

JOÃO CAMPOS INCOMODADO COM ADESÕES A GOVERNADORA RAQUEL LYRA

Nos bastidores da política recifense, as movimentações recentes têm causado incômodo ao prefeito João Campos. Apesar do discurso público de tranquilidade, fontes próximas indicam que o gestor não tem recebido bem as adesões conquistadas pelo Palácio do Campo das Princesas nos últimos dias. A mudança na posição do Avante, que anteriormente sinalizava apoio a sua reeleição, mas acabou migrando para o campo governista, é um dos pontos que mais repercutem entre aliados do prefeito. Questionado sobre o tema, João Campos buscou minimizar os impactos da decisão, afirmando que faz parte do jogo político e evitando polemizar sobre a interferência do governo do estado nas articulações partidárias. A postura adotada publicamente contrasta com as informações de bastidores que apontam uma crescente preocupação do prefeito com a formação de um arco de alianças que fortalece a oposição. O Avante, sob o comando do deputado federal Sebastião Oliveira, era considerado um partido estratégico na composição do palanque de João Campos, principalmente pelo seu histórico de atuação na política pernambucana e pelo trânsito que possui em setores importantes do eleitorado. A mudança de rumo da sigla, no entanto, foi tratada internamente como um movimento articulado diretamente pelo Palácio, evidenciando um esforço da governadora Raquel Lyra para enfraquecer a candidatura do prefeito. Dentro do PSB, a leitura é de que o cenário eleitoral se torna mais desafiador à medida que a governadora intensifica sua presença no Recife e amplia suas alianças. O clima nos bastidores é de alerta, e novas investidas do Palácio são esperadas nas próximas semanas.

URGENTE - STF TORNA BOLSONARO RÉU POR UNANIMIDADE


Bolsonaro vira réu por tentativa de golpe de Estado com unanimidade dos votos na Primeira Turma do STF
Também se tornaram réus 7 aliados e assessores do ex-presidente.
G1 - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quarta-feira (26) para tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado em 2022. Os cinco ministros votaram para aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os votos foram dos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Agora, os acusados passarão a responder a um processo penal — que pode levar a condenações com penas de prisão (entenda mais abaixo).

Luiz Fux: 'Debaixo da toga bate o coração de um homem'

Quem são os denunciados que devem se tornar réus:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.
Esses oito nomes compõem o chamado "núcleo crucial" da tentativa de ruptura democrática, segundo a PGR.


O voto de Alexandre de Moraes

Relator da ação, Moraes foi o primeiro a votar, em um longo voto de 1h50min. Ele defendeu o recebimento da denúncia contra os oito investigados e destacou que:

Há descrição satisfatória da organização criminosa, com divisão de tarefas e hierarquia;
Bolsonaro liderou uma estrutura que usou mentiras sobre o sistema eleitoral para instigar o golpe;
O grupo agiu de forma coordenada até janeiro de 2023, buscando abalar o Estado Democrático de Direito;
"Não houve um domingo no parque", disse Moraes, ao exibir vídeos da invasão aos Três Poderes no 8 de Janeiro;
Afirmou que, mesmo após a derrota nas urnas, Bolsonaro mandou que os militares publicassem notas técnicas para manter seus apoiadores nos quartéis;
Disse que o então presidente "manuseava e discutiu a minuta do golpe";
E destacou: "Até a máfia poupa familiares. A organização criminosa em questão não teve esse pudor."

O voto de Flávio Dino

Em seguida, o ministro Flávio Dino também votou pelo recebimento da denúncia e afirmou que:

As defesas não negaram a tentativa de golpe, mas buscaram isentar seus clientes de responsabilidade;
Disse que a materialidade dos crimes está evidente e reforçou:
“Houve violência e poderia ter produzido danos de enorme proporção. A conduta é tentar. Se fosse consumado, não teria juízes pra julgar”;

Ressaltou que o caso exige debate em instrução processual para avaliar se alguém desistiu do plano no caminho;
Concluiu que o acervo probatório apresentado pela PGR é robusto e atende aos requisitos legais para abertura da ação penal.

O voto de Luiz Fux

O ministro Luiz Fux também votou a favor do recebimento da denúncia, consolidando a maioria. No entanto, divergiu dos colegas quanto ao local de julgamento, defendendo que a análise fosse feita pelo plenário do STF, e não pela Primeira Turma.

Veja os principais pontos do voto de Fux:

Ressaltou a importância da democracia e lembrou sua atuação como presidente do STF durante a pandemia. Mencionou que, mesmo em momentos de tensão, manifestações na Praça dos Três Poderes ocorreram sem incidentes, ao contrário do que se viu nos atos golpistas.
“Não se pode, de forma alguma, dizer que não aconteceu nada”, afirmou.

Endossou o voto de Alexandre de Moraes, dizendo que o relator deixou claro quem fez o quê.
“O ministro Alexandre esclareceu quem fez o quê”, declarou.

Sobre os crimes imputados pela PGR, reconheceu a possibilidade de que haja sobreposição entre os tipos penais (golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito), mas que isso será analisado ao longo da instrução.

“É possível que haja o mesmo fato, coincidência de ambas as normas. Mas também é possível que, no curso da instrução, se chegue à conclusão de que há, na verdade, um conflito aparente”.

Destacou que atos preparatórios e tentativa são fases normais no caminho do crime, e que o julgamento aprofundado depende do recebimento da denúncia.
“Todo crime tem atos preparatórios. Todo crime tem tentativa. Está na lei. Então, tudo isso vai ser avaliado”.

Defendeu que o julgamento deve considerar o contexto dos atos e das pessoas envolvidas, especialmente na dosimetria da pena. Citou o caso de uma mulher que pichou a estátua da Justiça e anunciou que revisará sua pena:
“Eu quero analisar o contexto em que se encontrava essa senhora”.

Voto de Cármen Lúcia

Em seu voto, a ministra elencou os seguintes pontos:

Ela classificou os ataques à democracia como parte de uma engrenagem que se estruturou ao longo do tempo e rejeitou qualquer tentativa de minimizar os fatos de 8 de janeiro de 2023.
“Não foi uma festinha de final de tarde, em que todo mundo resolveu comparecer e usar paus e pedras para arrebentar com tudo.”

Cármen citou a historiadora Heloisa Starling ao afirmar que “não se faz um golpe em um dia” e que esse tipo de movimento “não acaba em uma semana, nem em um mês”. Para ela, os atos golpistas foram o desfecho de um processo longo e articulado.
A ministra revelou que, diante do clima de instabilidade após o segundo turno das eleições, pediu a antecipação da diplomação do presidente eleito para o dia 12 de dezembro. Segundo ela, havia sinais preocupantes:

“Havia alguma coisa que eu não entendia muito bem. As pessoas não entendiam muito bem.”

Cármen reafirmou a confiança na Justiça Eleitoral:
“É confiável, seguro, hígido o processo eleitoral brasileiro.”

E foi enfática ao condenar os riscos de ruptura institucional:
“Ditadura mata. Ditadura vive da morte, não apenas da sociedade, da democracia, mas de seres humanos de carne e osso.”

A ministra reforçou que “o golpe não teve êxito, senão não estaríamos aqui”, mas disse que é necessário reconstruir os acontecimentos a partir de sua origem:
“O que é preciso é desenrolar do dia 8 pra trás, para chegarmos a esta máquina que tentou desmontar a democracia. Porque isso é fato.”

O que acontece se forem tornados réus?

Se a maioria for confirmada com os votos de Zanin e Cármen Lúcia, os oito denunciados passarão à condição de réus. A partir daí, será aberta uma ação penal na qual PGR e defesas poderão apresentar provas e depoimentos.

No final do processo, os ministros julgarão se 
houve crime e, se condenados, os réus poderão pegar penas de prisão.

O que diz a denúncia?

A PGR afirma que Bolsonaro e aliados formaram uma organização criminosa estável, com divisão de tarefas, para promover a ruptura democrática. Os crimes apontados são:

Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Golpe de Estado
Organização criminosa
Dano qualificado ao patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado

E o que disseram as defesas?

Durante a sessão de terça-feira (25), os advogados dos denunciados:

Não negaram que houve articulação para um golpe, mas alegaram que seus clientes não participaram;
Reclamaram da quantidade de documentos e da suposta falta de acesso integral às provas;
Defenderam que a denúncia é inepta e pediram sua rejeição.

Próximos passos

Ainda faltam os votos dos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Se a denúncia for aceita, o caso seguirá para a fase de instrução processual, e os oito denunciados responderão formalmente por crimes relacionados à tentativa de golpe