terça-feira, 22 de abril de 2025

COLIGAÇÃO DE EDUARDO BATISTA SUSPENDE CAMPANHA ELEITORAL EM RESPEITO AO LUTO PELO FALECIMENTO DO PAPA FRANCISCO

Coligação de Eduardo Batista suspende campanha eleitoral em respeito ao luto pelo falecimento do Papa Francisco
Em nota à imprensa, o candidato a prefeito de Goiana Eduardo Batista anunciou publicamente que suspendeu as atividades de Campanha eleitoral em respeito ao luto de todos os cristãos e da Igreja pelo falecimento do Papa Francisco. Veja abaixo a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA
A Coligação Experiência para Fazer Mais, liderada pelo prefeito de Goiana e candidato Eduardo Batista vem a público comunicar que suspendeu por dois dias as atividades de campanha em respeito ao luto dos cristãos pelo falecimento do Papa Francisco, cujo velório está sendo iniciado no Vaticano e em todo o mundo. O luto e interrupção das agendas de rua é um gesto de reverência à memoria do Papa, que foi um exemplo de humildade, fé e amor ao próximo.

VEJA QUEM SÃO OS CARDEAIS BRASILEIROS , QUE PODEM SE TORNAR O NOVO PAPA

Veja quem são os cardeais brasileiros, que podem se tornar o novo papa
Com a morte do papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, inicia-se um novo ciclo para escolher o próximo líder da Igreja Católica. Dos 252 membros do Colégio Cardinalício, oito são brasileiros. Só podem participar da votação, porém, os 138 com menos de 80 anos. Só um dos brasileiros, Raymundo Damasceno Assis, 88, está entre os não votantes, mas os octogenários podem ser eleitos, sem restrição

Confira abaixo quem são os representantes do Brasil no conclave que elegerá o sucesso de Francisco. Embora em tese qualquer homem batizado e celibatário possa se candidatar a chefiar a Igreja, apenas cardeais são eleitos desde 1378, quando Urbano 6º, então arcebispo, foi escolhido.

ODILO SCHERER, 75 - O nome do cardeal estampou jornais de todo o mundo há 12 anos, quando o papa Bento 16, morto em 2022, renunciou ao cargo de líder da Igreja Católica. Na época, Scherer era um dos favoritos para suceder o alemão Joseph Ratzinger - o que acabou não se concretizando.

Nascido em Cerro Largo, cidade de 14 mil habitantes no norte do Rio Grande do Sul, foi nomeado cardeal por Bento 16 em 2007, quando era secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Ele foi ordenado padre em 1976, tem mestrado em filosofia e doutorado em teologia - ambos pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma - e é o atual arcebispo de São Paulo.

RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS, 88 - Aos 88 anos, dom Raymundo Damasceno Assis é o único cardeal que não pode votar para escolher o novo papa. Natural de Capela Nova (MG), ele foi ordenado padre aos 31 anos na cidade mineira de Conselheiro Lafaiete e bispo aos 49, em Brasília.

Assis tem formação em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e especialização no Instituto Catequético de Munique. Foi nomeado cardeal em 2010 por Bento 16, de quem foi anfitrião em uma visita ao Brasil, em 2007. Arcebispo de Aparecida de 2004 a 2016, foi bispo-auxiliar de Brasília (1986-2003) e secretário-geral do Conselho Episcopal Latino-Americano (1991-1995).

JOÃO BRAZ DE AVIZ, 77 - Dom João Braz de Aviz nasceu em 1947 em Mafra, cidade de 56 mil habitantes no norte de Santa Catarina, e foi ordenado padre em 1972. É mestre em teologia dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana e doutor pela Pontifícia Universidade Lateranense, ambas em Roma. Em 2011, tornou-se prefeito da Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, um dos nove departamentos da Igreja Católica, cargo em que ficou até janeiro de 2025.

Ao ser nomeado cardeal por Bento 16, em 2012, Aviz pediu atenção da igreja a África, América Latina e Ásia.
"Na América Latina e em outras partes temos que admirar a grande história da Europa, sua beleza. Mas a Europa, por sua vez, deve descer das alturas e ter uma atitude fraternal com os outros continentes e deixar de olhar os demais de cima para baixo", afirmou, na ocasião, em entrevista a uma agência de notícias católica.

ORANI JOÃO TEMPESTA, 74 - Conhecido por sua disposição para se comunicar com fiéis por meio de mídias de grande alcance, Orani João Tempesta nasceu em São José do Rio Pardo, interior de São Paulo, e estudou na Faculdade de Filosofia no Mosteiro de São Bento e no Instituto Teológico Pio 11, ambos na capital paulista.
Além de ocupar o cargo de arcebispo de Belém entre 2004 e 2010, foi presidente da emissora católica Redevida de Televisão e é presidente do IBMC (Instituto Brasileiro de Marketing Católico). Ele também presidiu o comitê organizador local da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013.

SÉRGIO DA ROCHA, 65 - Natural de Matão, no interior de São Paulo, dom Sérgio da Rocha nasceu em 1959 e foi ordenado padre aos 25 anos. Desde 2020, é arcebispo de Salvador, e antes ocupou os cargos de arcebispo de Brasília e presidente da CNBB.
Cursou teologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e licenciatura em filosofia na Faculdade Salesiana de Lorena. É mestre pela Faculdade Nossa Senhora Assunção, de São Paulo, e doutor pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Foi nomeado cardeal pelo papa Francisco em 2016.


LEONARDO ULRICH STEINER, 74 - Arcebispo de Manaus desde 2019 e ex-secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner é considerado o primeiro "cardeal da Amazônia". Sua nomeação, em 2022, desbancou o titular da Arquidiocese de Belém, a mais antiga e tradicional no Norte brasileiro.
Nascido em Forquilhinha (SC), cursou filosofia e teologia em Petrópolis (RJ), de 1973 a 1978, quando foi ordenado padre por seu primo Paulo Evaristo Arns (1921-2016), que também foi cardeal. Na década de 1990, mudou-se para Roma, onde fez mestrado e doutorado em filosofia. Ao voltar ao Brasil, na década seguinte, passou a lecionar o curso no interior do Paraná.

PAULO CEZAR COSTA, 57 - Mais novo da lista de cardeais brasileiros, dom Paulo Cezar Costa é arcebispo de Brasília desde 2020, mesmo ano em que passou a integrar, no Vaticano, a Pontifícia Comissão para a América Latina, cargo que o aproximou do papa.
Costa nasceu em Valença (RJ), em 1967, possui graduação em Teologia pelo Instituto Superior de Teologia da arquidiocese do Rio de Janeiro e mestrado e doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Ele é membro do Conselho Permanente da CNBB.

JAIME SPENGLER, 64 - Nascido em 6 de setembro de 1960 em Gaspar (SC), dom Jaime Spengler cursou filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, de Campo Largo (PR), e teologia no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ).
Em 2015, foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenado e a Vida Consagrada da CNBB, entidade que passou a presidir em 2023, quando recebeu um mandato de quatro anos. É ainda arcebispo de Porto Alegre e o mais recente cardeal brasileiro nomeado pelo papa Francisco, em dezembro de 2024

SURGEM AS PRIMEIRAS IMAGENS DO PAPA FRANCISCO MORTO

O sepultamento do papa Francisco está marcado para o próximo sábado, em um gesto final de humildade que ressoa com a essência de seu pontificado. Conforme determinação expressa do próprio Santo Padre em seu testamento espiritual, ele será enterrado diretamente no chão de terra batida, sem qualquer estrutura monumental ou túmulo de mármore, rompendo mais uma vez com a tradição da Igreja. O local escolhido para o descanso eterno do primeiro papa latino-americano fica próximo a pequenas capelas discretas que o próprio Francisco costumava frequentar em momentos de oração silenciosa e agradecimento pelas graças que dizia receber. É uma área reservada, afastada dos túmulos dos papas anteriores, um espaço marcado não por grandeza arquitetônica, mas por espiritualidade íntima.
Ao lado dessas capelas, que simbolizam sua devoção particular e sua constante busca pela presença de Deus nos gestos mais simples, será depositado o corpo do pontífice, envolto apenas pelo caixão de madeira clara e com um terço entre as mãos. A cerimônia de sepultamento será restrita, sem aparato cerimonial eclesiástico pomposo, conforme Francisco exigiu. Apenas alguns poucos cardeais, amigos próximos, religiosas e moradores das residências vaticanas acompanharão o ato final, em clima de profunda reverência. O chão batido, sem lajes ou inscrições de destaque, reforça a mensagem que guiou sua trajetória como bispo de Roma: a de que o poder deve sempre estar a serviço, e não acima dos outros.
Esse gesto final de Francisco ecoa sua opção preferencial pelos pobres, pelos marginalizados e por aqueles que não têm voz. Ele sempre recusou os privilégios do cargo e optou, até o fim, por viver com a mesma simplicidade que marcou seu ministério sacerdotal em Buenos Aires. Em vez de ser sepultado nas tradicionais Grutas Vaticanas, ladeado por papas canonizados e por monumentos históricos, Francisco escolheu repousar junto ao que é pequeno, invisível aos olhos do mundo, mas pleno de significado para a fé. Sua tumba será, ao mesmo tempo, testemunho de sua espiritualidade e desafio para os que o sucederem: que a grandeza do pastor não está na pedra esculpida, mas no amor vivido com radicalidade até o último suspiro.
No sábado, quando seu corpo for confiado à terra, o Vaticano estará silencioso, mas carregado de significado. Não haverá salvas de canhão, não haverá desfile militar, não haverá coroações de ouro. Apenas o som dos pés pisando suavemente o chão, o murmúrio de orações e o sopro de um legado que, mesmo encerrando-se, continuará ecoando por décadas na memória da Igreja.

FRENTE PARLAMENTAR DA MICRO E PEQUENA EMPRESA SERÁ INSTALADA NA ALEPE COM FOCO EM POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O SETOR

Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa será instalada na Alepe com foco em políticas públicas para o setor
Com o objetivo de fortalecer os pequenos negócios por meio de políticas públicas e ações voltadas para o setor, será instalada amanhã, quarta, dia 23, às 9h, no auditório Ênio Guerra, da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa. Lançada inicialmente em 2023, a Frente será coordenada pela deputada estadual Débora Almeida (PSDB) nesta nova fase. A iniciativa conta com o incentivo do Sebrae Pernambuco, que atua como aliado na construção da agenda de trabalho.

A reativação da Frente Parlamentar, antes coordenada pelo deputado José Patriota, tem como objetivo fortalecer o ambiente de negócios em Pernambuco e ampliar a competitividade das micro e pequenas empresas, que representam cerca de 94% do total de empreendimentos no estado – mais de 595,4 mil, segundo a Receita Federal. Em 2024, esse segmento respondeu pela criação de mais de 50,5 mil empregos com carteira assinada, o equivalente a 81,15% do saldo total de postos formais gerados no ano, de acordo com dados do Caged.

PAUTAS PRIORITÁRIAS
Entre as pautas estratégicas que compõem a agenda da Frente Parlamentar estão:
• Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental, que já tramita na Alepe, com relatoria da deputada Débora Almeida;
• Regulamentação da produção de queijo artesanal em Pernambuco, com a unificação dos projetos existentes sobre o tema e a definição das prioridades, a partir de estudos desenvolvidos pelo Sebrae/PE em parceria com universidades;
• Criação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF/PE), para o qual já há projeto em tramitação, de autoria da deputada Rosa Amorim. A Frente pretende liderar o debate e dialogar com o Poder Executivo para viabilizar sua implantação;
• Novo decreto de classificação de risco das atividades econômicas no Estado de Pernambuco, para que as melhores práticas nacionais sejam incorporadas à legislação estadual, com escuta ativa de órgãos licenciadores como a CPRH, o Corpo de Bombeiros e a Apevisa.

“A retomada dos trabalhos da Frente tem total sinergia com o desenvolvimento do nosso Estado. O Sebrae, ao lado de outros parceiros, tem importância estratégica para a movimentação da economia, a geração de emprego, de renda e, consequentemente, para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo. Já somos uma população empreendedora e que não nega trabalho. Precisamos agora melhorar o ambiente para que as micro e pequenas empresas possam crescer ainda mais”, destaca a deputada Débora Almeida.
O superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra, ressalta que a instalação da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa é fundamental para garantir que os pequenos negócios estejam no centro das discussões políticas do estado. “O Sebrae/PE, como parceiro dos pequenos negócios, já atua de forma intensa na construção e implementação de políticas públicas nos municípios. Agora, queremos ampliar esse debate no âmbito estadual. Para isso, estamos propondo uma agenda com pautas que consideramos estratégicas para o fortalecimento do ambiente de negócios em Pernambuco”, destaca.

PRESIDENTE DA UVP, VEREADOR LÉO DO AR ESTÁ NO VATICANO, JUSTAMENTE NA DATA DO FALECIMENTO DO PAPA

Presidente da União de Vereadores de Pernambuco participa das homenagens ao papa
Vereador de Gravatá, Léo do Ar está com a família na Itália até quinta-feira
O presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) e da Câmara de Vereadores de Gravatá, Léo do Ar (PP), participa das homenagens ao papa Francisco. Ele está na Itália com a mulher, Daniela Roriz, e o filho, Leonardo Honorato.

Chegou ao país no domingo e foi surpreendido na manhã desta segunda-feira, 7h35 horário local (2h35, no horário de Brasília), com a notícia da morte do papa Francisco, 88 anos, 12 dos quais como representante da Santa Sé.

"A experiência é singular, mas muito triste. É impressionante como o papa é querido. O país parou, tudo parou por aqui", disse o vereador, diante da Igreja Santa Maria Maior, onde o pontífice será enterrado.

Léo do Ar deu entrevista à rede italiana de TV, na condição de turista que pretende acompanhar os rituais de despedida, a partir de hoje. "É uma grande perda. Por aqui e pelo mundo todo, o povo sabe da simplicidade do papa e gosta dele".

O vereador observou a grande movimentação na cidade. Registrou repórteres do mundo todo circulando na Piazza Santa Maria Maggiore, no bairro Esquilino, onde fica a basílica. A igreja é uma das quatro papais de Roma e a primeira dedicada à Virgem Maria na cidade.

Léo e a família voltam ao Brasil na próxima quinta-feira (24)

Folha PE

INAUGURAÇÃO DA COZINHA COMUNITÁRIA DE GRAVATÁ MOSTRA PROXIMIDADE DA GOVERNADORA RAQUEL E PREFEITO PADRE JOSELITO

A visita da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), ao município de Gravatá nesta terça-feira (22) marca mais do que a inauguração de um equipamento público voltado à segurança alimentar. Representa um novo capítulo na relação política entre o governo estadual e o prefeito do município, padre Joselito Gomes (Avante), que recentemente integrou oficialmente sua sigla à base da gestora estadual. A entrega da nova Cozinha Comunitária Dom Bosco acontece como a segunda agenda institucional de Raquel ao lado do gestor gravataense desde a consolidação dessa aliança, demonstrando uma aproximação calculada e simbólica em um dos municípios mais estratégicos do Agreste pernambucano.

O gesto de Raquel em priorizar a presença em Gravatá, cidade com forte apelo turístico e eleitorado expressivo, é também uma sinalização clara de que sua articulação política tem se expandido para além das amarras partidárias iniciais. A escolha do equipamento inaugurado não é aleatória: a Cozinha Comunitária Dom Bosco, batizada em homenagem ao padroeiro da juventude e símbolo da solidariedade católica, carrega consigo uma mensagem social e espiritual que se conecta com a identidade de padre Joselito, gestor que exerce simultaneamente a função de político e religioso. Nesse contexto, a agenda ganha contornos de sintonia entre propósito administrativo e valores humanos, ponto que Raquel tem enfatizado ao longo de sua gestão.

A movimentação ocorre em meio ao reposicionamento político do Avante, partido que até recentemente mantinha uma postura independente, mas que agora assume um papel mais orgânico dentro da base governista. A entrada da legenda no leque de apoios da governadora amplia seu raio de influência na região e fortalece sua capacidade de articulação para os desafios que se apresentam nos próximos meses, especialmente diante da montagem dos palanques municipais para as eleições de 2024. Joselito, que busca a reeleição, tende a ganhar musculatura com o apoio do Palácio do Campo das Princesas, enquanto Raquel assegura um importante aliado no Agreste, região que costuma exercer forte peso nas urnas.

O evento desta terça também deve reunir lideranças locais e estaduais, criando o ambiente propício para demonstrações públicas de unidade e para o registro de imagens que reforcem a parceria política em construção. Não é incomum que momentos como este sirvam como palco para discursos alinhados, promessas de novos investimentos e reafirmações do compromisso com pautas sociais. A cozinha comunitária entregue em Gravatá simboliza mais do que o combate à fome – representa a costura de alianças que sustentam um governo ainda em consolidação, que precisa equilibrar resultados administrativos com estabilidade política.

Em sua primeira agenda conjunta após o anúncio da nova aliança, Raquel e Joselito estiveram juntos na assinatura da ordem de serviço para implantação da nova subestação elétrica de Gravatá, obra estratégica para o abastecimento de energia da cidade. Agora, com foco no social, a governadora volta ao município e reafirma seu discurso de gestão municipalista e colaborativa. O gesto pode ser lido também como uma tentativa de estreitar laços com o eleitorado católico e popular, presente em peso no perfil do gestor gravataense e sensível às ações de proteção social. Nesse movimento, Raquel Lyra não apenas distribui serviços, mas reconstrói pontes e redesenha o mapa político de seu governo com atenção cirúrgica.

KUKI, EX-ATACANTE E ÍDOLO DO NÁUTICO É INTERNADO COM URGÊNCIA COM AVC ISQUÊMICO

Kuki, ex-atacante do Náutico e ídolo do futebol pernambucano, é internado com quadro de AVC
Jogador foi socorrido e levado para um hospital no centro do Recife
O jogador Silvio Luiz Borba, ou simplesmente, o ex-atacante do Náutico Kuki, foi levado ao Hospital da Restauração, no Derby, centro do Recife, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), na noite da última segunda-feira (21).

Segundo nota do próprio time, nas redes sociais, Kuki está consciente e realizou tomografia para constatar o acometimento. Ele foi medicado, com a pressão arterial controlada e orientado. Contudo, ele seguirá internado para a realização de novos exames.

“Kuki está sendo acompanhado pelo DM alvirrubro, na figura do fisioterapeuta Silmário Gomes e do vice-presidente médico Múcio Vaz, e logo estará conosco outra vez. É hora de enviar energias positivas para o nosso ídolo”, alegou o clube.

Segundo Múcio Vaz, o jogador foi acometido por um AVC isquêmico e já apresenta uma melhora importante do quadro motor. Ele teve o lado esquerdo comprometido, mas tem apresentado recuperação dos movimentos.

“O pessoal, agora, vai fazer um tratamento medicamentoso, visando a melhora por completo. Nesta terça, serão feitos novos exames, será repetida a tomografia, mas essa melhora inicial já é um bom prognóstico. Agora, precisamos torcer e observar o acompanhamento de perto dos médicos para que ele evolua melhor e tenha o quadro todo revertido”, explicou ele.

Vaz garantiu que novas atualizações sobre o quadro de saúde do ex-atacante Kuki serão repassadas, ainda nesta terça-feira. “Vamos orar, fazer uma corrente de fé para que o nosso companheiro tenha uma melhora completa”, finaliza ele.

ANALISE - " O DECLÍNIO POLÍTICO DO BRASIL" POR FERNANDO GABEIRA

Análise: "O declínio político no Brasil"
Por Fernando Gabeira, jornalista e ex-deputado federal do PT:
"Algumas vezes escrevo sobre temas antes de estar seguro sobre eles. Nesse caso, a escrita é apenas um esforço para começar a entender coisas que me intrigam no Brasil de hoje. Tenho pensado muito na atividade de comentarista político. A sensação é que muitas pessoas esperam apenas a confirmação de suas ideias e rejeitam tudo o que não for isso.

O método de analisar um fato político, como a anistia no Brasil de hoje, usando ferramentas clássicas como correlação de forças, táticas, acumulação, noção de tempo histórico... esse método parece muito frio para quem espera uma defesa da anistia ou uma condenação sumária. Todas as nuances são perigosas.

Na semana passada, deparei com o anúncio de um livro de uma neurocientista chamado 'The ideological brain: the radical science of flexible thinking'. A autora, Leor Zmigrod, de certa maneira menciona isso na entrevista de lançamento. Há uma tendência humana a desprezar o que não confirma as próprias ideias.

Pesquisas com crianças com formações diferentes mostram que as mais abertas são capazes de reproduzir melhor uma história porque se lembram de mais detalhes. Nesse quadro mental, o caminho para uma troca mais produtiva fica muito estreito. Mas não totalmente fechado. As pesquisas no Brasil mostram que há um grande contingente de pessoas que não se localizam em extremos, um grupo pejorativamente chamado de isentão.

O problema é se comunicar com esse grupo. Significa passar por um tremendo corredor polonês de quem vê a política como guerra e pede a todo instante tomadas de posição apaixonadas. Na anistia, a direita procura avançar às cotoveladas sem noção de timing, nem cuidados com sensibilidade política. É uma tática truculenta, inadequada para quem está em desvantagem. Ao fazer campanha contra a anistia, a esquerda, por seu lado, acaba contribuindo para popularizar um tema ainda pouco falado nas ruas. Em síntese, o nível político no Brasil poderia ser mais alto, parece que não há mais reflexão.

Outro tema que me intriga é a resposta ao declínio de popularidade do governo. O núcleo palaciano prepara campanhas, define novas prioridades, como a segurança, desenha aproximações com os evangélicos — enfim, faz tudo o que pode para reverter o quadro.

O que não consigo entender é como um governo eleito com a maioria esmagadora de votos entre intelectuais, artistas, cientistas, acadêmicos, debate-se tão distante no seu labirinto. Era de esperar que surgissem inúmeros documentos, seminários, mesas-redondas, até uma discussão apaixonada sobre os rumos. Não vejo nada.

A direita sempre aborda as coisas com clareza: é defensora de 'retropia', um mergulho no passado idílico que não volta mais. Bolsonaro cultivava os tempos do governo militar. Trump, num movimento muito mais perigoso, quer fazer voltar aos Estados Unidos as empresas que saíram num processo de racionalização capitalista.

Não seria o momento de uma frente discutir caminhos para evitar uma volta ao passado? Não seria a hora de descortinar o futuro diante de tantos desafios como mudanças climáticas, inteligência artificial, crise alimentar? Não entendo a acomodação diante do abismo. Às vezes, penso que faltam ideias. Mas, durante a campanha, o candidato recebe inúmeras sugestões de programa, às vezes roteiros completos de como se conduzir por uma década.

Por que tudo se transforma depois? O governo vai cuidar da política com os deputados do Centrão, e os intelectuais voltam placidamente para suas atividades. Parece que está tudo bem. O problema é quando as coisas não andam para a frente, andam para trás. O movimento é a realidade."