quarta-feira, 23 de abril de 2025

Na Lupa, Quarta, 23/04/2024, Blog do Edney

NA LUPA 🔎 
BLOG DO EDNEY 

Por Edney Souto

PATRICK MORAES É MULTADO EM ITAQUITINGA POR CAUSA DA FOLHA DE PAGAMENTO
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) negou, por unanimidade, o Recurso Ordinário interposto pelo prefeito de Itaquitinga, Patrick Moraes (PSD), e manteve a multa de R$ 5.325,48 aplicada no âmbito do processo de Auto de Infração referente ao exercício de 2024. A decisão foi proferida na sessão do Pleno realizada nesta semana e confirma, integralmente, os termos do Acórdão nº 185/2025, publicado no Diário Oficial do TCE. Vamos dar uma analisada NA LUPA desta quarta-feira. 
NÃO CUMPRIU A LEI - A penalidade imposta ao gestor municipal decorre do descumprimento do prazo legal de 60 dias para envio de esclarecimentos solicitados pelo órgão de controle, após a identificação de indícios de irregularidades no Sistema de Gerenciamento de Indícios (SGI), plataforma interna utilizada pelo TCE para monitoramento contínuo da gestão pública. Importante frisar que o relatório final do processo, em que o voto do relator foi seguido à unanimidade pelos demais membros do colegiado, mostrou a importância de se atender e respeitar os prazos dos órgãos de fiscalização e controle. 
PESSOAS FALECIDAS - De acordo com o relatório técnico, a Prefeitura de Itaquitinga foi notificada formalmente em 2024 para prestar informações sobre diversas inconsistências verificadas na folha de pagamento municipal, dentre elas a presença de pessoas falecidas, aposentados, inativos e pensionistas sendo remunerados como se estivessem em atividade. Outro ponto de destaque foi a identificação de servidores acumulando cargos públicos de forma possivelmente irregular.
NÃO RESPONDEU - Conforme previsto no inciso IV do artigo 73 da Lei Orgânica do TCE-PE, a ausência de resposta a requisições do Tribunal dentro do prazo estipulado configura infração administrativa, sujeita à aplicação de multa. A defesa do prefeito Patrick Moraes sustentou, em sua argumentação, que houve equívocos na comunicação e que a gestão teria enfrentado dificuldades técnicas e operacionais para atender à solicitação. No entanto, o colegiado do TCE não acatou os argumentos apresentados e considerou injustificada a omissão.
TCE ATUA COM RIGOR - “Trata-se de descumprimento de obrigação legal clara e objetiva. O prefeito foi devidamente notificado, teve prazo razoável para apresentação dos esclarecimentos e, mesmo assim, optou por não responder às inconformidades apontadas pelo órgão de fiscalização”, afirmou o conselheiro relator em seu voto. A decisão do TCE reforça a política da Corte de Contas pernambucana de atuação rigorosa frente a gestores que descumprem prazos e não colaboram com os mecanismos de controle. Segundo fontes internas do Tribunal, a omissão por parte do gestor compromete não apenas a transparência da administração municipal, mas também impede a atuação preventiva do órgão diante de possíveis prejuízos ao erário.
INDÍCIOS DE DANOS - Ainda segundo o parecer técnico, os indícios de irregularidades poderiam representar danos de natureza financeira e administrativa aos cofres públicos, motivo pelo qual a ausência de respostas foi considerada grave. O não envio das informações, na avaliação do colegiado, impediu a conclusão da análise da legalidade da folha de pessoal, gerando risco à gestão fiscal e à correta aplicação dos recursos públicos.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ - Esta não é a primeira vez que a gestão de Patrick Moraes é alvo de questionamentos por parte do Tribunal. Em anos anteriores, o município de Itaquitinga já havia sido alertado quanto à necessidade de aprimorar os mecanismos de controle interno e revisar sistematicamente sua folha de pessoal. Técnicos do TCE recomendam que o município implemente ações efetivas de auditoria interna, com apoio jurídico e tecnológico, a fim de evitar novos apontamentos.

ADVERTÊNCIA AO PREFEITO- A decisão do Pleno do TCE será agora encaminhada à Coordenadoria de Controle Externo, que poderá adotar novas medidas a depender da evolução do caso. A multa funciona como uma advertência pública à conduta omissiva do gestor e poderá pesar negativamente em futuras análises de contas anuais de governo. O caso repercute entre especialistas em administração pública como mais um exemplo da importância da atuação dos Tribunais de Contas no fortalecimento da responsabilidade fiscal e da transparência nos municípios pernambucanos. “É essencial que os gestores compreendam que o controle externo não é um inimigo da gestão, mas um aliado do bom uso dos recursos públicos”, comentou um auditor do TCE, sob condição de anonimato.

PAGAR A MULTA - Com a decisão definitiva do Tribunal, resta ao prefeito Patrick Moraes o pagamento da multa ou a tentativa de recorrer por outras vias judiciais, embora fontes ouvidas apontem que as chances de êxito são remotas, diante da clareza dos prazos e notificações documentadas no processo. Até o momento, a Prefeitura de Itaquitinga não emitiu posicionamento oficial direto do gabinete do prefeito sobre o desdobramento.
TCE FISCALIZA - Enquanto isso, o TCE-PE segue acompanhando de perto os dados da folha de pagamento de Itaquitinga, cujo histórico recente acende alertas sobre possíveis falhas estruturais no sistema de gestão de pessoal. A Corte reforça que o envio de informações dentro dos prazos estabelecidos é um dever legal inegociável e que o descumprimento dessas exigências poderá continuar gerando sanções administrativas, financeiras e até judiciais. É isso aí.

terça-feira, 22 de abril de 2025

PREFEITO DE JUREMA BRANCO DE GERALDO É EMPOSSADO PREDIDENTE DO CONSEG-PE

Pela primeira vez em sua história, o município de Jurema, localizado no Agreste pernambucano, alcança um protagonismo regional inédito no campo da segurança pública. Na manhã desta terça-feira, 22 de abril, o prefeito Branco de Geraldo foi oficialmente empossado como presidente do Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública, Defesa Social, Ciência, Tecnologia, Inovação e Políticas Transversais de Pernambuco (CONSEG-PE). O consórcio, que reúne municípios com o objetivo de integrar ações voltadas à segurança e à inovação na gestão pública, passa agora a ser comandado por um gestor do interior profundo, quebrando paradigmas e valorizando a representatividade de cidades menores na condução de pautas estratégicas para o estado. Branco de Geraldo assume o comando do CONSEG-PE para o quadriênio 2025 a 2028, sucedendo o prefeito de Cupira, José Maria Leite de Macedo, que vinha desempenhando a função até então. A cerimônia de posse ocorreu de maneira híbrida, com momentos presenciais na capital Recife e conexões remotas que permitiram a participação ampla dos prefeitos consorciados. O evento foi marcado por falas de reconhecimento ao trabalho já desempenhado e, sobretudo, por expectativas em torno do novo ciclo que se inicia sob a liderança de Jurema. Em seu discurso de posse, o prefeito Branco expressou gratidão pela confiança depositada pelos demais gestores municipais e destacou o compromisso em fortalecer as ações conjuntas na área de segurança pública. Segundo ele, a experiência administrativa acumulada em Jurema será um diferencial para promover a integração entre os municípios, ampliar investimentos em tecnologia e melhorar a eficácia das políticas públicas voltadas à prevenção e à defesa social. Além da segurança propriamente dita, o CONSEG-PE tem como missão fomentar a inovação e a ciência como ferramentas de apoio à gestão municipal, o que, segundo o novo presidente, será tratado como prioridade estratégica. A eleição de Branco também representa um símbolo da capacidade técnica e política de gestores do Agreste, muitas vezes sub-representados em espaços de decisão com impacto estadual. Sua escolha reflete o reconhecimento por parte dos pares e demonstra que o trabalho desempenhado em Jurema tem ecoado positivamente entre os demais municípios. Ao assumir a presidência do consórcio, Branco leva consigo a responsabilidade de manter o ritmo de articulação institucional iniciado nas gestões anteriores, mas também o desafio de imprimir um novo ritmo que valorize a escuta, a inovação e a ação integrada. A expectativa é de que sua gestão seja marcada por avanços em áreas críticas, como a implementação de sistemas de monitoramento inteligente, capacitação de guardas municipais, ampliação de parcerias com órgãos de segurança do Estado e da União, além da estruturação de políticas públicas que envolvam educação, assistência social e saúde como componentes essenciais da segurança cidadã.

CACAU DE PAULA CELEBRA LEGADO DE J. BORGES EM BRASÍLIA

Cacau de Paula celebra legado de J. Borges em Brasília
A secretária de Cultura de Pernambuco, Cacau de Paula, marcará presença em Brasília na abertura da exposição ‘J. Borges: Poesia e Arte’ na próxima quarta-feira (23), no Salão Negro do Congresso Nacional. A mostra tem o apoio do governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE e da Fundarpe, e da representação do Estado em Brasília.

A exposição, realizada pelo Centro Cultural Câmara dos Deputados, reúne 73 obras do mais proeminente xilogravurista brasileiro, entre matrizes e gravuras, além de dezenas de cordéis escritos por ele ou que contenham suas ilustrações. J. Borges, uma das maiores referências da cultura popular do país, nascido em Bezerros-PE, faleceu em julho de 2024, e era Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2005.

POR UNANIMIDADE STF TORNA RÉUS ALIADOS DE BOLSONARO

Por unanimidade, STF torna réus mais 6 denunciados por trama golpista
Placar pelo recebimento da denúncia foi obtido com o voto de Moraes
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (22) tornar réus seis denunciados do núcleo 2 da trama golpista. São eles:

Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do então presidente Jair Bolsonaro;
Marcelo Câmara, também ex-assessor de Bolsonaro;
Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal;
Mário Fernandes, general da reserva;
Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça.

Com a decisão, os acusados do núcleo passam a responder a uma ação penal pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O placar de 5 votos a 0 pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi obtido com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Ele foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Cristiano Zanin.

Durante o julgamento, Alexandre de Moraes apresentou seu voto por tópicos e concordou com as acusações da PGR.

O ministro citou a participação dos denunciados na elaboração da minuta do golpe, documento no qual justificam a decretação de estado de sítio, a operação de Garantia da Lei e de Ordem (GLO) pelas Forças Armadas, além do plano "Punhal Verde Amarelo" para matar Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e as ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste durante as eleições de 2022.

Ações da PRF nas eleições: O ministro concordou com a acusação da PGR e disse que Silvinei Vasques, Marília de Alencar e Fernando de Sousa atuaram para viabilizar as operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar a circulação de eleitores do Nordeste no segundo turno do pleito de 2022.

Segundo o ministro, Marília e Fernando produziram informações sobre os locais onde Bolsonaro obteve baixa votação no primeiro turno das eleições. Com base nas planilhas, a PRF realizou as operações.

Plano Punhal Verde Amarelo: Moraes também citou que o plano foi apreendido com  o general da reserva Mário Fernandes e previa "ações para neutralizar" e matar o próprio ministro, além de Lula e Alckmin. Segundo as investigações, o plano foi impresso no Palácio do Planalto para iniciar as tratativas com Bolsonaro.

"Não há dúvida sobre a violência praticada. Cada um dos denunciados terá toda a ação penal para provar que eles não participaram, mas não é possível negar que houve, no dia 8 de janeiro de 2023, a tentativa de golpe de Estado", afirmou.

Minuta do golpe: O relator também destacou que Bolsonaro tinha conhecimento da minuta do golpe, que foi apreendida pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

"O próprio réu, Jair Bolsonaro, logo após o recebimento da denúncia por esta turma, em entrevista coletiva, disse que recebeu a minuta do golpe, manuseou e analisou porque iria pensar sobre a decretação de um estado de sítio ou de defesa. O que importa é que não há mais dúvida de que essa minuta passou a mão em mão, chegando ao presidente da República", disse.

Próximos passos
Com a abertura do processo criminal, os acusados passam a responder pelos seguintes crimes:

organização criminosa armada,
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
golpe de Estado,
dano qualificado pela violência,
grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A ação penal também marca o início da instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes.

Após o fim da instrução, o julgamento será marcado e os ministros vão decidir se os acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento.

Até o momento, somente as denúncias contra os núcleos 1 e 2 foram julgadas, totalizando 14 réus. No mês passado, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus. Ainda serão analisadas as denúncias contra os núcleos 3,4 e 5.

Defesas

Durante a primeira parte do julgamento, realizada nesta manhã, os advogados dos denunciados negaram as acusações e qualquer ligação com a trama golpista.

Agência Brasil

EM GRAVATÁ, RAQUEL INAUGURA 196ª COZINHA COMUNITÁRIA DO ESTADO

Em Gravatá, no Agreste, governadora Raquel Lyra inaugura a 196ª cozinha comunitária do Estado
Município agora conta com dois equipamentos deste tipo, que fazem parte do Programa Bom Prato
Pernambuco chegou à marca de 196 cozinhas comunitárias do Programa Bom Prato, iniciativa do Governo do Estado que tem o compromisso de combater a insegurança alimentar e nutricional da população pernambucana. Nesta terça-feira (22), a governadora Raquel Lyra inaugurou a Cozinha Comunitária Dom Bosco, em Gravatá, no Agreste pernambucano, município que agora conta com dois espaços para fornecimento de refeições gratuitas. O novo equipamento vai servir 200 refeições diárias para pessoas em situação de vulnerabilidade da região, por meio da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), e em parceria com a Prefeitura de Gravatá. A vice-governadora Priscila Krause também participou da solenidade.
"Eu estou muito feliz de estar aqui em Gravatá, no meu Agreste, para ajudar a matar a fome de quem tem. Hoje a gente inaugura a cozinha comunitária de número 196, a segunda de Gravatá. Estamos aqui para cuidar de gente, e o melhor de tudo é aquecer o coração das pessoas que não sabiam o que iam comer na próxima refeição. Aqui teremos 200 pessoas beneficiadas, que se somam a mais de 400 que já estão sendo servidas pela outra cozinha comunitária do município por meio do Programa Bom Prato”, celebrou a governadora Raquel Lyra, que conheceu as instalações da unidade, descerrou a placa de inauguração e conversou com funcionários e as famílias beneficiárias.
As cozinhas comunitárias são operadas pelas prefeituras municipais, com apoio técnico da Secretaria Executiva de Combate à Fome (SECOF/SAS). “No início deste governo a governadora criou o programa chamado Pernambuco Sem Fome, e o Bom Prato é um dos braços desse programa. O interesse do Bom Prato é espalhar, em parceria com os 184 municípios, cozinhas comunitárias que oferecem o mínimo de 200 refeições por dia. As pessoas são referenciadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), ou seja, são as mais vulneráveis de cada região que recebem essas comidas e todo o apoio técnico psicossocial”, destacou o secretário da SAS-PE, Carlos Braga.
Desde o início da gestão Raquel Lyra, o programa já distribuiu mais de 12,9 milhões de refeições em todo o Estado, consolidando-se como uma das principais políticas de segurança alimentar de Pernambuco.

A nova unidade em Gravatá homenageia João Bosco, conhecido como "Pai e Mestre da Juventude" por seu trabalho com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. O espaço funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, com distribuição de almoço às 12h, e conta com uma equipe composta por coordenador, nutricionista, cozinheira, auxiliar de cozinha, copeira e profissional de serviços gerais.
“Essa cozinha é uma verdadeira bênção e traz vida com qualidade. Quando você oferece uma alimentação nutritiva, a população que vive uma situação de carência alimentar vai encontrar um suporte para resgatar, ainda mais, sua dignidade, podendo viver a vida com qualidade e com respeito. E é esse o caminho que queremos continuar seguindo. Parabenizo a governadora Raquel Lyra por todo esse trabalho que vem sendo realizado pelo Estado inteiro”, ressaltou o prefeito de Gravatá, Padre Joselito.
Com essa inauguração, o Programa Bom Prato alcança a marca de 196 cozinhas comunitárias em operação em Pernambuco, sendo 141 delas implantadas durante a atual gestão. Cada unidade recebe R$ 50 mil de investimento inicial para estruturação e equipamentos e mais R$ 20 mil mensais de repasse via cofinanciamento estadual para custeio. “Essa estrutura vai beneficiar a mim e a todos da comunidade. Eu tenho quatro filhos e a cozinha vai ajudar adultos e crianças”, disse Lucicleide Maria, 33 anos, que também está cadastrada no Programa Mães de Pernambuco.
CAMINHOS DA GESTÃO - Na mesma solenidade, a governadora Raquel Lyra também assinou um acordo de cooperação técnica com a Prefeitura de Gravatá dentro do Programa Caminhos da Gestão, que visa promover a profissionalização da gestão municipal a partir da oferta de capacitação em diversas áreas da gestão pública para servidores municipais. O programa é coordenado pela Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag-PE) e pela Escola de Governo da Administração Pública de Pernambuco (Egape), vinculada à Secretaria de Administração, e realizado em parceria com a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).
“Nos colocamos como parte desse processo de transformação, de acompanhamento e apoio que está sendo dado pelo Governo do Estado às prefeituras. Nosso trabalho é ajudar a formar os servidores públicos das prefeituras. Daqui para a frente vai ser só alegria, e iremos conseguir formar cada vez mais servidores nos municípios”, pontuou Henrique Oliveira, diretor da Egape.
Participaram da solenidade o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Hercílio Mamede; e o prefeito de Passira, Severino Silvestre, além de diversas outras lideranças políticas da região.

Fotos: Janaína Pepeu/Secom


SETE PESSOAS MORRERAM E MAIS DE 50 FICAM FERIDAS DURANTE A OPERAÇÃO DA PRF NO FERIADO PROLONGADO NAS BRS QUE CORTAM PERNAMBUCO

Sete pessoas morrem e mais de 50 ficam feridas durante operação da PRF no feriado prolongado em Pernambuco
Durante o período de 17 a 21 de abril, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Pernambuco reforçou o patrulhamento nas estradas com a Operação Semana Santa e Tiradentes 2025. O feriado prolongado foi considerado atípico por englobar duas datas comemorativas e, com isso, houve maior fluxo nas rodovias federais, resultando em 47 acidentes, 55 pessoas feridas e sete mortes.

Entre os óbitos registrados, cinco envolveram motociclistas. Um dos casos mais graves ocorreu no sábado (19), no km 243 da BR-232, em Arcoverde, no Sertão do Estado. A colisão frontal entre dois veículos deixou uma mulher de 72 anos morta e outras cinco pessoas feridas.

No total, 4.212 veículos e 4.992 pessoas foram fiscalizados. A operação resultou em 2.127 autuações por diversas irregularidades, com destaque para o excesso de velocidade, que gerou 437 registros por radar. Outras infrações recorrentes incluíram tráfego pelo acostamento (119), ultrapassagens proibidas (116), não uso do cinto de segurança (105), ausência de capacete (24) e falta de cadeirinha infantil (19).

As ações de combate à embriaguez ao volante incluíram 3.740 testes com etilômetro. Foram registradas duas prisões e 46 autuações, sendo 38 por recusa ao teste e oito por confirmação de álcool. A penalidade pode ultrapassar R$ 2.900, além da suspensão do direito de dirigir e encaminhamento à delegacia, dependendo do teor alcoólico constatado.

As atividades educativas impactaram mais de 4 mil pessoas, com ações como comandos de travessia segura e palestras do projeto Cinema Rodoviário. As abordagens contaram com o apoio de policiais de outros estados, como Brasília, Rondônia e Rio Grande do Sul.

No combate ao crime, a PRF recuperou cinco veículos com restrição e prendeu 16 indivíduos por crimes diversos, incluindo receptação, adulteração de sinais identificadores e mandados de prisão em aberto. Também foram retirados 78 animais soltos das rodovias e prestados 92 atendimentos a motoristas com pane mecânica ou envolvidos em acidentes sem vítimas.

CARRO PEGA FOGO APÓS BATIDA E QUATRO PESSOAS MORREM

Carro pega fogo após batida e quatro pessoas morrem na Bahia
Quatro pessoas morreram depois que o carro onde viajavam se envolveu em um acidente e pegou fogo, na manhã desta segunda-feira (21), na cidade de Riachão das Neves, no oeste da Bahia.

Segundo apurou a TV Oeste, afiliada da Rede Bahia na região, o veículo seguia em um trecho da BR-135, quando invadiu a pista contrária, bateu em outro carro e depois atingiu uma carreta carregada de arroz.

As vítimas foram identificadas como Herick Bispo de Carvalho, Ícaro Luís da Silva Guerra, Marisvaldo Lustosa Pereira e Michele Guimarães Cavalcante. Eles moravam na cidade de Curimatá, no Piauí.

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA) esteve no local e conseguiu apagar as chamas, mas as vítimas não resistiram aos ferimentos.

Os corpos dos quatro ocupantes do carro foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região. A causa do acidente será apurada

TCE-PE DETERMINA QUE EX-PREFEITO SERGIO HACKER DEVOLVA R$ 510 MIL POR PAGAMENTOS FANTASMAS EM TAMANDARÉ

A gestão do ex-prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, volta a ser alvo de questionamentos após decisão unânime do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que determinou a devolução de R$ 510 mil aos cofres públicos. A quantia, segundo a corte de contas, está relacionada a pagamentos irregulares realizados durante o ano de 2020, último ano da administração do ex-gestor. A apuração dos fatos foi conduzida por meio de uma auditoria minuciosa, que revelou práticas incompatíveis com a legislação e os princípios da administração pública. Entre os achados do TCE, destaca-se a constatação de que diversos servidores constavam na folha de pagamento da prefeitura sem, no entanto, estarem efetivamente desempenhando suas funções nas repartições públicas, o que levantou a suspeita da existência de servidores fantasmas, figura irregular que representa uma das formas mais comuns de desvio de recursos públicos.

A investigação apontou que os pagamentos ocorriam sem qualquer controle efetivo de frequência ou comprovação de atividades por parte dos supostos servidores. Em muitos casos, segundo o relatório técnico, sequer havia registros mínimos que comprovassem a atuação desses funcionários em suas áreas de lotação. O TCE também observou a ausência de relatórios de produtividade ou quaisquer formas de fiscalização por parte das chefias imediatas, fator que contribuiu para a manutenção prolongada dessas práticas. Em sua defesa, Sérgio Hacker tentou justificar os atos afirmando que situações semelhantes teriam ocorrido em gestões anteriores, e que, por esse motivo, não se trataria de irregularidade. Essa argumentação, no entanto, foi considerada improcedente pelos conselheiros da Corte, que reforçaram o entendimento de que a repetição de práticas administrativas incorretas não as torna legais ou aceitáveis à luz da legislação vigente.

O tribunal reafirmou que a função pública exige o exercício efetivo das atribuições previstas em lei, sendo inadmissível a manutenção de servidores que não contribuem com os serviços da municipalidade. O julgamento reforçou ainda que a responsabilidade do gestor municipal inclui não apenas a nomeação e pagamento dos servidores, mas principalmente a vigilância constante sobre o cumprimento dos deveres funcionais. O conselheiro relator do processo destacou que não é papel do gestor alegar desconhecimento ou terceirizar a responsabilidade pela fiscalização da máquina administrativa. Embora a decisão permita a interposição de recursos, o entendimento do TCE é claro ao delimitar a natureza dolosa das ações detectadas, atribuindo responsabilidade direta ao ex-prefeito pelas perdas ao erário.

O caso reacende o debate sobre o uso de cargos públicos como moeda de troca política ou instrumento de favorecimento pessoal, problema que afeta diversas administrações municipais pelo Brasil e que compromete a eficiência do serviço público. Em Tamandaré, o episódio reforça um histórico de controvérsias envolvendo a figura de Sérgio Hacker, que já havia sido alvo de denúncias e questionamentos durante sua permanência à frente da prefeitura. A apuração do TCE também teve impacto sobre a imagem institucional do município, especialmente por envolver recursos que deveriam ter sido destinados à melhoria dos serviços prestados à população. A devolução dos R$ 510 mil determinada pela Corte representa não apenas uma tentativa de recompor os danos financeiros, mas também uma sinalização clara de que a má gestão de recursos públicos não passará incólume pelos órgãos de controle.

Apesar da possibilidade de apresentação de defesa por parte do ex-prefeito e de outros envolvidos no processo, o teor das provas reunidas pela auditoria do TCE indica que houve falhas graves de governança e gestão de pessoal. O julgamento unânime também reforça o comprometimento do tribunal com a transparência na aplicação dos recursos públicos e com o combate à impunidade na esfera administrativa. A decisão teve repercussão nos meios jurídicos e políticos, sendo acompanhada com atenção por outros gestores e representantes do poder público, que veem no caso um exemplo claro da atuação do controle externo frente a indícios de irregularidade.