terça-feira, 12 de agosto de 2025
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A conquista foi formalizada por meio da Portaria MCID nº 892/2025, que ampliou a meta física do programa e divulgou oficialmente os projetos contemplados. De acordo com o secretário executivo de Habitação, Adriano Freitas, o resultado expressivo é fruto de um trabalho técnico alinhado entre o governo estadual e as prefeituras. “Apresentamos 53 propostas e conseguimos aprovar 19. Na primeira janela do Sub-50, em 2024, foram 132 propostas e apenas 13 aprovadas. O salto demonstra a assertividade e eficiência da nossa articulação”, afirmou.
O anúncio também foi reforçado pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em mensagem gravada para o Seminário Brasil em Construção, realizado no Recife. “A seleção para municípios abaixo de 50 mil habitantes já está definida. Agora vamos preparar licitações e projetos para iniciar as obras o quanto antes, gerando emprego, renda e realizando o sonho da casa própria”, declarou.
Os municípios contemplados e o número de unidades que cada um receberá são: Bodocó (40), Cachoeirinha (20), Cortês (20), Custódia (40), Gameleira (20), Jataúba (20), Jatobá (20), Joaquim Nabuco (20), Jucati (20), Lagoa do Carro (20), Lagoa do Ouro (20), Palmeirina (20), Panelas (20), Santa Maria do Cambucá (20), São Joaquim do Monte (20), São Vicente Férrer (20), Tuparetama (20), Venturosa (20) e Vertentes (20).
O governo estadual, além de apoiar tecnicamente os projetos, oferece cessão de terrenos públicos e aporte adicional de R$ 10 mil por unidade, recurso que complementa o valor federal e viabiliza a execução das obras. O presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Paulo Lira, destacou que essa medida é essencial, pois o valor disponibilizado pelo governo federal nem sempre cobre o custo total de construção.
Esta é a segunda fase de seleção do MCMV Sub-50. Na primeira, realizada em junho deste ano, a governadora Raquel Lyra assinou termo de compromisso para a construção de 545 unidades em 12 municípios e em Fernando de Noronha, com investimento total de R$ 76,3 milhões, somando recursos federais e estaduais.
Com a nova etapa, Pernambuco chega a 965 unidades contratadas nas modalidades do Sub-50 em pouco mais de um ano, reforçando a política habitacional como um dos pilares do desenvolvimento social no Estado e garantindo que mais famílias tenham acesso à moradia digna.
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O ACR é um modelo inovador que permite a inclusão de medicamentos, tratamentos e dispositivos médicos de forma mais rápida e sustentável, especialmente para doenças raras e de alto custo. Pelo sistema, o risco financeiro e clínico é dividido entre o SUS e a indústria farmacêutica, com cláusulas que garantem redução de preços, monitoramento de resultados e custeio compartilhado.
Eduardo da Fonte destacou que a medida tem potencial para acelerar o acesso a terapias inovadoras, citando o exemplo da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipos 2 e 3, que inicialmente ficaram fora do protocolo do SUS. “Esse projeto representa um avanço para garantir que o tratamento chegue a quem mais precisa, com responsabilidade no uso dos recursos públicos e participação ativa da sociedade civil”, afirmou.
Em março deste ano, o Ministério da Saúde adotou o modelo proposto pelo parlamentar e firmou um acordo com a Novartis para fornecimento do Zolgensma, primeira terapia gênica incorporada ao SUS sob o formato de ACR. Em maio, Pernambuco registrou a primeira aplicação do medicamento, beneficiando uma criança de São Caetano.
O projeto altera a Lei nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde) e prevê que os acordos sejam executados em centros de referência, com monitoramento por instituições de pesquisa, e submetidos à avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) antes da incorporação definitiva. O PL deve ser votado pela Comissão ainda neste semestre.