sexta-feira, 15 de agosto de 2025
EQUIPE DA DELEGACIA DE XEXÉU, 13ª DESEC E NIZM PRENDERAM EM UNIÃO DOS PALMARES EM ALAGOAS, MULHER QUE AGREDIU OS FILHOS PARA SE VINGAR DO MARIDO
JOÃO CAMPOS E ALEXANDRE PADILHA CUMPREM AGENDA INTENSA NO RECIFE COM ANÚNCIOS IMPORTANTES PARA A SAÚDE
De lá, a comitiva segue para o Hospital da Mulher do Recife, equipamento referência no atendimento à saúde feminina, onde será anunciada a ampliação de serviços destinados às pacientes, reforçando a capacidade de acolhimento e tratamento. No início da tarde, a agenda se desloca para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), um dos maiores complexos hospitalares filantrópicos do país.
Ainda durante a tarde, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, o destaque será a entrega de uma nova máquina de radioterapia, adquirida por meio do Programa Persus 1, voltado à modernização e ampliação do atendimento oncológico no Brasil.
A partir desse ponto, a programação contará também com a participação do Governo de Pernambuco, representado pela secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti. A governadora Raquel Lyra (PSD) estará cumprindo agenda no Sertão, comandando etapas do programa Ouvir para Mudar, em Salgueiro e Floresta. Já a vice-governadora Priscila Krause (PSD), que representou Raquel em evento com o presidente Lula (PT) em Goiana, também seguirá no interior.
Às 16h30, no campus da Universidade de Pernambuco (UPE), João Campos, Padilha e Zilda formalizarão a cessão do Laboratório Municipal para o Estado, permitindo a ampliação do setor de urgência do Procape, unidade de referência em cardiologia. O pleito era antigo e, segundo o acordo firmado, o Ministério da Saúde financiará a construção de um novo laboratório no bairro de Casa Amarela.
Outra parceria confirmada entre o ministério e o Governo do Estado envolve a liberação de recursos para reduzir a fila de espera de pacientes com arritmia grave. Hoje, cerca de 300 pessoas aguardam pelo procedimento, que poderá ser acelerado com o reforço de investimentos federais e estaduais.
A agenda reforça a aproximação entre Prefeitura, Governo Federal e Estado em torno de pautas prioritárias para a saúde, com impacto direto na vida da população recifense e pernambucana.
LULA ELOGIA RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS E REFORÇA TOM CORDIAL MESMO COM CENÁRIO ELEITORAL À VISTA
Durante passagem por Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou habilidade política ao adotar um tom conciliador ao falar sobre duas das principais lideranças do Estado que, ao que tudo indica, estarão em lados opostos nas eleições de 2026: a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Em uma breve entrevista concedida à Rádio Jornal do Commercio, Lula fez questão de ressaltar que ainda não é hora de discutir o pleito de daqui a pouco menos de dois anos, preferindo destacar aspectos positivos dos dois gestores.
Mesmo com a ausência de Raquel Lyra nos eventos que cumpriu nesta quinta-feira (14), Lula não economizou nas palavras ao se referir à governadora. Disse que a acompanha à distância e que reconhece seu esforço para conduzir o Estado, citando a importância da liderança feminina na política nacional. O presidente também afirmou que, independentemente de diferenças partidárias, tem por princípio respeitar e valorizar os gestores eleitos pelo voto popular.
O mesmo tom amistoso foi adotado em relação a João Campos, que esteve presente nas agendas e acompanhou de perto o presidente. Lula destacou o trabalho realizado na capital pernambucana, elogiou a postura do prefeito e afirmou que João representa uma nova geração de políticos, com capacidade de dialogar e buscar soluções para os desafios urbanos.
Sem entrar em polêmicas sobre alianças ou disputas, Lula optou por ressaltar que tanto Raquel quanto João são jovens líderes, com energia e disposição para servir à população por muito tempo ainda. Segundo ele, a política não se esgota em um único mandato ou numa única eleição, e o futuro reserva muitas oportunidades para ambos contribuírem para o desenvolvimento do Estado e do País.
Ao equilibrar elogios a duas figuras que caminham para um embate eleitoral inevitável, o presidente deu sinais de que pretende manter portas abertas e preservar um clima de diálogo institucional. No entendimento de Lula, a boa política exige maturidade para reconhecer méritos, mesmo entre adversários, e foco na entrega de resultados à sociedade.
Essa postura, observada na entrevista, reforça a estratégia do presidente de não antecipar o debate de 2026, evitando acirrar tensões e preservando espaço para construir pontes políticas em Pernambuco, um Estado estratégico para qualquer projeto nacional. Enquanto isso, Raquel Lyra e João Campos seguem fortalecendo suas imagens e acumulando capital político, cientes de que a disputa que se aproxima será, inevitavelmente, uma das mais observadas do cenário eleitoral brasileiro.
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GOVERNADORA RAQUEL LYRA REFORÇA MARCA DE GESTÃO PARTICIPATIVA E APROXIMAÇÃO COM A POPULAÇÃO NO “OUVIR PARA MUDAR”
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, abriu nesta quinta-feira (14) mais uma rodada do programa “Ouvir Para Mudar”, iniciativa que tem se tornado uma das principais marcas de sua administração e que leva o Governo do Estado a todas as regiões, com o objetivo de identificar e atender demandas específicas de cada localidade. A agenda, que percorre municípios de diferentes portes e realidades, busca ir além do contato formal, promovendo uma escuta ativa, direta e sem intermediários, aproximando a gestão das necessidades reais da população.
Com uma proposta centrada no diálogo, Raquel Lyra tem estruturado encontros que reúnem lideranças comunitárias, prefeitos, vereadores, representantes de associações e cidadãos que apresentam, de forma aberta, os desafios e prioridades de cada território. Essa metodologia garante que as decisões não sejam tomadas apenas a partir de relatórios técnicos, mas também do conhecimento prático de quem vive diariamente a realidade local. Em cada parada, a governadora se coloca disponível para ouvir relatos e reivindicações, criando um ambiente de confiança entre a gestão estadual e a sociedade.
Durante os eventos do “Ouvir Para Mudar”, a governadora não apenas recebe demandas, mas também apresenta resultados concretos das ações já em andamento e anuncia novos investimentos. As áreas de saúde, educação e infraestrutura têm recebido atenção especial, com anúncios que incluem reformas de escolas, ampliação de unidades de saúde, pavimentação de estradas e implantação de sistemas de abastecimento de água. Esse formato de trabalho permite que a população veja, de forma clara, que o processo de escuta é seguido de medidas efetivas, reforçando a credibilidade do programa.
Além das reuniões formais, Raquel Lyra percorre feiras, visita bairros e conversa com moradores de maneira espontânea, colhendo impressões e sugestões fora do protocolo. A proximidade física com a população, marcada pelo “olho no olho”, é uma estratégia que tem garantido à gestora uma percepção de liderança acessível e comprometida. Prefeitos e lideranças locais destacam a agilidade no retorno das demandas, o que fortalece a relação institucional e dá mais dinamismo à execução das políticas públicas.
A cada edição do “Ouvir Para Mudar”, cresce a expectativa de que esse formato de gestão participativa se consolide como um modelo permanente de governança. O programa vem se firmando como um instrumento estratégico para alinhar as políticas estaduais às necessidades regionais, permitindo que investimentos sejam direcionados com mais assertividade. Em meio a um cenário político competitivo e com as eleições de 2026 se aproximando, a iniciativa reforça a imagem de uma governadora que prefere estar nas ruas, ao lado da população, para entender de perto onde e como o Estado pode agir com mais eficiência.
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RAQUEL LYRA PRIORIZA AGENDA NO SERTÃO E EVITA ENCONTRO COM LULA, AUMENTANDO ESPECULAÇÕES SOBRE DISTANCIAMENTO POLÍTICO
A decisão da governadora foi interpretada por analistas e interlocutores políticos como mais um indício de que a relação institucional e pessoal entre ela e o presidente atravessa um momento de enfraquecimento. Ao longo de seu mandato, Raquel buscou manter um diálogo constante com o Palácio do Planalto, preservando espaço para parcerias e recursos federais. No entanto, desde a última visita presidencial ao Estado, no fim de maio, quando Lula esteve em Salgueiro para autorizar obras da transposição do Rio São Francisco, sinais de afastamento começaram a ficar mais evidentes.
Fontes próximas ao governo estadual apontam que a principal ponte de interlocução com o Planalto, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, teria diminuído o nível de atenção às demandas pernambucanas. Dois episódios são frequentemente citados como reflexo dessa mudança de clima: a postura discreta do governo federal diante do projeto de recuperação do metrô do Recife e a exoneração de Danilo Cabral da Superintendência da Sudene — medida que, segundo interpretações, favoreceu interesses do Ceará na disputa por investimentos da Transnordestina.
A situação se agravou com a redução no ritmo de liberação de recursos do Novo PAC para obras estruturantes em Pernambuco. Outro episódio que não passou despercebido no Palácio do Campo das Princesas foi o convite tardio para os eventos presidenciais desta quinta-feira: Raquel teria sido avisada quase um dia depois de João Campos, seu principal adversário político no Estado.
Diante desse cenário, a governadora manteve firme seu próprio itinerário, reforçando compromissos no Sertão e destacando investimentos estaduais na região. Nesta sexta (15), prosseguiu a agenda sertaneja, com compromissos em Salgueiro e Floresta. Para observadores políticos, a escolha de não alterar o roteiro para se encontrar com Lula envia um recado claro: Raquel pretende consolidar uma atuação independente, sem subordinar sua estratégia administrativa e política ao calendário do governo federal.
Nos bastidores, a avaliação é de que o gesto pode ter desdobramentos na dinâmica eleitoral de 2026, quando tanto Lula quanto Raquel devem desempenhar papéis centrais no tabuleiro político de Pernambuco. Enquanto o presidente mantém proximidade com João Campos e outros aliados históricos, a governadora dá sinais de que aposta no fortalecimento de sua própria base, especialmente em regiões estratégicas como o Sertão.