sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
GOVERNADORA RAQUEL LYRA INAUGURA NOVOS CENTROS DE IMAGEM E ENDOSCOPIA E COMPLEXO ADMINISTRATIVO DO HOSPITAL OTÁVIO DE FREITAS
VIAGEM COM EMPRESÁRIO DE PALMARES TERMINA EM TRAGÉDIA NA BR-232, EM PESQUEIRA
Segundo as primeiras informações, o casal seguia de motocicleta pela rodovia quando houve a colisão com um carro de passeio. O veículo estaria realizando uma manobra para entrar em um posto de combustíveis às margens da estrada no momento do impacto. A batida foi violenta e mobilizou pessoas que passavam pelo local, que acionaram imediatamente o socorro.
Renata Rodrigues não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente. A confirmação da morte causou forte comoção entre familiares, amigos e conhecidos do casal, que era bastante presente em eventos sociais e no meio empresarial, além de participar de encontros de motociclistas pelo interior do Estado.
Washington Menezes foi socorrido com vida e levado para o hospital mais próximo da região. Até agora, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde do empresário, o que tem gerado apreensão entre pessoas próximas e colaboradores da empresa.
As circunstâncias do acidente deverão ser investigadas pelas autoridades competentes, que vão apurar a dinâmica da colisão e as responsabilidades envolvidas. O trecho da BR-232 onde ocorreu o caso é conhecido pelo tráfego intenso e pelo grande número de acessos a estabelecimentos às margens da rodovia, o que exige atenção redobrada de motoristas e motociclistas.
A tragédia deixa uma marca profunda entre os que conheciam o casal e reacende o alerta sobre os riscos nas estradas pernambucanas, especialmente em pontos de entrada e saída de veículos.
EM IPOJUCA, MINISTRO SILVIO COSTA FILHO ANUNCIA INVESTIMENTOS AO LADO DO PREFEITO CARLOS SANTANA E DA DEPUTADA SIMONE SANTANA
ALERTA LIGADO - ROMPIMENTO DA FAMÍLIA GALDINO ESCANCARA ISOLAMENTO POLÍTICO DE CHAPARRAL EM SURUBIM
Com trajetória histórica na política surubinense e reconhecida influência eleitoral, a família Galdino tornou pública sua nova posição ao declarar apoio ao deputado federal Eduardo da Fonte e ao deputado estadual Caio Maniçoba. O anúncio, feito de forma direta e sem margem para dúvidas, consolidou o afastamento definitivo do grupo que hoje comanda a Prefeitura. Nos bastidores, o movimento é visto como um divisor de águas, principalmente pelo simbolismo de uma família que esteve inserida em importantes momentos da política local e que agora decide trilhar outro caminho.
A decisão, segundo pessoas próximas ao grupo, não foi impulsiva nem isolada. Ela seria resultado de um acúmulo de frustrações com a condução administrativa do município. A avaliação é de que promessas feitas durante o período eleitoral não se converteram em melhorias concretas na vida da população, o que teria gerado um sentimento crescente de decepção entre antigos apoiadores.
Nas ruas, o clima também é de cobrança. Moradores relatam dificuldades em áreas essenciais e apontam falta de respostas efetivas por parte da gestão. Aliados que antes defendiam o governo hoje adotam um tom mais cauteloso ou, em alguns casos, abertamente crítico. Lideranças políticas ouvidas reservadamente afirmam que o prefeito enfrenta um dos momentos mais delicados desde o início do mandato, com perda gradual de sustentação política.
O rompimento da família Galdino, nesse contexto, ganha peso não apenas pelo ato em si, mas pelo que ele representa. Quando grupos tradicionais, com base eleitoral consolidada, optam por se afastar, a leitura predominante é de que há um desalinhamento entre a gestão e parcelas importantes da sociedade. Para analistas locais, o gesto funciona como um termômetro do humor político da cidade.
Ao declarar apoio a Eduardo da Fonte e Caio Maniçoba, a família também sinaliza uma reorganização de forças visando os próximos embates eleitorais. O movimento reposiciona lideranças, fortalece novos palanques e amplia o debate sobre os rumos de Surubim. Mais do que uma escolha partidária, o gesto carrega um discurso de insatisfação e de busca por alternativas.
Enquanto isso, o governo municipal passa a conviver com um cenário mais adverso, marcado por cobranças públicas, críticas mais frequentes e a saída de aliados históricos. O episódio reforça a percepção de que a gestão atravessa um período de forte desgaste político, em que cada novo rompimento amplia a sensação de isolamento.
Surubim, que viveu uma eleição marcada por expectativas de mudança e renovação, agora presencia um momento de revisão e reposicionamento de forças. O afastamento da família Galdino entra para esse contexto como um dos fatos mais emblemáticos da atual conjuntura, revelando que a insatisfação deixou de ser silenciosa e passou a se traduzir em movimentos políticos concretos.
.ALCKMIN FECHA PORTAS EM SÃO PAULO, REFORÇA LEALDADE A LULA E DIZ QUE FUTURO PODE SER “CAPINAR EM PINDA”
De acordo com esses relatos, Alckmin tem repetido que seu caminho é continuar na Vice-Presidência ou, de forma bem-humorada, “capinar em Pinda”, numa referência direta à sua cidade natal, Pindamonhangaba, no interior paulista. A expressão, longe de ser apenas uma metáfora política, carrega um sentido literal e afetivo. A família do vice-presidente mantém um sítio no município, onde ele costuma passar períodos de descanso e se dedica, segundo pessoas próximas, a atividades simples do campo, como roçar o mato. Para Alckmin, capinar não é apenas exercício físico, mas também um momento de conexão espiritual, de reflexão e de proximidade com a terra.
Apesar do tom leve da frase, o recado político é duro e objetivo: ele não pretende disputar cargos majoritários em São Paulo em 2026. A decisão frustra, em parte, movimentos que vinham sendo ensaiados nos bastidores, especialmente dentro do PT, onde havia quem visse com bons olhos a possibilidade de Alckmin disputar o governo paulista ou uma vaga no Senado. Nesse cenário, a vaga de vice na chapa presidencial poderia ser oferecida a outro partido de peso, como o MDB, ampliando a coalizão nacional de Lula.
A permanência de Alckmin como vice, porém, é vista por ele como um gesto de coerência política e lealdade ao presidente. Desde que deixou o PSDB e se aliou a Lula em 2022, o ex-governador paulista tem trabalhado para se consolidar como ponte entre setores mais moderados, empresariais e parte do eleitorado do Sudeste, especialmente em São Paulo, onde construiu sua trajetória política. Sua presença na chapa é considerada, dentro do governo, um símbolo de amplitude e pacificação política após anos de polarização.
Ao mesmo tempo, a fala de Alckmin ocorre em um momento de preocupação no Planalto com o cenário eleitoral paulista. Caso o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirme uma candidatura à reeleição, ele largaria como favorito, apoiado por uma base conservadora sólida e pela força do bolsonarismo no estado. Esse quadro pode dificultar o desempenho de Lula em São Paulo, historicamente um território mais desafiador para o petista nas últimas disputas presidenciais.
Nesse contexto, havia no governo a avaliação de que uma candidatura de Alckmin em São Paulo poderia ajudar a puxar votos para Lula, seja em uma disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, seja para o Senado. O próprio histórico do vice-presidente, que governou o estado por quatro mandatos, é visto como um ativo eleitoral relevante. Ainda assim, ele optou por priorizar o papel nacional e a continuidade do arranjo político que o levou à Vice-Presidência.
A sinalização de Alckmin também reorganiza o tabuleiro das negociações partidárias para 2026. Ao manter a vaga de vice “reservada”, ele reduz o espaço para barganhas envolvendo o posto, mas, por outro lado, oferece ao Planalto a estabilidade de uma chapa já testada nas urnas. Para aliados de Lula, a mensagem é de previsibilidade; para outros partidos, é um indicativo de que a costura da aliança passará mais por palanques estaduais e composição ministerial do que por mudanças no topo da chapa.
Entre a política nacional e a tranquilidade do interior paulista, Alckmin deixa claro que não pretende abrir uma nova frente eleitoral em São Paulo. Se depender dele, o foco continuará sendo Brasília — e, quando a agenda permitir, o sossego de Pindamonhangaba, onde a enxada e a roçadeira ajudam a manter os pés no chão enquanto o cenário político segue em ebulição.
MALAFAIA E FIGUEIREDO TROCAM ATAQUES NAS REDES E EXPÕEM RACHAS NA DIREITA SOBRE 2026
A declaração repercutiu rapidamente e provocou reação de Paulo Figueiredo, que compartilhou o trecho da entrevista em seu perfil no X, antigo Twitter. Em tom crítico e irônico, o influenciador afirmou ser “triste ver o pastor neste estado” e disse que Malafaia estaria “brigando com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado”. Na mesma publicação, Figueiredo ainda fez uma provocação ao mencionar que, “para quem já apoiou entusiasticamente Lula, apoiar Tarcísio é uma evolução”, resgatando posicionamentos passados do pastor para questionar sua coerência política.
A resposta de Malafaia veio em tom duro. O pastor chamou Figueiredo de “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizou o fato de o influenciador estar fora do Brasil, afirmando que “fácil é ficar nos EUA atacando Alexandre de Moraes e os que pensam diferente”, numa referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal, frequentemente alvo de críticas de setores conservadores. Figueiredo não recuou e voltou a ironizar o pastor, dizendo que ele teria ficado “doído com a primeira verdade que ouviu” e que seus “pitis” não o afetavam.
O bate-boca virtual rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores dos dois lados e passou a ser interpretado como mais do que uma troca de ofensas pessoais. O episódio escancarou uma disputa de narrativas dentro da própria direita, onde lideranças religiosas, influenciadores digitais e figuras políticas tentam se posicionar com antecedência em relação ao cenário eleitoral de 2026. A defesa de Tarcísio como alternativa a nomes ligados diretamente à família Bolsonaro mostra que o campo conservador vive um momento de reacomodação, em que estratégias eleitorais, potencial de voto e capacidade de articulação pesam tanto quanto a fidelidade a lideranças tradicionais.
A troca de ataques também evidencia o peso das redes sociais na formação do debate político contemporâneo. Declarações que antes ficariam restritas a entrevistas ou bastidores agora ganham proporções nacionais em poucos minutos, alimentando discussões acaloradas e reforçando divisões já existentes. No pano de fundo, permanece a disputa maior: quem terá força para liderar a direita numa eleição presidencial que promete ser marcada, novamente, pela polarização.
CASEIRO DE ARCOVERDE É EXECUTADO A TIROS EM AÇÃO CRIMINOSA NO CENTRO DE BUÍQUE
A vítima foi identificada como Eduardo Silva de Roseno, conhecido como “Dudu”. Natural de Arcoverde, no Sertão do Estado, ele trabalhava como caseiro e, segundo informações repassadas às autoridades, levava uma rotina comum de trabalho na zona rural. No momento do crime, Eduardo estava acompanhado da esposa e se preparava para sair em direção a um sítio onde prestava serviço.
De acordo com os primeiros levantamentos feitos pela polícia, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. Eles estariam sem capacete e, ao se aproximarem, colocaram capuzes para dificultar a identificação. Em seguida, mandaram a esposa da vítima se afastar e obrigaram Eduardo a se ajoelhar. Logo depois, efetuaram vários disparos de arma de fogo contra ele. A ação foi rápida e os criminosos fugiram imediatamente, tomando destino ignorado.
Equipes da Polícia Militar foram acionadas, mas, ao chegarem, constataram que a vítima já estava sem vida. A cena do crime foi isolada para o trabalho da perícia. O Instituto de Criminalística confirmou que Eduardo foi atingido por disparos na região da cabeça. Após os procedimentos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).
O caso será investigado pela Polícia Civil, que buscará identificar os autores e esclarecer a motivação do homicídio. Até o momento, não há informações sobre suspeitos presos. O crime gerou apreensão entre moradores da área central de Buíque, que acordaram com o barulho dos tiros e se depararam com a movimentação policial logo nas primeiras horas do dia.
DIREITA BOLSONARISTA RACHADA EM PERNAMBUCO EXPÕE DISPUTA POR ESPAÇO AO SENADO
Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente estadual do PL, permanece na legenda que se consolidou nacionalmente como o principal abrigo político do bolsonarismo. De dentro do partido, articula sua pré-candidatura ao Senado tentando se firmar como o nome oficial da direita ligada a Bolsonaro em Pernambuco. Sua posição partidária lhe dá estrutura, tempo de televisão e musculatura organizacional, mas não garante, por si só, a unidade do grupo.
Do outro lado está Gilson Machado, ex-ministro do Turismo e figura de confiança do ex-presidente, que decidiu deixar o PL e passou a buscar uma nova legenda. A saída escancarou divergências nos bastidores e abriu uma disputa direta pelo mesmo eleitorado: o conservador, ideológico e fortemente identificado com Bolsonaro. Gilson condiciona sua filiação a uma exigência clara — só entra em um novo partido se tiver garantido o direito de disputar o Senado, mesmo que de forma avulsa, sem vinculação obrigatória a uma chapa de governador.
A movimentação cria um impasse dentro da própria direita. Em vez de um único nome competitivo concentrando forças, o bolsonarismo pode acabar fragmentado, com dois candidatos disputando o mesmo campo político. Essa divisão pode enfraquecer o desempenho eleitoral de ambos, especialmente em um Estado onde as eleições majoritárias costumam ser fortemente influenciadas por alianças amplas e palanques estruturados.
O problema se agrava porque os dois principais polos da política estadual — a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife, João Campos — não demonstram disposição de abrir espaço em seus palanques para candidaturas identificadas com o bolsonarismo. Sem o apoio de uma chapa forte ao Governo, uma candidatura ao Senado isolada se torna mais difícil, exigindo alto grau de nacionalização da campanha e forte identificação ideológica do eleitor.
Tanto Anderson quanto Gilson apostam justamente nisso: na transferência de votos do campo conservador e na lembrança do desempenho de 2022, quando Gilson Machado ultrapassou a marca de 1 milhão de votos na disputa para o Senado. A avaliação é de que existe uma base fiel que pode ser reativada. No entanto, o cenário político mudou, o ambiente nacional é outro e o nível de mobilização do eleitorado bolsonarista ainda é uma incógnita.
Nos bastidores, cresce a percepção de que o racha pode levar a um desfecho pragmático. Caso a viabilidade para o Senado não se confirme, tanto Anderson Ferreira quanto Gilson Machado têm porte eleitoral para disputar vagas na Câmara dos Deputados. Nesse cenário, a divisão atual deixaria de ser um confronto direto e se transformaria em estratégias paralelas dentro do mesmo campo ideológico.
Enquanto isso, partidos observam. O Podemos, por exemplo, surge como uma das siglas interessadas em abrigar Gilson Machado, de olho no potencial de votos do ex-ministro. Já o PL tenta manter Anderson como seu principal nome no Estado, evitando perder protagonismo dentro do bolsonarismo local.
O que está em jogo não é apenas uma candidatura, mas a liderança da direita bolsonarista em Pernambuco. A falta de unidade pode custar caro em uma eleição majoritária, onde estrutura, alianças e palanques costumam pesar tanto quanto a força ideológica. Até lá, o eleitor conservador assiste a uma disputa interna que pode redefinir quem, de fato, carregará a bandeira de Bolsonaro nas urnas pernambucanas.