segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

REABERTURA DO LEGISLATIVO - AUSENTE NO PALCO, PRESENTE NA CAMPANHA: JOÃO CAMPOS FOGE DA CÂMARA NA HORA DO BALANÇO

A reabertura dos trabalhos legislativos da Câmara do Recife, que tradicionalmente serve como vitrine institucional e momento simbólico de prestação de contas à cidade, ocorreu sem a principal figura do Executivo municipal. O prefeito João Campos (PSB) optou por não comparecer à sessão solene que marcou o início do ano legislativo de 2026, justamente quando o calendário político aponta para sua saída do cargo, em abril, para disputar o Governo de Pernambuco. A cadeira vazia no plenário, porém, falou alto — e virou munição imediata no embate político.

A justificativa oficial veio pela voz do líder do governo na Casa, vereador Samuel Salazar (MDB). Segundo ele, o prefeito estava em Brasília cumprindo agenda com o ministro das Cidades, Renan Filho, em busca de recursos e tratativas consideradas estratégicas para o Recife. A missão institucional, de acordo com o governista, seria prioridade absoluta, sobretudo diante de projetos e investimentos em curso. Salazar ainda tratou de minimizar o peso simbólico da sessão, lembrando que não se tratava de início de legislatura nem de um novo biênio, mas apenas da reabertura anual dos trabalhos.

No lugar do prefeito, quem assumiu a missão de representar o Executivo foi o secretário de Planejamento, Jorge Vieira. Coube a ele levar a palavra oficial da gestão, mas o clima já não era protocolar. Logo nos primeiros momentos da sessão, o presidente da Câmara, Romerinho Jatobá, precisou intervir para pedir desculpas públicas ao secretário, após uma abordagem considerada desrespeitosa por parte de um vereador — em referência a Eduardo Moura. O gesto de Jatobá expôs que, mesmo antes dos discursos políticos mais duros, o ambiente já estava longe da cordialidade institucional.

Se na base governista o discurso foi de normalidade administrativa, na oposição o tom foi de cobrança e indignação. O vereador Felipe Alecrim classificou a ausência de João Campos como um desrespeito ao Poder Legislativo e um gesto de desprestígio à própria cidade. Para ele, a sessão era uma oportunidade crucial para o prefeito ouvir críticas, sugestões e demandas dos parlamentares — inclusive daqueles que não integram sua base de apoio.

Alecrim foi além ao resgatar a lembrança da última abertura de trabalhos, quando, segundo ele, João Campos esteve presente, mas deixou o plenário antes de escutar os pronunciamentos tanto da base quanto da oposição. Na avaliação do vereador, o comportamento reforça uma postura de distanciamento político em relação à Câmara justamente no momento em que o prefeito se prepara para trocar o Palácio Capibaribe pelo palanque estadual.

A crítica central da oposição é que o gesto não atinge apenas adversários políticos, mas a instituição Câmara Municipal como um todo. Em ano pré-eleitoral e às vésperas de deixar o cargo, a ausência foi lida como sintoma de prioridades que já estariam mais voltadas para o mapa de Pernambuco do que para o plenário do Recife.

Nos bastidores, a leitura é clara: enquanto aliados vendem a imagem de um prefeito em Brasília “correndo atrás de recursos”, opositores enxergam um gestor que evita o contraditório e prefere agendas controladas a um plenário onde críticas ecoam sem roteiro prévio. Entre a versão oficial e a percepção política, fica o fato concreto — na sessão que poderia marcar um dos últimos balanços presenciais de sua gestão na Câmara, João Campos não estava lá. E, em política, ausências também fazem discurso.

RUMORES DE RACHADURA POLÍTICA SÃO DESMENTIDOS E VICE-PREFEITO REAFIRMA ALIANÇA COM DUGUINHA LINS

Uma intensa movimentação nas redes sociais agitou o cenário político local desde a noite do último domingo (01), após a circulação de informações apontando para um suposto rompimento entre o vice-prefeito Guto Coelho e o prefeito Duguinha Lins. As especulações rapidamente ganharam força em grupos de mensagens e páginas de bastidores da política, levantando dúvidas sobre a estabilidade do grupo que comanda a gestão municipal.

De acordo com os boatos, Guto Coelho teria se distanciado do projeto político liderado pelo prefeito e estaria avaliando novos caminhos eleitorais, o que poderia provocar uma reconfiguração nas alianças visando o pleito de 2026. A narrativa de um possível afastamento gerou repercussão imediata, sobretudo entre lideranças políticas e eleitores atentos aos movimentos que antecedem o próximo ciclo eleitoral.

Diante da repercussão, o vice-prefeito tratou de vir a público para conter o avanço das especulações. Em contato com o Blog do Silvinho, Guto Coelho foi categórico ao negar qualquer tipo de rompimento e classificou os comentários como infundados. Segundo ele, o grupo político permanece coeso e alinhado em torno de um projeto comum.

“Não tem nada de rompimento. Nós estamos todos unidos, eu, Duguinha, junto com Joãozinho Tenório, André Ferreira e Anderson Ferreira”, afirmou o vice-prefeito, reforçando que a aliança segue firme e articulada.

A declaração não apenas afasta, ao menos oficialmente, a ideia de crise interna, como também sinaliza a manutenção de uma frente política ampla, que reúne lideranças com influência regional e peso eleitoral. O gesto público de reafirmação da parceria busca transmitir estabilidade ao grupo e reduzir ruídos que possam comprometer a imagem de unidade construída ao longo dos últimos anos.

Guto Coelho também destacou que o foco segue voltado para a organização política visando as eleições de 2026, quando o grupo pretende marchar unido mais uma vez. A fala demonstra que, apesar das especulações naturais do período pré-eleitoral, a estratégia é manter a coesão como principal ativo político.

Nos bastidores, aliados avaliam que a rápida resposta do vice-prefeito foi decisiva para esfriar o clima de incerteza. Em tempos de redes sociais aceleradas e disputas narrativas, o silêncio poderia alimentar ainda mais teorias sobre divisões internas. Ao optar por uma manifestação direta e objetiva, Guto buscou preservar não apenas a própria posição, mas também a imagem de estabilidade da gestão municipal.

O episódio revela como o ambiente político já começa a se movimentar com intensidade, mesmo a três anos do pleito. Rumores, articulações e testes de alianças fazem parte do jogo, mas, ao menos por ora, a mensagem oficial é clara: não há rompimento, e o grupo liderado por Duguinha Lins segue unido no mesmo palanque político.

VIRADA POLÍTICA EM GRAVATÁ REPOSICIONA PEÇAS E EXPÕE RACHADURA EM ALIANÇA DE PESO

Os bastidores da política em Gravatá ganharam temperatura nos últimos dias com uma movimentação que pode redesenhar alianças e estratégias para 2026. A primeira-dama do município, Viviane Facundes, estaria se articulando para trocar de legenda e ingressar no PSD, com o objetivo de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A possível mudança de rumo não é apenas partidária — ela carrega implicações diretas em acordos políticos construídos nos últimos anos.

Viviane, que vem ampliando sua presença em agendas públicas, ações sociais e eventos institucionais ao lado do prefeito Joselito Gomes, passou a ser vista como um nome em ascensão dentro do grupo governista local. Sua eventual candidatura já era tratada como um projeto em construção, mas o caminho partidário parecia, até então, definido: o PL, legenda ligada ao deputado federal André Ferreira, aliado político da gestão municipal.

A sinalização de que Viviane pode optar pelo PSD, no entanto, muda o tabuleiro. O gesto é interpretado nos bastidores como um movimento estratégico para buscar maior estrutura partidária estadual, tempo de televisão e uma rede mais ampla de apoios regionais. O PSD, que tem investido na formação de chapas competitivas para a Alepe, aparece como uma sigla com musculatura política e capilaridade municipal — fatores decisivos em disputas proporcionais.

Para André Ferreira, a mudança representa mais que a perda de um nome competitivo. O deputado vinha apostando na candidatura de Viviane pelo PL como peça-chave para fortalecer o partido no Agreste e ampliar a base eleitoral da legenda no interior. A eventual saída dela da órbita liberal é vista como um revés político, especialmente por envolver uma liderança ligada diretamente ao prefeito de Gravatá, aliado estratégico em eleições anteriores.

Dentro do grupo de Joselito Gomes, o clima é de cautela. Publicamente, o discurso é de que ainda não há definições oficiais, mas interlocutores admitem que a primeira-dama tem sido incentivada a buscar um partido que ofereça melhores condições de viabilidade eleitoral. A avaliação é pragmática: uma candidatura à Alepe exige estrutura, recursos e alianças que ultrapassam as fronteiras do município.

A possível filiação ao PSD também pode indicar uma tentativa de posicionamento mais ao centro do espectro político estadual, afastando a imagem de alinhamento automático a um único campo ideológico. Esse reposicionamento pode ampliar o diálogo com prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes correntes, algo essencial em uma disputa proporcional pulverizada como a de deputado estadual.

Nos bastidores da Assembleia, o movimento é observado com atenção. A entrada de um nome com forte ligação com a gestão de Gravatá e boa inserção social pode mexer na conta de votos da região. Gravatá, por sua localização estratégica e influência turística e econômica, costuma irradiar apoio para municípios vizinhos — um ativo eleitoral relevante.

Enquanto isso, o silêncio oficial das lideranças envolvidas alimenta as especulações. Nem Viviane, nem Joselito, tampouco André Ferreira, detalharam publicamente os próximos passos. Mas, na política, quando os sinais começam a se acumular, raramente são por acaso.

Se confirmada, a ida de Viviane Facundes para o PSD não será apenas uma troca de sigla. Será um recado claro de que, na corrida por espaço em 2026, lealdades locais podem ceder lugar a estratégias estaduais — e que Gravatá deixou de ser apenas coadjuvante para se tornar peça ativa no xadrez político pernambucano.

ENTRE ACENOS E SINAIS: O ENCONTRO DE RAQUEL LYRA E SILVIO COSTA FILHO QUE REACENDEU LEITURAS POLÍTICAS EM PERNAMBUCO

Acostumado a embates duros, discursos atravessados e gestos calculados até no aperto de mão, o ambiente político pernambucano ganhou um capítulo curioso — e simbólico — na última sexta-feira, durante a assinatura do contrato de dragagem do Porto do Recife. O que deveria ser apenas mais uma agenda administrativa terminou se transformando em combustível para análises, suposições e leituras que ultrapassam o cais e avançam direto para o tabuleiro eleitoral.

A governadora Raquel Lyra e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, dividiram o mesmo espaço, a mesma solenidade e, sobretudo, um clima que destoou das expectativas de quem imaginava frieza ou distanciamento. Não houve tensão visível, não houve constrangimento protocolar, não houve aquela pressa típica de quem cumpre tabela e vai embora. Pelo contrário: o registro foi de diálogo fluido, gestos respeitosos e uma convivência institucional que chamou atenção justamente por parecer natural demais em tempos de polarização.

O episódio, à primeira vista simples, ganhou contornos maiores porque os dois personagens não orbitam exatamente o mesmo campo político. Silvio é hoje um dos nomes cotados para disputar o Senado na chapa que deverá ser liderada pelo prefeito do Recife, João Campos, principal nome da oposição ao governo estadual. Raquel, por sua vez, comanda o Estado em uma posição que a coloca em rota de enfrentamento indireto com esse mesmo grupo. Ainda assim, diante de câmeras, autoridades e lideranças do setor portuário, o que se viu foi civilidade — algo que, em outros momentos da história política de Pernambuco, nem sempre prevaleceu.

Nos bastidores, os comentários surgiram quase na mesma velocidade das fotos divulgadas. Haveria ali apenas maturidade institucional ou um gesto que poderia abrir brechas para leituras mais ousadas? A política vive de símbolos, e encontros públicos entre figuras de campos distintos raramente passam em branco. Ainda assim, olhando o cenário com lupa, a probabilidade de esse entrosamento ultrapassar o limite administrativo parece restrita.

Silvio Costa Filho tem hoje uma construção política fortemente associada ao projeto de João Campos. Seu nome circula com respaldo importante dentro do PT para compor a vaga ao Senado na chapa da oposição, o que o posiciona com vantagem na disputa interna e reduz a margem para movimentos fora desse eixo. Além disso, sua atuação no governo federal e a proximidade com aliados estratégicos consolidam uma trajetória que, pelo menos neste momento, aponta para um caminho já pavimentado eleitoralmente.

Isso não significa que o gesto ao lado de Raquel Lyra tenha sido vazio. Pelo contrário. Ele sinaliza que, mesmo em lados distintos da disputa, ainda há espaço para relações institucionais equilibradas, especialmente quando o assunto envolve obras estruturadoras, como a dragagem do Porto do Recife, fundamental para a economia do Estado. A mensagem transmitida foi a de que a administração pública pode — e deve — funcionar acima das disputas eleitorais, ainda que elas estejam no horizonte.

Em um ambiente onde cada foto é dissecada e cada aperto de mão vira teoria, o encontro entre Raquel e Silvio serviu como lembrete de que a política também é feita de gestos que preservam pontes, não apenas de movimentos que erguem muros. Se isso terá algum reflexo futuro nas alianças ou estratégias, só os próximos capítulos dirão. Por ora, o que ficou foi a imagem rara de dois atores de campos diferentes dividindo o mesmo palco sem ruído — e isso, em Pernambuco, já é notícia suficiente.

EDUARDO DA FONTE APRESENTA PROJETO QUE FIXA PRAZO MÁXIMO DE 60 DIAS PARA EXAMES NO SUS

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UPB) apresentou, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que estabelece prazo máximo de até 60 dias para a realização de exames essenciais no Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia a transparência das filas de espera em todo o país.

A proposta cria um prazo nacional contado a partir da solicitação médica registrada no sistema de regulação. Caso o limite não seja cumprido sem justificativa, o paciente terá garantido o acesso ao exame por meio da rede privada já contratualizada ou credenciada pelo SUS, sem custo adicional.

O texto também prevê a criação de uma fila única e oficial para exames, organizada por tipo de procedimento. As informações deverão ser públicas e atualizadas em painéis eletrônicos, com dados como número de pacientes na fila, tempo médio de espera, critérios de priorização e quantidade de exames realizados, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O prazo de referência será pactuado na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), considerando as realidades regionais. Estados e municípios poderão adotar prazos menores. A proposta se baseia em modelo já aplicado na legislação do tratamento do câncer, que assegura início da terapia em até 60 dias após o diagnóstico.

“O direito à saúde precisa vir acompanhado de prazo e transparência. Nosso objetivo é garantir exames no tempo adequado, com uma fila clara e justa, reduzindo riscos à vida dos pacientes e a judicialização da saúde”, afirmou Eduardo da Fonte.

O projeto ainda prevê sanções administrativas em casos de descumprimento da ordem da fila, como forma de coibir favorecimentos e irregularidades, e reforça a coordenação nacional do Ministério da Saúde, sem retirar a autonomia de estados e municípios.

Foto: Igor Toscano

TRADIÇÃO, FREVO E ELEGÂNCIA MARCAM A ABERTURA OFICIAL DO CARNAVAL DE ARCOVERDE NO BAILE MUNICIPAL

Arcoverde vestiu brilho, fantasia e emoção para dar o primeiro grande passo rumo ao Carnaval. Na noite do último sábado (31), o Esporte Clube Municipal se transformou no coração pulsante da cultura arcoverdense ao sediar a 18ª edição do Baile Municipal, evento que já se consolidou como o marco simbólico da abertura da folia na cidade. Muito além de uma festa, o baile reafirmou o orgulho de um povo que preserva tradições enquanto celebra a alegria coletiva.

Logo nas primeiras horas da noite, o clima já era de encantamento. Fantasias caprichadas, máscaras cheias de personalidade e trajes elegantes dividiram espaço com sorrisos largos e reencontros animados. O tradicional concurso de fantasias mais uma vez foi um dos pontos altos, resgatando o espírito lúdico dos antigos carnavais de salão e reforçando o caráter cultural do evento, que atravessa gerações sem perder o brilho.

A trilha sonora da festa foi um espetáculo à parte. O Grupo Revelação abriu a programação colocando o público para cantar e sambar em um repertório que misturou sucessos consagrados e a energia contagiante do pagode. Em seguida, a Orquestra Super Oara assumiu o comando da pista, conduzindo os foliões por ritmos variados que mantiveram o salão cheio e a animação em alta. O encerramento ficou por conta de SpokFrevo, maestro reverenciado em Pernambuco, que levou a vibração do frevo a um nível quase hipnótico, fazendo do salão um verdadeiro reduto da cultura carnavalesca do estado.

Presente na celebração, o prefeito Zeca Cavalcanti destacou o valor simbólico do baile para o calendário cultural do município. Em meio à festa, ressaltou que o evento representa não apenas o início do Carnaval, mas também a força das tradições locais e a capacidade de Arcoverde de promover uma festa organizada, culturalmente rica e popular ao mesmo tempo. Para ele, ver o salão lotado e o público animado é a confirmação de que a cidade mantém viva a essência do seu Carnaval.

A secretária de Turismo, Esportes e Eventos, Nerianny Cavalcanti, também celebrou o sucesso da noite, enfatizando o cuidado na organização e a resposta positiva do público. Segundo ela, cada detalhe foi pensado para garantir que a abertura do Carnaval estivesse à altura da expectativa dos foliões, consolidando o Baile Municipal como um dos momentos mais aguardados da prévia carnavalesca.

A festa começou às 21h e atravessou a madrugada em clima de pura celebração. Ao amanhecer, a energia não diminuiu. Pelo contrário: foliões seguiram em cortejo do Esporte Clube até o Coreto do Bandeirante, embalados pela Orquestra Maktub, transformando as ruas em uma extensão natural do salão e levando a vibração do baile para o espaço público. O desfile improvisado, colorido e musical, simbolizou a passagem da festa fechada para o Carnaval que toma conta da cidade.

Com mais uma edição realizada com sucesso, o Baile Municipal reafirma Arcoverde como um dos polos carnavalescos mais autênticos do interior pernambucano. A celebração não apenas abriu oficialmente a temporada de folia, mas também reacendeu o sentimento de pertencimento e identidade cultural, mostrando que, em Arcoverde, o Carnaval é tradição que se renova a cada ano, sempre com elegância, música e muita animação.

HOJE - BOM JARDIM ATINGE O ALGE DA FÉ NA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO COM FESTA E DEVOÇÃO

Bom Jardim vive nesta segunda-feira (2) um dos dias mais simbólicos de sua história recente. O município do Agreste pernambucano chega ao ápice da tradicional Festa de São Sebastião, co-padroeiro da cidade, em uma edição marcada pelo centenário de uma das maiores expressões religiosas e culturais da região. Fé, tradição e celebração popular se entrelaçam em uma programação que mobiliza milhares de pessoas desde as primeiras horas do dia e que tem o apoio direto da gestão do prefeito Janjão, que transformou o evento também em vitrine de valorização cultural e fortalecimento da economia local.

O dia começou ainda antes do nascer do sol, com a alvorada às 6h ecoando pelas ruas e despertando moradores e visitantes para o momento mais aguardado da festividade. Fogos, cânticos e o toque dos sinos reforçaram o clima de espiritualidade que envolve a cidade durante todo o ciclo festivo. Às 9h, a missa solene reuniu fiéis vindos de bairros urbanos, sítios e distritos da zona rural, além de devotos de cidades vizinhas, todos unidos em torno da devoção a São Sebastião, santo tradicionalmente associado à proteção e à resistência da fé cristã.

Ao longo do dia, o comércio local ganhou novo fôlego. Barracas de comidas típicas, vendedores ambulantes, artesãos e pequenos empreendedores aproveitaram o intenso fluxo de pessoas, transformando a fé também em geração de renda. A movimentação confirma o peso econômico da festa, que vai além da religiosidade e se consolida como um dos principais eventos do calendário cultural de Bom Jardim.

À tarde, a missa de encerramento, marcada para as 16h, prepara o ambiente espiritual para o momento mais emocionante da programação: a tradicional procissão das 17h. A imagem de São Sebastião percorrerá as principais ruas da cidade acompanhada por uma multidão, em um cenário de orações, promessas pagas e demonstrações públicas de gratidão. É o instante em que fé e identidade coletiva se fundem, reforçando laços comunitários que atravessam gerações.

A noite reserva outro tipo de celebração, desta vez no campo cultural e musical. No Pátio de Eventos João Salvino Barbosa, a Prefeitura de Bom Jardim, em parceria com o Governo de Pernambuco, promove a segunda e última noite dos shows principais da festa. Sobem ao palco Seu Desejo, Rey Vaqueiro e Kiko Chicabana, atrações que arrastam multidões e prometem encerrar o centenário em clima de grande espetáculo popular. A estrutura montada inclui reforço na segurança, apoio da saúde e organização do trânsito, evidenciando o planejamento da gestão municipal para garantir tranquilidade ao público.

O prefeito Janjão tem acompanhado de perto a programação e destacado a importância de manter viva a tradição centenária. Para ele, a festa é mais do que um evento religioso ou festivo: é um símbolo da história de Bom Jardim e um motor de desenvolvimento para o município. A gestão municipal aposta na combinação entre fé, cultura e entretenimento como estratégia para fortalecer o turismo regional e valorizar as raízes do povo bonjardinense.

No ano em que completa 100 anos, a Festa de São Sebastião reafirma sua força como patrimônio imaterial da cidade. Entre missas, procissão e shows, Bom Jardim mostra que tradição e modernidade podem caminhar juntas, mantendo viva a devoção e, ao mesmo tempo, projetando o município para além de suas fronteiras.

BRASILEIROS NOS EUA PEDEM AJUDA A LULA PARA VOLTAR AO BRASIL: “ESTAMOS DESESPERADOS”

Muitos brasileiros que foram morar nos Estados Unidos em busca de uma vida melhor estão pedindo ajuda ao governo Lula. Eles procuram apoio consular e, em vários casos, querem voltar para o Brasil.

Esse movimento aumentou nas últimas semanas por causa das operações  de imigração ligadas ao governo Trump. Essas ações têm sido agressivas e com mortes de pessoas imigrantes, mesmo contra quem está legal no país.

A tensão é maior em Minneapolis, no estado de Minnesota. Uma operação de agentes federais de imigração causou a morte de cidadãos americanos e gerou protestos em várias partes dos Estados Unidos.

O medo se espalhou  pela cidade e afetou  as comunidades de imigrantes, incluindo a brasileira. As pessoas estão buscando informações, ajuda jurídica e orientação do consulado por causa do aumento de prisões e da insegurança no dia a dia.

Segundo o portal Pragmatismo Político,  influenciadores, agentes e grupos de extrema-direita que apoiam Trump tratam todos os estrangeiros como indesejados, sem distinção. Isso cria um ambiente em que até imigrantes com documentos têm medo de sair na rua.

O receio não é só de deportação, mas também de abordagens sem motivo, uso exagerado de força e desrespeito a direitos constitucionais.

O endurecimento das políticas migratórias

A professora de Direitos Humanos e cônsul honorária do Brasil em Minnesota, Kathya Cibelle Dawe, que vive nos Estados Unidos há 16 anos, descreve um cenário que rompe com padrões mínimos de previsibilidade institucional.

Segundo ela, o medo “vai além de quem não tem documentos” e afeta famílias inteiras, trabalhadores presenciais e estudantes.

“Existe uma tensão permanente. Pessoas que sempre circularam livremente agora pensam duas ou três vezes antes de sair de casa”, afirma. Dawe relata que redes de solidariedade passaram a se formar entre imigrantes e também entre cidadãos americanos, como resposta ao aumento das ações federais.