terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
SELO OURO DO CNCA - BOM JARDIM CELEBRA AVANÇO HISTÓRICO NA ALFABETIZAÇÃO
COLUNA POLÍTICA | DEPUTADO TEM MEMÓRIA CURTA, A HISTÓRIA NÃO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
NA LUPA: QUANDO A MEMÓRIA FALHA, A HISTÓRIA COBRA — O DISCURSO DE IZAÍAS RÉGIS E A TENTATIVA DE REESCREVER 2020 EM GARANHUNS
Há discursos que passam. Outros ficam. E há aqueles que voltam como bumerangue. A recente fala do deputado estadual e ex-prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, na tribuna da ALEPE, pertence claramente ao terceiro grupo. Ao afirmar que saiu da Prefeitura com mais de 80% de aprovação e que “não fez sucessor porque o sucessor era fraco”, o deputado não apenas atacou diretamente Dr. Silvino Andrade, como também flertou com uma reescrita conveniente — e pouco fiel — da história política recente da cidade.
A política tem memória. E Garanhuns também.
OS NÚMEROS NÃO CONFIRMAM A NARRATIVA
Comecemos pelo ponto mais objetivo: os dados. Em 2019, último ano completo da gestão Izaías, as pesquisas divulgadas apontavam aprovação razoável, mas longe de qualquer unanimidade. Não havia 80%. Havia avaliação positiva, sim, mas misturada a um volume significativo de “regular”, desgaste administrativo e críticas acumuladas ao longo de dois mandatos.
O que existia, na prática, era um governo chegando ao fim com saldo político, mas também com cansaço, algo absolutamente normal em ciclos longos de poder. Transformar isso, anos depois, em um número quase plebiscitário soa mais como retórica defensiva do que como fato.
SILVINO ANDRADE: FRACO PARA QUEM?
É aqui que o discurso escorrega de vez. Dr. Silvino Andrade nunca foi um aventureiro eleitoral. Médico, professor, ex-vereador, ex-vice-prefeito e secretário municipal, Silvino entrou na disputa de 2020 com currículo, densidade política e reconhecimento público. Não era um desconhecido, nem tampouco um improviso.
A eleição foi dura. Disputada. Polarizada. Sivaldo Albino venceu, mas venceu num contexto complexo, atravessado por pandemia, crise sanitária, isolamento social e uma campanha profundamente atípica. Chamar Silvino de “fraco” é ignorar que ele chegou competitivo ao pleito e que sua derrota não se explica por ausência de qualificação — mas por conjuntura política.
O ELEFANTE NA SALA: O DESAPOIO
Aqui entra o ponto que muitos preferem evitar: o comportamento do então prefeito. Em 2020, Izaías Régis parecia politicamente distante do processo sucessório. O engajamento foi frio. A energia, morna. A presença, protocolar. Para aliados à época, havia mágoa. Para observadores, havia cálculo. Para a rua, havia silêncio.
O candidato do coração do gestor, o então vice Aroldo, não decolou. E quando isso ficou claro, o apoio nunca ganhou tração real. Em plena pandemia, Silvino disputou praticamente sem a força integral da máquina política que o antecedeu. E em eleição municipal, isso pesa. Muito.
O DISCURSO DIZ MAIS SOBRE QUEM FALA
Ao atacar Silvino agora, anos depois, Izaías acaba revelando mais sobre si do que sobre o ex-aliado. Revela dificuldade em dividir responsabilidades, resistência em reconhecer erros estratégicos e, sobretudo, uma tentativa de preservar a própria biografia às custas de terceiros.
Na ALEPE, o discurso soou desnecessário, deselegante e politicamente míope. Silvino hoje ocupa espaço institucional, segue com reputação técnica preservada e nunca rompeu publicamente de forma agressiva. O ataque, portanto, parece gratuito — e tardio.
GARANHUNS NÃO ESQUECE
A política local não é feita apenas de frases fortes, mas de fatos vividos. O eleitor lembra quem esteve presente, quem se omitiu, quem ajudou e quem lavou as mãos. Recontar a história com números inflados e adjetivos duros não muda o passado — apenas expõe inseguranças do presente.
No fim, fica a lição clássica da política: quem tenta diminuir o outro para se engrandecer costuma acabar menor do que entrou no debate.
E Garanhuns, definitivamente, sabe fazer essa conta.
PRESO PELA TRAMA GOLPISTA, MILITAR QUER VISITAS ÍNTIMAS DA ESPOSA PARA “AJUDAR NA REABILITAÇÃO SOCIAL”
TRAGÉDIA NA RODOVIA ENTRE INHAPI E PARICONHA TIRA A VIDA DE JOVEM E DEIXA NOIVO FERIDO
De acordo com as informações apuradas, o casal seguia de motocicleta após Cleber buscar Taivane em Inhapi. Durante o trajeto, ainda por causas relacionadas a um problema mecânico, o pneu do veículo teria estourado, provocando a perda de controle e a queda violenta na pista. O local exato do acidente não foi oficialmente informado.
Taivane sofreu um traumatismo craniano grave. Ela recebeu atendimento emergencial no local, foi intubada ainda na fase inicial do socorro e encaminhada em estado crítico para a Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca. Apesar dos esforços da equipe médica, a jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu durante os procedimentos hospitalares.
O noivo, Cleber Barboza, morador de Pariconha, também ficou ferido. Ele apresentou fraturas na costela e na clavícula, sendo submetido a atendimento médico. Seu estado de saúde é considerado estável, e ele segue em recuperação, amparado por familiares e amigos.
A confirmação da morte de Taivane gerou uma onda de comoção em Inhapi. Membros da comunidade religiosa se uniram em orações e mensagens de solidariedade à família. A paróquia local utilizou suas redes sociais para comunicar o falecimento da jovem e pedir preces em favor dos familiares e do noivo, profundamente abalados pela perda.
O caso reforça o alerta sobre os riscos nas rodovias da região e a importância da manutenção preventiva de veículos, especialmente motocicletas, que oferecem menor proteção aos ocupantes. Em meio à dor e ao luto, a memória de Taivane permanece viva entre amigos, familiares e fiéis que lamentam a perda precoce de uma jovem cuja história foi interrompida de forma abrupta.
PAIXÃO DE CRISTO DE NOVA JERUSALÉM PROMETE TEMPORADA HISTÓRICA COM JESUS SUBINDO AOS CÉUS E DESAPARECENDO NAS NUVENS
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
GARANHUNS NA ROTA - OPERAÇÃO ALEATORIUS - PF DESARTICULA ESQUEMA DE “SORTEIOS” ILEGAIS E APREENDE R$ 850 MIL EM DINHEIRO EM AÇÃO
A ofensiva policial, determinada pela 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, alcançou sete endereços em quatro cidades de três estados: Teresina (PI), Juazeiro do Norte (CE), Garanhuns e Caruaru (PE). Em todas essas localidades, agentes federais cumpriram ordens judiciais para coletar provas e documentos relacionados às atividades da empresa investigada.
Segundo informações oficiais da Polícia Federal a empresa sob investigação comercializava títulos de capitalização e promovia sorteios com prêmios de alto valor, mas desrespeitava as normas legais e o regulamento aprovado pelo Ministério da Fazenda. A autorização concedida pela Secretaria responsável no governo federal seria válida apenas para sorteios menores e com prêmios de baixo valor, mas a atuação da organização extrapolava esses limites ao oferecer prêmios elevados e estabelecer regras próprias para apuração e divulgação dos vencedores. Durante as diligências, os policiais identificaram indícios de práticas que levantaram suspeitas de movimentação financeira irregular, como a circulação de grandes quantias de dinheiro fora do sistema bancário, fracionamento de valores em espécie e realização de pagamentos diretamente em dinheiro. Esses comportamentos são objeto de análise detalhada, pois podem caracterizar delitos graves, como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de selo ou sinal público e crimes contra a ordem tributária.A Polícia Federal destacou também que a forma como os sorteios eram realizados pode ter levado consumidores a acreditarem, de forma equivocada, que as promoções eram legalmente autorizadas pelo governo federal. A investigação busca agora identificar todos os envolvidos no esquema, além de esclarecer de onde vinham os recursos destinados aos prêmios e qual era o destino final do dinheiro arrecadado com os títulos e promoções.
Com as atividades da empresa suspensas por determinação judicial, as investigações continuam em curso, com análise de material apreendido e diligências para aprofundar a apuração e responsabilizar os envolvidos de acordo com a legislação brasileira.
BLOCO DOS PROFESSORES CELEBRA 60 ANOS DE HISTÓRIA NO CARNAVAL DE GOIANA
RAQUEL LYRA ACELERA ARTICULAÇÕES E TENTA FECHAR CHAPA AO SENADO COM UNIÃO BRASIL E PP PARA 2026
Na semana passada, em Brasília, Raquel sentou à mesa com o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho. No encontro, que ocorreu longe dos holofotes, a governadora colocou claramente sobre a mesa a possibilidade de o ex-prefeito de Petrolina disputar uma vaga ao Senado Federal integrando seu palanque. O gesto foi interpretado como uma tentativa direta de atrair Miguel para o seu campo político e, ao mesmo tempo, neutralizar movimentos que vinham sendo feitos pelo dirigente em direção ao prefeito do Recife, João Campos, principal adversário potencial da governadora no cenário estadual.
A ofensiva não parou por aí. Nesta segunda-feira (9), Raquel Lyra teve nova conversa agendada, desta vez com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Progressistas e figura central na federação. A expectativa do Palácio do Campo das Princesas é ambiciosa: convencer tanto o PP quanto o União Brasil a fecharem questão em torno do seu projeto de reeleição, com as duas vagas ao Senado ocupadas por nomes da federação, garantindo unidade, estrutura e discurso afinado durante a campanha.
A governadora sabe que, além da força eleitoral, o tempo de televisão será decisivo. Em um cenário de disputa dura, o guia eleitoral tende a ser o principal instrumento para apresentar resultados, defender decisões de governo e consolidar a imagem de uma gestão que, segundo aliados, vive um momento de crescimento na avaliação popular e na intenção de voto. Ter uma federação robusta ao seu lado significaria não apenas mais minutos na TV, mas também maior poder de reação diante dos ataques que inevitavelmente surgirão.
Nos bastidores, Raquel também trabalha para administrar as tensões internas da federação. Miguel Coelho, apesar dos acenos recentes a João Campos — inclusive com registros públicos ao lado do prefeito no último fim de semana —, tem adotado um discurso cauteloso. Ele afirma que defende a união de forças com o PP e que não pretende atropelar ninguém nas negociações, deixando subentendido que um entendimento com a governadora não está descartado, desde que a federação seja contemplada de forma equilibrada na composição da chapa.
O tempo, porém, joga contra a indefinição. O calendário eleitoral impõe dois marcos decisivos: o fim da janela partidária, em 4 de abril, e o período das convenções, que vai de julho a agosto. Esses prazos funcionam como um funil político, pressionando lideranças e partidos a tomarem decisões estratégicas que irão moldar o desenho final da disputa em 2026.
Diante desse cenário, Raquel Lyra aposta na articulação direta, no diálogo e na construção de uma chapa ampla para consolidar sua base e reduzir espaços para adversários. As próximas semanas prometem ser decisivas, não apenas para definir nomes ao Senado, mas para indicar com clareza quais forças estarão alinhadas em torno do projeto de continuidade do atual governo. Em Pernambuco, o jogo já começou — e os movimentos iniciais mostram que ninguém pretende ficar parado.