terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
SUAPE ABRE 2026 COM CRESCIMENTO DE 38,6% E REFORÇA PROTAGONISMO LOGÍSTICO NO NORDESTE
A “LAVANDERIA” DO PCC QUE MOVIMENTOU R$ 33 MILHÕES NA FARRA DO INSS
Os pagamentos partiram da Solução Serv e Tecnologia LTDA, firma utilizada por Natjo de Lima Pinheiro, que ocupou cargos de presidente e tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (CAAP). A entidade é apontada como uma das estruturas de fachada envolvidas na cobrança irregular de valores diretamente nos benefícios de aposentados, sem autorização dos segurados. O escândalo ganhou repercussão nacional após ser revelado pelo portal Metrópoles, que detalhou o funcionamento do esquema.
Do outro lado das transferências aparece a Pima Energia Cegonha LTDA, empresa que integra a chamada rede de postos HD, no Piauí. A companhia é formalmente responsável pelo CNPJ do Posto Diamante 07, conhecido como HD 07, localizado no bairro Santo Antônio, em Teresina. O estabelecimento foi um dos alvos da operação Carbono Oculto 86, deflagrada em novembro do ano passado pelas polícias Civil e Militar do estado como desdobramento de uma investigação mais ampla conduzida pela Polícia Federal. A ofensiva mirou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis. Desde então, o posto permanece fechado.
Entre novembro de 2024 e abril de 2025, os R$ 33,1 milhões foram transferidos da Solução Serv para a Pima Energia. O volume chama atenção não apenas pelo valor absoluto, mas pela capacidade operacional que representaria. Considerando o preço médio da gasolina em Teresina no período, o montante permitiria a compra de aproximadamente 5,19 milhões de litros de combustível. A quantidade seria suficiente para abastecer algo entre sete mil e oito mil veículos de passeio durante os seis meses de movimentação financeira — números que ampliam as suspeitas sobre a real finalidade dos pagamentos.
A descoberta das transferências foi feita por técnicos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as irregularidades no INSS. O relator do colegiado, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Pima Energia Cegonha LTDA. O pedido foi protocolado na última sexta-feira (20) e aguarda apreciação.
As investigações sugerem que o dinheiro arrecadado por meio dos descontos indevidos nas aposentadorias pode ter sido canalizado para empresas sob suspeita de integrar esquemas de ocultação e dissimulação de recursos. A conexão entre uma entidade acusada de lesar aposentados e uma rede investigada por vínculos com o crime organizado eleva o grau de gravidade do caso.
Até o momento, não houve retorno da Rede HD nem de Natjo de Lima Pinheiro aos contatos feitos pela imprensa. O espaço permanece aberto para manifestações.
Enquanto a CPMI avança na análise de documentos e movimentações financeiras, o episódio reforça a dimensão do escândalo que atinge o sistema previdenciário e amplia o debate sobre a necessidade de maior controle e fiscalização sobre entidades que atuam junto a beneficiários do INSS.
IMPLANTE CONTRACEPTIVO IMPLANON JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NA REDE MUNICIPAL DE SAÚDE DE GOIANA
VÍDEOS - CÉLIA GALINDO SAI EM DEFESA DE ZECA CAVALCANTI E GARANTE: “EM ARCOVERDE, TUDO É FEITO DENTRO DA LEI”
Durante sua fala, Célia deixou claro que nenhuma obra executada pela Prefeitura ocorre fora dos trâmites legais. Segundo ela, todos os processos seguem rigorosamente as etapas previstas na legislação, especialmente no que diz respeito às licitações e aos prazos administrativos. “O prefeito quer fazer, tem compromisso de fazer, mas faz dentro da lei. Gestão pública exige responsabilidade”, declarou, ao enfatizar que agir corretamente é um dever e não uma opção.
A vereadora destacou ainda que a gestão mantém diálogo permanente com os órgãos de controle e trabalha com segurança jurídica para evitar qualquer medida precipitada que possa comprometer o município no futuro. Para ela, governar exige planejamento técnico, respaldo legal e compromisso institucional. “Não se pode confundir responsabilidade com omissão. Não se pode fazer nada fora da lei”, reforçou.
Ao citar obras estruturantes, Célia relembrou compromissos assumidos ainda no início do governo, como o asfalto de acesso ao distrito de Ipojuca e a estrada de Caraíbas — demandas antigas defendidas por parlamentares e pela população. De acordo com a vereadora, esses projetos seguem planejamento técnico e jurídico, respeitando cada etapa necessária para que sejam executados de forma correta e duradoura.
O posicionamento recebeu apoio de outros integrantes da base governista. Os vereadores João Marcos e Claudelino Costa manifestaram concordância com a fala de Célia e reafirmaram que os projetos da gestão estão sendo conduzidos dentro da legalidade. Ambos destacaram que a base permanece unida na defesa de uma administração que prioriza planejamento e resultados concretos.
A sessão evidenciou o clima de debate em torno das ações do Executivo, mas também reforçou a postura da base aliada em sustentar que o governo municipal atua com seriedade e respeito às normas. Para Célia Galindo, mais do que responder críticas, o momento foi de reafirmar um princípio que considera fundamental: governar é agir com responsabilidade, respeito às instituições e compromisso real com o povo de Arcoverde.
HOJE: OPOSIÇÃO ATUANTE EM TEREZINHA TEM VEZ E VOZ COM ADRIANO CAMPOS NO PAPACAÇA DEBATE ÀS 11 HORAS
ALEPE PREPARA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA COLOCAR ORÇAMENTO DE 2026 SOB PRESSÃO
O cenário é delicado. Em dezembro do ano passado, a governadora Raquel Lyra (PSD) tomou uma decisão inusitada: vetou a versão da LOA aprovada pelo Legislativo, que incluía mais de mil emendas parlamentares. A medida gerou um impasse sem precedentes, com dois orçamentos publicados ao mesmo tempo e questionamentos jurídicos envolvendo o presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB). A situação expôs fragilidades institucionais e atrasou o planejamento financeiro do estado, afetando diretamente políticas públicas e investimentos.
Agora, a responsabilidade recai sobre os deputados Antônio Coelho (União Brasil), relator, e Diogo Moraes (PSDB), sub-relator, que conduzirão os trabalhos com o objetivo de restabelecer a normalidade e a transparência no processo orçamentário. O cronograma é rigoroso e precisa ser cumprido à risca:
27 de fevereiro: prazo final para envio de novas emendas.
3 de março: discussão e votação dos pareceres parciais.
10 de março: votação definitiva no plenário.
Especialistas e parlamentares defendem que o foco do debate deve ser o interesse da população, priorizando a justiça social e a garantia de direitos, acima das disputas políticas. Para os cidadãos pernambucanos, a expectativa é clara: que o orçamento não seja mais refém de crises institucionais, mas sim uma ferramenta concreta para promover desenvolvimento e qualidade de vida em todo o estado.
A audiência pública desta terça-feira marca, portanto, um momento simbólico e estratégico: a possibilidade de colocar Pernambuco novamente no caminho da estabilidade financeira e da democracia plena.
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DIREITA EM PERNAMBUCO EM CLIMA DE GUERRA COM CORONEL MEIRA ACUSANDO GILSON MACHADO DE “TRAIÇÃO”, COM RESPOSTA E DISPUTA PELO BOLSONARISMO FERVENDO
A declaração acendeu um debate que vem sendo cuidadosamente observado nos bastidores da política local. Coronel Meira, conhecido por seu discurso firme em defesa do bolsonarismo, sinalizou que não pretende ceder espaço. A crítica não é apenas pessoal: é uma tentativa de marcar território diante do que ele enxerga como um movimento de infiltração da esquerda em um terreno tradicionalmente conservador.
Não demorou para que Gilson Machado reagisse. Em entrevista ao programa Cidade em Foco, o ex-ministro do Turismo rebateu de forma categórica as insinuações e reforçou sua lealdade a Bolsonaro: “Nunca trai Jair Bolsonaro. A mudança de partido foi feita em total anuência com a família do ex-presidente. E não preciso provar minha fidelidade a ninguém, principalmente a Anderson Ferreira”, afirmou. Machado reforça que sua estratégia política é transparente e que as movimentações partidárias visam apenas ajustes estratégicos para a disputa eleitoral de 2026.
A situação cria um cenário de disputa acirrada pela fatia do eleitorado bolsonarista em Pernambuco. Segundo levantamentos recentes, aproximadamente 25% dos eleitores locais têm inclinação a apoiar Flávio Bolsonaro contra Luiz Inácio Lula da Silva. Essa base, que deveria ser coesa, corre o risco de se fragmentar em duas correntes: uma ligada ao grupo dos Ferreiras, liderado por Anderson, e outra alinhada a Gilson Machado.
Especialistas em política estadual alertam que o embate não se resume a figuras ou partidos: é uma batalha pelo controle simbólico do bolsonarismo na região. Quem conseguir consolidar apoio nesse eleitorado terá força decisiva para moldar alianças e definir candidatos a deputados federais e estaduais, transformando o que poderia ser uma base sólida em campo de disputa.
O que se desenha é um Pernambuco dividido entre fidelidades, estratégias e interesses. A direita, historicamente unida em torno de candidatos conservadores, mostra agora rachaduras e disputas internas que podem ter consequências profundas na eleição de 2026. Entre acusações de traição, defesas de lealdade e movimentos estratégicos, o eleitor pernambucano será chamado a escolher não apenas candidatos, mas quem de fato representará a força da direita no estado.
Se a guerra política entre Meira e Gilson for apenas o começo, o que se vê é um quadro de intensa disputa, cheio de acertos e erros, promessas de lealdade e questionamentos públicos, mostrando que, em Pernambuco, a direita está longe de qualquer consenso.