quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

APÓS DOIS MANDATOS, ANABEL NEGROMONTE DEIXA GRUPO DO PSB E DECLARA APOIO A CHAPARRAL E JULIANA

A cena política de Surubim ganhou novos contornos neste início de ano com o anúncio público da ex-vereadora Anabel Negromonte de que não faz mais parte do grupo político liderado pela ex-prefeita Ana Célia Farias, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A decisão marca uma mudança significativa no tabuleiro político local e reposiciona a ex-parlamentar dentro de um novo campo de alianças.

O anúncio ocorreu após a participação de Anabel no tradicional Desfile das Virgens, realizado no último fim de semana, evento que costuma reunir lideranças políticas e comunitárias. Durante a festividade, a ex-vereadora foi fotografada ao lado do prefeito Cleber Chaparral, do União Brasil, e da prefeita de Casinhas, Juliana de Chaparral, também filiada ao União Brasil e apontada como pré-candidata a deputada federal. A imagem rapidamente repercutiu nos bastidores e nas redes sociais, alimentando especulações que foram confirmadas pela própria Anabel horas depois.

Em publicação oficial, a ex-vereadora declarou que a decisão foi fruto de reflexão e análise do cenário político atual. “Após um período de reflexão, amadurecimento e análise do cenário atual, decidi seguir um novo caminho político. Hoje, meu posicionamento representa aquilo que acredito ser o melhor para o futuro da nossa cidade. Sigo firme nos meus valores, com respeito ao diálogo, à democracia e a todos que pensam diferente. Estamos juntos Chaparral e Juliana!”, escreveu, assumindo de forma direta o novo alinhamento.

Com dois mandatos consecutivos na Câmara Municipal de Surubim, entre 2017 e 2020 e de 2021 a 2024, Anabel construiu trajetória marcada por atuação em pautas sociais e presença constante nas comunidades. No último pleito municipal, concorreu à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), obtendo 790 votos e ficando na suplência, resultado que já indicava um momento de reavaliação política.

A saída do grupo ligado a Ana Célia representa não apenas uma mudança partidária, mas um realinhamento estratégico que pode impactar futuras disputas eleitorais no município e na região. O fortalecimento do eixo político formado por Chaparral e Juliana ganha agora a adesão de uma liderança que possui capital eleitoral consolidado e trânsito entre diferentes segmentos da sociedade surubinense.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como parte de um processo mais amplo de reorganização das forças políticas locais, antecipando articulações para as próximas eleições. A decisão de Anabel sinaliza que o cenário em Surubim segue dinâmico, com lideranças reposicionando suas estratégias e ampliando alianças em busca de protagonismo.

Com a declaração pública, a ex-vereadora encerra um ciclo e inicia outro, reafirmando que pretende continuar ativa na política municipal, agora ao lado do grupo que hoje comanda a Prefeitura e que projeta novos voos no cenário estadual.

COLUNA POLÍTICA | ENTRE O FOGO E O PALANQUE | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ENTRE A OPERAÇÃO E O PALANQUE: QUEM GANHA COM O FURACÃO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

INVESTIGAÇÃO, NARRATIVA DE PERSEGUIÇÃO E O JOGO PESADO DA SUCESSÃO ESTADUAL

A deflagração da Operação Vassalos pela Polícia Federal colocou novamente Pernambuco no centro de um turbilhão político. Entre os alvos das buscas estão o ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado Miguel Coelho, o deputado federal Fernando Filho e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.

A reação veio rápida e calculada. Em nota conjunta, Miguel e Fernando Filho disseram estar tranquilos, questionaram o timing da operação e apontaram “viés político”. O episódio deixou de ser apenas jurídico. Virou combustível eleitoral.

E em ano pré-eleitoral, combustível sempre encontra faísca.

O TIMING QUE NÃO PASSA DESPERCEBIDO

Miguel Coelho vinha se movimentando como peça relevante na disputa majoritária. Presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, ampliava conversas e consolidava espaço.

A operação surge exatamente quando o tabuleiro começa a ser montado.

Coincidência institucional? Pode ser.
Mas, politicamente, o momento levanta sobrancelhas.

Na política, o tempo de uma ação pesa tanto quanto o conteúdo dela.

A DEFESA: PETROLINA COMO PROVA

Na nota, os irmãos Coelho sustentam que as emendas questionadas foram responsáveis por impulsionar Petrolina a índices recordes de crescimento no Nordeste.

O argumento é estratégico: se os recursos geraram desenvolvimento, como poderiam ser sinônimo de irregularidade?

Eles afirmam que as contas do município estão aprovadas e que jamais deixaram de prestar informações aos órgãos de controle.

O discurso não é apenas jurídico. É simbólico.
A mensagem é clara: atacar o grupo seria atacar o crescimento da cidade.

STF, ARQUIVAMENTO E A MENÇÃO A FLÁVIO DINO

A defesa cita decisão do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal, apontando que parte dos fatos já teria sido analisada anteriormente no Inquérito 4513, arquivado.

Também menciona manifestação da Procuradoria-Geral da República contrária às medidas solicitadas pela PF.

Esse trecho da nota tem peso político: sugere que não há novidade substancial e que a operação reapresenta algo já examinado.

No campo da opinião pública, isso se transforma em questionamento.

O VIÉS POLÍTICO E A NARRATIVA DE PERSEGUIÇÃO

É aqui que o discurso ganha temperatura. Miguel e Fernando Filho afirmam ser “impossível não destacar o viés político”.

Não apontam nomes. Não fazem acusações diretas.

Mas no ambiente político, especulações surgem naturalmente. O prefeito do Recife, João Campos, e o senador Humberto Costa aparecem nas conversas de bastidor como possíveis beneficiários indiretos de uma eventual fragilização do grupo Coelho.

Importante frisar: não há qualquer prova de articulação desses líderes na operação.

Mas em política, benefício indireto já altera o equilíbrio do jogo.

FOGO AMIGO OU SIMPLES CONSEQUÊNCIA DO SISTEMA?
A tese de “fogo amigo” circula entre aliados. A ideia de que dentro do próprio campo político poderia haver interesse em enfraquecer Miguel antes da consolidação das chapas.

É teoria. Não fato.

Mas teorias, quando encontram ambiente polarizado, ganham vida própria.

O ponto central é que, com ou sem articulação, o resultado concreto é o mesmo: o tabuleiro mudou.

A ELEIÇÃO COMEÇA NA PERCEPÇÃO

Investigação não é condenação.
Busca não é sentença.

Mas desgaste é imediato.

A simples associação a uma operação federal produz ruído, insegurança e impacto na opinião pública. Em disputas majoritárias, imagem é ativo decisivo.

Enquanto a Justiça segue seu curso técnico, a política já opera em modo máximo.

ENTRE O PROCESSO E O PALANQUE

A Operação Vassalos ainda terá desdobramentos jurídicos. Miguel Coelho e Fernando Filho reafirmam confiança na Justiça e denunciam viés político. A Polícia Federal cumpre decisão judicial.

Mas no campo político, não existe vazio.

Se um ator enfraquece, outro ocupa espaço.
Se surge crise, nasce narrativa.
Se há investigação, há disputa de versões.

A pergunta que permanece no ar não é apenas jurídica. É política:

Quem sairá maior quando a poeira baixar?

Em Pernambuco, a sucessão de 2026 já deixou de ser apenas articulação de bastidor. Agora é também batalha de resistência. É desse jeito!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

JANJÃO GARANTE NOVOS INVESTIMENTOS EM BRASÍLIA AO LADO DO SENADOR FERNANDO DUEIRE E ANUNCIA HOSPITAL MODERNO PARA BOM JARDIM


O prefeito Janjão esteve em Brasília cumprindo agenda institucional e reforçando parcerias estratégicas para o desenvolvimento de Bom Jardim. Em reunião com o senador Fernando Dueire, o gestor municipal recebeu a confirmação de novos investimentos que contemplam infraestrutura, turismo e saúde, áreas consideradas prioritárias pela administração.

Durante o encontro, foi reafirmado o apoio do parlamentar à construção da Via Local que dará acesso ao Parque da Pedra do Navio. A obra, que já teve início, é vista como fundamental para fortalecer o turismo, melhorar a mobilidade e impulsionar a economia do município. O senador já havia destinado recursos anteriormente para a construção do parque, e agora amplia a parceria garantindo melhores condições de acesso ao espaço, que desponta como um dos principais atrativos da cidade.

Na área da saúde, a população também recebeu uma notícia animadora. O senador confirmou presença na reinauguração do Hospital Dr. Miguel Arraes de Alencar, marcada para o dia 15 de março. A unidade será entregue como um hospital moderno, estruturado e equipado com aparelhos de última geração, oferecendo mais qualidade, eficiência e dignidade no atendimento à população de Bom Jardim. A expectativa é que o novo perfil da unidade amplie a capacidade de atendimento e reduza a necessidade de deslocamentos para outras cidades.

Ao lado de Fernando Dueire, Janjão destacou que a articulação em Brasília é essencial para garantir recursos e acelerar projetos que transformam a realidade do município. Segundo o prefeito, a união de esforços entre o governo municipal e representantes no Congresso Nacional tem resultado em conquistas concretas.

Com investimentos em infraestrutura turística e a entrega de um hospital moderno e bem equipado, a gestão municipal reforça o compromisso de promover desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida do povo de Bom Jardim.

STF FORMA MAIORIA PARA CONDENAR ACUSADOS DE MANDAR MATAR MARIELLE

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para condenar os cinco réus acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro. O placar está em três votos a zero para condenadar os acusados. 

Respondem ao processo o conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro), Domingos Brazão; o ex-deputado federal João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, o Major Ronald; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”.

Relator da ação penal na Corte, Alexandre de Moraes apresentou o primeiro voto e defendeu a condenação dos irmãos Brazão pelos crimes de duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves e organização criminosa.

Ronald Alves, para Moraes, deve responder por duplo homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Ele foi responsável por monitorar a rotina de Marielle e passar as informações aos executores.

Robson Calixto, por sua vez, deve ser responsabilizado apenas por organização criminosa na opinião do relator, por causa de sua associação com os Brazão nas práticas de grilagem e milícia.

Já quanto a Rivaldo Barbosa, Moraes afirmou não haver prova suficiente de que ele tenha participado do planejamento dos homicídios, apenas de que, no pós-crime, ele foi contratado para acobertar as mortes e garantir a impunidade. Com isso, o ministro defendeu a “adequação jurídica” da denúncia da PGR, votando para rejeitar a acusação por homicídio e para condenar o ex-chefe de polícia por obstrução de justiça e corrupção passiva.

FOTO, ELOGIOS E SINALIZAÇÃO POLÍTICA E HUMBERTO COSTA REFORÇA SILVIO COSTA FILHO NO JOGO PELO SENADO EM 2026

A política pernambucana voltou a ganhar intensidade nos bastidores após um gesto aparentemente simples, mas carregado de simbolismo. O senador Humberto Costa publicou em suas redes sociais uma foto ao lado do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o registro rapidamente ultrapassou o campo institucional para se transformar em combustível de especulações eleitorais. No ambiente político, onde cada movimento é cuidadosamente observado, a iniciativa do próprio senador em divulgar a imagem foi interpretada como um sinal claro de alinhamento estratégico para 2026.

O conteúdo da postagem também chamou atenção. Humberto não se limitou a um cumprimento protocolar. Destacou a atuação do ministro à frente da pasta, elogiou sua capacidade de articulação e ressaltou o protagonismo de Silvio na agenda nacional de infraestrutura. Em tempos de pré-articulação eleitoral, palavras públicas têm peso específico. Quando partem de uma liderança consolidada do PT no Estado, ganham ainda mais relevância.

O pano de fundo dessa movimentação é a disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão em jogo nas eleições de 2026. Silvio Costa Filho já declarou publicamente que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um dos nomes a serem apoiados em Pernambuco, ao lado do próprio Humberto Costa. A afirmação, feita meses atrás, não foi desmentida nem contestada por lideranças petistas, o que reforça a percepção de que existe, de fato, uma construção política em curso.

Nos bastidores, a leitura predominante é de que a eventual composição entre Humberto e Silvio fortaleceria o campo governista no Estado. O ministro é filiado ao Republicanos e sua presença numa chapa majoritária ampliaria o leque de alianças do grupo ligado ao presidente Lula em Pernambuco. Em um cenário onde a formação de palanques competitivos exige amplitude partidária e capilaridade eleitoral, essa soma é vista como estratégica.

A publicação da foto, portanto, foi interpretada como algo além de um registro institucional. Para analistas políticos, o gesto funcionou como uma espécie de chancela pública, um aceno de confiança e reconhecimento que coloca o nome de Silvio Costa Filho em posição concreta dentro do tabuleiro eleitoral. Em política, os movimentos iniciais muitas vezes definem o ritmo das articulações futuras — e a antecipação de gestos simbólicos pode evitar ruídos internos e disputas públicas mais adiante.

Embora o cenário de 2026 ainda esteja em formação e dependa de variáveis como alianças nacionais, desempenho do governo federal e rearranjos locais, o episódio sinaliza que o grupo governista já começa a organizar suas peças. Ao assumir publicamente o gesto de aproximação, Humberto Costa contribui para reduzir incertezas e dar musculatura à construção de uma chapa que pretende unir experiência parlamentar e articulação ministerial.

Assim, o que começou como uma simples foto publicada nas redes sociais transformou-se em mensagem política direta. No xadrez da sucessão estadual e da disputa pelo Senado, o nome de Silvio Costa Filho deixa de ser apenas especulação e passa a ocupar espaço concreto na estratégia do campo aliado ao Palácio do Planalto em Pernambuco.

EMPATE TÉCNICO NO PLANALTO: LULA PERDE FÔLEGO E FLÁVIO BOLSONARO ENCOSTA, DIZ ATLASINTEL/BLOOMBERG

A corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos de alta tensão. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (25) pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg aponta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno. Os números revelam um ambiente de disputa apertada e indicam mudança significativa no humor do eleitorado em comparação ao levantamento anterior.

No cenário direto entre Lula e Flávio, o senador aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 46,2% do presidente — diferença de apenas um décimo percentual, dentro da margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. O nível de confiança do estudo é de 95%. O levantamento ouviu 4.986 eleitores brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro, recrutados digitalmente. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07600/2026 e teve custo de R$ 75 mil, bancado pela própria empresa.

O dado chama atenção porque, em janeiro, Lula aparecia numericamente à frente, com 49,2% contra 44,9% de Flávio. Em apenas um mês, o presidente não apenas perdeu a vantagem fora da margem de erro, como passou a dividir tecnicamente a liderança com um dos principais nomes da direita.

Outro fator relevante é o desempenho do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Embora não se declare pré-candidato e afirme que apoiará o nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio foi testado no levantamento e surge numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno. Nesse cenário, o governador aparece com 47,1% contra 45,9% do presidente — também dentro da margem de erro, mas com vantagem simbólica.

Em janeiro, Lula vencia Tarcísio por 49,1% a 45,4%. A inversão dos números em fevereiro reforça a percepção de maior competitividade do governador paulista. A taxa de rejeição também pesa: Tarcísio registra 35,5%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 46,4%, o que pode influenciar estratégias no campo conservador.

A pesquisa também simulou disputas contra outros nomes da direita e do centro. Em um eventual embate com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula manteria vantagem, mas com margem menor do que a observada em confrontos anteriores contra candidatos do mesmo campo ideológico. Já diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a vantagem do presidente é mais confortável.

Cenários com governadores ligados ao PSD — como Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS) — também indicam dianteira mais ampla para Lula.

No primeiro turno, os números mostram que Lula permanece na casa dos 45% quando o adversário é Flávio Bolsonaro, que não ultrapassa os 40%. Quando Tarcísio entra na disputa no lugar do senador, o governador marca 36,2%, enquanto Lula aparece com 43,3%. Em um cenário improvável com Flávio e Tarcísio simultaneamente na corrida, o campo da direita se fragmenta: o senador teria 33,1%, Tarcísio 7,4%, e Lula alcançaria 47,1% — percentual próximo do necessário para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

O retrato traçado pela AtlasIntel/Bloomberg revela um quadro dinâmico e competitivo, com oscilações significativas em curto espaço de tempo. A menos de oito meses da eleição de outubro de 2026, o cenário aponta que a consolidação de candidaturas e a definição de alianças no campo da direita podem ser determinantes para o desfecho da disputa presidencial.

ALIANÇA INSTITUCIONAL EM BRASÍLIA COLOCA SAÚDE DE SALOÁ NO CENTRO DAS ARTICULAÇÕES POLÍTICAS

A agenda administrativa cumprida em Brasília pelo prefeito de Saloá, Júnior de Rivaldo, abriu espaço para um encontro institucional com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, voltado à discussão de demandas prioritárias do município, especialmente na área da saúde. A reunião ocorreu durante compromissos oficiais na capital federal e contou também com a participação do senador Fernando Dueire, que destinou recursos por meio de emenda parlamentar para investimentos no setor.

Após o encontro, a governadora comentou publicamente nas redes sociais do gestor municipal, destacando que as medidas debatidas poderão ter reflexos diretos na população pernambucana e, em especial, nos moradores de Saloá. A manifestação reforçou a sinalização de alinhamento institucional entre o Governo do Estado e a gestão municipal, dentro de uma estratégia de articulação que tem sido adotada por diferentes municípios pernambucanos em busca de recursos e apoio técnico.

De acordo com informações divulgadas, a pauta tratou de investimentos estruturantes e de ações voltadas ao fortalecimento da rede de saúde, área que concentra parte significativa das demandas apresentadas pelos municípios ao Executivo estadual e à bancada federal. A destinação de emenda por parte de Fernando Dueire deve contribuir para custeio e ampliação de serviços, embora os detalhes sobre valores e cronograma de aplicação ainda não tenham sido oficialmente detalhados.

A movimentação política em Brasília ocorre em um momento de intensificação das agendas municipalistas, com prefeitos buscando ampliar parcerias institucionais. O prefeito de Calçado, Zé Elias, também tem participado de articulações na capital federal em defesa de recursos para sua cidade, dentro do mesmo contexto de busca por investimentos em áreas essenciais.

A repercussão do encontro entre Raquel Lyra e Júnior de Rivaldo foi registrada nas redes sociais e acompanhada por lideranças políticas da região, que observaram a agenda como parte das tratativas administrativas em curso entre Estado, municípios e representantes no Senado. O foco declarado permanece na captação de recursos e na viabilização de projetos capazes de atender demandas locais, especialmente no setor da saúde pública.

CÉSAR MOTA LEVA DEMANDAS DA ZONA RURAL DE GARANHUNS À ALEPE E REFORÇA PARCERIA COM DÉBORA ALMEIDA

O líder comunitário e empreendedor César Mota voltou a colocar a zona rural de Garanhuns no centro do debate político estadual. Nesta quarta-feira (25), ele esteve na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Recife, onde se reuniu com a deputada estadual Débora Almeida para tratar de demandas do município e discutir estratégias voltadas ao fortalecimento do Agreste Meridional.

A agenda teve como foco principal as necessidades das comunidades rurais, especialmente no que diz respeito ao incentivo à produção agrícola, melhorias estruturais e ampliação de investimentos para o homem e a mulher do campo. César destacou que o encontro foi marcado por diálogo produtivo e alinhamento de prioridades. Segundo ele, a intenção é transformar as reivindicações da população em ações concretas.

“Foi um momento importante de diálogo e troca de ideias sobre as demandas de Garanhuns e os caminhos para fortalecer ainda mais o nosso Agreste. Seguimos juntos, dialogando e construindo soluções para Garanhuns e nosso Agreste”, afirmou.

Desde que passou a integrar o grupo político da parlamentar e apoiar seu projeto de reeleição, César Mota tem atuado como ponte entre as comunidades rurais e o mandato estadual. Ele aponta que essa articulação já trouxe resultados práticos para agricultores do Sítio Cágados e localidades vizinhas, com a chegada de máquinas e implementos agrícolas que vêm reforçando a capacidade produtiva e oferecendo melhores condições de trabalho no campo.

De acordo com o líder comunitário, o compromisso é ampliar esse movimento. A meta é garantir mais investimentos, assistência e infraestrutura para as famílias que dependem da agricultura para sobreviver. “Nosso compromisso é com as famílias que vivem no campo e precisam de apoio real para melhorar suas condições de vida. Vamos seguir lutando por mais conquistas para a zona rural de Garanhuns”, reforçou.

Além da atuação comunitária, César Mota também carrega experiência nas disputas eleitorais do município. Nas eleições de 2016, concorreu a uma vaga na Câmara de Vereadores de Garanhuns, obtendo quase 1.100 votos. Em 2020, ficou próximo de assumir o mandato, consolidando-se como uma liderança com presença ativa no cenário político local.

Com a intensificação das articulações junto ao Legislativo estadual, César busca ampliar a voz da zona rural dentro das decisões políticas, defendendo que o desenvolvimento do Agreste passa, necessariamente, pelo fortalecimento de quem produz no campo.