segunda-feira, 2 de março de 2026

EDUCAÇÃO E ESTRADA TIRAM DO PAPEL ANTIGAS PROMESSAS EM MARAIAL E REFORÇAM ALIANÇA ENTRE GOVERNO E ALEPE

A tarde desta segunda-feira (2) foi marcada por discurso afinado, anúncios estratégicos e recados políticos claros na Mata Sul pernambucana. Em Maraial, a inauguração da Escola Municipal Fábio Corrêa se transformou em vitrine administrativa e palco de consolidação de parcerias entre o Palácio do Campo das Princesas e a Assembleia Legislativa. Ao lado da governadora Raquel Lyra, o deputado estadual France Hacker reforçou seu protagonismo regional ao celebrar não apenas a entrega da nova unidade de ensino, mas também o anúncio da construção do acesso ao distrito de Sertãozinho — uma demanda antiga da população.

A solenidade reuniu a vice-governadora Priscila Krause, o prefeito Marlos Henrique, o vice-prefeito André Popular, além de prefeitos da região, vereadores e lideranças políticas locais. O ambiente foi de reconhecimento mútuo e ênfase nos investimentos que, segundo o Governo do Estado, têm reposicionado a Mata Sul no mapa das prioridades estruturais.

Ao discursar, Raquel Lyra destacou que educação e infraestrutura caminham juntas quando o objetivo é desenvolvimento sustentável. A nova escola, segundo ela, representa mais do que um equipamento público: simboliza oportunidades ampliadas para crianças e jovens de Maraial. No mesmo tom, anunciou a construção do acesso a Sertãozinho, obra aguardada há anos pelos moradores que convivem com dificuldades de mobilidade e prejuízos econômicos causados pelas condições da via.

France Hacker fez questão de sublinhar que a recuperação da estrada foi levada por ele à Assembleia Legislativa de Pernambuco e aprovada em plenário. De acordo com o parlamentar, o anúncio do investimento, estimado em cerca de R$ 3 milhões, representa a materialização de um pleito legítimo da população. “É uma conquista construída com diálogo e articulação. Quem mora em Sertãozinho sabe o quanto essa estrada é fundamental para o escoamento da produção e para o deslocamento diário”, afirmou.

O deputado também enalteceu a condução administrativa do prefeito Marlos Henrique, destacando que os investimentos na educação municipal refletem uma gestão voltada para resultados concretos. “A cidade avança quando há união de esforços. A escola entregue hoje e a estrada anunciada mostram que estamos no caminho certo”, declarou.

Nos bastidores, o ato também foi interpretado como sinal de fortalecimento político na região. A presença maciça de lideranças e prefeitos da Mata Sul reforçou o peso estratégico de Maraial no tabuleiro estadual. Entre obras entregues e promessas oficialmente anunciadas, a mensagem transmitida foi clara: infraestrutura e educação seguem como eixos centrais do discurso governamental, enquanto aliados buscam consolidar espaço e protagonismo.

Para os moradores, no entanto, o que realmente importa é o impacto prático. A nova escola amplia a estrutura de ensino e a recuperação do acesso a Sertãozinho promete encurtar distâncias, reduzir custos e dinamizar a economia local. Se o cronograma for cumprido, Maraial poderá experimentar não apenas melhorias físicas, mas um novo ciclo de desenvolvimento impulsionado por investimentos que saíram do papel para ganhar forma concreta.

NA MATA SUL, RAQUEL LYRA AUTORIZA LICITAÇÃO DE TRECHO ESTRATÉGICO DA PE-125 EM MARAIAL

A obra atende ao distrito de Sertãozinho de Baixo até a divisa com o estado de Alagoas

Beneficiando a população da Mata Sul de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra assinou, nesta segunda-feira (2), a autorização de licitação para a pavimentação asfáltica de um trecho da PE-125, no município de Maraial. Com investimento de R$ 9,8 milhões, a obra vai contemplar quase três quilômetros de extensão, ligando o distrito de Sertãozinho de Baixo à divisa com o estado de Alagoas. A obra irá fortalecer a mobilidade, a segurança viária e o escoamento da produção regional. A vice-governadora Priscila Krause acompanhou a agenda.

“Hoje damos mais um passo importante para o município de Maraial. Estamos garantindo a realização da obra de acesso ao distrito de Sertãozinho, atendendo a um pedido antigo da população. Com isso, Maraial ficará ainda mais conectada, garantindo calçamento de qualidade, asfalto e melhor acesso entre a cidade e a zona rural. Por muito tempo essa região ficou esquecida, mas o tempo do abandono passou. Agora é tempo de trabalho”, ressaltou a governadora Raquel Lyra.

De acordo com a Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), responsável pelo projeto da obra, o trecho contará com a pavimentação de quase três quilômetros, incluindo sinalização vertical e horizontal. “Hoje, para a população de Sertãozinho acessar o município de Maraial teria que percorrer uma grande distância em estrada de terra. Com essa obra, vamos trazer melhor qualidade de vida para a população”, explicou o superintendente de Obras da Cehab, Sérgio Rodrigues.

O serviço totaliza uma área de pavimentação de 35.722,68 m². As intervenções beneficiarão a população de cerca de 9,4 mil habitantes. “Nós temos um time. Hoje o Governo de Pernambuco anuncia uma grande obra para a nossa região. É asfalto, ônibus, creche, cozinha comunitária e muito mais. Agradeço ao Governo de Pernambuco por estar olhando para o nosso município, que por anos ficou esquecido”, comentou o prefeito de Maraial, Marlos Henrique.

Presente na agenda, o deputado federal Clodoaldo Magalhães ressaltou a importância da obra para a região. “Essa obra que o Governo de Pernambuco anuncia tira o distrito de Sertãozinho do ilhamento. Hoje é um dia de realização para o povo de Maraial”, disse. Já o deputado estadual France Hacker afirmou que o Estado tem olhado para as necessidades dos pernambucanos. “Todos os municípios de Pernambuco recebem atenção da gestão estadual, que vem transformado a vida das pessoas”, pontuou.

Acompanharam a agenda os secretários Túlio Vilaça (Casa Civil) e André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura); os prefeitos Zé Baiano (São Benedito do Sul), Beto do Sargento (Belém de Maria), Ridete Pellegrino (Jaqueira), Fátima Borba (Cortês), Dona Graça (Catende), Berg de Hacker (Rio Formoso), Márcia Barreto (Joaquim Nabuco), Miruca (Água Preta), Pité (Quipapá) e Júnior de Beto (Palmares), assim como vereadores e lideranças locais.

 

Fotos: Hesíodo Góes/Secom


ARCOVERDE AMPLIA FROTA ESCOLAR COM ENTREGA DE QUATRO NOVOS ÔNIBUS E REFORÇA PARCERIA COM GOVERNO DO ESTADO

O município de Arcoverde deu mais um passo significativo na consolidação de sua política de fortalecimento da educação pública com a chegada de quatro novos ônibus escolares, entregues nesta segunda-feira (03). A conquista, resultado da articulação do prefeito Zeca Cavalcanti junto ao deputado estadual Gustavo Gouveia e à governadora Raquel Lyra, representa um avanço concreto na infraestrutura do transporte estudantil da rede municipal.

Com a nova remessa, a atual gestão já soma oito veículos adquiridos em pouco mais de um ano, ampliando de forma expressiva a capacidade logística do município. Os ônibus recém-integrados à frota contam com dois modelos de 59 lugares e dois de 44 lugares, todos equipados com ar-condicionado e dispositivos de acessibilidade, assegurando mais conforto e inclusão para os estudantes, especialmente aqueles que dependem do deslocamento diário da zona rural até as unidades de ensino.
A entrega integra o programa Juntos pela Educação, iniciativa do Governo de Pernambuco com financiamento do Governo Federal, voltada à modernização e ampliação das estruturas educacionais nos municípios pernambucanos. Em Arcoverde, o investimento se traduz em mais segurança no transporte, redução de desgastes mecânicos da frota antiga e melhores condições de permanência dos alunos na escola, fator considerado estratégico para o combate à evasão escolar.
Atualmente, a frota municipal passa a contar com 39 ônibus escolares, consolidando um dos maiores reforços estruturais recentes na área educacional da cidade. A ampliação garante não apenas mais vagas no transporte, mas também maior regularidade nas rotas e otimização dos trajetos, beneficiando centenas de estudantes.
Ao destacar a importância da conquista, Zeca Cavalcanti enfatizou que o investimento no transporte escolar vai além da mobilidade. Segundo ele, trata-se de assegurar dignidade, pontualidade e igualdade de oportunidades aos alunos da rede pública. O gestor também ressaltou o papel da parceria institucional com Gustavo Gouveia e Raquel Lyra, classificando a articulação como fundamental para viabilizar recursos e acelerar resultados.

A chegada dos novos veículos reforça a estratégia da gestão municipal de priorizar ações estruturantes na educação, alinhando investimentos físicos a políticas pedagógicas. O fortalecimento do transporte escolar se soma a outras iniciativas voltadas à melhoria do ensino, consolidando um ciclo de expansão e modernização que busca garantir mais qualidade e acesso à educação pública em Arcoverde.

JANJÃO ROMPE FRONTEIRAS, UNE OPOSIÇÃO DE SALGADINHO E CONSOLIDA PROTAGONISMO REGIONAL DE OLHO NA ALEPE

O encerramento da 73ª Festa de Nossa Senhora de Fátima, na comunidade do Sítio Muruabera, na zona rural de Salgadinho, foi além do simbolismo religioso. O que se viu no último sábado (28) foi a consolidação de um movimento político que ultrapassa limites municipais e projeta o prefeito de Bom Jardim, Janjão, como liderança regional em ascensão.

Atual gestor de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual, Janjão não apenas participou da festividade — ele dividiu espaço com lideranças da oposição de Salgadinho, entre elas os ex-prefeitos Luís Belo e Adenilson Pereira, o vereador Vane de Levi e o comerciante Adilson de Mathias. A imagem de unidade, em um território onde ele sequer exerce mandato, foi interpretada como demonstração clara de articulação política além das fronteiras do seu município.

O gesto carrega peso estratégico. Ao dialogar com forças oposicionistas de outra cidade, Janjão sinaliza que sua pré-candidatura não se limitará ao reduto eleitoral de Bom Jardim. Ele amplia pontes, constrói alianças e se apresenta como figura capaz de transitar em diferentes grupos políticos, inclusive em cenários tradicionalmente polarizados.

Durante o evento religioso, realizado na Capela de Nossa Senhora de Fátima, o prefeito circulou com desenvoltura, conversou com moradores, lideranças comunitárias e reforçou sua presença como agente político atento às bases. A 73ª edição da festa, tradicional no calendário da zona rural de Salgadinho, tornou-se também palco de um movimento de consolidação regional.

Nos bastidores, a leitura foi direta: Janjão vem se posicionando como nome competitivo para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. A capacidade de atrair apoios fora de seu município reforça a percepção de que sua pré-candidatura ganha musculatura e começa a se desenhar como projeto regional, não apenas local.

Ao aparecer ladeado por lideranças que representam campos políticos distintos dentro de Salgadinho, Janjão envia um recado claro — sua articulação não conhece limites geográficos nem barreiras partidárias quando o objetivo é ampliar diálogo e presença política.

Se a festa foi de fé para os fiéis, para o tabuleiro político do Agreste ela representou algo mais: um prefeito em exercício, com base consolidada em Bom Jardim, testando terreno e ampliando território. E, pelo que se viu no Sítio Muruabera, Janjão não apenas participou de um encerramento religioso — ele consolidou um passo firme rumo à construção de uma liderança regional de olho na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

OSMAR RICARDO ACENDE O PAVIO DA CPI E COLOCA JOÃO CAMPOS CONTRA A PAREDE

O que parecia apenas mais um discurso inflamado de tribuna virou movimento concreto de ruptura política. O vereador Osmar Ricardo (PT), presidente municipal do partido no Recife, deixou de lado os recados cifrados e assinou a CPI que mira o prefeito João Campos (PSB). Foi a 13ª assinatura que faltava para a oposição protocolar o pedido de investigação sobre o polêmico concurso da Procuradoria do Município. E, com isso, o jogo político na capital pernambucana mudou de patamar.

Na semana passada, Osmar já havia avisado, em tom quase profético: “O PT está roxinho”. A frase, uma referência direta à cor lilás usada na campanha da governadora Raquel Lyra (PSD), soou como provocação e sinalização. Questionado se o endurecimento do discurso contra o prefeito não atrapalharia entendimentos políticos, ele foi além: anunciou que poderia romper com João e até comandar uma greve dos servidores municipais. Não era bravata. Era roteiro.

A assinatura da CPI confirma que o vereador decidiu atravessar a linha que separa o aliado do opositor. A comissão pretende investigar possíveis irregularidades na nomeação de um candidato ao cargo de procurador do Recife que, embora estivesse classificado em 63º lugar, acabou assumindo a primeira posição destinada a candidatos com deficiência. O caso ganhou repercussão no fim de 2024 e levou a Prefeitura a recuar. Mesmo assim, o autor do requerimento, o vereador Thiago Medina (PL), sustenta que há pontos obscuros que precisam ser esclarecidos, inclusive sobre eventual parentesco do candidato com integrantes do Judiciário que atuam em processos do município.

O gesto de Osmar caiu como bomba dentro do próprio PT. O presidente estadual da legenda, Carlos Veras, afirmou ter sido comunicado apenas depois da assinatura e classificou a atitude como “pessoal”. Nos bastidores, porém, a avaliação é outra: quando o presidente municipal do partido age, dificilmente fala só por si. A fissura interna, que já existia, agora ficou exposta.

O pano de fundo é maior do que a CPI. O PT pernambucano vive uma disputa silenciosa entre duas alas: uma que flerta com a reeleição de Raquel Lyra e outra que mantém alinhamento com João Campos. O detalhe que torna o episódio ainda mais delicado é que Osmar sempre foi considerado do grupo próximo ao prefeito. Ele só assumiu a vaga na Câmara porque João convidou Marco Aurélio Filho para integrar o secretariado, abrindo espaço para o petista, primeiro suplente da federação PT-PV-PCdoB. Além disso, o irmão de Osmar, Oscar Barreto, ocupa cargo na gestão municipal como secretário de Meio Ambiente. Ou seja: a ruptura não é apenas política, é estrutural.

O desgaste vinha se acumulando. Presidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Recife, Osmar criticou publicamente o reajuste salarial oferecido pelo Executivo — 3,26% frente a uma inflação de 4,65% — e chamou a mesa de negociação de “mesa de enganação”. A insatisfação também se espalhou entre outros vereadores petistas, especialmente em relação ao concurso público, considerado bandeira histórica da legenda.

Outro ponto de atrito foram as parcerias com casas de apostas — as chamadas “Bets” — que passaram a exibir suas marcas em parques da cidade. Parte da bancada classificou a medida como “privatização disfarçada” de espaços públicos. A vereadora Liana Cirne chegou a reclamar, nas redes sociais, da presença ostensiva das propagandas em áreas frequentadas por crianças durante o Carnaval.

Agora, além da crise institucional com a CPI, surge a ameaça de retaliação política. Como Osmar é suplente e ocupa a vaga graças a uma articulação do prefeito, comenta-se nos bastidores que João poderia nomear outro secretário para abrir espaço ao retorno de Marco Aurélio à Câmara, devolvendo Osmar à suplência. Procuradas, fontes governistas admitem que “é uma possibilidade”. Se ocorrer, o gesto será lido como resposta direta à assinatura da CPI.

O movimento inesperado durante a sessão plenária desta segunda-feira deixou vereadores da base visivelmente desconcertados. Até então aliado, Osmar tornou-se peça-chave de uma engrenagem que pode constranger o prefeito e tensionar ainda mais a relação entre PT e PSB no Recife.

A crônica anunciada virou capítulo concreto. O que era discurso virou ato. E, em política, atos têm consequências. Resta saber se o gesto de Osmar Ricardo será o início de uma nova configuração de forças no Recife ou apenas mais um episódio de pressão dentro de um jogo maior que envolve 2026, o Palácio do Campo das Princesas e o comando da capital.

Por ora, a única certeza é que a paz entre petistas e socialistas ficou para trás — e o plenário da Casa de José Mariano deve se transformar no principal palco dessa disputa.

CPI DO CONCURSO VIRA BOMBA POLÍTICA NA CÂMARA DO RECIFE E COLOCA JOÃO CAMPOS NO CENTRO DA TEMPESTADE

A segunda-feira (2) começou com cheiro de pólvora no plenário da Câmara do Recife. Vereadores de oposição protocolaram oficialmente o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o prefeito João Campos (PSB). O alvo é um episódio que, desde o fim de 2024, vem rendendo críticas, debates jurídicos e acusações de favorecimento: a alteração no resultado do concurso público para procurador do município, realizado em 2022.

O caso ganhou repercussão quando a gestão municipal nomeou um candidato que havia ficado na 63ª colocação após ele apresentar, dois anos depois da realização do certame, diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A nomeação ocorreu em detrimento do candidato que havia alcançado o 1º lugar entre as pessoas com deficiência no concurso. À época, a Prefeitura do Recife classificou o episódio como uma “controvérsia estritamente jurídica”, sustentando que a decisão estava amparada em interpretação legal e direitos assegurados.

A oposição, porém, não engoliu a explicação.

Para a instalação da CPI, era necessário o apoio de ao menos um terço dos vereadores da Casa — 13 assinaturas. O número foi alcançado nesta segunda-feira com a adesão do vereador Osmar Ricardo (PT), presidente municipal do partido. A assinatura não passou despercebida. Muito pelo contrário: caiu como uma bomba política.

O movimento de Osmar ocorre em meio às articulações nacionais sobre um possível apoio do PT à candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco em 2026. Nos bastidores, o gesto é visto como um recado duro — e estratégico. Nos últimos dias, o vereador também tem demonstrado aproximação com a governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição. Em outras palavras: a CPI nasce jurídica, mas cresce política.

O QUE ESTÁ EM JOGO

A CPI pretende investigar se houve irregularidade, privilégio indevido ou interpretação forçada da legislação no processo de nomeação. O ponto central é a mudança de enquadramento do candidato após o diagnóstico apresentado dois anos depois da prova — algo que, segundo críticos, pode ter alterado a ordem classificatória original.

Especialistas ouvidos à época divergiram. Alguns defenderam que o direito à inclusão e à acessibilidade deve ser respeitado mesmo que o diagnóstico seja posterior, desde que comprovado. Outros questionaram se o concurso poderia ter seu resultado reordenado tanto tempo depois, afetando candidatos que já aguardavam nomeação.

A CPI deverá convocar secretários, membros da Procuradoria do Município e possivelmente os próprios candidatos envolvidos. Se instalada, terá poder de requisitar documentos e produzir um relatório final que pode ou não recomendar medidas ao Ministério Público.

QUEM ASSINOU A CPI (OS QUE VOTARAM “SIM”)

Assinaram o requerimento para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito:

  • Agora é Rubem (PSB)

  • Alcides Teixeira (Avante)

  • Alef Collins (PP)

  • Davi Muniz (PSD)

  • Eduardo Moura (Novo)

  • Felipe Alecrim (Novo)

  • Flávia de Nadegi (PV)

  • Fred Ferreira (PL)

  • Gilson Machado (PL)

  • Jô Cavalcanti (PSOL)

  • Osmar Ricardo (PT)

  • Paulo Muniz (PL)

  • Thiago Medina (PL)

O dado curioso — e politicamente explosivo — é que a lista reúne vereadores de espectros ideológicos distintos, da esquerda à direita, formando uma frente improvável contra o Palácio do Capibaribe.

PRESSÃO NO ANO ELEITORAL

Embora a investigação trate de um concurso realizado em 2022, o timing da CPI é tudo menos ingênuo. À medida que 2026 se aproxima e o nome de João Campos ganha musculatura para uma disputa estadual, qualquer ruído vira munição.

Aliados do prefeito afirmam que a gestão agiu dentro da legalidade e que a CPI tem motivação política. Já a oposição sustenta que, se tudo foi feito corretamente, não há por que temer investigação.

Entre a “controvérsia jurídica” e a “manobra política”, a verdade agora passa a ser disputada no campo institucional — e no tribunal da opinião pública.

A pergunta que ecoa nos corredores da Câmara é simples e direta: foi um direito assegurado ou um atalho privilegiado?

A CPI dirá. Ou, pelo menos, tentará.

MANUCA DE ZÉ DO POVO TRANSFORMA SECRETARIA EM TRAMPOLIM POLÍTICO E AMPLIA PROTAGONISMO NO GOVERNO RAQUEL LYRA

O ex-prefeito de Custódia, Manuca de Zé do Povo, tem ampliado sua vitrine política desde que assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco. À frente da pasta estratégica do governo estadual, Manuca deixou de ser apenas uma liderança consolidada no Sertão do Moxotó para se tornar uma peça com circulação em diferentes regiões do Estado, costurando apoios, fortalecendo bases e ampliando sua presença institucional.

Prefeito de Custódia entre 2017 e 2024, ele construiu uma trajetória administrativa que, segundo aliados, foi marcada por entregas estruturadoras e fortalecimento dos serviços públicos municipais. A experiência acumulada no Executivo municipal passou a ser utilizada como credencial técnica no Governo do Estado, onde tem defendido políticas voltadas à qualificação profissional, geração de renda e estímulo ao empreendedorismo como instrumentos concretos de transformação social.

Na secretaria, Manuca intensificou agendas institucionais, visitas técnicas e articulações com setores produtivos. O discurso é alinhado com a necessidade de preparar mão de obra para novas demandas do mercado, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades para pequenos empreendedores. A estratégia não é apenas administrativa: é também política. Cada agenda no Interior carrega simbolismo, aproxima lideranças locais e consolida pontes para um projeto maior.

Nos bastidores, seu nome já circula com força para as eleições de 2026. Embora não tenha oficializado pré-candidatura, Manuca é apontado como possível postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco ou até mesmo à Câmara dos Deputados. A movimentação é vista como natural por aliados, que observam um crescimento gradual de sua influência e uma presença cada vez mais consistente fora do eixo tradicional de atuação.

O respaldo da governadora Raquel Lyra tem sido decisivo nesse processo. A confiança depositada no secretário fortalece seu capital político e o posiciona como quadro estratégico dentro da gestão estadual. Em um governo que busca consolidar marca administrativa e ampliar bases no Interior, Manuca surge como nome capaz de dialogar tanto com lideranças municipais quanto com o setor produtivo.

O cenário de 2026 ainda está distante no calendário, mas já movimenta peças no tabuleiro político pernambucano. E, nesse jogo, Manuca de Zé do Povo parece ter entendido que visibilidade institucional, entregas concretas e presença regional são ingredientes fundamentais para quem pretende dar um passo além. Se o destino será a Alepe ou Brasília, o tempo dirá. Por enquanto, ele segue transformando uma secretaria técnica em plataforma de projeção estadual.

EDUARDO HONÓRIO ANUNCIA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL COM APOIO DE ANTÔNIO MORAES E LULA DA FONTE

O deputado federal e vice-presidente estadual do Progressistas, Lula da Fonte (PP) recebeu, nesta segunda-feira, na sede do partido, o ex-prefeito de Goiana, Eduardo Honório(UB) em um encontro marcado pelo diálogo e pelo fortalecimento de alianças políticas em Pernambuco. A pré-candidatura de Eduardo Honório a deputado federal foi referendada também com o apoio do deputado estadual Antônio Moraes(PP).

Eduardo Honório construiu uma grande trajetória pública em Goiana, onde foi prefeito por dois mandatos, consolidando uma gestão reconhecida por investimentos estruturadores e ações voltadas para o desenvolvimento econômico e social do município. Sua atuação à frente da prefeitura reforçou o protagonismo de Goiana no cenário estadual, especialmente em um momento de crescimento industrial e geração de empregos. Nas eleições suplementares do ano passado, Eduardo Honório, apoiou e elegeu o seu sucessor, Marcílio Régio(PP).

Nesse contexto, a pré-candidatura de Eduardo Honório à Câmara Federal é vista como estratégica para ampliar a representatividade do município de Goiana e de todo Litoral Norte de Pernambuco em Brasília, fortalecendo a defesa de pautas importantes para região.

O encontro reforça a articulação política em torno de nomes com trajetória consolidada e compromisso com o desenvolvimento do estado, ampliando o diálogo entre lideranças e fortalecendo projetos voltados ao crescimento de Pernambuco. A federação União Progressistas, sob o comando dos deputados federais, Eduardo e Lula da Fonte, vem largado na frente no que se trata da construção de chapas proporcionais para deputados estaduais e federais, sendo o projeto de Eduardo Honório extremamente competitivo para representar Goiana e toda a região no Congresso Nacional.