quinta-feira, 5 de março de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO E BANCO MUNDIAL DEFINEM AÇÕES PARA 2026 DO PROSAR – PROJETO DE SANEAMENTO RURAL DE PERNAMBUCO
RAQUEL LYRA COMANDA CELEBRAÇÃO DA DATA MAGNA E RELEMBRA HERÓIS DA REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817
A solenidade ocorrerá a partir das 7h30 no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual localizada no centro do Recife. A programação prevê o tradicional hasteamento das bandeiras, um dos momentos mais simbólicos das celebrações cívicas, que reúne autoridades, representantes das forças de segurança e integrantes da sociedade civil em homenagem à história pernambucana.
Além do ato oficial no palácio, a governadora participará de uma homenagem dedicada aos heróis da revolução. A reverência acontecerá na Praça da República, em frente à sede do governo, no monumento que preserva a memória dos mártires que participaram do levante revolucionário de 1817. O gesto reforça o reconhecimento histórico aos líderes e combatentes que protagonizaram um dos episódios mais marcantes da história política do Nordeste e do Brasil.
Considerada um marco da identidade pernambucana, a Revolução de 1817 foi um movimento de caráter republicano que desafiou o domínio da Coroa portuguesa e chegou a instaurar, ainda que por pouco tempo, um governo independente na então capitania de Pernambuco. A insurreição se tornou símbolo de coragem política e de defesa de princípios como liberdade, autonomia e participação popular.
A Data Magna, celebrada anualmente em 6 de março, foi instituída oficialmente como feriado estadual para reforçar a memória desse capítulo histórico e valorizar o papel de Pernambuco nas lutas políticas do país. A cerimônia desta sexta reafirma esse compromisso com a preservação da memória coletiva e com o reconhecimento dos personagens que marcaram a trajetória do Estado.
Ao liderar o ato cívico, Raquel Lyra reforça a importância de manter viva a lembrança dos ideais defendidos pelos revolucionários pernambucanos, destacando que a história do Estado continua a inspirar debates sobre democracia, cidadania e participação política.
A expectativa é que a solenidade reúna representantes do governo, autoridades militares e lideranças institucionais, transformando o início da manhã no Recife em um momento de reverência à história e de reafirmação da identidade pernambucana.
MINISTRO SILVIO COSTA FILHO JÁ GARANTIU MAIS DE R$ 2,1 BILHÕES EM INVESTIMENTOS PARA PERNAMBUCO
EXPOGARANHUNS E EXPONELORE REÚNEM PROGRAMAÇÃO TÉCNICA, TORNEIOS, LEILÃO E GRANDES SHOWS NO AGRESTE MERIDIONAL
POLÍCIA CIVIL EXECUTA “OPERAÇÃO BASTILHA” EM GARANHUNS, LAJEDO E PANELAS PARA DESARTICULAR BANDO RESPONSÁVEL POR ROUBOS E INVESTIGA HOMICÍDIO NO AGRESTE
Ação integrada
A operação foi conduzida por equipes da 18ª Delegacia Seccional e da 93ª Circunscrição de Panelas, com o apoio de delegacias de municípios vizinhos, entre eles Saloá, Canhotinho, Bom Conselho, Jupi e Lajedo.
Cumprimento de mandados
Ao longo das diligências, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão expedidos pela Justiça. As ordens judiciais foram executadas nas cidades de Garanhuns, Lajedo e Panelas, locais considerados estratégicos para o desdobramento das investigações.
Apreensões e provas
Durante a operação, a polícia conseguiu localizar e apreender dois aparelhos celulares que, segundo a corporação, serão submetidos a exames periciais detalhados. O material pode conter informações importantes que contribuam para esclarecer a participação dos suspeitos nos crimes investigados e ajudar na instrução do inquérito policial.
Investigação continua
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em curso com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos nos roubos e no homicídio, e que novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias conforme o avanço das apurações.
Violência no Agreste
A região do Agreste, que inclui municípios como Garanhuns e Lajedo, tem enfrentado desafios relacionados à criminalidade em diferentes frentes, incluindo roubo e homicídios em anos recentes. Dados de pesquisas sobre violência em Pernambuco apontam que cidades da região frequentemente aparecem entre aquelas com maiores taxas de homicídios do estado, apontando para a importância de operações contínuas de segurança pública.
PAULO CÂMARA DEVE RETORNAR AO COMANDO DO BANCO DO NORDESTE APÓS AVAL DO CONSELHO E REFORÇA ARTICULAÇÃO DO GOVERNO LULA NA REGIÃO
A informação foi divulgada inicialmente pelo colunista Inácio Aguiar, do jornal Diário do Nordeste, veículo sediado em Fortaleza, onde também fica a sede do banco. Posteriormente, assessores ligados ao ex-governador confirmaram que todos os trâmites para sua recondução ao cargo estão praticamente concluídos.
Antes de chegar à etapa final no Conselho de Administração, a indicação já havia passado por análise do Ministério da Fazenda e pelo Conselho de Elegibilidade do banco, instâncias responsáveis por avaliar critérios técnicos e de governança exigidos para cargos de direção em estatais federais. Na prática, a reunião desta quinta-feira deverá apenas formalizar a escolha.
Embora a nomeação possa ser efetivada imediatamente após a decisão do conselho, a retomada efetiva das atividades administrativas deverá ocorrer na próxima segunda-feira, dia 9. Isso porque parte da diretoria do banco participa atualmente de um encontro institucional no Rio Grande do Norte, o que levou à organização da agenda para a próxima semana.
Outro fator que influencia o cronograma é o feriado da Data Magna de Pernambuco, celebrado nesta sexta-feira (6). A data, porém, é válida apenas em Pernambuco e não interfere diretamente no funcionamento nacional da instituição financeira.
Paulo Câmara já havia comandado o Banco do Nordeste anteriormente, entre março de 2023 e outubro de 2025. Durante sua gestão, a instituição ampliou linhas de crédito voltadas para micro, pequenos e médios empreendedores, além de reforçar programas de financiamento voltados à agricultura familiar, infraestrutura regional e desenvolvimento produtivo do Nordeste.
Sua saída do cargo ocorreu por conta de uma exigência prevista na Lei das Estatais. A legislação determina um período de quarentena para dirigentes partidários que assumem postos de comando em empresas públicas. À época, Câmara havia exercido função na direção do Partido Socialista Brasileiro (PSB), o que exigiu seu afastamento temporário da presidência do banco.
Após cumprir o prazo legal, encerrado em 26 de janeiro deste ano, o ex-governador ficou apto a retornar ao cargo. Entretanto, questões burocráticas e o calendário institucional marcado pelo Carnaval acabaram adiando a formalização do processo de recondução.
Nos bastidores políticos, o retorno de Paulo Câmara ao Banco do Nordeste é interpretado como um movimento estratégico do governo federal para fortalecer a gestão da principal instituição financeira voltada ao desenvolvimento da região. O banco desempenha papel fundamental no financiamento de projetos produtivos, inovação e infraestrutura nos nove estados nordestinos e também em parte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Com experiência administrativa acumulada após dois mandatos como governador de Pernambuco (2015–2022), Paulo Câmara volta ao comando da instituição com a missão de ampliar o alcance das políticas de crédito e desenvolvimento regional, reforçando a atuação do banco como instrumento de política pública econômica para o Nordeste.
A expectativa é de que, já nas primeiras semanas de retorno, o presidente reestruture agendas estratégicas, fortaleça parcerias com governos estaduais e amplie o diálogo com setores produtivos da região, consolidando o Banco do Nordeste como um dos principais motores de financiamento e crescimento econômico no país.
CÂMARA APROVA PEC DA SEGURANÇA COM 487 VOTOS E PROJETO RELATADO POR MENDONÇA FILHO ENDURECE REGRAS CONTRA CRIME ORGANIZADO, FEMINICÍDIO E PEDOFILIA
O texto aprovado cria um regime especial de combate ao crime organizado e estabelece mecanismos para reforçar o direito das vítimas à Justiça, princípio que passa a nortear a política criminal proposta. Entre os principais alvos das novas medidas estão líderes e integrantes de facções criminosas, milícias, redes de pedofilia, traficantes de pessoas e autores de crimes violentos como o feminicídio.
Segundo Mendonça Filho, a proposta representa uma mudança profunda na forma como o Estado brasileiro enfrenta a criminalidade. O parlamentar destacou que a reforma busca corrigir uma percepção que, segundo ele, se consolidou ao longo dos anos. “A PEC promove a maior reforma do sistema de segurança pública já discutida no país. De um lado protege a sociedade e a vítima, do outro endurece com quem comete crimes graves. Precisamos acabar com a lógica de que no Brasil o crime compensa”, afirmou.
O substitutivo apresentado pelo relator foi estruturado em quatro grandes pilares: política criminal, sistema policial, sistema prisional e política de segurança pública. Cada eixo estabelece novas diretrizes para reforçar o combate à criminalidade e melhorar a articulação entre os entes federativos.
No campo da política criminal, a proposta prevê o endurecimento das penas para crimes classificados como de alta periculosidade ou alta lesividade social. Entre as mudanças está a possibilidade de reduzir drasticamente ou até eliminar a progressão de regime para determinados crimes. Além disso, a proposta autoriza que suspeitos desses delitos sejam encaminhados diretamente para presídios de segurança máxima, inclusive em casos de prisão preventiva.
Outro ponto que chama atenção no texto aprovado é a restrição à soltura em audiências de custódia para crimes considerados mais graves. A PEC também prevê a apreensão de bens e valores obtidos de forma ilícita por organizações criminosas, com a destinação desses recursos para fundos voltados ao fortalecimento da segurança pública.
Um dos mecanismos considerados inovadores na proposta é a criação de um programa especial de denúncias, inspirado em modelos adotados em outros países. O sistema prevê proteção e até compensação financeira para cidadãos que denunciem atividades criminosas, especialmente quando envolvem facções, redes digitais de exploração infantil, tráfico humano ou grupos armados organizados. O benefício poderá se estender aos familiares do denunciante, ampliando as garantias de segurança.
No eixo da política de segurança pública, o texto promove uma mudança importante ao constitucionalizar diretrizes para a área, estabelecendo que a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios passe a ser regra. A ideia é fortalecer a integração entre as diferentes forças de segurança e ampliar as fontes de financiamento para fundos voltados ao setor.
A proposta também abre caminho para a criação de polícias municipais com atuação comunitária, voltadas para a segurança cotidiana da população, como patrulhamento local e prevenção de pequenos delitos. Com isso, segundo o relatório, as polícias estaduais e federais poderiam concentrar seus esforços no combate a crimes mais complexos, como organizações criminosas e delitos violentos.
O texto ainda amplia as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, fortalecendo a atuação dessas instituições na investigação e repressão de crimes organizados que atuam em escala interestadual ou nacional.
Outro eixo relevante trata do sistema prisional. A PEC autoriza os estados a estabelecer regras disciplinares próprias para a gestão de presos dentro das unidades prisionais, buscando maior controle sobre facções que atuam dentro dos presídios. O relatório também prevê a suspensão dos direitos políticos de presos provisórios, medida que, segundo Mendonça Filho, pretende impedir que facções utilizem a população carcerária para influenciar processos eleitorais por meio de coerção.
De acordo com o relator, o texto aprovado foi resultado de uma série de debates com especialistas, representantes das forças de segurança, juristas e parlamentares de diferentes partidos. O relatório alterou pontos centrais da proposta original enviada ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que priorizava a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e previa maior coordenação federal das ações de segurança.
A versão aprovada na Câmara aposta em um modelo de governança federativa mais articulada, com cooperação entre diferentes instituições e fortalecimento das estruturas locais de segurança. Além da repressão ao crime, o texto busca criar instrumentos para enfraquecer financeiramente as facções criminosas e ampliar a responsabilização de agentes públicos envolvidos em corrupção.
Com a aprovação expressiva no plenário, a PEC agora segue para análise no Senado Federal. Caso também seja aprovada pelos senadores, a proposta poderá representar uma das maiores mudanças constitucionais já realizadas na política de segurança pública do país, redefinindo a atuação do Estado no enfrentamento ao crime organizado e na proteção das vítimas.