quarta-feira, 18 de março de 2026

RAQUEL LYRA SE APROXIMA DO RECIFE EM NOITE DE ORGULHO CULTURAL E CONEXÃO POPULAR

O que era para ser apenas mais uma noite de expectativa em torno de uma premiação internacional acabou se transformando em um momento de forte simbolismo político e cultural no coração do Recife. Mesmo sem conquistar a estatueta do Oscar, o filme O Agente Secreto provocou algo que há muito não se via: um sentimento coletivo de orgulho recifense, pulsante, espontâneo e carregado de identidade.

O epicentro dessa mobilização foi o tradicional Cinema São Luiz, palco de uma ação que reuniu público, cultura e política em uma mesma sintonia. Foi ali, entre aplausos, expectativa e celebração, que a governadora Raquel Lyra deu sinais claros de uma aproximação cada vez mais consistente com a capital pernambucana.

A presença de Raquel não passou despercebida. Em meio à atmosfera festiva, marcada por torcidas, celebração da cultura local e valorização da produção audiovisual, a governadora mostrou-se à vontade, integrada e conectada ao sentimento coletivo. O que se viu foi uma Raquel mais “arecifada”, absorvendo o espírito da cidade e dialogando diretamente com o seu povo.

Mesmo sem o reconhecimento máximo da premiação, a noite deixou marcas importantes. A ausência da estatueta não foi suficiente para apagar o brilho do momento, que se consolidou como uma verdadeira celebração da identidade cultural do Recife. Para muitos, o evento simbolizou mais do que uma exibição ou torcida por um filme: representou um reencontro com o orgulho local.

Nos bastidores políticos, o gesto também repercute. A participação ativa da governadora em um evento com forte apelo popular na capital é vista como um movimento estratégico, em um cenário onde a relação entre o Governo do Estado e o Recife sempre foi observada com atenção. Ao se inserir em uma agenda cultural carregada de significado para os recifenses, Raquel amplia sua presença simbólica na cidade.

A noite no São Luiz, portanto, foi além do cinema. Foi sobre pertencimento, conexão e construção de imagem. Entre aplausos, emoções e identidade, ficou a sensação de que, independentemente de premiações, o Recife viveu um momento seu — e que a governadora soube, como poucas vezes, fazer parte dele.

LUTO - PERNAMBUCO SE DESPEDE DE CÉLIA LABANCA, REFERÊNCIA NA CULTURA, NO DIREITO E NA AÇÃO SOCIAL, MÃE DO PREFEITO VINÍCIUS LABANCA

Pernambuco amanheceu de luto nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, com a notícia do falecimento de Célia Lopes da Cruz Labanca, aos cuidados médicos no Hospital Jayme da Fonte, no Recife. Reconhecida por sua atuação multifacetada como escritora, jornalista, advogada e incentivadora da cultura, Célia construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento social e a valorização das expressões culturais do estado.

Natural do Recife, formou-se em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, consolidando uma carreira jurídica pautada pela seriedade e dedicação. No entanto, foi além dos tribunais que sua presença ganhou ainda mais relevância. Célia Labanca se destacou no cenário cultural pernambucano, onde atuou com sensibilidade e visão estratégica, contribuindo para a difusão da arte e da produção intelectual local.

À frente do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), função que ocupou em diferentes momentos, desempenhou papel fundamental na promoção de exposições e no incentivo a artistas pernambucanos, levando a produção cultural do estado a diversas regiões do país. Sua atuação ajudou a fortalecer o reconhecimento da arte pernambucana em âmbito nacional.

No campo da comunicação, também deixou sua marca. Como escritora e jornalista, publicou livros e colaborou com diversos veículos da imprensa pernambucana, transitando entre jornais, rádio e televisão com a mesma desenvoltura. Sua escrita, sempre atenta às questões sociais e culturais, contribuiu para o debate público e para a valorização da identidade regional.

Em São Lourenço da Mata, cidade com a qual mantinha forte ligação, presidiu a Cruzada de Ação Comunitária, onde liderou iniciativas voltadas à promoção da cidadania e ao apoio a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Seu trabalho social foi reconhecido pela capacidade de mobilizar pessoas e transformar realidades por meio de ações concretas.

Célia Labanca também era mãe do prefeito de São Lourenço da Mata, Vinícius Labanca, e sua trajetória pessoal se entrelaça com a vida pública do município, sendo lembrada não apenas como uma figura de destaque institucional, mas também como uma presença ativa na construção de políticas sociais e culturais.

Sua morte representa uma perda significativa para Pernambuco. Mais do que os cargos que ocupou ou os títulos que acumulou, Célia deixa como legado uma vida dedicada ao fortalecimento da cultura, ao exercício do direito e à promoção da justiça social. Sua história permanece como inspiração para aqueles que acreditam na transformação por meio da arte, da educação e do compromisso coletivo.

DIA 26 PODE SER O DIA DA HOMOLOGAÇÃO DO UNIÃO PROGRESSISTA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para a próxima quinta-feira, 26 de março, um julgamento que pode redesenhar o cenário político nacional rumo às eleições de 2026. Na pauta está a análise da criação da federação partidária União Progressista, formada pela união entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP).

A proposta chega à Corte sob a relatoria da ministra Estela Aranha e precisa ser aprovada até o dia 4 de abril para que a federação tenha validade já no próximo ciclo eleitoral. O prazo é considerado estratégico, já que garante às siglas tempo hábil para organizar chapas, definir candidaturas e consolidar alianças em todo o país.

Caso receba o aval do TSE, a União Progressista nascerá com peso significativo no tabuleiro político brasileiro. A expectativa das legendas é formar a maior força partidária do país, tanto em número de parlamentares quanto em capilaridade nos estados. Além disso, o bloco projeta acesso a aproximadamente R$ 900 milhões do fundo eleitoral, recurso público essencial para o financiamento das campanhas.

Em Pernambuco, a movimentação também já tem comando definido. O deputado federal Eduardo da Fonte, uma das principais lideranças do PP no estado, deverá assumir a condução da federação, fortalecendo sua influência no cenário político local e ampliando seu protagonismo nas articulações para 2026.

Nos bastidores, a possível formalização da União Progressista é vista como um movimento estratégico para enfrentar a fragmentação partidária e aumentar a competitividade eleitoral. A federação obrigará os partidos a atuarem de forma unificada por pelo menos quatro anos, o que exige alinhamento político, disciplina interna e construção de consensos — desafios que também podem definir o sucesso ou o desgaste do novo bloco.

Com o julgamento se aproximando, cresce a expectativa entre lideranças políticas de todo o país. O desfecho no TSE não apenas decidirá o futuro da federação, mas poderá influenciar diretamente a configuração das alianças, o peso das candidaturas e o equilíbrio de forças na disputa eleitoral que se desenha para 2026.

LUTO - FALECEU DONA MARILI CATÃO, MÃE DO EX-PREFEITO EUDSON CATÃO DE PALMEIRINA

O falecimento de Maria Natália Catão Ferreira, carinhosamente conhecida como Dona Marili Catão, representa uma grande perda para a vida pública e para a população de Palmeirina, no Agreste pernambucano. Viúva do ex-prefeito Severino Ferreira, Dona Marili construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o povo e pela dedicação à sua terra.

Mãe do também ex-prefeito, eleito por três vezes, Eudson Catão, ela foi uma figura ativa e respeitada na política local. Dona Marili exerceu quatro mandatos como vereadora, chegando a presidir a Câmara Municipal, sempre com uma atuação firme, combativa e voltada para o interesse coletivo. Em 2021, colocou novamente seu nome à disposição da população ao disputar a Prefeitura de Palmeirina, demonstrando sua permanente disposição de servir à comunidade.

Reconhecida por todos como uma vereadora combativa e acessível, Dona Marili atendia a todos indistintamente. Seus mandatos foram marcados pela forte participação popular, tanto na cidade quanto na zona rural, e por inúmeros serviços sociais prestados à comunidade. Sempre esteve ao lado do povo, defendendo as causas da população com firmeza, sensibilidade e profundo senso de justiça.

Ao longo de sua vida pública, deixou um legado de tradição política, honestidade e dedicação ao bem comum. Fora da política, era lembrada como uma pessoa gentil, simples, cordata e muito querida, profundamente dedicada à sua amada Palmeirina.

Dona Marili Catão faleceu aos 83 anos. O velório e as últimas homenagens estão sendo realizados em Garanhuns, na Funerária Suíssa, de onde seguirá amanhã para cremação.

Neste momento de dor, nosso blog registra os mais sinceros sentimentos ao ex-prefeito Eudson Catão, bem como a todos os familiares e amigos. Que Deus conforte os corações e conceda força para enfrentar esta hora de profunda saudade. A memória de Dona Marili permanecerá viva na história e no coração do povo que ela tanto serviu.

TALITA FONSECA SURPREENDE AO APOIAR ANTONIO COELHO E MOVIMENTO PODE SINALIZAR UNIÃO DO GRUPO COELHO AO PSD

A prefeita de Camutanga, Talita Fonseca (PV), surpreendeu ao anunciar apoio ao deputado estadual Antonio Coelho (União Brasil). O gesto sinaliza uma possível aproximação do grupo dos Coelho com a governadora Raquel Lyra (PSD).

Talita, até então aliada de Jeferson Timóteo (PP), partido que tende a se alinhar a João Campos (PSB), rompe o antigo alinhamento político. O apoio a Antonio Coelho, irmão de Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, reforça expectativas de que o grupo passe a integrar a base da governadora.

Fontes próximas indicam que Miguel Coelho deve oficializar a aliança com Raquel ainda esta semana, consolidando um movimento que pode redesenhar o cenário político no Agreste.


JOÃO CAMPOS AMPLIA ARTICULAÇÕES, TENTA SEGURAR ALIADOS E VÊ DISPUTA POR VAGAS NA CHAPA SE INTENSIFICAR EM PERNAMBUCO

Depois de meses marcados por especulações, articulações discretas e intensos movimentos de bastidores, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), decidiu assumir protagonismo na reorganização de seu grupo político e iniciou uma ofensiva para evitar perdas estratégicas rumo às eleições de 2026. O foco principal tem sido conter o avanço de insatisfações entre nomes de peso que despontam como pré-candidatos ao Senado, ao mesmo tempo em que tenta acomodar novos atores que também reivindicam espaço na chapa majoritária.

De acordo com informações do Blog Dantas Barreto, um dos movimentos centrais foi a abertura de diálogo com Marília Arraes, que já integra o PDT. A reunião recente teve como objetivo ouvir suas demandas e apresentar alternativas políticas que possam mantê-la no campo de alianças liderado por João Campos, diante do seu peso eleitoral e da liderança em pesquisas.

Nos bastidores, a expectativa é que o mesmo gesto seja estendido ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e ao ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ambos também cotados para disputar o Senado e líderes de seus respectivos partidos no Estado. A estratégia do prefeito passa por ouvir as insatisfações e, principalmente, oferecer garantias de espaço na majoritária.

Isso porque, apesar de ter circulado por Pernambuco ao lado desses aliados e incentivado suas projeções políticas, cresce a percepção de que compromissos já estariam sendo encaminhados com outros nomes. Entre eles, o senador Humberto Costa, cuja presença é vista como natural para assegurar o alinhamento com o PT, e o deputado federal Eduardo da Fonte, que surge como peça estratégica diante do peso político da possível federação entre PP e União Brasil.

A eventual consolidação da chamada União Progressista pode ser determinante nesse tabuleiro. Com uma bancada expressiva na Câmara Federal, a federação garantiria amplo tempo de televisão e rádio, um ativo considerado decisivo em campanhas majoritárias. Esse fator fortalece Eduardo da Fonte, mesmo diante da resistência de outros pré-candidatos, que veem sua chegada como tardia, porém privilegiada. Por outro lado, Marília Arraes, apesar de sua força eleitoral, enfrenta limitações estruturais relacionadas ao tempo de propaganda do PDT, enquanto o Republicanos, partido de Silvio Costa Filho, também não alcança o mesmo peso.

Se o cenário já era complexo, ganhou novos contornos com a entrada do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, na disputa por espaço. Álvaro passou a ser citado como mais um nome com expectativa de figurar na chapa, especialmente na vaga de vice, sendo considerado uma liderança que precisa ser prestigiada dentro do arranjo político.

A vice, aliás, tornou-se um dos pontos mais sensíveis da negociação. Além de Álvaro Porto, o nome de Silvio Costa Filho também aparece como possibilidade para a composição, dentro de uma engenharia política que pode envolver mudanças estratégicas, inclusive com redirecionamento de candidaturas. Nos bastidores, há relatos de que João Campos teria avançado em propostas mais ousadas, como a oferta de uma vaga ao Senado para Marília Arraes e a indicação de Silvio como vice — movimento que geraria impactos diretos na relação com o PT e no espaço de Humberto Costa.

Outra hipótese ventilada envolve a não consolidação da federação União Progressista. Nesse cenário, Silvio Costa Filho poderia disputar uma vaga na Câmara Federal, abrindo caminho para que seu grupo indicasse Carlos Costa, seu irmão, como candidato a vice. As tratativas seguem em ritmo acelerado, com diferentes possibilidades sendo avaliadas e ajustadas conforme o avanço das conversas.

Enquanto isso, a governadora Raquel Lyra (PSD) acompanha atentamente cada movimento. No seu entorno, a leitura é de que qualquer falha na articulação de João Campos pode abrir espaço para uma reconfiguração no cenário político, atraindo nomes insatisfeitos e fortalecendo ainda mais o seu projeto de reeleição.

Com múltiplos interesses em jogo e um número limitado de vagas, o prefeito do Recife enfrenta o desafio de montar um quebra-cabeça político delicado, no qual cada decisão pode significar tanto a consolidação de uma ampla aliança quanto o risco de rupturas capazes de redesenhar completamente a disputa eleitoral em Pernambuco.

JULIANA DE CHAPARRAL ACOMPANHA RAQUEL LYRA EM AUTORIZAÇÃO DE OBRAS NO HOSPITAL REGIONAL DO AGRESTE

A prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal, Juliana de Chaparral (União Brasil), e o prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual, Janjão, participaram nesta segunda-feira (16) da agenda da governadora Raquel Lyra (PSD) no município de Limoeiro, no Agreste Setentrional. O destaque do evento foi a autorização para o início das obras de requalificação do Hospital Regional José Fernandes Salsa, com investimento de R$ 24 milhões.

A reforma do hospital prevê a modernização de setores essenciais, incluindo emergência, ambulatório, laboratório e a implantação de um moderno Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), prometendo agilizar os atendimentos médicos na região. A capacidade da unidade será ampliada de 91 para 135 leitos, reforçando o atendimento à população do Agreste.

Juliana de Chaparral ressaltou a importância dos investimentos do Governo do Estado. “É muito importante ver a governadora Raquel Lyra investindo forte na saúde do Agreste, cuidando de quem mais precisa”, afirmou, destacando a articulação política e o compromisso com a população.

Janjão, que busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco, destacou a relevância da parceria entre os municípios e o Governo do Estado. “Este investimento é um passo fundamental para garantir saúde de qualidade a todos. É também um exemplo de como a política pode transformar vidas quando unimos forças”, declarou o prefeito de Bom Jardim, reforçando seu projeto estadual.

O evento contou ainda com a presença da vice-governadora Priscila Krause e de outros prefeitos da região, entre eles Cleber Chaparral (Surubim), Biu Abreu (Orobó), Lindonaldo (Frei Miguelinho), Dr. Histenio Sales (Vertente do Lério) e Elias Meu Fii (Pombos), consolidando o alinhamento político no Agreste.

Raquel Lyra destacou que a requalificação do hospital integra um amplo conjunto de ações voltadas à modernização da saúde pública em Pernambuco. Segundo a governadora, iniciativas como esta reforçam o compromisso do governo com o bem-estar da população e fortalecem a infraestrutura hospitalar da região.



EDUARDO DA FONTE REAGE A EXONERAÇÕES DE RAQUEL LYRA, NEGA ACORDO COM JOÃO CAMPOS E ELEVA TOM NA DISPUTA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

O cenário político de Pernambuco ganhou novos contornos de tensão nesta semana após a decisão da governadora Raquel Lyra de exonerar indicados do Partido Progressistas (PP) em órgãos estratégicos do Estado, como o Ceasa, o Lafepe e o Porto do Recife. A medida provocou reação imediata do presidente estadual da sigla, o deputado federal Eduardo da Fonte, que classificou a iniciativa como “precipitada” e reforçou que o momento político ainda exige cautela, diálogo e articulação mais ampla.

Em declaração ao Blog Dantas Barreto, Eduardo da Fonte tratou de afastar especulações sobre uma possível aproximação com o grupo do prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos. Segundo ele, apesar das movimentações intensas nos bastidores, não há qualquer acordo firmado. “Todo mundo está conversando com todo mundo. Não tem acordo com João Campos”, afirmou, deixando claro que o jogo político segue aberto e em construção.

O parlamentar também chamou atenção para o timing da decisão do Governo do Estado, destacando que as exonerações ocorreram no mesmo dia em que o Tribunal Superior Eleitoral marcou para o próximo dia 26 a homologação da Federação União Progressista — aliança que reunirá PP e União Brasil. Para Eduardo, a coincidência levanta questionamentos e reforça a necessidade de cautela antes de qualquer definição mais contundente sobre alianças para 2026.

Com experiência acumulada em seis eleições, o dirigente progressista fez questão de enfatizar sua independência nas decisões políticas. “Estou nesse processo há seis eleições e ninguém vai me pautar sobre o que vou fazer”, declarou, sinalizando que não pretende se deixar pressionar por movimentos externos, sejam eles do Palácio do Campo das Princesas ou de grupos adversários.

Eduardo da Fonte destacou ainda que qualquer discussão sobre alianças, composição de chapas ou definição de candidaturas majoritárias só ocorrerá após a formalização da federação partidária. Ele reforçou que, a partir desse momento, as decisões passarão a ser tomadas de forma colegiada, levando em consideração fatores estratégicos como tempo de televisão e acesso ao Fundo Eleitoral — elementos decisivos em disputas de grande porte.

Nesse contexto, o deputado deixou claro que não há portas fechadas para nenhum grupo político em Pernambuco. A sinalização amplia o leque de possibilidades e mantém o PP — e futuramente a federação — como peça-chave no xadrez eleitoral do Estado. “Tudo fica do jeito que está”, resumiu, indicando que o partido seguirá dialogando com diferentes forças até que haja um cenário mais consolidado.

Outro ponto que permanece em aberto é a disputa pelo Senado. Eduardo evitou antecipar qualquer definição sobre o tema, ressaltando que não pretende impor uma candidatura pessoal. “Não serei candidato de mim mesmo”, disse, reforçando que a decisão também dependerá das negociações internas da federação.

Enquanto isso, o movimento político segue dinâmico. A Federação União Progressista contará, além de Eduardo da Fonte, com o ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, que já se coloca como pré-candidato ao Senado e, inclusive, recebeu convite da própria governadora Raquel Lyra para integrar a base governista.

Diante desse cenário, a política pernambucana entra em uma fase ainda mais estratégica, marcada por gestos, sinais e reposicionamentos. As exonerações promovidas pelo governo, longe de encerrar um ciclo, parecem ter aberto um novo capítulo de negociações, onde cada movimento será decisivo para a formação das alianças que irão definir os rumos das eleições de 2026.