sábado, 4 de abril de 2026

KAIO MANIÇOBA DEIXA SECRETARIA DE TURISMO DESTACANDO AVANÇOS EXPRESSIVOS E RESULTADOS HISTÓRICOS EM PERNAMBUCO

Ao oficializar seu afastamento da Secretaria de Turismo de Pernambuco nesta quinta-feira (2), o secretário Kaio Maniçoba não centrou sua despedida em uma saída administrativa, mas sim em um balanço marcado por resultados e avanços que, segundo ele, reposicionaram o estado no cenário turístico nacional e internacional. A exoneração, publicada no Diário Oficial, atende à legislação eleitoral, mas foi tratada pelo próprio gestor como o encerramento de um ciclo produtivo e de conquistas.

Durante sua passagem pela pasta, Kaio destacou números e marcos que considera decisivos para o fortalecimento do turismo pernambucano. Um dos principais pontos foi o desempenho do Aeroporto Internacional do Recife, que registrou recordes de movimentação, refletindo o aumento do fluxo de visitantes e a ampliação da malha aérea. A expansão das conexões internacionais também foi ressaltada como estratégica para inserir Pernambuco em novas rotas globais, facilitando o acesso de turistas estrangeiros e ampliando a visibilidade do estado no exterior.

Outro destaque apresentado pelo secretário foi a realização de um Carnaval que entrou para a história recente de Pernambuco, tanto pelo volume de público quanto pelo impacto econômico gerado. A festa, tradicionalmente uma das maiores vitrines culturais do estado, ganhou ainda mais força, movimentando diversos setores e consolidando-se como um dos principais motores da economia no período.

Kaio Maniçoba também enfatizou o efeito direto das políticas públicas de turismo sobre a economia, citando a geração de emprego e renda em áreas como hotelaria, transporte, gastronomia e comércio. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela Secretaria contribuiu para transformar o turismo em um eixo ainda mais relevante dentro da estratégia de desenvolvimento estadual.

Em sua mensagem de despedida, o secretário expressou gratidão à equipe da pasta e à governadora Raquel Lyra, destacando a parceria institucional como fundamental para a execução das ações e projetos. A fala foi marcada por um tom de reconhecimento coletivo, atribuindo os resultados alcançados ao esforço conjunto de técnicos, servidores e colaboradores envolvidos na política de turismo.

O período à frente da Secretaria, de acordo com Kaio, foi guiado por metas claras de expansão, promoção e estruturação do setor, com foco em resultados concretos e mensuráveis. Ao encerrar sua gestão, ele reforçou a ideia de “missão cumprida”, associando sua trajetória no cargo a um ciclo de crescimento, visibilidade e consolidação do turismo como um dos pilares econômicos de Pernambuco.

JARBAS FILHO ADERE AO PSD E CONSOLIDA ALINHAMENTO COM RAQUEL LYRA EM NOVO CAPÍTULO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

O cenário político pernambucano ganhou um novo movimento significativo neste fim de semana com a oficialização da filiação do deputado estadual Jarbas Filho ao Partido Social Democrático, legenda liderada no estado pela governadora Raquel Lyra. A mudança partidária não apenas reforça a base de apoio ao governo estadual na Assembleia Legislativa, como também sinaliza um reposicionamento estratégico do parlamentar dentro do atual xadrez político.

Em nota oficial, Jarbas Filho apresentou os fundamentos de sua decisão, destacando que a escolha foi pautada por responsabilidade política, diálogo com aliados e coerência com sua trajetória. Ao afirmar que optou por “permanecer do lado certo”, o deputado deixa evidente o fortalecimento de sua sintonia com o projeto administrativo conduzido por Raquel Lyra, marcado, segundo ele, por seriedade, compromisso e foco em resultados concretos.

A filiação ocorre em um momento de intensas movimentações partidárias em Pernambuco, especialmente dentro do período da chamada janela partidária, quando parlamentares têm a possibilidade de trocar de legenda sem prejuízo de seus mandatos. Nesse contexto, a chegada de Jarbas Filho ao PSD é vista como um reforço importante para a sigla, que busca ampliar sua musculatura política tanto no Legislativo quanto no interior do estado.

O deputado também fez questão de enfatizar sua percepção sobre os avanços do governo estadual, ressaltando que as ações da gestão já começam a alcançar diversas regiões pernambucanas. Em sua avaliação, trata-se de um projeto que “olha para frente” e tem potencial de promover transformações concretas na vida da população.

Mais do que um gesto de alinhamento institucional, a mudança de partido carrega um simbolismo político relevante. Jarbas Filho, herdeiro de uma tradição política consolidada em Pernambuco, passa a integrar uma legenda que vem se fortalecendo sob a liderança de Raquel Lyra, ampliando pontes entre diferentes grupos e consolidando uma base mais robusta para os desafios eleitorais futuros.

Ao ingressar no PSD, o parlamentar também projeta um papel mais ativo dentro da construção de políticas públicas e articulações regionais. Ele reafirmou que sua atuação seguirá voltada para todas as regiões do estado — do Litoral ao Sertão — com foco em presença política, escuta ativa da população e compromisso com resultados.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como parte de uma estratégia mais ampla de consolidação de forças em torno do governo estadual, visando não apenas a governabilidade no presente, mas também a construção de um ambiente político favorável para os próximos ciclos eleitorais.

Com a filiação, Jarbas Filho se soma a um grupo que busca ampliar a capilaridade do PSD em Pernambuco, fortalecendo alianças e ampliando o diálogo com lideranças locais. A expectativa, entre aliados, é de que sua chegada contribua para dinamizar ainda mais a atuação do partido e reforçar a presença do governo em diversas frentes.

A mudança, portanto, vai além de uma simples troca de legenda: representa um movimento calculado, com impacto direto na correlação de forças políticas do estado e na consolidação de um projeto que, segundo seus protagonistas, pretende seguir avançando e entregando resultados à população pernambucana.

CORRIDA ELEITORAL PROVOCA REFORMA NO GOVERNO RAQUEL LYRA E REDESENHA O TABULEIRO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

À medida que o calendário eleitoral avança e impõe prazos rígidos, o governo de Raquel Lyra promoveu uma ampla reconfiguração em sua equipe, oficializando a saída de nomes estratégicos do primeiro escalão para a disputa das eleições de outubro. As exonerações, publicadas em edição extra do Diário Oficial na quinta-feira, cumprem o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, que se encerra neste sábado (4), e revelam muito mais do que simples substituições administrativas: escancaram movimentos calculados dentro de um xadrez político que já se projeta para o futuro.

Entre os que deixam o governo, destacam-se figuras com forte densidade eleitoral e presença consolidada em suas bases. Kaio Maniçoba, que estava à frente da Secretaria de Turismo, retorna à Assembleia Legislativa com o objetivo de buscar a reeleição, reforçando sua atuação parlamentar após passagem pelo Executivo. Já Daniel Coelho, até então responsável pela pasta de Meio Ambiente, e André Teixeira, que comandava Infraestrutura e Mobilidade, surgem como nomes competitivos na corrida por vagas na Câmara dos Deputados, sinalizando a estratégia do grupo governista de ampliar sua representação em Brasília.

No mesmo movimento, Emmanuel Fernandes, que ocupava a Secretaria de Desenvolvimento Profissional, também deixa o cargo com planos de disputar uma vaga como deputado federal, consolidando um bloco de ex-secretários com ambições nacionais. No plano estadual, o PSD aposta em Carlos Braga, que deixa a Assistência Social para tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa, enquanto Juliana Gouveia, ex-secretária da Mulher, também entra na disputa, ampliando a presença feminina no pleito proporcional.

As mudanças, no entanto, não se limitaram ao primeiro escalão. A reestruturação atingiu também áreas estratégicas da gestão. As secretárias executivas Fernanda Rafaela, da área de Direitos Humanos, e Camila Freitas, da Justiça e Direitos Humanos, foram exoneradas, indicando que o movimento de desincompatibilização alcança diferentes níveis da máquina pública.

Fora do núcleo direto do secretariado, outras peças importantes também deixam suas funções para entrar no jogo eleitoral. Miguel Duque deixou a presidência do IPA com foco na disputa por uma vaga na Câmara Federal, enquanto Michelle Collins se afastou do comando da Arena de Pernambuco com o mesmo objetivo, reforçando a tendência de migração de gestores para o campo eleitoral.

Na Secretaria da Casa Civil, a movimentação foi igualmente significativa. Ex-prefeitos com trajetória consolidada como Raimundo Pimentel, Célia Sales e Judite Botafogo deixaram seus cargos de assessoria, assim como o vereador Ronaldo Lopes, evidenciando que a estratégia eleitoral do grupo governista não se restringe aos nomes mais visíveis, mas envolve uma rede mais ampla de lideranças com capilaridade política.

O movimento liderado por Raquel Lyra revela uma engrenagem bem ajustada entre governo e projeto eleitoral. Ao mesmo tempo em que atende às exigências legais, a governadora reorganiza sua equipe e libera nomes competitivos para fortalecer palanques em diversas regiões do estado. A dança das cadeiras no Executivo, portanto, vai além da burocracia: representa o início oficial de uma disputa que promete ser intensa, marcada pela tentativa de consolidação de novas lideranças e pela manutenção de espaços de poder já conquistados.

RELÍQUIA SOBRE RODAS: OPALA CUPÊ 1988 ZERO QUILÔMETRO SOBREVIVE INTACTO EM PERNAMBUCO E IMPRESSIONA PELA CONSERVAÇÃO HISTÓRICA

Em um cenário automotivo marcado pela constante renovação de modelos e pelo desgaste natural do tempo, um exemplar do clássico Chevrolet Opala desafia a lógica e atravessa décadas praticamente intocado. Trata-se de um Opala cupê 1988 que jamais foi emplacado ou utilizado nas ruas, preservando não apenas sua estrutura original, mas também uma história que se confunde com a própria trajetória da marca no Brasil e no Nordeste.

Guardado por anos como uma verdadeira peça de coleção, o veículo permaneceu sob os cuidados de uma tradicional concessionária da Chevrolet em Pernambuco, longe das intempéries e da rotina comum dos automóveis. O carro carrega consigo o simbolismo de uma despedida: ele representa o último ano de produção da carroceria cupê do Opala, modelo que marcou gerações e consolidou-se como um dos mais emblemáticos da indústria nacional.

Equipado com o robusto motor 4.1 a álcool, de seis cilindros em linha — uma das configurações mais desejadas da época — o modelo também conta com câmbio manual, característica que reforça sua identidade clássica. A pintura vinho, mantida sem alterações, contrasta com o interior escuro, igualmente preservado, criando um conjunto que remete fielmente ao padrão de fábrica do fim dos anos 1980. Cada detalhe, do acabamento aos componentes mecânicos, permanece como saiu da linha de montagem, um feito raro mesmo entre colecionadores.

A origem dessa preservação meticulosa remonta à decisão de Severino Nunes, fundador da tradicional Caxangá Veículos, no Recife. Ao adquirir o automóvel zero quilômetro, ele tomou uma decisão incomum: não colocá-lo em circulação. O motivo foi carregado de significado — a confirmação de que aquela unidade seria a última versão cupê do Opala recebida pela concessionária. A partir daí, o carro deixou de ser apenas um produto e passou a ser tratado como um símbolo, um marco de encerramento de ciclo.

Durante anos, o Opala foi apresentado ao público apenas em ocasiões especiais, como aniversários da concessionária e eventos comemorativos, sempre despertando curiosidade e admiração. Não se tratava apenas de um automóvel antigo, mas de uma cápsula do tempo, capaz de transportar entusiastas e admiradores para uma era em que o Opala dominava as ruas e representava status, desempenho e sofisticação.

Mesmo após o falecimento de Severino Nunes, em 2012, aos 84 anos, a história do veículo continuou sendo cuidadosamente preservada por sua família. O automóvel passou a integrar o acervo mantido pelo grupo, atualmente localizado em Carpina, onde segue guardado com atenção quase museológica. Com pouco mais de 90 quilômetros rodados — número que reforça sua condição praticamente inédita — o carro deixa o repouso apenas para procedimentos básicos de conservação, garantindo o funcionamento mecânico e a integridade de seus componentes.

Mais do que um item raro, o Opala cupê 1988 preservado em Pernambuco se transformou em um verdadeiro patrimônio afetivo e histórico, refletindo uma relação singular entre o homem, a máquina e o tempo. Em um país onde poucos veículos conseguem escapar do uso cotidiano, sua existência intacta representa não apenas um feito extraordinário, mas também um testemunho vivo de uma das fases mais marcantes da indústria automobilística brasileira.

DANÇA DAS CADEIRAS NO AGRESTE, COM AS RENÚNCIAS PARA DISPUTA ELEITORAL NOVOS PREFEITOS ASSUMEM O PODER EM CASINHAS E BOM JARDIM

O cenário político no Agreste pernambucano ganhou novos contornos nesta semana com a oficialização de mudanças no comando de duas prefeituras estratégicas da região. Em cumprimento rigoroso à legislação eleitoral, os gestores municipais de Casinhas e Bom Jardim deixaram seus cargos para entrar na disputa por novos espaços no Legislativo, abrindo caminho para a ascensão de seus vice-prefeitos ao comando do Executivo local.

A movimentação ocorre dentro das regras estabelecidas pela Constituição Federal e pela Lei Complementar nº 64/1990, que determinam a chamada desincompatibilização — mecanismo que obriga ocupantes de cargos do Executivo a renunciarem até seis meses antes das eleições caso pretendam disputar outros cargos eletivos. A medida busca garantir equilíbrio na disputa e evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.

Em Casinhas, a saída da então prefeita Juliana de Chaparral marca o início de um novo ciclo administrativo sob a liderança de José Lúcio da Silva, que assume o desafio de manter a estabilidade política e administrativa do município em um momento sensível. Aos 45 anos, Lúcio chega ao cargo respaldado por uma trajetória que combina experiência técnica e vivência na gestão pública. Natural de Umbuzeiro, na Paraíba, ele construiu sua carreira política em Pernambuco, especialmente no município de Orobó, onde atuou como secretário de Finanças antes de exercer o mandato de vice-prefeito entre 2021 e 2024.

Com formação em Administração de Empresas, Lúcio carrega consigo a expectativa de uma gestão voltada ao equilíbrio fiscal e à continuidade de projetos estruturantes. Nos bastidores, aliados avaliam que sua experiência na área financeira pode ser determinante para atravessar o período de transição sem sobressaltos, sobretudo em um ano marcado por incertezas eleitorais e necessidade de prudência administrativa. Casado com a médica Mônica Martins e pai de três filhos, o novo prefeito também busca imprimir um perfil conciliador, capaz de dialogar com diferentes forças políticas locais.

Já em Bom Jardim, a mudança traz ao centro do poder um nome até então pouco conhecido no cenário político tradicional, mas com forte trajetória na iniciativa privada. Arsênio Medeiros de Oliveira, o Arsênio do Minério, assume a prefeitura aos 47 anos carregando a marca de um gestor técnico e pragmático. Natural do Recife, ele construiu sua carreira ao longo de três décadas no setor mineral, onde acumulou experiência prática e formação especializada.

Sua trajetória inclui formação técnica em Mineração pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além de estudos em Relações Humanísticas no Trabalho pelo SESI/SENAI. Arsênio também buscou qualificação internacional, com especialização em extração de pedras graníticas ornamentais em Portugal, o que reforça seu perfil voltado à produção e ao desenvolvimento econômico. Antes de assumir o cargo público, exercia a função de encarregado geral de extração de granitos na empresa Minérios de Bom Jardim S/A, posição que deixou para ingressar definitivamente na vida política.

A chegada de Arsênio ao comando do município representa não apenas uma mudança administrativa, mas também simbólica: a entrada de um gestor oriundo do setor produtivo em um ambiente historicamente dominado por lideranças políticas tradicionais. A expectativa, segundo interlocutores, é de que sua gestão priorize eficiência, geração de emprego e fortalecimento das atividades econômicas locais, especialmente ligadas à mineração.

As renúncias de Juliana de Chaparral e do prefeito Janjão não apenas redesenham o comando municipal, mas também sinalizam o início de uma disputa eleitoral que promete ser intensa. Ao deixarem seus cargos para concorrer a vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, respectivamente, ambos apostam no capital político construído em suas gestões para alçar voos maiores.

Enquanto isso, em Casinhas e Bom Jardim, a população passa a observar de perto os primeiros movimentos dos novos prefeitos, que terão a missão de garantir continuidade administrativa sem perder a oportunidade de imprimir suas próprias marcas. Em meio a um calendário eleitoral cada vez mais próximo, cada decisão ganha peso estratégico — e cada gesto pode definir não apenas o presente das gestões, mas também o futuro político da região.

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM, EM MENOS DE UMA SEMANA, ROMERO E ANDREZA EXPÕEM NEGOCIAÇÃO, ENSAIAM SAÍDA E RECUAM AO PSB

Em plena janela partidária — período em que trocar de legenda é não apenas permitido, mas esperado — o deputado estadual Romero Albuquerque e a vereadora do Recife Andreza de Romero conseguiram transformar uma movimentação comum em um dos episódios mais comentados dos bastidores políticos de Pernambuco neste início de pré-campanha. Não pelo ato em si, mas pela velocidade, pela sequência e, principalmente, pelo recuo.

O roteiro foi tão rápido quanto revelador. Primeiro, o alinhamento ao Partido Socialista Brasileiro, legenda que tem como principal liderança no estado o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo, João Campos. A filiação ao PSB indicava uma escolha estratégica: aproximar-se de um projeto competitivo, garantir espaço e reforçar um discurso político alinhado com a principal força emergente no cenário estadual.

Mas o que parecia definido virou ensaio. Em poucos dias, o casal anunciou mudança para o Progressistas, num movimento que sinalizava reposicionamento e tentativa de ampliar margem de negociação. Tudo dentro da legalidade da janela partidária, sem qualquer risco de perda de mandato — como manda o manual eleitoral. Ainda assim, o gesto gerou ruído imediato. Não pela troca em si, mas pela rapidez com que ela ocorreu após a primeira decisão.

E foi justamente esse intervalo curto que disse mais do que qualquer nota oficial. Porque antes mesmo que a nova escolha criasse raízes, veio o terceiro ato: o retorno ao PSB. Em comunicado, Romero e Andreza afirmaram que, após “ampla e intensa avaliação” junto ao grupo político e às lideranças da causa animal, decidiram permanecer na legenda socialista, reafirmando confiança no projeto liderado por João Campos e compromisso com Pernambuco.

No papel, a justificativa é protocolar. Na prática, o episódio escancarou o que raramente é dito com tanta clareza: houve negociação. E mais do que isso, houve ajuste de rota em tempo real. A ida ao Progressistas funcionou como teste de terreno — político, eleitoral e estratégico. O retorno ao PSB, por sua vez, indicou que as condições encontradas fora não superaram o que já estava posto dentro.

Não se trata de ilegalidade, incoerência inédita ou sequer de exceção. A janela partidária existe justamente para isso: permitir movimentos, corrigir caminhos e ampliar possibilidades. O que chama atenção, neste caso, é a transparência involuntária do processo. Quando as decisões acontecem em ritmo acelerado, o discurso não acompanha — e o que deveria ser articulação discreta vira exposição pública.

Nos bastidores, a leitura é direta: o casal testou forças, mediu espaço e voltou para onde o ambiente se mostrou mais seguro politicamente. O “alinhamento com o projeto” de João Campos, citado na nota, parece menos uma descoberta recente e mais uma reafirmação após uma tentativa que não prosperou como esperado.

Romero Albuquerque segue na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, enquanto Andreza de Romero se prepara para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, ambos novamente sob a bandeira do PSB e com a causa animal como principal ativo político.

No fim, o destino não mudou — mas o caminho até reafirmá-lo disse muito. Entre idas, vindas e recuos em menos de uma semana, ficou a sensação de que a política, quando acelerada demais, deixa rastros difíceis de disfarçar. E, nesse caso, nem foi preciso bastidor: o próprio movimento contou a história.

Porque, no final das contas, foi exatamente isso — a clássica volta dos que não foram.

ZÉ QUEIROZ VOLTA AO MDB, REENCONTRA SUAS ORIGENS E LANÇA PRÉ-CANDIDATURA À ALEPE EM ATO POLÍTICO DE PESO EM CARUARU

Em um movimento carregado de simbolismo político e memória histórica, o ex-prefeito de Caruaru, Zé Queiroz, oficializou nesta sexta-feira (3) seu retorno ao Movimento Democrático Brasileiro, legenda que marcou momentos decisivos de sua trajetória pública. A filiação, realizada em Caruaru, foi acompanhada por lideranças de destaque, entre elas o prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, e o presidente estadual da sigla, Raul Henry.

O ato político não apenas sacramentou o retorno de Queiroz ao MDB, como também marcou o lançamento de sua pré-candidatura a deputado estadual, reposicionando seu nome no cenário eleitoral pernambucano. Ao assinar a ficha de filiação, o ex-prefeito fez questão de destacar o caráter emocional da decisão, classificando o momento como um reencontro com suas raízes políticas.

“Meu primeiro mandato de deputado estadual, em 1978, foi no MDB, em um período em que o Brasil vivia a limitação das opções partidárias. Também fui eleito prefeito de Caruaru pela primeira vez, em 1982, pela mesma legenda. Hoje retorno com a confiança de estar ao lado de lideranças sérias, como Raul Henry, e com o aval do presidente nacional do partido, Baleia Rossi”, relembrou.

Após quase quatro décadas de militância no Partido Democrático Trabalhista, Queiroz afirmou que a mudança foi motivada por circunstâncias políticas e pela intenção de fortalecer seu projeto voltado para Caruaru. Segundo ele, a pré-candidatura à Assembleia Legislativa representa um novo capítulo em sua vida pública, com foco no desenvolvimento do município.

“Nosso objetivo é conquistar um mandato que represente Caruaru. Vamos dialogar com a população e construir propostas alinhadas com o que pensamos para a cidade. Quero o melhor para Caruaru”, enfatizou.

O presidente estadual do MDB, Raul Henry, destacou a relevância do retorno de Queiroz à legenda, ressaltando não apenas sua trajetória, mas também sua credibilidade política. Em um discurso marcado por lembranças pessoais, Henry relembrou os primeiros contatos com o ex-prefeito ainda na infância.

“É uma honra enorme receber Zé Queiroz de volta ao MDB. Ele é uma referência da política pernambucana, uma reserva moral e um exemplo de compromisso com o povo. Lembro de quando eu era criança, em Catende, e acompanhava seus comícios. Sua história fala por si”, afirmou.

O evento também contou com a presença de outras figuras de peso no cenário político estadual e nacional, como o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e a pré-candidata ao Senado pela Frente Popular, Marília Arraes, ambos filiados ao PDT, o que evidenciou o prestígio e a articulação política em torno do ex-prefeito.

A volta de Zé Queiroz ao MDB não apenas resgata sua história dentro do partido, mas também redesenha o tabuleiro político em Pernambuco, especialmente no Agreste, onde sua influência permanece significativa. Com a pré-candidatura lançada, o ex-prefeito sinaliza disposição para mais uma disputa eleitoral, agora mirando uma vaga na Assembleia Legislativa, apoiado por alianças estratégicas e pelo peso de sua trajetória.

EX-CANDIDATO A PREFEITO DE GRAVATÁ, BRUNO SALES SERÁ CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL PELO REPUBLICANOS

O ex-candidato a prefeito de Gravatá e ex-vereador do município, Bruno Sales, anunciou sua pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos nas eleições de 2026. A confirmação ocorre após articulações políticas dentro da legenda em Pernambuco, que tem ampliado seu quadro de lideranças com foco na disputa proporcional.

Bruno Sales ganhou projeção política em Gravatá ao disputar a prefeitura do município e também ao exercer mandato como vereador, mantendo uma forte atuação na região do Agreste pernambucano. Ao longo de sua trajetória, tem defendido pautas ligadas ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e fortalecimento dos municípios do interior do estado.

A entrada do ex-candidato na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados é vista pelo partido como estratégica para ampliar a representatividade do Republicanos em Brasília. O presidente estadual da legenda, Silvio Costa Filho, destacou a importância da pré-candidatura.

 “Bruno é uma liderança jovem, preparada e que conhece de perto a realidade do interior de Pernambuco. O Republicanos tem trabalhado para montar uma chapa competitiva e nomes como o de Bruno fortalecem nosso projeto de ampliar a bancada federal do partido”, afirmou Silvio Costa Filho.

Ao confirmar seu nome na disputa ao mandato de deputado federal, Bruno Sales afirmou que pretende levar para Brasília as demandas da população pernambucana, especialmente dos municípios do interior.

 “Recebo essa missão com muita responsabilidade. Nossa pré-candidatura nasce do diálogo com a população e com lideranças de várias regiões do estado. Queremos representar Pernambuco em Brasília com compromisso, defendendo investimentos, oportunidades e mais atenção para os municípios”, declarou.