domingo, 5 de abril de 2026

VIRADA NA ALEPE: BASE DE RAQUEL LYRA CHEGA A 35 DEPUTADOS E MUDA JOGO DE FORÇAS NAS COMISSÕES

O encerramento da janela partidária na última sexta-feira (3) provocou uma reconfiguração profunda no cenário político da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), consolidando uma ampla maioria governista e abrindo caminho para mudanças estratégicas no funcionamento da Casa. Com o fim do prazo para troca de partidos, a base da governadora Raquel Lyra alcançou 35 deputados estaduais, número suficiente para garantir maior controle sobre pautas e decisões internas.

O movimento foi impulsionado principalmente pelo crescimento do PSD, legenda da governadora, e do Podemos. Antes sem representação na Alepe, os dois partidos passaram a concentrar, juntos, 15 parlamentares — sendo oito no PSD e sete no Podemos —, tornando-se peças-chave no fortalecimento da base aliada ao Palácio do Campo das Princesas.

Enquanto isso, a oposição, liderada por PSB e PT, passou a contar com 12 deputados. Mesmo com articulações para conter perdas, os dois partidos não conseguiram acompanhar o ritmo de crescimento do bloco governista, que agora detém confortável vantagem numérica dentro do plenário.

Apesar do avanço governista, o Progressistas (PP) terminou o período como a maior bancada individual da Casa, reunindo 10 deputados. A legenda ampliou sua força com a chegada de nomes de peso como France Hacker, Dannilo Godoy, Joel da Harpa e Delegada Gleide Ângelo.

No campo oposicionista, o PSB buscou manter protagonismo ao garantir o retorno de Diogo Moraes e Waldemar Borges, estabilizando sua bancada em sete parlamentares. Já o PT ampliou sua presença para cinco nomes com as filiações de Dani Portela e João Paulo Costa.

A nova correlação de forças não se limita ao plenário e deve impactar diretamente o comando das comissões permanentes, consideradas o coração do processo legislativo. Atualmente, colegiados estratégicos, como a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ), estão sob controle da oposição. Com a maioria consolidada, o governo deve solicitar o recálculo da proporcionalidade das bancadas, movimento que pode resultar na retomada dessas comissões e, consequentemente, no maior controle sobre a tramitação de projetos do Executivo.

Outro efeito significativo da janela partidária foi o esvaziamento de algumas siglas. Cinco partidos perderam completamente sua representação na Alepe, entre eles o PSDB e o Solidariedade. O PSOL e o PCdoB também ficaram sem cadeiras após a saída de seus únicos representantes.

Com um cenário mais favorável, a base governista entra em uma nova fase na Alepe, com capacidade ampliada de articulação e aprovação de matérias. Já a oposição terá o desafio de reorganizar suas estratégias para manter relevância no debate político e na fiscalização das ações do governo estadual.

REARRANJO POLÍTICO EM PERNAMBUCO FORTALECE AVANTE APÓS MUDANÇA DE TÚLIO GADÊLHA PARA O PSD

A movimentação partidária protagonizada pelo deputado federal Túlio Gadêlha segue provocando efeitos em cadeia no cenário político de Pernambuco e já começa a redesenhar forças para as eleições proporcionais. A decisão de migrar para o PSD, com o objetivo de disputar a reeleição à Câmara dos Deputados alinhado ao projeto político da governadora Raquel Lyra, abriu espaço para uma reorganização estratégica que acabou beneficiando diretamente o Avante no estado.

Com a saída de Gadêlha, nomes historicamente ligados ao seu grupo político passaram a buscar novos caminhos partidários, encontrando no Avante, liderado pelos irmãos Sebastião Oliveira e Waldemar Oliveira, uma alternativa viável para manter competitividade eleitoral. A legenda, que já vinha se articulando para ampliar sua presença tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa de Pernambuco, ganha reforço significativo com a chegada de quadros experientes.

Entre os principais nomes está o ex-deputado federal Maurício Rands, que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados na mesma chapa de Waldemar Oliveira, candidato à reeleição. Aliado próximo de Gadêlha, Rands surge como herdeiro natural de parte do capital eleitoral construído pelo parlamentar nas eleições de 2018 e 2022, o que pode fortalecer ainda mais o desempenho do Avante no pleito.

No campo estadual, o partido também trabalha para montar uma nominata robusta visando a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Além de Sebastião Oliveira, que busca retornar ao Legislativo estadual, integram o grupo nomes como o ex-deputado estadual Antônio Fernando, a liderança política Socorrinho da Apami, além de André Carvalho e Victor Flores, que também se preparam para disputar cadeiras na Casa.

A articulação do grupo ganhou um momento simbólico durante o tradicional almoço de Sábado de Aleluia, realizado na residência de Sebastião Oliveira, em Gravatá. O encontro, que ocorre anualmente, reuniu lideranças políticas de diferentes campos e contou com a presença da governadora Raquel Lyra, evidenciando o clima de diálogo e a construção de alianças que marcam o atual momento político do estado.

Esse conjunto de movimentos revela uma dinâmica cada vez mais intensa nos bastidores da política pernambucana, onde mudanças partidárias não apenas redefinem trajetórias individuais, mas também reequilibram forças entre partidos. Ao mesmo tempo em que o PSD fortalece sua base com a chegada de Túlio Gadêlha, o Avante se consolida como um polo de atração para lideranças estratégicas, ampliando seu protagonismo na disputa eleitoral que se aproxima.

ENGENHEIRO DESAFIA A LÓGICA DO MERCADO E LEVA FORD VERONA A MAIS DE 1 MILHÃO DE KM COM CUSTO SURPREENDENTE

Creso Peixoto, engenheiro civil com mestrado em Transportes, professor em quatro cidades do interior paulista e piloto de pequenas aeronaves, tem o perfil de quem documenta tudo com precisão. Quando adquiriu um Ford Verona GLX 1990, em 1992, manteve um diário de bordo com todos os gastos e serviços feitos no veículo, assim como fazia com os aviões. A ideia original era simples: rodar até 200 mil quilômetros, trocar de carro e seguir em frente. Mas decidiu manter o Verona até os 500 mil km para verificar se a curva de manutenção subiria muito, o que não ocorreu. Então iniciou um novo desafio e resolveu rodar com ele até o hodômetro alcançar 1 milhão de quilômetros. Como ele mesmo resumiu: "Eu queria conhecer a evolução dos custos."

Com quatro empregos em cidades diferentes e uma rotina de deslocamentos intensos, Creso rodava cerca de 4 mil quilômetros por mês, principalmente em rodovias, e encerrou o projeto ao alcançar 1.077.948 km no hodômetro. Os números acumulados ao longo de 27 anos impressionam por sua precisão: o Verona consumiu quase 100 mil litros de etanol, 235 litros de óleo no motor, fez 46 trocas de pneus em duplas e passou por revisões a cada seis meses com o mesmo mecânico. O motor original do carro passou por duas retíficas, aos 247 mil e aos 531 mil quilômetros, mas continuou funcionando bem até o final. O custo total calculado pelo próprio Creso foi de US$ 0,14 por quilômetro rodado, totalizando aproximadamente R$ 810 mil ao longo de todo o período, incluindo combustível, peças e manutenção.

A história chamou atenção muito além do círculo de entusiastas. Como reconhecimento a essa lealdade, Creso Peixoto foi recebido pelo presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters, na sede da empresa em São Paulo e presenteado com uma placa em homenagem ao marco de 1 milhão de quilômetros. O Verona era um produto da era Autolatina, a joint venture entre Ford e Volkswagen, equipado com o motor AP 1.8 de origem Volkswagen. Ver aquele motor ultrapassar a casa do milhão de quilômetros com apenas duas retíficas no motor original foi algo que a própria montadora não esperava comprovar tão concretamente.

Apesar de todo o feito, Creso considerava aposentar o Verona, reconhecendo que a falta de recursos modernos de segurança, como airbags e proteção a colisões, pesava na decisão. Depois de encerrar o experimento com o Verona, ele passou a acompanhar o Hyundai HB20S 2014 de sua esposa, com o objetivo de atingir 300 mil quilômetros e comparar custos e desempenho com as tecnologias mais modernas. A conclusão que ficou de tudo isso é simples e contraintuitiva: num mercado que empurra o consumidor a trocar de carro a cada poucos anos, um Ford Verona de 1990, com motor Volkswagen, manutenção rigorosa e um dono que documentava cada litro de etanol abastecido, provou que a equação pode ser completamente diferente.

NA SURDINA, FERNANDO RODOLFO MUDA DE ROTA, DEIXA PRD E CONFIRMA FILIAÇÃO AO PROGRESSISTAS PARA BUSCAR REELEIÇÃO

Em meio às movimentações intensas da janela partidária e aos bastidores cada vez mais dinâmicos da política pernambucana, o deputado federal Fernando Rodolfo protagonizou uma reviravolta discreta, porém significativa, em sua trajetória partidária. Após anunciar no dia 25 de março sua saída do PL rumo ao PRD, o parlamentar acabou alterando novamente seus planos e oficializou, sob reserva, sua filiação ao Progressistas (PP), sigla pela qual disputará a reeleição.

A mudança, confirmada com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi efetivada no último dia 3 de abril, encerrando um ciclo de incertezas e articulações que vinham sendo costuradas há semanas nos bastidores de Brasília e de Pernambuco.

A filiação anterior ao PRD havia sido tratada como estratégica dentro da federação Renovação Solidária. O ato de assinatura ocorreu na capital federal e contou com a presença de figuras importantes, como o presidente da federação, Paulinho da Força, além de lideranças que avalizaram a chegada de Rodolfo ao novo grupo político. Na ocasião, o movimento foi interpretado como uma tentativa de fortalecer a composição interna da federação e equilibrar espaços entre suas lideranças.

Durante o evento, Paulinho chegou a afirmar que havia vetado a possível ida do deputado Túlio Gadêlha para o Solidariedade, justificando que a entrada de Fernando Rodolfo no PRD já atenderia às necessidades de representação dentro da federação.

Entretanto, o cenário mudou rapidamente. Mesmo após a formalização da ficha no PRD, as tratativas com o Progressistas continuaram em paralelo. O nome de Fernando Rodolfo já vinha sendo ventilado dentro do partido desde o início de fevereiro, quando o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira, chegou a divulgar um vídeo anunciando sua filiação. A publicação, porém, foi retirada do ar poucas horas depois, evidenciando que o acordo ainda não estava completamente consolidado naquele momento.

A indefinição se prolongou devido a questões burocráticas: o documento de filiação ao PP não foi enviado dentro do prazo ao TSE, o que inicialmente impediu a formalização da mudança. Ainda assim, o diálogo entre as partes permaneceu ativo, culminando na efetivação da filiação nesta semana.

Os desdobramentos da passagem relâmpago pelo PRD também tiveram impactos diretos no cenário político local. Um dos principais reflexos foi a saída do prefeito de São Caetano, Josafá Almeida, do comando estadual da legenda. A movimentação desencadeou uma debandada de aliados e pré-candidatos, que migraram para outras siglas, como Republicanos e MDB, redesenhando o mapa político no município e na região.

A trajetória recente de Fernando Rodolfo revela não apenas uma mudança de partido, mas um reposicionamento estratégico em busca de melhores condições eleitorais. Ao optar pelo Progressistas, o deputado se insere em uma estrutura partidária mais consolidada nacionalmente, com maior capilaridade e tempo de televisão — fatores decisivos em uma disputa proporcional.

A movimentação silenciosa, feita longe dos holofotes, reforça o peso das articulações de bastidores na política brasileira, especialmente em períodos de janela partidária, quando decisões rápidas podem redefinir alianças e alterar o rumo de candidaturas.

FONTE: Blog Cenário / Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

JOÃO CAMPOS INICIA GIRO PELO INTERIOR NA SEMANA SANTA, DEFENDE TURISMO E PROMETE REFORÇO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS


O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), deu início a uma agenda estratégica pelo estado aproveitando o feriado da Semana Santa, combinando compromissos institucionais, presença em polos turísticos e movimentações políticas no interior. O ponto de partida foi o tradicional Teatro de Nova Jerusalém, onde acompanha-se anualmente a encenação da Paixão de Cristo, considerada uma das maiores do mundo a céu aberto.

Durante a visita, João esteve acompanhado de um grupo político diverso, reunindo nomes como Marília Arraes (PDT), Carlos Costa (Republicanos), Pedro Campos (PSB) e da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), sua esposa. A composição do grupo sinaliza articulações que ultrapassam alianças partidárias tradicionais e reforçam a tentativa de ampliar apoios em diferentes campos políticos.

Em publicação nas redes sociais, João destacou o papel do município de Brejo da Madre de Deus como referência no turismo cultural e religioso do estado, ressaltando a necessidade de políticas permanentes que sustentem o fluxo de visitantes ao longo de todo o ano. Ao mencionar experiências anteriores na região, o socialista associou sua trajetória política ao conhecimento das demandas locais, apontando a infraestrutura como um dos principais gargalos para a consolidação do turismo como vetor econômico contínuo.

A agenda seguiu no sábado com deslocamento para Bonito, município administrado pelo prefeito Dr. Ruy (PSB). Nas ruas da cidade, João Campos adotou um discurso mais direto ao eleitorado, já assumindo o tom de pré-campanha ao Governo do Estado. Em meio a contatos com a população, ele centrou sua fala na prestação de serviços públicos, colocando como prioridade a melhoria do atendimento em áreas essenciais.

Ao abordar temas como saúde, educação e atendimento em órgãos estaduais, o pré-candidato buscou exemplificar situações cotidianas enfrentadas pela população, como a busca por atendimento hospitalar, serviços do Detran e matrícula escolar. A linha adotada reforça uma estratégia de comunicação voltada à experiência prática do cidadão com o Estado, deslocando o debate para a eficiência da máquina pública.

No mesmo discurso, João também projetou um cenário de retomada econômica para Pernambuco, citando a necessidade de ampliar investimentos e recuperar a capacidade de crescimento do estado. Ao mencionar o objetivo de reposicionar Pernambuco como destaque no Nordeste, ele vinculou essa proposta à geração de empregos, atração de indústrias e fortalecimento da educação pública e da infraestrutura de saúde.

A movimentação durante o feriado, tradicionalmente marcado por eventos religiosos e grande circulação de pessoas em cidades do interior, evidencia a tentativa de aliar visibilidade política a agendas de forte apelo popular. Ao percorrer polos turísticos e municípios estratégicos, João Campos inicia um roteiro que tende a se intensificar nos próximos meses, em meio ao calendário eleitoral e à consolidação de alianças no estado.

JOÃO CAMPOS REBATE POLÊMICA SOBRE CORRENTE E REVELA VALOR EMOCIONAL LIGADO À MEMÓRIA DE EDUARDO CAMPOS

O prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), veio a público neste sábado (4) para esclarecer uma situação que ganhou grande repercussão nas redes sociais nas últimas horas. O gestor foi alvo de críticas após a circulação de imagens em que aparece retirando um cordão de ouro durante um evento público, o que levou internautas a especularem que o gesto estaria relacionado a um suposto receio de assalto.

Diante da repercussão, João Campos utilizou suas redes sociais para apresentar sua versão dos fatos e afastar qualquer interpretação distorcida. Segundo ele, o ato de retirar a corrente não tem relação com insegurança, mas sim com uma prática comum em sua rotina de compromissos públicos e gravações. O prefeito explicou que o acessório costuma causar interferência sonora quando utiliza microfone de lapela, motivo pelo qual prefere retirá-lo momentaneamente nessas ocasiões.

Mais do que um simples objeto, o cordão carrega um significado profundamente pessoal. João revelou que a peça pertenceu ao seu pai, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um trágico acidente aéreo em 2014, durante a campanha presidencial. De acordo com o prefeito, a corrente contém medalhas religiosas que foram encontradas intactas após o acidente — um dos poucos pertences recuperados em meio à tragédia.

Em um relato carregado de emoção, João destacou que cinco medalhas foram preservadas e divididas entre os filhos de Eduardo Campos, sendo uma delas incorporada ao seu dia a dia como símbolo de fé e memória familiar. “É algo que uso o tempo todo, tem um valor muito grande para mim”, afirmou, ressaltando o caráter afetivo da peça.

A fala do prefeito também trouxe críticas ao uso político da situação. Para ele, houve uma tentativa deliberada de distorcer um gesto cotidiano, transformando-o em narrativa negativa nas redes sociais. João lamentou o episódio e classificou a repercussão como desrespeitosa diante do significado pessoal envolvido.

O caso evidencia, mais uma vez, como gestos aparentemente simples podem ganhar proporções amplas no ambiente digital, especialmente quando envolvem figuras públicas em contexto pré-eleitoral. Ao mesmo tempo, expõe o desafio enfrentado por lideranças políticas em equilibrar a vida pública com aspectos íntimos, frequentemente sujeitos a interpretações fora de contexto.

Ao transformar a crítica em um relato pessoal, João Campos não apenas respondeu às acusações, mas também trouxe à tona uma memória sensível de sua trajetória familiar, reforçando o vínculo com o legado de seu pai e o simbolismo que carrega em cada detalhe de sua rotina.

sábado, 4 de abril de 2026

KAIO MANIÇOBA DEIXA SECRETARIA DE TURISMO DESTACANDO AVANÇOS EXPRESSIVOS E RESULTADOS HISTÓRICOS EM PERNAMBUCO

Ao oficializar seu afastamento da Secretaria de Turismo de Pernambuco nesta quinta-feira (2), o secretário Kaio Maniçoba não centrou sua despedida em uma saída administrativa, mas sim em um balanço marcado por resultados e avanços que, segundo ele, reposicionaram o estado no cenário turístico nacional e internacional. A exoneração, publicada no Diário Oficial, atende à legislação eleitoral, mas foi tratada pelo próprio gestor como o encerramento de um ciclo produtivo e de conquistas.

Durante sua passagem pela pasta, Kaio destacou números e marcos que considera decisivos para o fortalecimento do turismo pernambucano. Um dos principais pontos foi o desempenho do Aeroporto Internacional do Recife, que registrou recordes de movimentação, refletindo o aumento do fluxo de visitantes e a ampliação da malha aérea. A expansão das conexões internacionais também foi ressaltada como estratégica para inserir Pernambuco em novas rotas globais, facilitando o acesso de turistas estrangeiros e ampliando a visibilidade do estado no exterior.

Outro destaque apresentado pelo secretário foi a realização de um Carnaval que entrou para a história recente de Pernambuco, tanto pelo volume de público quanto pelo impacto econômico gerado. A festa, tradicionalmente uma das maiores vitrines culturais do estado, ganhou ainda mais força, movimentando diversos setores e consolidando-se como um dos principais motores da economia no período.

Kaio Maniçoba também enfatizou o efeito direto das políticas públicas de turismo sobre a economia, citando a geração de emprego e renda em áreas como hotelaria, transporte, gastronomia e comércio. Segundo ele, o trabalho desenvolvido pela Secretaria contribuiu para transformar o turismo em um eixo ainda mais relevante dentro da estratégia de desenvolvimento estadual.

Em sua mensagem de despedida, o secretário expressou gratidão à equipe da pasta e à governadora Raquel Lyra, destacando a parceria institucional como fundamental para a execução das ações e projetos. A fala foi marcada por um tom de reconhecimento coletivo, atribuindo os resultados alcançados ao esforço conjunto de técnicos, servidores e colaboradores envolvidos na política de turismo.

O período à frente da Secretaria, de acordo com Kaio, foi guiado por metas claras de expansão, promoção e estruturação do setor, com foco em resultados concretos e mensuráveis. Ao encerrar sua gestão, ele reforçou a ideia de “missão cumprida”, associando sua trajetória no cargo a um ciclo de crescimento, visibilidade e consolidação do turismo como um dos pilares econômicos de Pernambuco.

JARBAS FILHO ADERE AO PSD E CONSOLIDA ALINHAMENTO COM RAQUEL LYRA EM NOVO CAPÍTULO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

O cenário político pernambucano ganhou um novo movimento significativo neste fim de semana com a oficialização da filiação do deputado estadual Jarbas Filho ao Partido Social Democrático, legenda liderada no estado pela governadora Raquel Lyra. A mudança partidária não apenas reforça a base de apoio ao governo estadual na Assembleia Legislativa, como também sinaliza um reposicionamento estratégico do parlamentar dentro do atual xadrez político.

Em nota oficial, Jarbas Filho apresentou os fundamentos de sua decisão, destacando que a escolha foi pautada por responsabilidade política, diálogo com aliados e coerência com sua trajetória. Ao afirmar que optou por “permanecer do lado certo”, o deputado deixa evidente o fortalecimento de sua sintonia com o projeto administrativo conduzido por Raquel Lyra, marcado, segundo ele, por seriedade, compromisso e foco em resultados concretos.

A filiação ocorre em um momento de intensas movimentações partidárias em Pernambuco, especialmente dentro do período da chamada janela partidária, quando parlamentares têm a possibilidade de trocar de legenda sem prejuízo de seus mandatos. Nesse contexto, a chegada de Jarbas Filho ao PSD é vista como um reforço importante para a sigla, que busca ampliar sua musculatura política tanto no Legislativo quanto no interior do estado.

O deputado também fez questão de enfatizar sua percepção sobre os avanços do governo estadual, ressaltando que as ações da gestão já começam a alcançar diversas regiões pernambucanas. Em sua avaliação, trata-se de um projeto que “olha para frente” e tem potencial de promover transformações concretas na vida da população.

Mais do que um gesto de alinhamento institucional, a mudança de partido carrega um simbolismo político relevante. Jarbas Filho, herdeiro de uma tradição política consolidada em Pernambuco, passa a integrar uma legenda que vem se fortalecendo sob a liderança de Raquel Lyra, ampliando pontes entre diferentes grupos e consolidando uma base mais robusta para os desafios eleitorais futuros.

Ao ingressar no PSD, o parlamentar também projeta um papel mais ativo dentro da construção de políticas públicas e articulações regionais. Ele reafirmou que sua atuação seguirá voltada para todas as regiões do estado — do Litoral ao Sertão — com foco em presença política, escuta ativa da população e compromisso com resultados.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como parte de uma estratégia mais ampla de consolidação de forças em torno do governo estadual, visando não apenas a governabilidade no presente, mas também a construção de um ambiente político favorável para os próximos ciclos eleitorais.

Com a filiação, Jarbas Filho se soma a um grupo que busca ampliar a capilaridade do PSD em Pernambuco, fortalecendo alianças e ampliando o diálogo com lideranças locais. A expectativa, entre aliados, é de que sua chegada contribua para dinamizar ainda mais a atuação do partido e reforçar a presença do governo em diversas frentes.

A mudança, portanto, vai além de uma simples troca de legenda: representa um movimento calculado, com impacto direto na correlação de forças políticas do estado e na consolidação de um projeto que, segundo seus protagonistas, pretende seguir avançando e entregando resultados à população pernambucana.