terça-feira, 7 de abril de 2026

COLUNA POLÍTICA | CARLOS COSTA COMEÇA NO ANDAR DE CIMA | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ENTRE O SOBRENOME E O DESAFIO: CARLOS COSTA TESTA SE FORÇA POLÍTICA SE HERDA OU SE CONQUISTA

A escolha de Carlos Costa como vice na chapa encabeçada por João Campos não é apenas mais um movimento dentro do xadrez eleitoral de 2026 em Pernambuco — é, acima de tudo, um teste político em escala real. Um teste sobre o peso dos sobrenomes, sobre a eficácia das articulações de bastidores e, principalmente, sobre a capacidade de um novo personagem transformar herança em voto.

Discreto, pouco conhecido do grande público e estreante nas urnas, Carlos surge como uma aposta calculada. Mas toda aposta carrega riscos — e este, talvez, seja maior do que parece.

O PESO DO SOBRENOME ABRE PORTAS — MAS NÃO GARANTE VOTOS

Ser filho de Silvio Costa e irmão de João Paulo Costa e de Silvio Costa Filho coloca Carlos em uma posição privilegiada — disso não há dúvida. Ele nasce politicamente dentro de uma estrutura pronta, com aliados, bases e acesso.

Mas a história recente mostra que sobrenome forte ajuda, mas não resolve sozinho. O eleitor, cada vez mais atento, cobra identidade própria. E é exatamente aí que mora o desafio: Carlos precisará provar que não é apenas “mais um Costa” na política.

ESTREANTE EM UM DOS MAIORES PALCOS DA POLÍTICA ESTADUAL

Não é comum alguém disputar pela primeira vez um cargo já na condição de candidato a vice-governador. Isso, por si só, já eleva o grau de exigência. Carlos não terá o luxo do aprendizado gradual — sua estreia acontece sob os holofotes.

A escolha revela confiança do grupo político, mas também evidencia uma estratégia ousada: apostar em alguém que ainda precisa se apresentar ao eleitor enquanto a campanha já está em andamento.

UM VICE QUE NÃO PODE SER DECORATIVO


Se há algo que essa escolha não permite é um papel apagado. Carlos não pode — e nem deve — ser um vice figurativo. A própria construção de sua candidatura exige presença, discurso e participação ativa.

Caso contrário, corre o risco de reforçar a crítica comum de que vagas de vice servem apenas para acomodar acordos políticos. Para fugir disso, ele precisará ocupar espaço real — nas agendas, nas falas e, principalmente, nas entregas políticas.

ARTICULAÇÃO NOS BASTIDORES É DIFERENTE DE CARISMA NAS RUAS


Carlos já demonstrou habilidade nos bastidores, algo reconhecido dentro do seu grupo político. Mas campanha eleitoral é outro jogo. Não basta articular — é preciso comunicar, convencer e criar conexão com o eleitor.

E essa transição nem sempre é automática. Muitos bons articuladores não conseguem traduzir sua força política em popularidade. Esse será, talvez, o maior teste pessoal de Carlos Costa.

A ESCOLHA REFORÇA A ESTRATÉGIA DE JOÃO CAMPOS

Para João Campos, a escolha é pragmática. Ao trazer Carlos, ele amplia alianças, fortalece pontes com o Republicanos e se aproxima ainda mais de um grupo com forte presença política.

Mas há também um cálculo delicado: equilibrar protagonismo. João é o nome central da chapa, mas precisa de um vice que some sem competir internamente — e, ao mesmo tempo, que tenha densidade suficiente para agregar valor político.

ENTRE A PROMESSA E A PROVA

No fim das contas, Carlos Costa representa uma promessa. Promessa de renovação, de continuidade familiar e de fortalecimento político. Mas promessa, na política, tem prazo de validade curto.

A eleição de 2026 será o momento em que ele deixará de ser apenas um nome de bastidor para se tornar — ou não — uma liderança consolidada.

Porque, no fim, a pergunta que fica no ar é simples e direta: Carlos Costa será apenas herdeiro de um capital político ou conseguirá construir o seu próprio?

segunda-feira, 6 de abril de 2026

EMPATE TÉCNICO ESCONDE VANTAGEM REAL, RAQUEL DISPARA NA ESPONTÂNEA E EXPÕE FRAGILIDADE DA OPOSIÇÃO EM PERNAMBUCO

A mais recente rodada de pesquisas eleitorais em Pernambuco, realizada entre os dias 24 e 30 de março com 2.010 eleitores, trouxe um dado que, à primeira vista, parece equilibrar o jogo: a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparecem tecnicamente empatados, ambos com 35,4% das intenções de voto no cenário estimulado.

Mas a leitura mais atenta dos números revela um cenário bem menos confortável para a oposição do que ela tenta vender.

Quando o eleitor é ouvido sem a apresentação prévia de nomes — o chamado cenário espontâneo — a realidade muda de forma contundente: Raquel Lyra dispara com 57,5%, enquanto João Campos fica com 39,2%. Uma diferença de mais de 18 pontos percentuais que escancara um problema central para o grupo adversário: fora do ambiente guiado, o nome do socialista ainda não se consolidou com a mesma força no imaginário do eleitor pernambucano.

Em outras palavras, enquanto Raquel já é lembrada naturalmente como opção de continuidade, João ainda depende de estímulos para alcançar o mesmo patamar. Um sinal claro de que a transição de capital político da Prefeitura do Recife para um projeto estadual enfrenta obstáculos reais.

Na sequência do levantamento aparecem Anderson Ferreira com 5,3%, Ivan Moraes com 3,5%, Gilson Machado com 3,2%, Eduardo Moura com 2,5% e Alfredo Gomes com 0,2%. Números que, isoladamente, mostram um campo oposicionista pulverizado e sem capacidade, ao menos neste momento, de ameaçar o protagonismo das duas principais lideranças.

Outro dado que chama atenção — e que tem sido convenientemente ignorado por setores da oposição — é o índice de rejeição. João Campos lidera nesse quesito, com 30,1%, enquanto Raquel Lyra registra 19,1%. Em disputa majoritária, rejeição elevada costuma ser um freio poderoso, especialmente em cenários de segundo turno.

No campo administrativo, os números reforçam ainda mais o peso da atual governadora. A gestão de Raquel Lyra é aprovada por 61,3% dos entrevistados, contra 38,7% de desaprovação. Quando detalhado, o desempenho apresenta 28,2% de avaliação “ótima” e 20,2% “boa”, enquanto apenas 12,8% consideram o governo “ruim” e 12,3% “péssimo”.

E há um dado politicamente sensível: a aprovação da governadora supera a do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Enquanto Raquel alcança mais de 61% de aprovação, Lula registra 51,5%, com uma reprovação de 48,5% na mesma pesquisa.

A pesquisa, realizada pelo Instituto Veritá, possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04215/2026.

Diante desse conjunto de dados, a reação da oposição já segue um roteiro conhecido: questionar o levantamento, tentar desqualificar o instituto e lançar dúvidas sobre os números. Uma estratégia recorrente quando os resultados não são favoráveis — mas que, na prática, pouco altera o cenário concreto apresentado.

Porque, no fim das contas, mais do que o empate numérico no cenário estimulado, o que realmente pesa é a força orgânica no eleitorado. E nesse quesito, ao menos por agora, Raquel Lyra mostra que não apenas está no jogo — está um passo à frente.

Resta saber se a oposição conseguirá transformar discurso em densidade eleitoral ou se continuará apostando mais no barulho do que nos números.

TRUMP AMEAÇA “DESTRUIR O IRÃ EM UMA NOITE” E RECEBE RESPOSTA DURA DE TEERÃ, QUE CLASSIFICA FALAS COMO DELIRANTES

Uma nova e perigosa escalada verbal entre os Estados Unidos e o Irã elevou o nível de tensão no cenário internacional nesta segunda-feira (6), após o presidente Donald Trump afirmar que o território iraniano poderia ser “tomado por completo em uma única noite”, possivelmente até a próxima terça-feira. A declaração, feita em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, repercutiu de forma imediata e provocou forte reação de Irã, que classificou as falas como “delirantes” e perigosas.

O posicionamento do líder norte-americano ocorre em um momento de alta instabilidade na região, com ataques já registrados e crescente preocupação da comunidade internacional sobre a possibilidade de uma guerra de maiores proporções. Trump, ao elevar o tom, também estabeleceu um prazo para que o Irã adote medidas consideradas estratégicas por Washington, como a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o escoamento de petróleo no mundo. Segundo ele, caso não haja recuo por parte de Teerã, os Estados Unidos poderiam intensificar drasticamente suas ações militares, incluindo ataques a alvos considerados vitais para o funcionamento do país.

A retórica adotada pelo presidente dos Estados Unidos reacende temores sobre o uso de força em larga escala e suas consequências globais. Especialistas em relações internacionais avaliam que declarações desse tipo ampliam o risco de uma escalada militar imprevisível, sobretudo em uma região historicamente marcada por conflitos e disputas geopolíticas complexas.

Do lado iraniano, a resposta foi rápida e igualmente firme. Autoridades do governo e líderes militares rejeitaram as ameaças, afirmando que o país não se deixará intimidar e que qualquer ofensiva será respondida de maneira contundente. O discurso adotado por Teerã reforça a disposição de resistir a pressões externas e indica que, em caso de ataque, poderá haver retaliações capazes de atingir não apenas forças norte-americanas, mas também aliados na região.

Nos bastidores, diplomatas e organismos internacionais tentam conter a escalada, temendo que o confronto ultrapasse os limites atuais e atinja outras nações do Oriente Médio, ampliando ainda mais a crise. O risco de impactos econômicos também preocupa, especialmente diante da possibilidade de interrupção no fornecimento de petróleo, o que pode afetar diretamente os preços globais e gerar instabilidade em diversos países.

Mesmo diante do tom agressivo, ainda há sinais de que canais diplomáticos permanecem abertos, embora enfraquecidos. O Irã, por sua vez, condiciona qualquer avanço em negociações a garantias mais amplas de segurança e à cessação das ações militares, enquanto os Estados Unidos mantêm uma postura de pressão máxima.

Com o prazo citado por Trump se aproximando, o mundo acompanha com apreensão os próximos movimentos das duas nações. O cenário é considerado um dos mais delicados dos últimos anos e qualquer decisão tomada nas próximas horas pode redefinir não apenas o rumo do conflito, mas também o equilíbrio geopolítico global.

APÓS 32 ANOS NO PSB, MILTON COELHO MUDA DE RUMO, ADERE AO PT E REPOSICIONA TABULEIRO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

A política pernambucana ganha um novo capítulo com a decisão de Milton Coelho de encerrar uma longa trajetória no Partido Socialista Brasileiro e ingressar no Partido dos Trabalhadores, movimento que não apenas marca uma inflexão pessoal em sua carreira, mas também sinaliza mudanças estratégicas no cenário eleitoral de 2026. Após 32 anos de militância no PSB, legenda à qual esteve profundamente ligado desde os primeiros passos na vida pública, o ex-secretário nacional anunciou sua desfiliação por meio de uma carta dirigida ao prefeito do Recife e presidente nacional da sigla, João Campos.

No documento, Milton Coelho tratou a saída como o encerramento de um ciclo político construído com lealdade e compromisso, destacando o vínculo histórico com lideranças que ajudaram a moldar o PSB em Pernambuco e no Brasil. Entre os nomes lembrados, estão Miguel Arraes e Eduardo Campos, referências centrais na construção do projeto socialista no estado, além de Carlos Siqueira. Ao se despedir, ressaltou o sentimento de dever cumprido e a importância da história construída ao longo de mais de três décadas.

A trajetória de Milton dentro do PSB foi marcada por protagonismo e forte inserção nas estruturas partidárias. Ele ocupou posições estratégicas tanto no âmbito municipal quanto estadual, tendo sido presidente e secretário-geral do diretório do Recife e também do diretório de Pernambuco. Sua atuação ultrapassou as fronteiras locais ao integrar o diretório nacional desde 2001 e exercer função relevante na executiva da legenda, o que consolidou sua imagem como um dos quadros mais experientes e articulados do partido.

Além da atuação partidária, acumulou experiências expressivas na gestão pública. Foi deputado federal, vice-prefeito do Recife entre 2009 e 2012 e desempenhou papéis centrais em governos estaduais, como secretário de Governo durante a gestão de Eduardo Campos e secretário de Administração no período do governo de Paulo Câmara. Mais recentemente, ocupava o cargo de secretário Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, ampliando sua atuação para o cenário federal.

A filiação ao Partido dos Trabalhadores ocorre em um momento de intensa reorganização política em Pernambuco, com os partidos já posicionando suas peças para a disputa eleitoral de 2026. A chegada de Milton Coelho é interpretada como um movimento estratégico do PT para fortalecer sua base no estado, incorporando um nome com experiência administrativa, trânsito político e histórico de diálogo com diferentes correntes.

Com a nova filiação, Milton Coelho se prepara para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, apostando na bagagem acumulada ao longo de sua carreira e na capacidade de construir pontes dentro de um cenário político cada vez mais competitivo. Sua mudança de partido também reforça a tendência de realinhamentos que vêm sendo observados nos bastidores, onde lideranças tradicionais buscam novos espaços e protagonismo em meio às transformações do quadro político estadual e nacional.

A saída de um quadro histórico do PSB e sua migração para o PT não apenas simbolizam o fim de uma longa jornada partidária, mas também evidenciam como as alianças e estratégias estão em constante movimento, redesenhando forças e antecipando disputas que prometem ser decisivas para o futuro político de Pernambuco.

GERSINHO FILHO SE FILIA AO UNIÃO BRASIL E FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA OFICIALIZA SUA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO ESTADUAL

A Federação União Progressista oficializou a pré-candidatura de Gersinho Filho a Deputado Estadual, ao lado do presidente da federação, o Deputado federal Eduardo da Fonte, e do vice-presidente, Miguel Coelho.

Gersinho Filho também assume a presidência da maior federação do País em Garanhuns, com a missão de fortalecer a atuação política na região e ampliar a representatividade no Agreste pernambucano.

Vereador por quatro mandatos, Gersinho acumula experiência no legislativo municipal e disputou recentemente a prefeitura da cidade. Agora, integra a maior federação partidária do estado e do Brasil com o objetivo de levar pautas com foco na defesa da saúde pública, na geração de emprego e renda e no fortalecimento desenvolvimento do Agreste à Assembleia Legislativa de Pernambuco.

“Quero representar nossa gente com trabalho, compromisso e resultados. Nosso objetivo é garantir mais oportunidades, fortalecer a saúde e impulsionar o desenvolvimento do Agreste”, afirmou Gersinho Filho.

Foto: Igor Toscano

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REAFIRMA APOIO AO SETOR SUCROALCOOLEIRO E COBRA AVANÇO NA TRAMITAÇÃO DE PROJETO

Diante da crise enfrentada pelo setor sucroalcooleiro, a Assembleia Legislativa divulgou uma nota à imprensa reforçando sua disposição em atuar com agilidade na análise de medidas que possam amenizar os impactos econômicos e produtivos. O posicionamento também esclarece pontos sobre a tramitação de propostas em curso e destaca entraves recentes que impediram o avanço de um projeto considerado importante para o segmento.

NOTA À IMPRENSA

A Assembleia Legislativa reitera a todos os integrantes do setor sucroalcooleiro sua pronta disponibilidade para apreciar, no menor prazo possível, qualquer projeto de lei que venha a ser encaminhado a esta Casa com o objetivo de socorrer o setor diante da grave crise que enfrenta.

Ressaltamos que a iniciativa de proposições destinadas a promover alterações na Lei Orçamentária Anual é de competência da Chefe do Poder Executivo.

Outrossim, esclarecemos que o Projeto de Lei nº 3694/2026 já teve seu parecer de redação final aprovado pela Comissão de Finanças, mas ainda não foi deliberado em Plenário em razão da ausência da bancada do governo no momento de sua votação.

Por fim, destacamos que o setor sucroalcooleiro já foi recebido por esta Assembleia para tratar do tema e que a Casa permanece de portas abertas ao diálogo, mantendo sua disposição para continuar discutindo a matéria, como já ocorreu em outras oportunidades.

ÁGUAS BELAS GANHA NOVAS AMBULÂNCIAS E INVESTIMENTO REFORÇA AGILIDADE NOS ATENDIMENTOS DO MUNICÍPIO

Em um cenário onde a saúde pública segue como uma das maiores demandas da população, a chegada de duas novas ambulâncias à cidade de Águas Belas representa mais do que um simples reforço na frota: simboliza um passo concreto rumo à melhoria do atendimento e à ampliação da capacidade de resposta dos serviços de urgência e emergência. Os veículos, já em circulação, começam a mudar a rotina de quem depende diretamente do sistema público, encurtando distâncias e oferecendo mais agilidade nos momentos em que cada minuto pode fazer a diferença.

A conquista foi viabilizada por meio de uma emenda parlamentar no valor de R$ 300 mil destinada pelo deputado estadual Claudiano Filho, recurso que permitiu a aquisição dos novos equipamentos sobre rodas. A iniciativa reforça a importância da articulação política entre representantes estaduais e gestores municipais, especialmente em áreas sensíveis como a saúde, onde investimentos estruturais impactam diretamente na qualidade de vida da população.

O prefeito Dr Elton Martins destacou que a entrega das ambulâncias faz parte de um planejamento mais amplo, que visa a renovação gradual de toda a frota da saúde. Segundo ele, a meta da gestão é garantir não apenas veículos novos, mas também mais segurança, conforto e eficiência no transporte de pacientes, reduzindo riscos e assegurando um atendimento mais digno.

Na prática, a chegada dos novos veículos representa um alívio para profissionais da saúde que enfrentavam limitações com ambulâncias antigas, muitas vezes sujeitas a falhas mecânicas e custos elevados de manutenção. Para a população de Águas Belas, sobretudo nas áreas mais afastadas da zona urbana, a mudança já começa a ser percebida no tempo de resposta mais rápido e na confiança de que haverá suporte adequado em situações críticas.

A iniciativa também evidencia um discurso de gestão voltado à continuidade de melhorias nos serviços públicos, com foco na saúde como prioridade. Ao agradecer publicamente o apoio recebido, o prefeito reforçou o compromisso de seguir buscando parcerias e investimentos que tragam resultados concretos para o município, sinalizando que novas ações devem ocorrer nos próximos meses.

Assim, mais do que a entrega de dois veículos, o momento se consolida como um indicativo de avanço na estrutura da saúde de Águas Belas, onde cada nova conquista passa a representar um ganho direto para a população que depende diariamente do sistema público.

RENÚNCIA PARA DISPUTAR ELEIÇÃO MUDA O JOGO POLÍTICO E REDEFINE O PODER NO BRASIL

A decisão de deixar um cargo público antes do fim do mandato para disputar outra eleição é um dos movimentos mais estratégicos — e também mais irreversíveis — da política brasileira. O gesto, que ganhou destaque com a saída do prefeito do Recife, João Campos (PSB), para disputar o Governo de Pernambuco em 2026, segue regras rígidas da legislação eleitoral e provoca uma verdadeira reconfiguração no comando de estados e municípios.

O fenômeno não é isolado. Em todo o país, pelo menos dez prefeitos de capitais e onze governadores já renunciaram aos seus cargos com o mesmo objetivo: entrar na corrida eleitoral de outubro de 2026. A movimentação antecipa o clima de campanha e marca, na prática, o início de um novo ciclo político no Brasil, com impactos diretos na gestão pública e nas articulações partidárias.

Ao optar pela renúncia, o gestor público dá um passo sem volta. A legislação brasileira não permite que prefeitos e governadores retornem aos seus cargos, mesmo em caso de derrota nas urnas. Trata-se de uma decisão definitiva, que exige cálculo político e confiança no projeto eleitoral.

Esse processo está diretamente ligado à chamada desincompatibilização, uma exigência legal que obriga o afastamento do cargo para garantir equilíbrio na disputa. A medida busca impedir o uso da máquina pública em benefício próprio, preservando a isonomia entre os candidatos. No caso de chefes do Executivo, como prefeitos e governadores, a regra é ainda mais rígida: o afastamento precisa ser definitivo, ou seja, por meio da renúncia formal.

Com a saída do titular, o comando da administração passa automaticamente para o vice, que assume a missão de dar continuidade à gestão. Essa transição, embora prevista, pode alterar prioridades administrativas, influenciar alianças políticas e até impactar a avaliação popular dos governos.

Após a renúncia, os ex-gestores entram em uma fase intermediária: deixam de exercer o cargo, mas ainda não são oficialmente candidatos. Nesse período, passam a atuar como pré-candidatos, participando de agendas públicas, encontros políticos e articulações estratégicas, desde que respeitem os limites impostos pela legislação eleitoral — especialmente a proibição de pedido explícito de votos.

A formalização das candidaturas ocorre apenas durante as convenções partidárias, previstas para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto. É nesse momento que os partidos definem seus representantes para a disputa. Para concorrer, é obrigatório que o político esteja filiado a uma legenda e tenha seu nome aprovado internamente.

Após as convenções, os partidos precisam registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral até o dia 15 de agosto. Somente depois desse processo os nomes passam a integrar, de fato, a corrida eleitoral.

A campanha eleitoral, por sua vez, só pode começar no dia 16 de agosto. Antes disso, qualquer propaganda com pedido direto de voto é considerada irregular e pode resultar em penalidades. Ainda assim, o período pré-eleitoral costuma ser marcado por intensa movimentação política, construção de alianças e fortalecimento de candidaturas.

No cenário atual, a renúncia de gestores como João Campos evidencia não apenas ambições individuais, mas também estratégias partidárias mais amplas. Ao abrir mão de mandatos, esses líderes apostam em voos maiores, ao mesmo tempo em que provocam mudanças significativas na estrutura de poder em suas regiões.

Mais do que um simples ato administrativo, renunciar para disputar eleições é uma decisão que redefine trajetórias políticas e influencia diretamente o rumo da gestão pública no país.