domingo, 12 de abril de 2026

TRAGÉDIA NO RECIFE, PAI DENUNCIA NEGLIGÊNCIA APÓS MORTE DE CRIANÇA POR MENINGITE E APONTA FALTA DE ATENDIMENTO EM HOSPITAL DA CRIANÇA QUE FOI RECÉM-INAUGURADO POR JOÃO CAMPOS


A criança chegou a dar entrada em três unidades de saúde e não obteve transferência para um leito de emergência

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um menino de oito anos morreu no Hospital Geral de Areias, na Zona Oeste do Recife, na terça-feira (7), após passar por três unidades de saúde. A família aponta negligência médica e conta que Benjamin Leite Costa só recebeu diagnóstico da doença após o óbito.

Adejair Pereira da Costa, pai da criança, relata que o filho se queixou de dor de cabeça e ânsia de vômito durante uma viagem a Gravatá, no Agreste de Pernambuco, na sexta (3). No mesmo dia, o menino deu entrada na UPA de Gravatá, onde recebeu medicação e foi liberado.

A família voltou para casa, em Pau Amarelo, no município Paulista, no Grande Recife, e socorreu a criança no dia seguinte para a UPA de Jardim Paulista Baixo. De acordo com o relato, além dos sintomas persistirem, o menino passou a apresentar manchas vermelhas no corpo.

Na unidade, Benjamin teria recebido duas injeções para controlar o quadro e foi, mais uma vez, liberado sem realizar nenhum exame. Segundo pai da criança, equipe médica não soube informar qual a doença de Benjamin.

Sem o filho apresentar melhora, Adejair conta que o socorreu ao Hospital do Recife, recém-inaugurado no bairro de Areias, na Zona Oeste da capital. No local, um vigilante teria comunicado que a unidade só recebe casos encaminhados por outro hospital e não poderia atender o menino.

“Ele disse que lá não tem emergência, só atende através de regulação, se tiver encaminhado de um outro hospital. Se eu soubesse de uma coisa dessa, eu ia sair de Pau Amarelo para a Avenida Recife para trazer meu filho para morrer?”, disse o pai em conversa com o vereador Eduardo Moura (Novo).

Após a negativa, Adejair conta que foi andando com o filho ao Hospital Geral de Areias, onde a criança foi submetida à primeira coleta de sangue. Nesse ponto, a equipe médica suspeitava de dengue, mas optou fazer mais duas coletas para confirmar o diagnóstico. O pai aponta que o mesmo exame foi repetido porque a máquina que analisa o material estava com defeito.

Depois de horas na unidade de saúde, o menino seguiu de cadeira de rodas para fazer um raio-x por conta de suspeita de meningite. Após o novo exame, Benjamin foi colocado em uma “UTI improvisada”, denuncia o pai.

“Quando eu cheguei no leito improvisado, de UTI, chegou o médico e disse: ‘vou aplicar um antibiótico no seu filho porque tá com suspeita de meningite'”, contou.

“Depois dessa medicação, meu filho apagou. Meu filho começou a ficar roxo, as placas no braço dele começaram a ficar muito vermelhas, como se tivesse dado um efeito contrário”, apontou o pai.

Ainda conforme o relato, a criança precisou ser intubada e teve a morte confirmada antes de conseguir a transferência para o Hospital da Criança, cerca de 24h após a tentativa de dar entrada na unidade.

“Quando vieram disponibilizar uma ambulância para levar meu filho, meu filho não resistiu lá mesmo naquela UTI improvisada que fizeram“, afirmou Adejair.

Sem diagnóstico definido, a família só teve a confirmação da causa da morte ao receber o atestado de óbito, que indicava meningite purulenta.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que investiga o caso. A pasta ainda acrescenta que o protocolo de Doença Meningocócica não orienta fechamento de escolas em virtude de casos suspeitos, sendo a quimioprofilaxia feita de maneira seletiva, ainda, nos contatos mais próximos do paciente.

A Secretaria de Saúde do Recife não se pronunciou sobre a denúncia

CONDENAÇÃO MANTIDA: TSE REFORÇA PENA CONTRA EX-DEPUTADO MARCADO PELO “CRIME DA MOTOSSERRA”

A decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de manter a condenação do ex-deputado Hildebrando Pascoal reacende um dos capítulos mais sombrios da política brasileira. A Corte confirmou a pena de 14 anos de prisão por corrupção eleitoral e associação criminosa, encerrando mais uma tentativa do ex-parlamentar de reverter decisões judiciais já consolidadas ao longo de décadas.

O caso analisado pelo TSE tem origem nas eleições de 1998, quando Pascoal foi acusado de transportar ilegalmente eleitores — prática conhecida como compra indireta de votos, que compromete a lisura do processo democrático. A condenação já havia sido definida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre, e agora foi reafirmada em última instância na Justiça Eleitoral.

Relatora do processo, a ministra Estela Aranha rejeitou todos os argumentos apresentados pela defesa. Entre eles, estavam alegações de suposto impedimento de magistrados, ausência de controle judicial no inquérito e a tese de “dupla punição”. Segundo a ministra, esses pontos já haviam sido amplamente analisados e descartados em fases anteriores do processo.

Em seu voto, seguido pelos demais ministros, Estela Aranha foi categórica ao destacar que a condenação já transitou em julgado e que a revisão criminal solicitada pela defesa foi considerada improcedente. Com isso, não há mais espaço jurídico para rediscutir os fatos dentro da Justiça Eleitoral.

Mas o nome de Hildebrando Pascoal ultrapassa o campo das irregularidades eleitorais. Sua trajetória política ficou profundamente marcada por acusações e condenações relacionadas à violência extrema e ao crime organizado nos anos 1990, no Acre. Ex-coronel do Exército, ele foi apontado como líder de um grupo de extermínio que atuava na região, sendo responsabilizado por crimes como homicídio, formação de quadrilha e narcotráfico.

O episódio que mais chocou o país e consolidou sua notoriedade foi o assassinato do mecânico Agílson Firmino dos Santos, conhecido como “Baiano”. O crime, que ficou nacionalmente conhecido como o “crime da motosserra”, ganhou repercussão pela brutalidade e pela motivação atribuída: vingança pela morte de um irmão de Pascoal, o policial Itamar Pascoal.

De acordo com investigações, Agílson teria sido sequestrado por integrantes do grupo comandado pelo ex-deputado, submetido a tortura e executado de forma cruel. O caso resultou em condenações que ultrapassam duas décadas de prisão, tornando-se símbolo da atuação de grupos paramilitares e da violência política na região amazônica durante aquele período.

Mesmo após anos de condenações e tentativas de revisão judicial, a decisão mais recente do TSE reforça o entendimento das instituições de que não há irregularidades processuais que justifiquem mudanças nas penas impostas. O julgamento também evidencia a firmeza da Justiça Eleitoral em coibir práticas que atentem contra a democracia, independentemente da notoriedade ou histórico político dos envolvidos.

A manutenção da condenação encerra mais um capítulo de um caso que mistura poder, violência e política, e que segue sendo lembrado como um dos mais emblemáticos da história recente do país.

RAQUEL LYRA MARCA PRESENÇA NA 22ª FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA E REFORÇA CONEXÃO COM A FÉ NO SERTÃO PERNAMBUCANO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, cumpre agenda neste domingo, 12 de abril de 2026, no município de Arcoverde, onde participa de um dos eventos religiosos mais emblemáticos da região: a 22ª edição da Festa da Divina Misericórdia. A presença da chefe do Executivo estadual está marcada para as 11h, na Terra da Misericórdia, localizada na Serra das Varas, no Sítio Mocó, área que tradicionalmente reúne milhares de fiéis vindos de diversas partes do Estado.

O evento, que já se consolidou no calendário religioso pernambucano, é marcado por momentos de oração, celebrações litúrgicas e demonstrações públicas de fé, atraindo peregrinos que encontram no encontro um espaço de devoção, reflexão e renovação espiritual. A participação da governadora reforça não apenas o reconhecimento institucional da importância da manifestação religiosa, mas também o diálogo constante entre o poder público e as expressões culturais e espirituais do povo pernambucano.

Ao longo dos anos, a Festa da Divina Misericórdia em Arcoverde se transformou em um símbolo de resistência da fé no Sertão, reunindo famílias inteiras em uma programação que une tradição e religiosidade. A ida de Raquel Lyra ao evento também carrega um peso político e simbólico, especialmente em um momento em que lideranças buscam estreitar laços com a população do interior, valorizando agendas que dialogam diretamente com a identidade regional.

A expectativa é de que a governadora circule pelo espaço, cumprimente fiéis e acompanhe parte das celebrações, em um gesto que reforça sua presença no interior do Estado e sua atenção às manifestações populares. Em um cenário onde política e cultura frequentemente se entrelaçam, a participação em eventos como este evidencia a relevância das tradições religiosas como elemento de mobilização social e fortalecimento comunitário em Pernambuco.

EUDSON CATÃO ENALTECE MARÍLIA ARRAES COMO “SENADORA DO CORAÇÃO DO POVO” EM POSTAGEM EM QUE UNE AFETO, APOIO POLÍTICO E REFERÊNCIA RELIGIOSA

Em publicação nas redes sociais, o ex-prefeito de Palmeirina Eudson Catão prestou uma homenagem calorosa a Marília Arraes ao parabenizá‑la pelo aniversário e reafirmar seu apoio à pré-candidatura ao Senado, intitulando‑a de “senadora do coração do povo Pernambuco”. Na mensagem, Catão desejou “parabéns e muitas felicidades”, descreveu Marília como “uma guerreira” dedicada à democracia e à luta pelo respeito e igualdade, e ressaltou sua devoção e temor a Deus, combinação que busca reforçar tanto a imagem pública quanto o vínculo afetivo com eleitorado religioso. A postagem, simples na forma mas estratégica no conteúdo, funciona como sinal político local: vem de um líder com trânsito nas bases municipais e tem potencial de ampliar a capilaridade da pré-candidata no interior, traduzindo carinho pessoal em respaldo eleitoral. Ao conjugar elogios pessoais, apelo religioso e reconhecimento público, o post de Catão ajuda a moldar uma narrativa de proximidade e legitimidade em torno de Marília, ao mesmo tempo em que convoca simpatizantes e lideranças a converterem a recepção digital em mobilização territorial.

É HOJE: CANHOTINHO SE TORNA EPICENTRO POLÍTICO COM GRANDE ATO DE ÁLVARO E GABRIEL PORTO

É neste domingo (12), hoje, que o município de Canhotinho, no Agreste pernambucano, entra definitivamente no radar da política estadual. A partir das 15h, a antiga fábrica Mucuri será palco de um grande evento que oficializa as pré-candidaturas do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, à reeleição, e de Gabriel Porto, que entra na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

O clima é de expectativa e mobilização total. Desde as primeiras horas deste domingo, lideranças políticas, apoiadores e caravanas de diversas regiões de Pernambuco já se deslocam para Canhotinho, reforçando o peso do encontro. Não se trata apenas de um lançamento de pré-campanha — é hoje o dia em que o grupo pretende mostrar força, organização e capacidade de articulação no Agreste.

A movimentação também fortalece o campo político liderado pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos. A expectativa é de que o evento reúna nomes estratégicos envolvidos na construção da chapa majoritária, transformando o ato em um momento decisivo de sinalização para 2026.

Além da dimensão eleitoral, o evento de hoje ganha ainda mais relevância por acontecer logo após importantes mudanças partidárias. Gabriel Porto chega ao ato já filiado ao Partido Socialista Brasileiro, alinhando-se diretamente ao projeto político de João Campos. Já Álvaro Porto, por sua vez, reforça sua nova fase no Movimento Democrático Brasileiro, após deixar o PSDB em uma movimentação que repercutiu fortemente nos bastidores.

Hoje, Canhotinho deixa de ser apenas cenário e passa a ser protagonista de um dos eventos políticos mais aguardados do Agreste neste início de pré-campanha. A presença de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças regionais deve consolidar o ato como uma vitrine da força do grupo e um indicativo claro dos rumos que começam a se desenhar para as eleições de 2026.

Com estrutura montada, expectativa de grande público e articulações em curso, o domingo é decisivo — e começa agora.

ASSASSINATO DE MAIS UM FILHO DO EX-VICE PREFEITO DE CANHOTINHO TAMBÉM ASSASSINADO CHOCA AGRESTE

O filho do ex-vice-prefeito de Canhotinho, Eric Matheus de Melo Barbosa Santos, de 30 anos, foi morto a tiros na tarde da sexta-feira (10). O corpo do homem foi encontrado com marcas de tiros dentro de um veículo. Em 2021, a vítima havia sido presa durante a operação “Ingratus”, realizada pelas Polícias Civil e Militar, por ser suspeito de ter matado o próprio pai, Erinaldo Santos, em 2020.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi surpreendida por homens armados e foi atingido por diversos disparos. Ele foi encontrado sem vida em um carro vermelho, no centro de Canhotinho. A Polícia Militar foi acionada e fez o isolamento da área até a chegada do Instituto de Criminalística e do IML.

Até a última atualização desta reportagem, informações sobre autoria e motivação do crime não foram divulgadas. Ao g1, a Polícia Civil disse que o caso foi registrado através da Delegacia de Garanhuns e que “as diligências foram iniciadas e seguem até o esclarecimento do crime”.

Em 2025, o irmão de Eric foi assassinado na PE-170, também em Canhotinho. A vítima foi identificada por Eliphas Moaby de Melo, de 28 anos. Ele também é filho do ex-vice-prefeito Erinaldo.

Conforme a polícia, no dia 31 de dezembro de 2025, a vítima foi encontrada morta na rodovia estadual com perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. A autoria e motivação ainda seguem em investigação.

Morte do pai e prisão de um dos filhos
O ex-vice-prefeito de Canhotinho foi morto em fevereiro de 2020. Na época do crime, Erinaldo Santos fazia parte do PSD, tinha 52 anos e era pré-candidato a prefeito para as eleições. O crime aconteceu em uma residência de propriedade do político.

As investigações da Polícia Civil apontaram Eric Matheus como suspeito de ter matado o pai. A prisão do filho aconteceu em agosto de 2021, durante a operação “Ingratus”. A ação policial teve como objetivo combater crimes de homicídios, em especial concluir as investigações do caso em questão.

Em um vídeo enviado ao g1, o delegado Helianthus Bezerra, que coordenou a operação, explicou que o crime teria sido motivado por “questões financeiras em virtude do pai e filho” .

Eric passou por audiência de custódia e foi encaminhado para Cadeia Pública de Garanhuns na época. Até a última atualização desta reportagem, não foi confirmado se Eric Mateus de Melo Barbosa Santos foi condenado na Justiça pelo crime de homicídio. (Via: G1)

EDUARDO DA FONTE REPOSICIONA FORÇA POLÍTICA E IMPÕE NOVA DINÂMICA AO GOVERNO RAQUEL LYRA PAUTADA NO DIÁLOGO E RECIPROCIDADE

O ambiente político na Assembleia Legislativa de Pernambuco ganhou novos contornos nos últimos dias, revelando uma mudança silenciosa, porém significativa, na relação entre a governadora Raquel Lyra e o deputado federal Eduardo da Fonte. O que antes se sustentava em alinhamento institucional agora passa a operar sob uma lógica de independência estratégica — um movimento que, embora discreto na forma, é profundo no conteúdo.

A saída da Federação União Progressista do bloco governista não foi acompanhada de rompantes ou discursos inflamados. Ao contrário, veio envolta em uma narrativa de responsabilidade institucional. A orientação é clara: não haverá entraves às pautas do Executivo. No entanto, o gesto político rompe com a previsibilidade e inaugura uma fase onde cada votação poderá carregar um componente maior de negociação.

Nos bastidores, a movimentação é interpretada como uma reação ao redesenho de ძალ dentro do governo estadual. A perda de espaços administrativos e a redução de influência direta no Palácio do Campo das Princesas teriam sido fatores determinantes para o reposicionamento. Ainda assim, Eduardo da Fonte evita transformar insatisfação em confronto aberto — optando por uma estratégia que combina firmeza com prudência.

O deputado mantém nas mãos um ativo político de peso: o controle de uma federação com forte presença e tempo relevante de propaganda eleitoral. Esse elemento, por si só, amplia sua capacidade de pressão e negociação, especialmente em um cenário que já começa a ser observado sob a ótica das próximas disputas eleitorais.

A construção dessa independência, portanto, não é aleatória. Trata-se de um movimento que permite ao parlamentar se descolar de eventuais desgastes do governo, sem abrir mão de participar de decisões importantes. É uma linha tênue, onde o equilíbrio entre proximidade e distanciamento precisa ser mantido com precisão.

Para o governo de Raquel Lyra, o novo cenário exige habilidade política. Sem uma base totalmente consolidada, cada articulação na Alepe passa a demandar mais diálogo, mais concessões e maior atenção ao comportamento das bancadas. A federação liderada por Eduardo da Fonte, nesse contexto, se transforma em peça-chave para a estabilidade política no Legislativo.

A próxima segunda-feira (13) será decisiva. Eduardo da Fonte deve reunir os parlamentares da federação para alinhar o posicionamento coletivo diante dessa nova fase. O encontro não apenas definirá estratégias, mas também servirá como termômetro do grau de coesão interna do grupo.

No pano de fundo, o que se desenha é um jogo político mais sofisticado, onde alianças não são mais fixas e movimentos são pensados com antecedência. Entre o diálogo preservado e a autonomia afirmada, Eduardo da Fonte deixa claro que está disposto a influenciar os rumos do cenário político estadual — sem pressa, mas com cálculo preciso.

sábado, 11 de abril de 2026

MORRE SILVIO MATOS, ÍCONE DA DUBLAGEM E FENÔMENO TAMBÉM NA INTERNET, AOS 82 ANOS

O Brasil se despede de um artista que atravessou gerações e formatos. Morreu neste sábado (11), aos 82 anos, o ator, dublador e humorista Silvio Matos, dono de uma carreira marcada pela versatilidade, pela força da interpretação e por uma capacidade rara de se reinventar ao longo do tempo.

A notícia do falecimento foi confirmada por colegas de profissão e perfis especializados em dublagem, gerando grande comoção no meio artístico e entre fãs. Até o momento, a causa da morte não foi oficialmente divulgada, embora haja relatos de que o artista enfrentava problemas de saúde recentes, incluindo um AVC. 

Com trajetória iniciada ainda na década de 1960, Silvio Matos deu seus primeiros passos nos palcos de teatro, onde construiu a base de uma carreira sólida e consistente. Ao longo dos anos, expandiu sua atuação para a televisão, o cinema e a dublagem, tornando-se um nome respeitado dentro e fora das telas. 

Na TV, também teve participação importante nos bastidores: atuou como editor na TV Cultura, contribuindo para produções icônicas como Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum, programas que marcaram gerações de brasileiros. 

Mas foi na voz que Silvio encontrou um dos seus maiores legados. Como dublador, emprestou emoção e identidade a diversos personagens, ajudando a construir a memória afetiva de quem cresceu assistindo a produções estrangeiras adaptadas para o português. Seu domínio vocal e interpretação refinada o colocaram entre os nomes respeitados da área.

Nos últimos anos, quando muitos artistas já desaceleram, Silvio Matos surpreendeu ao conquistar uma nova geração de fãs. Ele ganhou destaque nas redes sociais e em vídeos do canal Parafernalha, criado por Felipe Neto. Suas participações em esquetes humorísticas viralizaram, revelando um artista atual, conectado e com timing cômico afiado. 

Além do humor, também passou a compartilhar vídeos com reflexões sobre a vida, o tempo e o cotidiano — conteúdos que ampliaram ainda mais sua identificação com o público e reforçaram sua imagem como um artista sensível e humano. 

A morte de Silvio Matos representa não apenas a perda de um profissional talentoso, mas o encerramento de uma trajetória que soube dialogar com diferentes épocas da comunicação brasileira — do rádio à televisão, dos estúdios de dublagem às plataformas digitais. 

Fica o legado de uma voz que marcou personagens, de um rosto que atravessou telas e de um artista que provou que o talento verdadeiro não envelhece — apenas encontra novas formas de continuar sendo ouvido.